solidariedade

VÍDEO: Homilia do Pe. Julio na “cracolândia” em 26/07/2015

Assista à reflexão do Pe. Julio Lancellotti na missa celebrada na chamada “cracolândia” na região central de São Paulo em 26/07/2015. Nesse dia, 17º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho conta a passagem em que Jesus partilha cinco pães e dois peixes com cinco mil pessoas, episódio que ficou conhecido como “multiplicação dos pães”.

Gravação feita na missa das 15h.

Mensagens de apoio a Dom Odilo Pedro Scherer

Mensagens de apoio a Dom Odilo Pedro Scherer

Dom Odilo Pedro Scherer foi ofendido nas redes sociais pelo filósofo Olavo de Carvalho que tem atacado também a CNBB pela posição que assumiu em defesa da reforma política.

O pe. Julio Lancellotti manifestou apoio e solidariedade ao Cardeal em nome da Casa de Oração do Povo da Rua e de todo Vicariato Episcopal do Povo da rua:

“Estamos unidos a ele [Dom Odilo] em nossa fé, orações e ação pastoral”.

O pe. Tarcísio Mesquita também escreveu mensagem em apoio a Dom Odilo:

“Dom Odilo, ofender o Bispo da Arquidiocese de São Paulo é ofender a todos nós desta imensa Igreja Particular. Ofenderam nossas pastorais, nossos padres, diáconos e bispos auxiliares, nossos consagrados e consagradas, nossa catequese e seus catequistas, nossos grupos de evangelização, nossa juventude, nossos movimentos e paróquias e todos os nossos leigos e leigas. Ofenderam até mesmo os não-católicos, que numerosamente nos amam e nos tratam com carinho e respeito. Como não me lembrar de tantos santos e santas da Igreja que foram perseguidos e caluniados como já previra Jesus? Foi Ele mesmo, Jesus, que enfrentou a dureza da Cruz porque as perseguições contra Ele tornaram-se implacáveis. Como eu iria um dia me esquecer que o amável Dom Luciano foi perseguido e ofendido porque defendia os pobres? Dom Paulo Evaristo, Pastor Emérito dessa mesma Igreja, da qual hoje o senhor é o Pastor, viveu esta abominação tão fortemente por pessoas exatamente como as que hoje o ofendem e perseguem; são os fantasmas saudosos do Regime de excessão e opressão, que deixa marcas em tanta coisa ruim que persiste até hoje entre nós. Agora que perseguem nosso Bispo, manifesto-me ainda mais orgulhoso por estar do seu lado. Agora que ofendem nossa Igreja, sinto-me mais animado a evangelizar. Seus perseguidores, Dom Odilo, não diminuem em nada sua pessoa, ao contrário, enobrecem e exaltam nosso Pastor, que fica ainda mais parecido ao Cristo-Pastor. Essa gente, ao invês de nos desmotivar, anima-nos a desbravar fronteiras de uma Igreja mais perto das pessoas, engajada nos compromissos assumidos pelo Concilio Vaticano II, alinhada com os anseios de Aparecida, unida ao nosso bondoso Papa Francisco e, principalmente, firme defensora e aliada dos pobres e de todas as pessoas que amam a justiça.”

Comunidade se solidariza com vítimas de incêndio na favela da 21 de abril

Comunidade se solidariza com vítimas de incêndio na favela da 21 de abril

A comunidade São Miguel Arcanjo organizou uma campanha de apoio e solidariedade às vítimas do incêndio na favela da 21 de abril, ocorrido sexta-feira. No final da missa das 7h de sábado, 11/10, José, um dos feridos, esteve na igreja pedindo ajuda. Foi socorrido e levado ao hospital, onde permanece internado para tratar as queimaduras.

Na missa das 10h de domingo, alguns moradores da favela, entre eles o menino Jesus, relataram a situação em que se encontram e pediram a doação de água e leite. Pe. Julio reforçou o apelo e convidou os paroquianos a fazer uma carreata com as doações até o local do incêndio. A comunidade se comunicou pelo Facebook e pelos grupos de WhatsApp e às 15h a igreja estava lotada de água, leite e outros produtos. Dezenas de carros e voluntários foram até a favela levar o material.

Os moradores agradeceram o apoio e muitos se emocionaram com a presença do Pe. Julio, conhecido de vários deles.

Quem ainda quiser e tiver condições de ajudar, pode levar a colaboração na paróquia, nos seguintes horários: de segunda, terça, quinta e sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Sábado, das 7h30 às 11h30. Domingo, após às 17h.

