D. Luciano Mendes de Almeida

Homenagem a D. Luciano Mendes de Almeida, ex-bispo da Região Belém e arcebispo de Mariana

Missa em memória de Dom Luciano no Arsenal da Esperança

Missa no sábado, 30/8, lembrou os 8 anos do falecimento de Dom Luciano Mendes de Almeida, ex-arcebispo de Mariana (MG) e ex-bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, responsável pela Região Belém. A celebração foi presidida por Dom Angélico Bernardino, arcebispo emérito de Blumenau que conviveu com Dom Luciano quando esteve à frente da Região São Miguel. Assista à homilia de Dom Angélico, no Arsenal da Esperança:

No final, Dom Angélico reforçou dois pensamentos de Dom Luciano:

Região Belém celebra a memória de Dom Luciano

A  Região Belém celebrou a memória de Dom Luciano Mendes de Almeida neste 7º aniversário de falecimento, dia 27/8. De manhã, a cerimônia foi com as crianças, adolescentes e educadores das diversas obras sociais, no Centro Pastoral São José. À noite, houve missa na Igreja São José do Belém, presidida pelo Pe. Julio Lancellotti e concelebrada pelos padres Miguel de Oliveira, Claudio de Oliveira, Tarcisio Marques Mesquita, Marcio Leitão, Atanasio Enchioglo e Mauro Domezzi.

No início, Iracema Silva, do Secretariado de Pastoral da Região, homenageou Dom Luciano:

Na homilia, Pe. Julio lembrou com emoção dos sinais da presença de Dom Luciano e lançou o desafio para que a Região Belém seja memorial vivo da sua caminhada:

No final, alguns dos participantes da missa deram seu testemunho:

Em Dom Luciano o humanismo transbordou

Padre Geovane Saraiva*
Dom Luciano Mendes de Almeida, grande homem de Deus, no qual o humanismo transbordou, por muitos anos bispo auxiliar de São Paulo, Secretário Geral e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por dois mandatos consecutivos, Arcebispo de Mariana – MG., deixou este mundo no dia 27 de agosto de 2006, coincidentemente, na festa de Santa Mônica, a mãe forte, por sua resistência, lágrimas e orações, conseguindo a conversão do filho Agostinho, um dos maiores Santos da Igreja e da própria humanidade, e no sétimo aniversário de morte de Dom Helder Pessoa Câmara, o homem dos grandes sonhos e nascido para as coisas mais elevadas, homem das viagens e cidadão do Mundo…
Dom Luciano soube viver e amar em profundidade o dom precioso da vida,  acolhendo o Filho de Deus como aquele que revelou o rosto amoroso e o enviado do Pai e como aquele que veio do alto. “Em Cristo Deus quis habitar com toda sua plenitude” (Col 1, 19). Esforçou-se para que esse mistério chegasse a todos, especialmente aos empobrecidos e rejeitados da sociedade, em nossos tempos…
Ele foi ao encontro da proposta do Filho de Deus, espalhando bondade, por onde passou, com o seu jeito simples de viver, acreditando na força transformadora da Palavra de Deus e da Eucaristia – acolhendo Jesus: “Pão da vida, pão descido do céu” (Jo 6, 34). “A Eucaristia é mensagem de comunhão fraterna, não só enquanto nos ajuda a vencer o egoísmo e partilhar o pão e também quando elimina o rancor e o dinamismo de vingança, mas enquanto consegue superar mágoas e ressentimentos e aproximar os distantes…” (Conferência de Dom Luciano, 15º Congresso Eucarístico Nacional – Florianópolis – SC).
Ele, uma preciosidade, com o seu modo santo de viver, tinha o céu ao seu redor. Mas mesmo assim ele queria ver o céu. Um dia ele decidiu: “Há um tempo queria muito ver o céu, saber como é lá. Um dia subi no céu. Não pensei que fosse tão bonito assim, fiquei contente com tanta música, pessoas dançando na presença de Deus. Mas, de repente, percebi que eu estava escondido atrás de uma árvore. Descobri que o céu é ver os outros felizes”.
Dom Moacyr Grechi, ao iniciar o retiro do clero de Fortaleza, disse: “Queria também invocar Dom Luciano Mendes, que tenho com “santo”. Eu fiz esta experiência: Iniciando a Conferência de Aparecida eu rezei a Dom Luciano dizendo: em Puebla o senhor muito ajudou a dar aquele tom evangelizador, que marcou a nossa pastoral; em santo Domingo, se não fosse a sua presença, com sua doçura e inteligência, talvez tivéssemos voltado para casa, sem nenhum Documento Pastoral. Eu quero a sua ajuda também nesta Conferência de Aparecida. Depois que eu rezei, mudei completamente por dentro: de desanimado que estava, resolvi enfrentar a Conferência com empenho, marcando presença em todas as reuniões, compreendendo que era à hora de Deus e que não deveria deixar passar em vão. Quero que Dom Luciano interceda por nós nestes dias do retiro do clero de Fortaleza”.
Dom Luciano, subindo ao céu, optou em primeiro lugar pela vida, em especial a vida dos empobrecidos, comprometida e indefesa. Que seu testemunho nos encoraje e nos estimule na nossa escolha e seguimento de Jesus de Nazaré, acolhendo-o com generosidade.
Deus seja louvado, amado e glorificado por esse homem que só soube fazer o bem. O amor nele cresceu e se fez dom, vivendo não para si, mas para Deus e para os irmãos e irmãs.
* Pe. Geovane Saraiva, padre da Arquidiocese de Fortaleza, Escritor, Membro da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE), e da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza.
Pároco de Santo Afonso
Autor dos livros:
“O peregrino da Paz” e “Nascido Para as Coisas Maiores” (centenário de Dom Helder Câmara).
“A Ternura de um Pastor”, já 2ª edição (homenagem ao Cardeal Lorscheider)
“A Esperança Tem Nome” (espiritualidade e compromisso)
“Dom Helder: Sonhos e Utopias” (o pastor dos empobrecidos)

