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Radicalidade no seguimento de Jesus!

Muitas vezes o Evangelho é desconcertante e nos deixa perplexos diante das exigências que propõe.

Precisamos ler e refletir com atenção e vagar para não tirarmos conclusões precipitadas e equivocadas.

O Evangelho nos leva sempre ao discernimento para que a vida seja mais humana e voltada para Deus. More →

Celebração das oficinas temáticas do Congresso de Leigos

No próximo sábado, dia 28, as regiões episcopais fazem a celebração das oficinas temáticas do Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo. Na Região Belém, estão convidados todos os participantes das oficinas realizadas desde junho. A celebração acontece no Colégio Santa Isabel (R. Geraldo Correia, 351 – Vila Santa Isabel). Veja nos avisos da semana:

A porta estreita!!!

Neste domingo do Tempo comum somos convidados a entrar pela porta estreita, que é a porta do amor e da confiança no Amor de Deus que salva e liberta e não em nossas próprias seguranças e méritos. A prática da Justiça do Reino nos transforma em irmãos e supera todo tipo de dominação que discrimina e desumaniza a vida.

A gratuidade do amor de Deus é que chama, do norte e do sul de todos os quadrantes da terra, sem nenhum privilégio a não ser o amor e a adesão ao seguimento de Jesus o Deus que se faz humano para caminhar conosco.

Não adianta dizer: nós comíamos e bebíamos em tua presença, e Tu ensinastes em nossas praças. Pois a resposta dura virá: Não sei de onde sois, afastai-vos de mim vós todos, que cometeis injustiças!

Resposta dura e exigente. Qual é a justiça de Deus, do reino?

A resposta está dentro do dito desconcertante de Jesus:
Eis que há últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos.

A segurança de quem ama é o amor que transforma e humaniza a vida!

Saber Acolher!

Duas mulheres dois modos de se comprometer? Esta é a pergunta que nos faz o Pe. José Bortolini em seu comentário ao texto do Evangelho de hoje.

Marta e Maria não são a contraposição de dois modos de ser discípulo de Jesus mas atitudes diferentes.

Frente às situações limites e decisivas na vida temos que fazer escolhas, precisamos discernir!

Maria escolheu a melhor parte não para dizer que Marta escolheu a pior, mas para nos convidar ao discernimento.

Jesus está caminhando para Jerusalém onde sua vida será colocada diante da condenação, rejeição e morte.

Mais do que coisas, Jesus precisa de pessoas que o acolham e o ouçam com atenção e afeto.

Lucas fala de duas mulheres, não fala do dono da casa, a casa é das mulheres e não do irmão delas, Lazáro. Nova maneira de valorizar a presença das mulheres no seguimento de Jesus, que as liberta e as chama ao discernimento, como pessoas livres e não propriedade do homem.

Ouvir a palavra de Deus, fazer-se discípulos atentos é caminho de discernimento e busca de humanização para uma vida mais plena.

Que no corre corre da vida saibamos ter critérios que nos orientem e nos ajudem a seguir sempre o Mestre Jesus.

A quem devemos amar?

A parabóla do Bom Samaritano é uma das mais conhecidas e magistrais do Evangelho e principalmente do Evangelho de Lucas.

O Escriba pede a Jesus algo surpreendente: assegurar a herança eterna através do cumprimento da Lei.

O escriba quer a segurança legal e juridica e Jesus apresenta a gratuidade do amor, ousada e inesperada.

O escriba precisa da segurança legal e por isso quer saber: “Quem é o meu próximo?” Tudo estabelecido legalmente, juridicamente. Precisa de segurança.

A parábola é a contradição ao legalismo e ao puritanismo.

Dois personagens religiosos e ligados à lei passam longe quando veem um homem meio morto.

Aparece um personagem sinistro, um samaritano, um herege, um maldito para a lei e para a religião.

O samaritano vê alguém que dele necessita e dedica-sa a dar-lhe a vida. Descrevendo o Samaritano, Jesus está descrevendo a Deus.

Uma religião que deixa as pessoas na morte não é uma religião verdadeira, a religião verdadeira é aquela que defende e dá a vida como o Deus Samaritano.

Esta parábola fala de Deus, como é e como age na história da humanidade, por amor e compaixão, Deus é misericórdia!

Se é neste Deus que cremos, assim também devemos agir!