D. Paulo Evaristo Arns

Arquidiocese de São Paulo celebra missa de 7º dia em memória de Zilda Arns

Zilda Arns. Qualquer homenagem é pouco. Ela realizou muito pelos menores dos irmãos de Jesus. No anúncio de seu falecimento, a Arquidiocese de São Paulo, naquele momento representada pelo Padre Julio, respondeu prontamente.

Neste dia 18 a missa de sétimo dia, presidida por Dom Tomé Ferreira da Silva e concelebrada pelo bispo de Franca, Dom Pedro Luiz Stringhini, e também por muitos padres, incluindo o nosso querido Pe. Julio.

A Catedral da Sé estava lotada com muitos agentes da Pastoral da Criança e também da Pastoral da Pessoa Idosa. O povo veio de todas as regiões da cidade. Da nossa comunidade, apesar de tanta gente, conseguimos ver a Deolinda e a Dirá, da Pastoral da Criança. Estavam lá, ainda, a Cândida, a Rinalda e o Mário. Alguns representantes eleitos da população, como a deputada Luiza Erundina, a vice-prefeita Alda Marco Antonio e prefeito Gilberto Kassab, dentre outros, igualmente estavam rezando pela Dra. Zilda e pelos militares brasileiros e por tantos que pereceram no Haiti.

Missa de 7º dia de falecimento da Dra. Zilda Arns

Missa de 7º dia de falecimento da Dra. Zilda Arns

Dom Pedro Luiz fez uma homilia tocante, resgatando também a importância de todo o trabalho e da vida da Dra. Zilda Arns.

O prefeito saudou individualmente os bispos presentes, o monsenhor Walter Caldeira e também o Pe. Julio Lancellotti. Falou com ênfase sobre a importância da Dra. Zilda Arns Neumann para os 11 milhões dessa cidade de São Paulo, asseverando que o trabalho dela deve continuar.

Missa de 7º dia de falecimento da Dra. Zilda Arns

Missa de 7º dia de falecimento da Dra. Zilda Arns

Dom Odilo Scherer, do Vaticano, enviou uma carta a toda Arquidiocese, que foi lida na missa e dela transcrevemos em parte:

Tragédia na tragédia, também Dra. Zilda Arns Neumann, irmã do nosso estimado Cardeal Dom Paulo, fundadora e, por muitos anos, coordenadora nacional e internacional da Pastoral da Criança e, agora, também da Pessoa Idosa, perdeu a vida no terremoto. Encontrava-se no Haiti em missão, para estimular os religiosos a organizarem e dinamizarem a Pastoral da Criança naquele país, onde há muita necessidade desta iniciativa de solidariedade social. Ela perdeu a vida junto com tantas mães e crianças pobres, a quem queria, justamente, levar socorro e solidariedade, para que vivessem melhor.

Dra. Zilda era uma mulher de fé. Cultivava a sua mística na participação da missa, na oração e na sua participação responsável na vida e na missão da Igreja. Foi uma discípula missionária de Jesus Cristo. Movida por esta sua fé e ouvindo a Palavra de Deus e da Igreja, foi que ela se entregou, com todas as suas capacidades e a energia própria de sua personalidade, a esse trabalho social tão valioso, voltado para a maternidade e a sua infância pobre, “para que todos tivessem vida em abundância”.

Que Deus recompense Dona Zilda; que ela possa ouvir estas palavras confortadoras de Jesus, que teve um amor de predileção pelas crianças: “Tudo o que fizeste a um desses pequeninos, foi a mim que o fizeste. Agora vem participar da alegria do teu Senhor!” (cf. Mt 25). E que a Pastoral da Criança continue a produzir muitos frutos! O exemplo da Dra. Zilda, uma cristã leiga, inspire a muitos outros leigos a fazerem como ela: vivendo com convicção e alegria a própria fé, colocar os dons recebidos a serviço da vida e da esperança do próximo.

Terminada a missa, já reunido com algumas pessoas da Comunidade São Miguel Arcanjo e da Pastoral da Criança, com toda a emoção do momento, o Padre Júlio expressou que Dom Luciano Mendes de Almeida, na sua santidade, recebeu a Dra. Zilda Arns no Céu.