CF

Campanha da Fraternidade

“Leiam o texto da Campanha da Fraternidade!”

“Leiam o texto da Campanha da Fraternidade!”

“Não se deixe levar por vozes discordantes e agressivas. Você pode discordar, mas sem desqualificar o outro”. Confira a fala do Pe. Julio Lancellotti no final da missa do 1º Domingo da Quaresma, celebrada em 21/02/2021. A Campanha da Fraternidade deste ano tem sido criticada por grupos extremistas, muitas vezes com base em argumentos falsos.

Campanha da Fraternidade: as duas bacias

Campanha da Fraternidade: as duas bacias

O texto-base da Campanha da Fraternidade de 2020 cita duas bacias: uma usada por Pilatos para lavar as mãos e outra por Jesus para lavar os pés dos discípulos. No final da missa do 1º Domingo da Quaresma, o Pe. Julio Lancellotti propôs aos presentes viverem a Campanha, assumindo gestos de solidariedade com os mais pobres, escolhendo assim uma das bacias:

Campanha da Fraternidade 2020: Reflexão do teólogo Fernando Altemeyer

Campanha da Fraternidade 2020: Reflexão do teólogo Fernando Altemeyer

A história que ficou conhecida como “parábola do bom samaritano” relata um episódio que impressionou Jesus. O primeiro homem que viu a pessoa caída não se importou, o segundo viu, mas passou ao largo; o terceiro viu e algo mexeu com as vísceras dele, o incomodou profundamente. É por isso que ele para, ele se condoi, ele cuida…
O lema da Campanha da Fraternidade deste ano “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” quer despertar essa compaixão profunda. Um coração compassivo vai às raízes da dor, do sofrimento do outro. A compaixão é o caminho pra edificar a justiça.

Assista à reflexão do teólogo Fernando Altemeyer Jr. sobre o tema da CF, apresentada dia 16/02/2020 na igreja São Miguel Arcanjo, a convite do pároco, Pe. Julio Lancellotti:

Reflexão sobre a Campanha da Fraternidade será domingo, 16/02, às 17h

Reflexão sobre a Campanha da Fraternidade será domingo, 16/02, às 17h

No domingo, 16/02, haverá um encontro da igreja São Miguel Arcanjo para refletir sobre o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: Fraternidade e Vida. Será a partir das 17h, com a assessoria do teólogo Fernando Altemeyer Jr. Mais detalhes nos avisos paroquiais da semana, gravados no final da missa das 10h na capela da Universidade São Judas Tadeu.Reflexão sobre a Campanha da Fraternidade será domingo, 16/02, às 17h

Mensagem do Papa Francisco para a Campanha da Fraternidade 2019

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Com o início da Quaresma, somos convidados a preparar-nos, através das práticas penitenciais do jejum, da esmola e da oração, para a celebração da vitória do Senhor Jesus sobre o pecado e a morte. Para inspirar, iluminar e integrar tais práticas como componentes de um caminho pessoal e comunitário em direção à Páscoa de Cristo, a Campanha da Fraternidade propõe aos cristãos brasileiros o horizonte das “políticas públicas”.

Muito embora aquilo que se entende por política pública seja primordialmente uma responsabilidade do Estado cuja finalidade é garantir o bem comum dos cidadãos, todas as pessoas e instituições devem se sentir protagonistas das iniciativas e ações que promovam «o conjunto das condições de vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição» (Gaudium et spes, 74).

Cientes disso, os cristãos – inspirados pelo lema desta Campanha da Fraternidade “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27) e seguindo o exemplo do divino Mestre que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28) – devem buscar uma participação mais ativa na sociedade como forma concreta de amor ao próximo, que permita a construção de uma cultura fraterna baseada no direito e na justiça. De fato, como lembra o Documento de Aparecida, “são os leigos de nosso continente, conscientes de sua chamada à santidade em virtude de sua vocação batismal, os que têm de atuar à maneira de um fermento na massa para construir uma cidade temporal que esteja de acordo com o projeto de Deus” (n. 505).

De modo especial, àqueles que se dedicam formalmente à política – à que os Pontífices, a partir de Pio XII, se referiram como uma “nobre forma de caridade” (cf. Papa Francisco, Mensagem ao Congresso organizado pela CAL-CELAM, 1/XII/2017) – requer-se que vivam “com paixão o seu serviço aos povos, vibrando com as fibras íntimas do seu etos e da sua cultura, solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados, que não se deixando intimidar pelos grandes poderes financeiros e mediáticos, sendo competentes e pacientes face a problemas complexos, sendo abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático, conjugando a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação” (ibid.).

Refletindo e rezando as políticas públicas com a graça do Espírito Santo, faço votos, queridos irmãos e irmãs, que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, ajude todos os cristãos a terem os olhos e o coração abertos para que possam ver nos irmãos mais necessitados a “carne de Cristo” que espera “ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós” (Bula Misericordiae vultus, 15). Assim a força renovadora e transformadora da Ressurreição poderá alcançar a todos fazendo do Brasil uma nação mais fraterna e justa. E para lhes confirmar nesses propósitos, confiados na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, de coração envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2019.