 

Rastros de luz: Dom Luciano Mendes e Dom Helder Camara

Geraldo Trindade

O arcebispo marianense, Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, é lembrado pela sua grandeza espiritual. Não foi apenas bispo, mas também companheiro, pastor, irmão de todos; doce e amável no trato. Quem o conheceu teve dele uma acolhida marcante e ímpar. Este próximo 27 de agosto remonta àquele de 6 anos atrás, quando este grande homem despedia-se deste mundo e adentrava aos céus com as palavras “Deus é bom!”.

O “bispo dos pobres”, como era comumente chamado, viveu sua fé na radicalidade e por isso se tornou um eco profundo de que se deve acreditar em Deus e colocar em prática os valores evangélicos. Ele sabia como ninguém amalgamar a vida e a oração, não apenas em sua expressão verbal ou declarativa; mas plena na ação real e concreta. Ele soube, em meio às dores físicas e espirituais, aceitar a cruz por si mesma, pelos outros, pelos sofredores anônimos que padecem e, por isso, tocaram com profundidade a alma de Dom Luciano.

As palavras, os gestos, a vida de Dom Luciano colocam em xeque as nossas palavras, gestos e a nossa vida. O bispo marianense sofria de alto senso de dignidade humana, que, muitas vezes, era incompreendido. Ele sofria com o outro, comportava-se com os outros tratando todos como iguais, dignos de confiança. Ele via em cada pessoa uma criatura amável, linda e admirável. Por tudo isso, ele foi deixando um rastro de luz por onde passou.

A Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida de Mérito Social e Educacional, outorgado pela Arquidiocese de Mariana, será no próximo dia 27. A homenagem a Dom Luciano terá início com uma celebração eucarística, na Catedral, às 18h30, seguida da sessão solene, no Centro Cultural Arquidiocesano Dom Frei Manoel da Cruz, onde será conferida a honraria da comenda aos homenageados: Dom Walmor Oliveira de Azevedo (arcebispo de Belo Horizonte), Dom Francisco Barroso Filho (bispo emérito de Oliveira), Dom José Belvino do Nascimento (bispo emérito de Divinópolis), Mons. Flávio Carneiro Rodrigues (diretor do Arquivo Eclesiástico de Mariana), Mons. Júlio Lancelloti (Vigário Episcopal para o Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo) e as Irmãs da Beneficência Popular.

