Pastoral do Menor

Pastoral do Menor reafirma posição contra a redução da maioridade penal

O bispo referencial da Pastoral do Menor, dom Luiz Gonzaga Fechio, enviou carta aos deputados federais, membros da Comissão Especial de Elaboração de Proposta de Emenda à Constituição Federal que Reduz a Maioridade Penal no Brasil. No texto, é reafirmado o posicionamento da Pastoral do Menor contra a PEC. Confira, abaixo, a carta:

Carta aos Deputados Federais membros da Comissão Especial de Elaboração da Proposta de Emenda à Constituição Federal  que Reduz a Maioridade Penal no Brasil.

”Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Evangelho de São Mateus

A Pastoral do Menor, organismo da CNBB, à luz do Evangelho e em consonância com o posicionamento da própria CNBB, considerando toda a discussão ocorrida nos últimos meses acerca da Proposta de Emenda à Constituição Federal que Reduz a Maioridade Penal no Brasil, deseja reafirmar a própria POSIÇÃO TOTALMENTE CONTRÁRIA À ESSA MODIFICAÇÃO.

O Papa Francisco ao acolher a delegação da Associação Internacional de Direito Penal , no dia 23 de outubro de 2014 tem afirmado:

“…vivemos em tempos nos quais, tanto por parte de alguns sectores da política como de certos meios de comunicação, por vezes se incita a violência e a vingança, pública e privada, não só contra quantos são responsáveis por ter cometido delitos, mas também contra aqueles sobre os quais recai a suspeita, fundada ou não, de ter infringido a lei.

…há por vezes a tendência a construir deliberadamente inimigos: figuras estereotipadas, que concentram em si todas as características que a sociedade sente ou interpreta como ameaçadoras. Os mecanismos de formação destas imagens são os mesmos que, outrora, permitiram a expansão das ideias raciais.

…deploráveis condições de detenção que se verificam em diversas partes do planeta constituem muitas vezes um autêntico aspecto desumano e degradante, sendo muitas vezes o produto das imperfeições do sistema penal, outras, da carência de infraestruturas e de planificação, e em muitos casos mais não são que o resultado do exercício arbitrário e cruel do poder sobre as pessoas privadas da liberdade.

Os Estados devem abster-se de castigar penalmente as crianças, que ainda não completaram o seu desenvolvimento para a maturidade e por este motivo não podem ser acusadas. Ao contrário, elas devem as destinatárias de todos os privilégios que o Estado é capaz de oferecer, quer no que diz respeito a políticas de inclusão quer no respeitante a práticas que se orientam para fazer crescer nelas o respeito pela vida e pelos direitos dos outros.”

As palavras do Papa nos permitem discernir sobre o tema da redução da maioridade penal nos colocando claramente diante de uma decisão que vai bem além de uma mera questão legalista, pois necessariamente nessa arena atual de discussão se confrontam dois grandes blocos de valores humanos.

De um lado podemos priorizar os valores da vingança, ódio, discriminação, encarceramento, total ausência de oportunidade, confinamento e de uma forte tendência a um perigoso higienismo social. Do outro lado temos os valores cristãos dos direitos humanos, dos processos de oportunidade e respeito absoluto à pessoa humana, da presença de uma tolerância educativa e restaurativa, de ações preventivas que possam interromper esse ciclo de violência e, sobretudo o valor da vida e não da morte. Afinal essa é a escolha necessária diante dessa proposta.

Prezados Deputados e Prezadas Deputadas da Comissão Especial, a Pastoral do Menor, em total afinidade com a posição do Papa Francisco e norteada pela Palavra de Deus que quer vida em abundância para todos e não morte e castigo social, reafirma a POSIÇÃO CONTRÁRIA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL.

Semeemos fraternidade, igualdade, amor, justiça, igualdade e equidade social, assim não será necessário reduzir os direitos de nenhuma pessoa humana.

Atenciosamente,

Dom Luiz Gonzaga Fechio
Bispo referencial da Pastoral do Menor
Belo Horizonte, abril de 2015

CRB lança campanha de prevenção ao tráfico de pessoas na Copa

Visando contribuir para a prevenção do tráfico de pessoas e da exploração sexual no país, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) desenvolverá ações de conscientização durante a Copa do Mundo de 2014. A campanha “Jogue a favor da vida” foi lançada nesta semana pela CRB em parceria com a Rede “Um grito pela Vida”, da qual faz parte um grupo de religiosas sensíveis à situação de escravidão de milhares de brasileiros que são vítimas deste tráfico.

Jogue a favor da vida

Atualmente, a CRB conta com 30.528 religiosas consagradas, 7.580 padres e 2.702 irmãos. O objetivo é convocar todo esse grupo para atuar na campanha preventiva que terá início dia 18 de maio em todas as cidades-sedes da Copa do Mundo até o final do evento.

