São Mateus

VÍDEO: Homilia do Pe. Julio em 16/11/2014 (parábola dos talentos)

Pregação do Pe. Julio Lancellotti do 33º Domingo do Tempo Comum, celebrado em 16/11/2014. No Evangelho de Mateus, Jesus conta a “parábola dos talentos”, que revela o amor e o rosto de Deus. Para o Pe. Julio, a mensagem dessa leitura é “não tenham medo de Deus”.

Gravação realizada na missa das 18h na igreja São Miguel Arcanjo, em São Paulo.

Solidariedade às vítimas do desabamento em São Mateus

O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, se solidariza com as vítimas do desabamento que provocou a morte de pelo menos oito pessoas no bairro de São Mateus, na zona leste de São Paulo.

Leia a nota do arcebispo:

Solidariedade às vítimas da queda do Edifício no Bairro de São Mateus

Com sincero pesar, manifesto a solidariedade de toda a Arquidiocese de São Paulo para com as vítimas do colapso do edifício comercial, em obras, no Bairro de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, ocorrido neste dia 27 de agosto.

Lamento profundamente a perda de vidas humanas nesse acidente e apresento aos seus familiares meu pesar e minha solidariedade nesta hora de dor. Meu pensamento também se volta para todos os feridos da tragédia e lhes desejo pronta recuperação.

Neste momento, é importante tomar consciência das graves implicações de sinistros graves, que poderiam ser evitados, se tivessem sido devidamente observadas as indispensáveis precauções de segurança. Esse lamentável episódio deve levar a uma profunda reflexão sobre a preciosidade de cada pessoa humana, cuja vida não deve ser exposta a graves riscos, mas protegida e valorizada.

Acompanho com atenção e interesse as tarefas do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e dos demais órgãos públicos, encarregados de vigiar sobre a segurança e de promover o socorro às vítimas de acidentes. A estes homens e mulheres, manifesto meu respeito e apreço.

Da mesma forma, manifesto meu sincero apreço pelo trabalho generoso de tantas pessoas voluntárias, cuja coragem e abnegação no socorro às vítimas é testemunho de que o amor ao próximo não é apenas feito de palavras, mas de atitudes maravilhosamente fraternas.

São Paulo, 28.08.2013
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
Fonte: Arquidiocese de São Paulo

Solidariedade às vítimas do desabamento em São Mateus

O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, se solidariza com as vítimas do desabamento que provocou a morte de pelo menos oito pessoas no bairro de São Mateus, na zona leste de São Paulo.

Leia a nota do arcebispo:

Solidariedade às vítimas da queda do Edifício no Bairro de São Mateus

Com sincero pesar, manifesto a solidariedade de toda a Arquidiocese de São Paulo para com as vítimas do colapso do edifício comercial, em obras, no Bairro de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, ocorrido neste dia 27 de agosto.

Lamento profundamente a perda de vidas humanas nesse acidente e apresento aos seus familiares meu pesar e minha solidariedade nesta hora de dor. Meu pensamento também se volta para todos os feridos da tragédia e lhes desejo pronta recuperação.

Neste momento, é importante tomar consciência das graves implicações de sinistros graves, que poderiam ser evitados, se tivessem sido devidamente observadas as indispensáveis precauções de segurança. Esse lamentável episódio deve levar a uma profunda reflexão sobre a preciosidade de cada pessoa humana, cuja vida não deve ser exposta a graves riscos, mas protegida e valorizada.

Acompanho com atenção e interesse as tarefas do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e dos demais órgãos públicos, encarregados de vigiar sobre a segurança e de promover o socorro às vítimas de acidentes. A estes homens e mulheres, manifesto meu respeito e apreço.

Da mesma forma, manifesto meu sincero apreço pelo trabalho generoso de tantas pessoas voluntárias, cuja coragem e abnegação no socorro às vítimas é testemunho de que o amor ao próximo não é apenas feito de palavras, mas de atitudes maravilhosamente fraternas.

São Paulo, 28.08.2013
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
Fonte: Arquidiocese de São Paulo

Singular e Plural

Dom Demétrio Valentini

Com o início da primavera, celebramos no dia 21 de setembro São Mateus, autor do evangelho que leva o seu nome.

É mera coincidência. O que não deixa de ter o seu simbolismo, como toda vez que evocamos a natureza para expressar nossos pensamentos. Como fazia Jesus com suas parábolas.

Pois bem, os evangelhos se assemelham, sim, à primavera, que encanta com sua exuberância de vida e diversidade de flores. O evangelho também é diverso, ele é plural. Não temos só um, temos quatro evangelhos. Não só o de Mateus, mas também os evangelhos de Marcos, Lucas e João. E poderíamos acrescentar os diversos outros evangelhos encarnados nas cartas de S. Paulo e nas narrativas da Igreja nascente.

Sabemos que foram muitas as tentativas de recolher o tesouro deixado por Cristo, através de sua vida e dos seus ensinamentos. O próprio Lucas começa a sua narrativa constatando esta multiplicidade de intentos.

Aos poucos, chegou-se ao consenso de definir quais os evangelhos que seriam acolhidos como referência segura e definitiva da fé cristã.

É muito significativo que o zelo da Igreja pela autenticidade dos escritos do Novo Testamento não a levou a optar por um só, mas por quatro evangelhos. Assim, ficou atestada, de maneira factual e concreta, a pluralidade de enfoques que o mistério cristão comporta, sem prejuízo da validade de cada intento. Se tivesse prevalecido a rigidez da uniformidade, teríamos hoje só um evangelho, e os outros três teriam talvez desaparecido para sempre.

Mas, graças a Deus, permaneceram os quatro. Com isto, ficou consagrada a pluralidade, e fica aberto o caminho para a diversidade de expressões teológicas, que já pode ser constatada nos próprios livros do Novo Testamento.

A atitude de tolerância acompanhou os primeiros passos da Igreja, e se coadunou bem com a postura de segurança e de autenticidade que presidiu a definição do elenco canônico dos livros do Novo Testamento.

A responsabilidade não suprime a diversidade. A certeza não exige a padronização. Esta abertura de espírito precisa continuar acompanhando a vida da Igreja, também na expressão humana das verdades da fé.

O alcorão dos muçulmanos é muito mais monolítico do que o nosso Novo Testamento. Muitos atribuem a este fato a freqüente tendência à intolerância e ao fanatismo, que se observa na religião muçulmana. Falta-lhe o jogo de cintura que a diversidade dos evangelhos nos educa a ter.

É possível alargar as referências. Como são diversos os evangelhos, as teologias são diversas. E nenhuma delas pode ter a pretensão de ser melhor do que as outras, ou ser erigida em modelo para todas. Ainda mais se ela mesma se atribui esta pretensão, desprezando as outras. O risco do fanatismo precisa ser esconjurado, até na formulação dos dogmas. Eles contam com a certeza da autenticidade, mas não pretendem o monopólio da exclusividade.

Os quatro evangelhos testemunham a inesgotável riqueza do mistério de Cristo, e nos incentivam a acolhê-la com abertura de espírito, no respeito às tentativas dos outros, e na consciência dos nossos próprios limites. Assim fica exaltada a grandeza de Deus e relativizada a capacidade humana.