Santa

Santa Catarina de Sena

Santa Catarina de SenaDia 29 de abril celebramos a memória de Santa Catarina de Sena, Virgem , Doutora da Igreja, patrona da Itália e Co-patrona da Europa, mística e mãe de muitos filhos e filhas que em todos os tempos a veneram e a seguem.

Nascida em Siena aos 25 de março de 1347, morrendo em Roma a 29 de abril de 1380, com 33 anos depois de consumida por uma vida de intensas atividades, contemplação, oração e profetismo denunciando os desmandos das instituições e governantes de seu tempo.

Catarina é uma santa fascinante pela sua coragem e inquieto amor pelos pobres, doentes e condenados. Catarina encontrava com JESUS nos pedintes da rua a quem dava as roupas de sua família. Analfabeta, ditava cartas para autoridades, reis, cardeais, bispos, padres, até ao Papa, a pessoas que sofriam todo tipo de miséria e dor.

Seus ensinamentos seguros e firmes causaram grande impacto e mudanças, sua atuação política e religiosa ajudou a marcar a história de seu tempo. Catarina nunca foi indiferente ou alienada aos conflitos de seu povo, da Igreja e da política; sempre tomou posição que muitas vezes lhe custaram grandes sofrimentos, difamações, calúnias e agressões. Mas não se calava nunca!

Santa Catarina de SenaAs suas visões místicas são de uma beleza incomparável, que motivou muitos artistas a retratarem cenas divinas e humanas em que a santidade exala humanidade com cores de amor!

Os seus seguidores eram chamados de encatarinados, encantados por Catarina e por seus ensinamentos, que a todos levava a encontar JESUS.

Santa Catarina de Sena saiu em socorro dos empestiados que morriam às dezenas pelas ruas de sua cidade, sua caridade era imensa e audaz.

Catarina trocou seu coração com o CORAÇÃO de JESUS e amou como ELE até o fim.

Ó Santa querida Catarina
por ti e para JESUS
quero, também, entregar
meu coração!

Ó santa doutora
por Ti me encatarinei,
o teu amor por DEUS
comove, envolve e purifica,
Amém.

Ouça a história de Santa Catarina de Sena contada pelo Padre Júlio:

[audio: SantaCatarinaSena.mp3]

Irmã Dulce, mais perto da beatificação

A Congregação para a Causa dos Santos aprovou por unanimidade o título de “venerável” para Ir. Dulce, freira que se dedicou aos pobres na Bahia e morreu em 1992, aos 77 anos. O resultado será encaminhado ao Papa Bento XVI que poderá confirmar esse título, penúltima etapa para a beatificação da religiosa.

O anúncio foi feito na terça-feira, 20/01, pelo cardeal primaz do Brasil, D. Geraldo Majella, arcebispo de Salvador. Ir. Dulce era devota de Santo Antônio e desde os 13 anos de idade atuou como “conforto para os pobres e exame de consciência para os ricos”, segundo os teólogos que estudaram a vida da freira e a definiram como “Madre Teresa do Brasil”, pelas semelhanças de seu testemunho cristão com a beata de Calcutá.

Ir. Dulce ficou carinhosamente conhecida como “o anjo bom do Brasil”. Veja mais no site www.irmadulce.org.br, de onde extraímos a apresentação abaixo:


A frase saiu arrastada da garganta.

– Irmã, não me deixe morrer na rua – ele implorou mais uma vez.

– Meu filho, eu não tenho onde colocar você. Isto aqui é um posto médico.

Irmã Dulce procurava na mente uma outra frase para tentar explicar ao pequeno jornaleiro agonizando à sua frente, com malária, que não tinha condições de abrigá-lo, mas não encontrava palavras para uma explicação que o seu coração mostrava ser totalmente descabida. Um nome então saiu espontaneamente dos seus lábios: Ilha dos Ratos, um lugar próximo ao posto médico em que trabalhava, onde existiam casas abandonadas.

Ela sabia que talvez o esforço para socorrê-lo fosse inútil, diante do estágio já avançado da doença. Mesmo assim, não poderia ficar indiferente à dor daquela criança e decidiu lutar contra a febre, a fome, contra o desespero que se expressavam nos lábios trêmulos daquele menino.

– Venha comigo, meu filho.

O seu olhar e a paz transmitida pela sua voz trouxeram uma nova esperança para o pequeno jornaleiro. Irmã Dulce o levou pelas mãos até a Ilha dos Ratos. As casas estavam de fato vazias, mas as portas muito bem trancadas.

– Moço arrombe esta porta por favor – disse para um banhista que vinha passando.

– O que é isso irmã, a senhora ficou doida? Isto tem dono!

– Eu sei moço. Mas arrombe esta porta. Por minha conta.

– Não sei não, irmã…

– Este menino está morrendo. Ele bateu à minha porta na esperança de ser atendido. Deus não atende a todos nós? Não é Ele quem nos dá o ar, a luz, a saúde? Ele recusa alguma coisa quando pedimos com fé, com esperança? Como vamos recusar um pedido de nosso semelhante, do nosso próximo?

A porta foi arrombada e Irmã Dulce acomodou o menino. Em seguida saiu e voltou logo depois, trazendo uma lamparina de querosene, leite e biscoitos e Florentina, uma conhecida que morava nas redondezas e que, a seu pedido, passou a noite tomando conta do pequeno enfermo.

O pequeno jornaleiro seria apenas o primeiro doente recolhido nas ruas, acolhido por Irmã Dulce. No dia seguinte ela foi buscar uma velha mendiga que estava morrendo de câncer sob uma tamarindeira. Depois, um tuberculoso e em pouco tempo, dezenas de doentes estavam abrigados nas casas da Ilha dos Ratos. Para alimentá-los, a jovem freira saia de porta em porta, recolhendo comida.

Algum tempo depois, foi expulsa das casas. Iniciou então uma peregrinação com os seus doentes, que se estendeu por vários anos, até 1949. Primeiro, ela os levou para os arcos da Igreja do Bonfim, mas teve novamente que sair, dessa vez por ordem do prefeito. Foi para o Mercado do Peixe e novamente foi expulsa. Ficaria na rua com os seus doentes? Ela, então, lançou mão de um último recurso: foi à superiora da sua congregação e lhe pediu para abrigar os doentes no galinheiro do convento. Não sem relutância, a madre concordou, desde que Irmã Dulce encontrasse uma solução para as galinhas.

Em pouco tempo, o galinheiro estava limpo, colchões espalhados pelo chão e os 70 doentes abrigados. A madre superiora retornou e elogiou o empenho de Irmã Dulce. Antes de ir, perguntou pelas galinhas:

– Estão todas muito bem, na barriga dos meus doentes.

O albergue improvisado no galinheiro do Convento Santo Antônio, da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição Mãe de Deus foi o início da grande obra de fé erguida por Irmã Dulce, uma das primeiras organizações não governamentais do país, que conquistou o respeito e a admiração de todos os brasileiros.