Nos avisos da semana, o Pe. Julio relembrou momentos dessa mobilização. Antes, falou da continuidade dos estudos bíblicos aos domingos, às 17h, do almoço com os jovens que será realizado no próximo domingo, 19/10, e da campanha missionária que este ano tem como tema o tráfico humano e o trabalho escravo:

No final da missa da solenidade de Nossa Senhora Aparecida, o Pe. Julio percorreu a igreja São Miguel Arcanjo com a imagem de Maria para que os fieis pudessem agradecer e homenagear a mãe de Jesus.

Novo vídeo da campanha “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”

Novo vídeo da campanha “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”

Baseado em uma história antiga sobre a fome e partilha, esta animação em vídeo faz parte da campanha da Cáritas “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”. A lenda das “colheres longas” nos ensina que quando lutamos apenas para nos alimentar, todo mundo passa fome. Mas quando focamos a fome do outro, descobrimos que existem maneiras de alimentar o mundo.

VÍDEO: Homilia do Pe. Julio sobre a multiplicação dos pães

Na passagem do Evangelho conhecida como “multiplicação dos pães e dos peixes”, Jesus se afasta da cidade, símbolo do poder que oprime e onde João Batista foi assassinado, e é seguido pela multidão. Quando o dia chega ao fim, ele pede aos discípulos para “dar vós mesmos de comer”. Ao partilhar os pães e peixes, todos ficam saciados.

Entenda melhor o significado dessa leitura assistindo à homilia do Pe. Julio Lancellotti no 18º Domingo do Tempo Comum, celebrado em 03/08/2014:

Gravação realizada na missa das 18h na igreja São Miguel Arcanjo, em São Paulo.

Coleta de cobertores e agasalhos prossegue em solidariedade ao povo da rua

A comunidade prossegue a coleta de cobertores, agasalhos, meias e outras roupas para entregar aos moradores de rua. Com a proximidade do invernoo Pe. Julio e outros paroquianos têm feito plantões e distribuído essas peças, especialmente nas noites mais frias.

No final das missas de 1º de junho, ele agradeceu a colaboração e a solidariedade – veja nos avisos da semana:

Gravação realizada na missa das 18h na igreja São Miguel Arcanjo.

Comunidade é um dos 50 pontos de paz

A igreja São Miguel Arcanjo é um dos 50 pontos de paz na comemoração dos 50 anos do Sermig, criador do Arsenal da Esperança (saiba mais clicando aqui). No sábado, 24/05, a festa da vida, promovida pela Pastoral da Criança, será a principal atividade da comunidade. O evento será das 10h às 16h, no centro comunitário, e estão programadas brincadeiras com as crianças, apresentação de teatro pelos jovens, cadastramento de doadores de sangue, além de ser dia de coleta de roupas, remédios e alimentos para doação.

Dia 31 de maio, na celebração do encerramento do mês de Maria, às 17h, a comunidade recebe cobertores e agasalhos que serão doados para os moradores de rua de São Paulo.

Veja mais detalhes nos avisos da semana, gravados na missa das 10h na capela da Universidade São Judas Tadeu, em que foram crismados 26 paroquianos:

A hospitalidade para com os haitianos: quão humana é a nossa sociedade?

Leonardo Boff

O drama de centenas e centenas de haitianos, vítimas de devastador terremoto, que, via o Estado do Acre, buscam hospitalidade no Brasil, representa um teste de quanto humana é ou não é a nossa sociedade. Não queremos nos restringir somente aos haitinos, mas aos tantos que são expulsos de suas terras, posseiros, indígenas, quilombolas e outros, pelo avanço do agronegócio, das hidrelétricas ou desalojados como recentemente do prédio da OI no Rio de Janeiro e que tiveram que se refugiar na praça da Catedral da cidade. Organismos da ONU nos dão conta de que existem no mundo alguns milhões de refugiados por guerras, por problemas de fome ou climáticos e outras causas semelhantes. Quais Abraãos andam por ai buscando quem os acolha e terra para trabalhar e viver. E não encontram. E quantas naves são rejeitadas tendo que vagar pelos mares no meio de todo tipo de necessidades e desesperanças.

Basta lembrar os refugiados de África que chegam à ilha italiana de Lampeduza. Receberam a solidariedade do Papa Francisco, ocasião em que fez as mais duras críticas à nossa civilização por ser insensível e perder a capacidade de chorar sobre a desgraça de seus semelhantes. Todos estes padecem sob a falta de hospitalidade e de solidariedade.