Francisco

Comunidade terá apresentação sobre os biomas brasileiros dia 18/03

Comunidade terá apresentação sobre os biomas brasileiros dia 18/03

A paróquia São Miguel Arcanjo realizará apresentação sobre os biomas do Brasil no dia 18/03, a partir das 15h. Os biomas são o tema da Campanha da Fraternidade de 2017, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação”, inspirado no livro do Gênesis. Mais detalhes nos avisos paroquiais da semana, gravados no final da missa das 10h de 05/03/2017, na capela da Universidade São Judas Tadeu:

CNBB lança Campanha da Fraternidade 2017

CNBB lança Campanha da Fraternidade 2017

“Como bem sabemos, a importância da Campanha da Fraternidade tem crescido a cada ano, repercutindo não apenas no interior das comunidades católicas, mas também nos diversos ambientes da sociedade, especialmente pela sua natureza e pela iminência dos assuntos abordados”. Foi com estas palavras que o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade 2017. 

A cerimônia ocorreu na sede da entidade, na quarta-feira, 1º de março, em Brasília (DF). Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”, a Campanha busca alertar para o cuidado e o cultivo dos biomas brasileiros: Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa, Pantanal e Amazônia. Além disso, enfatiza o respeito à vida e a cultura dos povos que neles habitam. O lema escolhido para iluminar as reflexões é “Cultivar e guardar a criação (Gn 2, 15)”.

Para dom Sergio, a temática é de extrema urgência. “Cada Campanha da Fraternidade quer nos ajudar a vivenciar a fraternidade em um campo específico da vida ou da realidade social brasileira que tem necessitado de maior atenção e empenho, e este ano o tema escolhido é de grande notoriedade”, enfatizou. Ainda de acordo com ele, é preciso que as pessoas conheçam os biomas a fundo para poderem “contemplar a beleza e a diversidade que estão estampados no próprio cartaz da Campanha da Fraternidade”.

Na mesa de abertura, dom Sergio disse ainda que não bastava apenas conhecer os biomas e que era preciso também refletir sobre a presença e sobre a ação humana nesses ambientes. Ele também ressaltou a valorização dos povos originários, que de acordo com ele são “verdadeiros guardiões dos biomas”. “Nós precisamos valorizar, defender a vida e a cultura desses povos, mas também somos motivados a refletir sobre as causas dos problemas que afetam os biomas como, por exemplo, o desmatamento, a poluição da natureza e das nascentes. Necessitamos também refletir sobre a ação de cada um de nós e nossas posturas nos biomas onde estamos inseridos”, disse.

Por último, o bispo destacou que pode haver um certo estranhamento por parte das pessoas em relação à Igreja ter escolhido este assunto para a Campanha, mas segundo ele, ninguém pode assistir passivamente à destruição de um bioma ou de sua própria casa, da Casa Comum. “O assunto de fato não pode ser descuidado, não pode ser deixado para depois, ele necessita da atenção e dos esforços de todos. O tema tem sim muito a ver com a fé em Cristo, com a fé no criador, com a palavra de Deus, e admirar os biomas é contemplar a obra do criador”, finalizou.

Proposta da CF é de extrema importância

O presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado federal Alessandro Molon, compôs a mesa da cerimônia e, em sua fala, agradeceu pela escolha do tema por parte da Igreja no Brasil, considerando a iniciativa um serviço de extrema importância para o país e para a proteção do meio ambiente. O parlamentar lembrou e agradeceu ainda pelo pontificado do papa Francisco, “grande liderança mundial que precisa ser apoiada, que, dentre outras iniciativas importantes, escreveu a encíclica Laudato Si’ e tem dedicado uma parte especial do seu ministério ao convite de uma ecologia humana e integral, lançando luz sobre a relação entre degradação do ambiente, injustiça social e pobreza”. 

Molon indicou que, dos oito objetivos específicos da CF, quatro serão de grande importância para a Frente Parlamentar em 2017: o aprofundamento do conhecimento de cada bioma, o comprometimento com as populações originárias, o reforço do compromisso com a biodiversidade e a contribuição para a construção de um novo paradigma ecológico. Ao final, apresentou dez desafios da Frente Parlamentar aos quais pediu apoio da CNBB e do Ministério do Meio Ambiente.

Ações convergentes

“Sentimo-nos, portanto, amparados e revigorados na busca dos nossos objetivos”, afirmou o secretário de articulação institucional e cidadania do Ministério do Meio Ambiente, Edson Gonçalves Duarte, ao comentar a escolha da temática da CF 2017. O representante do ministro Sarney Filho iniciou sua fala lembrando da atuação do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, na defesa do Rio São Francisco e ressaltou que o cuidado com os biomas permeia todos os campos de atuação do Ministério: florestas, biodiversidade, água, extrativismo, clima, desenvolvimento sustentável e cidadania ambiental.

O secretário lamentou que no dia-a-dia de quem trabalha com ambientalismo, que se depara com profundo desconhecimento de parte da sociedade brasileira “que muitas vezes até compreende a importância da Amazônia, mas não percebe que o equilíbrio ecológico dos biomas é necessário para a manutenção não apenas da fauna e da flora, mas também da vida humana”.

Duarte considerou que muitas das ações propostas pela Campanha da Fraternidade convergem com as prioridades determinas pelo MMA, como o combate ao desmatamento, o aprimoramento do monitoramento dos biomas, proteção de nascentes e matas ciliares, apoio aos povos tradicionais e a educação ambiental. “A incorporação de toda essa temática na perspectiva de trabalho da CNBB fortalece sobremaneira a defesa dos biomas brasileiros, pois, além de um arcabouço científico muito bem estruturado, a Campanha da Fraternidade reveste suas ações de uma riqueza espiritual capaz de tocar as consciências de uma forma profunda”, salientou.