É também neste dia que nossas memórias se misturam pela lembrança de outra figura singular, Dom Helder Camara, que foi arcebispo de Olinda e Recife. Ambos, Dom Luciano e Dom Helder, souberam viver neste mundo a diaconia cristã, do serviço fraterno, alegre e impetuoso, pois eram tomados pela fé em Cristo e em seu projeto de salvação. Eles nos envergonham pela radicalidade e fidelidade ao Evangelho, pois sabiam que o mundo, sofrido, complexo, pluricultural, midiático e ideário é espaço absoluto e completo da ação do evangelizador. Souberam anunciar as verdades da fé cristã no amor ao pobre, ao sofredor, à criança órfã, ao doente abandonado, ao faminto que clamava um pedaço de pão…

Caracterizam estes santos homens a expressão de que souberam revestir de cotidiano as verdades eternas do Reino prometido. Esta atitude exige ser tomado pela pura humildade na mais completa atitude de ser servidor, tornando presente o amor de Jesus aos simples e pequenos. “Quando fizestes a um desses irmãos mais pequeninos, a mim fizestes” (Mt 25, 40).

Dom Luciano, dom de Deus

Sábado, 27 de agosto, é o aniversário de falecimento de Dom Luciano Mendes de Almeida, arcebispo emérito de Mariana (MG) e ex-bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, responsável pela Região Belém de 1976 a 1988. Completam-se 5 anos e tem início o processo de beatificação.

D. Luciano, bispo despojado, defensor dos pobres e das causas populares. Ícone na defesa dos Direitos Humanos e dignidade da vida. Irmão dos pequenos, gentileza de Deus, questionador dos poderosos. Sempre a serviço e disponível. Oblativo, ofereceu a vida pelos insignificantes.

Esperamos que seja reconhecido oficialmente como o conhecemos: um santo entre nós!

Assista abaixo à homenagem da Pastoral do Menor da Diocese de Iguatu:

httpv://www.youtube.com/watch?v=lKaRRY8XA0U

Veja também a matéria de TV Canção Nova sobre a homenagem da CNBB, da qual D. Luciano foi presidente e secretário-geral por dois mandatos:

httpv://www.youtube.com/watch?v=BY6nhinPSdg

Outra homenagem, esta produzida pela paróquia Santa Luzia, de Campinas:

httpv://www.youtube.com/watch?v=1HzgNYQSyDY

Querido Dom Luciano

Pe. Alfredo J. Gonçalves

Amigo e companheiro, pastor e profeta,
talvez o silêncio, respeitoso e reverente,
seja a homenagem mais apropriada
para relembrar a tua presença tão querida entre nós
e para celebrar a tua partida para a Casa do Pai.
Só ele, o silêncio respeitoso e reverente,
será capaz de expressar, ao mesmo tempo,
tua energia profética e tua doce ternura.
Sinto que as palavras, quaisquer palavras,
estão muito aquém desse mistério
que é o dom de tua vocação e tua entrega;
noto que elas, as palavras, quaisquer palavras,
mais escondem do que revelam
a força incontida de tua ação missionária.

Como descrever esse coração paterno e materno,
em que todos se sentiam em sua própria casa?
Como falar desse olhar alegre, vivo e atento
reflexo de uma alma onde a paz encontrou morada?
Como fazer justiça a esse sorriso afável e aberto,
que a nada e a ninguém deixava do lado de fora?
Que dizer dessa inteligência arguta e lúcida,
luz viva em meio à escuridão de nosso tempo?
De que forma traduzir a habilidade dessas mãos incansáveis,
capazes de transfigurar o que tocavam e acariciavam?
Com que cores pintar essa imagem simples e profunda
que a exemplo do Mestre “passou pelo mundo fazendo o bem”?

As palavras, quaisquer palavras, são pequenas diante de tua grandeza,
não dão conta de explicar os segredos ocultos de tua sabedoria.
Homem de Deus, homem da Igreja, homem do Mundo,
pastor e pai dos pobres, dos pequenos, dos indefesos;
amigo e companheiro de todas as vidas ameaçadas,
voz profética dos silenciados de todos os tempos
presença fiel ao lado das vítimas da história.