No Brasil, nos jornais mas especialmente na mídias sociais, se deslanchou acirrada polêmica sobre como tratar os haitianos desesperados e depauperados que estão chegando ao Brasil. O Governador Tião Viana do Acre mostrou profunda sensibilidade e hospidade acolhendo-os a ponto de, com os meios parcos de um Estado pobre, não dar conta da situação. Teve que pedir socorro ao Governo Central. Mas foi de forma desavergonhada injuriado por muitos nas redes sociais e no twitter. Aí nos damos conta quão desumanos e sem piedade algumas pessoas podem ser. Nem respeitam a regra de ouro universal de tratar os outros como gostariam de ser tratados. Segundo o notável biólogo chileno Humberto Maturana, tais pessoas retrocedem ao estágio pre-humano dos chimpanzés que são societários mas autoritários e pouco hospitaleiros.

É neste contexto que a virtude da hospitalidade ganha especial relevância. A hospitalidade disse-o o filósofo Kant em seu último livro A Paz Perpétua (1795): é a primeira virtude de uma república mundial. É um direito e um dever de todos, pois todos somos filhos e filhas da mesma Terra. Temos o direito de circular por ela, de receber e de oferecer hospitalidade.

Um dos mais belos mitos gregos concerne à hospitalidade. Dois velhinhos muito pobres, Baucis e Filemon, deram acolhida a Júpiter e a Hermes que se travestiram de andarilhos miseráveis para testar quanta hospitalidade ainda restava sobre a Terra. Foram repelidos por todos. Mas foram calorosamente acolhidos pelos bons velhinhos que oferecem comida e a própria cama. Quando as divindades se despiram de seus trapos e mostraram a sua glória, transformaram a choupa num esplênido templo. Os bons velhinhos se prostraram em reverência. As divindades pediram que fizessem um pedido e que seria prontamente atendido. Como se tivessem combinado previamente, ambos disseram que queriam continuar no templo recebendo os peregrinos e que no final da vida, os dois, depois de tão longo amor, pudessem morrer juntos. E foram atendidos. Anos após, num mesmo momento, Filemon foi transformado num enorme carvalho e Baucis numa frondosa amoreira. Os galhos se entrelaçaram no alto e assim ficaram até os dias de hoje, como se ainda se conta. Disso foi tirada uma lição que passou para todas as tradições: quem acolhe um pobre, hospeda o próprio Deus.

A hospitalidade exige uma boa vontade incondicional para acolher o necessitado e o que se encontra sob grande sofrimento.

Ela exige também escutar atentamente o outro, mais com o coração do que com os ouvidos para captar a sua angústia e as suas expectativas.

Ela exige outrossim uma acolhida generosa, sem preconceitos de cor, de religião e de condição social. Evitar tudo o que o fizer sentir-se um indesejado e um estranho.

Estar aberto ao diálogo sincero para captar sua história de vida, os riscos que passou e como chegou até aqui.

Responsabilizar-se conscientemente junto com outros para que encontre oum lugar onde morar e um trabalho para ganhar sua vida.

A hospitalidade é um dos critérios básicos do humanismo de uma civilização. A ocidental vem marcada lamentavelmente por preconceitos de larga tradição, por nacionalismos, pela xenofobia e pelos vários fundamentalismos. Todos estes fecham as portas aos imigrados ao invés de abri-las e, compassivos, compartilhar de sua dor.

É nesse espírto que a hospitalidade para com nossos irmãos e irmãs haitianos deve ser vivida e testemunhada. Aqui se mostra se somos, como se diz, de fato, um povo de cordialidade e de acolhida aberta a todos; o quanto temos crescido em nossa humanidade e melhorado nossa civilização ainda em formação.

Papa Francisco pede apoio à campanha contra a fome no mundo

Campanha Mundial de combate à fome

O Papa Francisco voltou a destacar neste período de Páscoa a campanha “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas“, lançada no Dia dos Direitos Humanos. A campanha é realizada pela Cáritas Internacional e pretende combater a fome, a miséria e as desigualdades no mundo.

Para conhecer melhor as ações, os motivos, a oração e reflexão pastoral e ver como ajudar, visite o site caritas.org.br/campanha-mundial. Leia também as notícias publicadas nO Arcanjo sobre o lançamento da campanha e a mensagem do Papa.

No final da missa de domingo, 04/05, o Pe. Julio apresentou alguns números da desigualdade e convidou a comunidade a se engajar nessa luta.

Veja outras informações nos avisos da semana:

Gravação realizada na missa das 18h na igreja Sao Miguel Arcanjo.