“É uma campanha de prevenção e informação. Material impresso, com conceitos e orientações sobre a prevenção das diferentes modalidades de tráfico humano, será distribuído nas rodoviárias, ônibus, aeroportos, hotéis das cidades que sediarão a Copa”, explica a coordenadora da Rede, irmã Eurides de Oliveira.

 

Exploração

Hoje, crianças, jovens e adultos passam por situações de tráfico, sendo impedidos de viver com dignidade. Esse tipo de crime contra a vida gera por ano 32 bilhões de dólares para os traficantes de pessoas. E as copas mundiais acabam sendo ocasiões para a prática deste crime.

Em muitos casos, crianças são adotadas ilegalmente, adolescentes levados para treinos esportivos e acabam sendo usados para exploração sexual de aliciadores. De acordo com irmã Eurides, organizações, núcleos de enfrentamento do tráfico, a Pastoral do Menor, universidades, a Cáritas Internacional e o Ministério da Justiça aderiram à campanha “Jogue a favor da vida”.

No Brasil, existem canais para denúncia por telefone, como a Central de Atendimento à Mulher (180) e de Violações aos Direitos Humanos (100).

Fonte: CNBB

Tortura não surpreende Pastoral do Menor

No domingo, 18, ao assistir ao programa “Fantástico”, da TV Globo, muitos brasileiros ficaram chocados diante das imagens exibidas em uma reportagem. A matéria relatava um espancamento sofrido por adolescentes infratores, internos na Fundação Casa, do Complexo da Vila Maria, unidade João do Pulo.

Para tratar desse assunto, a coordenadora da Pastoral do Menor, Sueli Camargo, se encontrou com o bispo auxiliar da Arquidiocese e responsável pela coordenação da Caridade Justiça e Paz, dom Milton Kenan Júnior, na segunda-feira, 19, em uma reunião na qual participou o bispo emérito da Diocese de Jacarezinho, dom Fernando José Penteado, representante do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDECA), e Ivan Bezerra dos Santos, da Pastoral do Menor.

Na ocasião, o bispo auxiliar da Arquidiocese escreveu uma nota – a íntegra pode ser lida no box a baixo – na qual destaca que, ao longo destes anos de existência, não são poucas as denúncias de maus-tratos contra a Fundação e seus agentes. Sueli Camargo apresentou para os bispos uma série de documentos que foram protocolados junto à Fundação Casa, com denúncias de violência contra os adolescentes.

Na nota, o Bispo escreve, ainda, que “num momento em que toda a Igreja volta sua atenção para a juventude, é lamentável que fatos como esses, que ocorreram nesta semana aconteçam”.

Durante a reunião, a coordenadora da Pastoral do Menor afirmou que “a Pastoral tem há muito tempo denunciado os maus-tratos” e que a diretora da Fundação Casa, Berenice Giannella tem conhecimento dos abusos e violações de direitos que acontecem na Fundação, diferentemente do que afirmou para a TV Globo.

“Não podemos nos calar”, afirmou Sueli, que dias atrás realizou uma visita ao Departamento de Execuções da Infância e Juventude (DEIJ), localizado no Brás, centro da capital. Para ela, ali já se dá início uma situação de descaso e humilhação na qual ficam expostos famílias e adolescentes, caracterizando total desrespeito a esta população.

O grupo levantou propostas para que o trabalho realizado na Fundação possa ser acompanhado e monitorado mais de perto, tanto pelo Ministério Público, quanto pela sociedade civil. E um dos acompanhamentos, de acordo com a equipe, foi a desvinculação da Ouvidoria da Fundação Casa da direção da entidade, gerando assim um grupo mais autônomo para realizar investigações diante das denúncias apresentadas.

As imagens, no entanto, apesar de cruéis, não são surpresa para a equipe da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, que há muito tempo tem denunciado as agressões gratuitas que muitos internos têm sofrido na Fundação Casa. As denúncias chegam de diversas fontes: anônimas; famílias de internos e até de funcionários da Fundação Casa.

O jornal O SÃO PAULO, trabalhando ao lado da Pastoral do Menor, apresentou diversas reportagens contendo denúncias de abusos e maus-tratos. Numa delas, “Pastoral defende reeducandos em SP” (edição 2891, de março de 2012), foram apresentados relatórios, com fotos de jovens agredidos, por um grupo de monitoramento que acompanha os trabalhos na Fundação.

Em matéria mais recente, julho deste ano (edição 2960), foram apresentadas denúncias feitas por duas mães de internos do Complexo Raposo Tavares, unidade Ypê. De acordo com as mães, os jovens foram agredidos e, diariamente, são ameaçados e provocados a “virar a casa” – termo usado para designar rebeliões –, pois, dessa forma, as agressões no momento de retomada da unidade, pela Tropa de Choque, se justificariam.