Mesmo assim, não resisto à vontade de dizer-te “adeus”!
e a todos dizer que partes, mas ficas para sempre entre nós:
a “Casa do Pai” é tua morada definitiva e eterna,
porque a ela encaminhaste tantos os corações que se haviam perdido;
mas nenhum vento ou tempestade poderá jamais apagar
as pegadas de teus passos na face desta terra que tanto amaste;
tua memória será luz e m nossos caminhos,
como o foram teu testemunho, tuas obras e tuas palavras.

Não, as palavras não alcançam tudo o que quero dizer,
mal conseguem esboçar os contornos de tua imagem!
Por isso volto ao silêncio respeitoso e reverente.

Homenagem: em Dom Luciano, tudo era In nomine Iesu

Geraldo Trindade

Os santos não se repetem. O Senhor da Vida, em sua providência de Pai, reserva em cada tempo, conforme a necessidade de seu povo homens e mulheres que com sua vida dão testemunho vivo do Evangelho. Por isso, a mensagem que eles nos deixam é eterna e atual. Por meio da humildade imitam o Filho de Deus e tornam-se uma lição gritante para cada um de nós, hoje. Seu despojamento, sua pobreza singela e realista é uma interpelação veemente para nós e para os que virão depois.

Os santos são o Evangelho não em palavras, mas em vida, sem comentários, sem notas de roda-pés que perduram por anos e séculos. Tornaram-se mestre na fé, pois ousaram lançar-se, atestaram o reino de Deus por meio do testemunho, de saltarem-se no Mistério de Deus, transbordando-o, confundindo-se com ele em um processo irrenunciável e irrefutável.

O dia 27 de agosto deste ano será marcado pela lembrança saudosa de Dom Luciano Mendes de Almeida. No dia 26, o Brasil unindo-se à Arquidiocese de Mariana celebra os 5 anos de falecimento do amado bispo, que sempre deixou um rastro luminoso de generosidade, de santidade, de paixão pelo próximo e por Deus. Neste dia, na Catedral Metropolitana de Mariana haverá a Celebração Eucarística às 18h30. Logo após, às 20h, haverá a solenidade de entrega da Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida do Mérito Educacional e Responsabilidade Social.

Este ano serão homenageados: Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo, Padre Paulo Vicente Ribeiro Nobre, Irmã Carmen Mendes de Carvalho, Irmã Neusa Quirino Simões e Grupo NATA.

O “pastor dos esquecidos” nasceu aos 5 de outubro de 1930 no Rio de Janeiro, sendo seus pais Cândido Mendes de Almeida e Emília de Mello Vieira Mendes de Almeida. Ordenou-se padre na Companhia de Jesus (jesuítas) aos 5 de outubro de 1947 em Roma. Em 2 de maio de 1976, foi ordenado bispo, auxiliando na Arquidiocese de São Paulo e em 6 de abril de 1988 foi nomeado arcebispo metropolitano de Mariana.

Em Dom Luciano se manifestava o fascinante amor pela humildade, pelo despojamento e pela simplicidade. Em sua vida e missão sempre estiveram presentes as marcas da fidelidade e da generosidade.

Além de tudo isso acima e tudo mais que se fala de Dom Luciano, quem foi ele? Um bispo, presidente da CNBB e secretário geral da mesma entidade, arcebispo de Mariana – primaz de Minas Gerais… Ele, porém é conhecido mais por ter sido amigos dos simples, dos pobres e dos pequenos. Ele foi a voz dos sem-voz, foi a paz e o diálogo nas situações de conflito, foi a generosidade no agir, bondade e compreensão na acolhida e no encontro com os outros, amabilidade e servir como meta constante… Nisso esconde-se o mistério de sua santidade: de se renovar no serviço humilde e desproporcionado de reconhecimento.