 

Leia a íntegra da nota de dom Milton Kenan Junior

São Paulo, 19 de agosto de 2013.

A todos os homens e mulheres de boa vontade da cidade de São Paulo

As imagens apresentadas, neste fim de semana, em nível nacional, pela Rede Globo, com cenas de espancamento de adolescentes na Unidade “João do Pulo”, do Complexo Vila Maria, da Fundação Casa, na cidade de São Paulo, causaram-
nos perplexidade.

Tais práticas fazem-nos relembrar os períodos sombrios da história da nossa Nação, quando a violação dos direitos humanos e o recurso à tortura foram utilizados como instrumento de punição e intimidação.

É importante ressaltar que, nestes últimos anos, não foram poucas as denúncias de maus-tratos, espancamento e ameaças aos adolescentes em algumas unidades da Fundação Casa, cujos protocolos na própria Fundação Casa, no Ministério Público, no DEIJ comprovam os fatos.

Não podemos negar que, após a publicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), houve considerável evolução no tratamento dispensado à criança e ao adolescente. Entretanto, no que diz respeito ao adolescente em conflito com a Lei, há ainda um longo caminho a ser percorrido.

Diante desses fatos, é nossa esperança de que aqueles que adotam tais práticas sejam punidos com o rigor da Lei.

Um fator que deve ser considerado com particular atenção é o da superlotação das unidades da Fundação Casa, que as torna inadequadas para acolher e atender todos os internados. Não seria oportuno propor a qualificação das medidas socioeducativas em meio aberto?

Além das medidas preventivas, sugerimos a implantação de monitoramento através de câmeras em todas as unidades, devendo ser supervisionadas pelo Ministério Público, objetivando a garantia dos direitos dos funcionários e adolescentes em conflito com a Lei.

Seria também oportuno desvincular a Ouvidoria da Fundação Casa, que já existe, da própria Instituição, permitindo o acompanhamento da sociedade civil e mais transparência dos atos ali investigados.

Num momento em que toda a Igreja volta sua atenção para a juventude, é lamentável que fatos como esses que ocorreram nesta semana aconteçam.

Prevenir, amparar, educar são atitudes que garantem aos adolescentes e aos jovens um futuro melhor! A esperança não nos permite desistir! Anunciamos Jesus Cristo e denunciamos a intolerância e as injustiças, porque acreditamos que somente n’Ele e a partir d’Ele (Cristo) é possível uma cultura de paz. Como São Francisco de Assis, rezamos: “Senhor, fazei-nos instrumentos de vossa paz! Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa que eu leve o perdão…”

Uma Nação que não cuida dos seus jovens está fadada a desaparecer.

Dom Milton Kenan Júnior
Bispo responsável pela Coordenação da Caridade,
Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo

Fonte: O São Paulo

Pastoral do Menor faz campanha Natal dos Sonhos

A Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo está realizando a 10ª edição da Campanha Natal dos Sonhos, que todos os anos arrecada brinquedos para as crianças carentes atendidas por entidades sociais.

Como tema “A solidariedade transforma o mundo! Doe um brinquedo”, a campanha tem o objetivo de educar para a solidariedade e “resgatar a infância perdida das crianças e adolescentes da cidade de São Paulo, através do lúdico, do pedagógico e da defesa do Direito de Brincar, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como explica Sueli Camargo, coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor.

No dia 26 de novembro, das 9h às 13h, será realizado um evento no Teatro Grande Otelo, no Liceu Sagrado Coração de Jesus (alameda Dino Bueno, 285/353 – Campos Elíseos). Esse “Dia da grande arrecadação” contará com apresentações artísticas, bandas e cantores, como o padre Juarez de Castro.

Em carta enviada a vários organismos da Arquidiocese, dom Milton Kenan Junior, bispo auxiliar de São Paulo e referencial para a as Pastorais Sociais, reforçou que todas as paróquias, escolas católicas são chamadas a participar da campanha como postos arrecadadores de brinquedos, podendo direcioná-los para suas obras próprias obras sociais ou encaminhá-los à Pastoral do Menor.

Informações pelo telefone (11) 3105-0722
ou pelo e-mail [email protected]


Assista abaixo ao vídeo da apresentação da cantora Fafá de Belém na campanha Natal dos Sonhos 2010:

Dom Luciano, dom de Deus

Sábado, 27 de agosto, é o aniversário de falecimento de Dom Luciano Mendes de Almeida, arcebispo emérito de Mariana (MG) e ex-bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, responsável pela Região Belém de 1976 a 1988. Completam-se 5 anos e tem início o processo de beatificação.

D. Luciano, bispo despojado, defensor dos pobres e das causas populares. Ícone na defesa dos Direitos Humanos e dignidade da vida. Irmão dos pequenos, gentileza de Deus, questionador dos poderosos. Sempre a serviço e disponível. Oblativo, ofereceu a vida pelos insignificantes.

Esperamos que seja reconhecido oficialmente como o conhecemos: um santo entre nós!

Assista abaixo à homenagem da Pastoral do Menor da Diocese de Iguatu:

httpv://www.youtube.com/watch?v=lKaRRY8XA0U

Veja também a matéria de TV Canção Nova sobre a homenagem da CNBB, da qual D. Luciano foi presidente e secretário-geral por dois mandatos:

httpv://www.youtube.com/watch?v=BY6nhinPSdg

Outra homenagem, esta produzida pela paróquia Santa Luzia, de Campinas:

httpv://www.youtube.com/watch?v=1HzgNYQSyDY

Pastoral do Menor lança Campanha em Favor das Medidas Socioeducativas

A Pastoral do Menor (Pamen) lançou nesta segunda-feira, 8, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Campanha em Favor das Medidas Socioeducativas cujo objetivo é sensibilizar a sociedade a lançar “um olhar diferente para crianças e adolescentes autoras de atos infracionais”, conforme explicou a coordenadora nacional da Pamen, Marilene Cruz.

Além da campanha, a Pastoral lançou as cartilhas “Prá Pagar de Boa” e “Liberdade Assistida – Um projeto em construção”, que traz o trabalho de Liberdade Assistida feito pela Pastoral do Menor de 2002 a 2007.

O principal foco da campanha é programar o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) que pretende ajudar adolescentes infratores (pessoas que têm entre 12 e 18 anos de idade) a terem uma segunda chance de reconstruírem suas vidas. A campanha também prevê a aplicação da liberdade assistida para adolescentes autores de atos infracionais. Trata-se de uma das seis medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que responsabiliza o adolescente que cometeu delito sem o afastar do lar, da escola e do trabalho. Neste caso, o adolescente fica sob a supervisão de um orientador.

“Dê oportunidade – Medidas Socioeducativas responsabilizam, mudam vidas”. Este é o tema da campanha, que foi explorado pelo jovem David Freitas da Silva, símbolo da Campanha. Beneficiado pela Liberdade Assistida logo depois que deixou o sistema de internação no município de Serra (ES), David, hoje com 23 anos, deu seu testemunho. afirmando que o projeto de Liberdade Assistida é válido e muda vidas. “As Medidas Socioeducativas dão certo porque são feitas por profissionais competentes que têm amor pelo que fazem. Eu participei e fui recuperado. É um projeto que traz confiança ao jovem e por isso tem o poder de resgatá-lo”, declarou, emocionado, David. O jovem atua na Pastoral do Menor como multiplicador dando testemunho do trabalho feito em sua vida.

A representante do Conselho Nacional Criança e Adolescente (Conanda), Mirian Maria José dos Santos, disse que o sistema de internação de adolescentes brasileiro é “semelhante aos campos de concentração nazistas” e por isso “não ressocializam jovens”. Ela frisou que, no atual sistema, impera a violência. “Os jovens que passam por internação saem iguais ou piores do que entraram porque não há uma política que trabalhe para eles reconstruírem suas vidas em liberdade. Lá dentro só há violência”.

O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, parabenizou o trabalho da Pastoral do Menor e das entidades parceiras na Campanha e assegurou que o melhor remédio para o adolescente infrator é uma segunda chance.

“É fundamental mostrar que é possível acreditar na criança e no adolescente mesmo quando eles estejam envolvidos em algum tipo de infração. É muito importante para a sociedade acreditar na pessoa humana, pois não existe, no projeto de Deus, uma pessoa que seja irrecuperável; pelo contrário, a experiência tem mostrado que nossos irmãos adolescentes, quando recebem carinho e afeto e têm uma segunda chance, eles com certeza podem descobrir o seu protagonismo e se tornarem pessoas renovadas na construção da sociedade”, sublinhou.

Da mesma forma, o bispo de Paracatu (MG) e responsável pela Pastoral do Menor, dom Leonardo de Miranda Pereira, que desenvolve o trabalho com as medidas socioeducativas desde março de 2006, em sua diocese, garantiu que o rebaixamento da idade penal para 16 anos não é a melhor forma de combater o problema.

“A redução da maioridade penal jamais vai acabar com atos infracionais. Só tem como acabar com as infrações cometidas por menores se o sistema for a fundo e descobrir a fonte que leva ao erro: o crime organizado, aliciadores de menores etc. O mais assertivo e efetivo é enfrentar o caminho das pedras e não o caminho fácil da redução da idade penal”, defendeu o bispo.