Em quantas vidas, Dom Luciano esteve presente! Ele não se importava com o retorno humano e afetivo, mas contava com a grata satisfação de, por meio dele, ter manifestado a grandeza do amor de Deus. Neste ano de 2011, 5 anos após seu falecimento, é mais uma oportunidade que se desponta para não deixar que o vazio e a escuridão tome conta de nossa memória de nossas ações, mas de sermos tomados pela luz que brilhou em Dom Luciano: o amor de Deus.

Por onde andou Dom Luciano quando esteve em nosso meio? Sua companhia foram os pobres, os miseráveis, os simples, os abandonados. No entanto, por onde ele andou? Claro, só podia ser lá, mesmo estando aqui. Ele andava pelo céu!

 

Dom Luciano no céu

Pe Geovane Saraiva

Dom Luciano Mendes de Almeida, grande homem de Deus, por muitos anos bispo auxiliar de São Paulo, Secretário Geral e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por dois mandatos consecutivos, Arcebispo de Mariana – MG., deixou este mundo no dia 27 de agosto de 2006, coincidentemente, na festa de Santa Mônica, a mãe forte, por sua resistência, lágrimas e orações, conseguindo a conversão do filho Agostinho, um dos maiores Santos da Igreja e da própria humanidade, e no sétimo aniversário de morte de Dom Helder Pessoa Câmara, o homem dos grandes sonhos e nascido para as coisas mais elevadas, homem das viagens e cidadão do Mundo…

Dom Luciano soube viver e amar em profundidade o dom precioso da vida,  acolhendo o Filho de Deus como aquele que revelou o rosto amoroso e o enviado do Pai e como aquele que veio do alto. “Em Cristo Deus quis habitar com toda sua plenitude” (Col 1, 19). Esforçou-se para que esse mistério chegasse a todos, especialmente aos empobrecidos e rejeitados da sociedade, em nossos tempos…

Ele foi ao encontro da proposta do Filho de Deus, espalhando bondade, por onde passou, com o seu jeito simples de viver, acreditando na força transformadora da Palavra de Deus e da Eucaristia – acolhendo Jesus: “Pão da vida, pão descido do céu” (Jo 6, 34). “A Eucaristia é mensagem de comunhão fraterna, não só enquanto nos ajuda a vencer o egoísmo e partilhar o pão e também quando elimina o rancor e o dinamismo de vingança, mas enquanto consegue superar mágoas e ressentimentos e aproximar os distantes…” (Conferência de Dom Luciano, 15º Congresso Eucarístico Nacional – Florianópolis – SC).

Ele, uma preciosidade, com o seu modo santo de viver, tinha o céu ao seu redor. Mas mesmo assim ele queria ver o céu. Um dia ele decidiu: “Há um tempo queria muito ver o céu, saber como é lá. Um dia subi no céu. Não pensei que fosse tão bonito assim, fiquei contente com tanta música, pessoas dançando na presença de Deus. Mas, de repente, percebi que eu estava escondido atrás de uma árvore. Descobri que o céu é ver os outros felizes”.

Dom Moacyr Grechi, ao iniciar o retiro do clero de Fortaleza, disse: “Queria também invocar Dom Luciano Mendes, que tenho com “santo”. Eu fiz esta experiência: Iniciando a Conferência de Aparecida eu rezei a Dom Luciano dizendo: em Puebla o senhor muito ajudou a dar aquele tom evangelizador, que marcou a nossa pastoral; em santo Domingo, se não fosse a sua presença, com sua doçura e inteligência, talvez tivéssemos voltado para casa, sem nenhum Documento Pastoral. Eu quero a sua ajuda também nesta Conferência de Aparecida. Depois que eu rezei, mudei completamente por dentro: de desanimado que estava, resolvi enfrentar a Conferência com empenho, marcando presença em todas as reuniões, compreendendo que era a hora de Deus e que não deveria deixar passar em vão. Quero que Dom Luciano interceda por nós nestes dias do retiro do clero de Fortaleza”.

Dom Luciano, subindo ao céu, optou em primeiro lugar pela vida, em especial a vida dos empobrecidos, comprometida e indefesa. Que seu testemunho nos encoraje e nos estimule na nossa escolha e seguimento de Jesus de Nazaré, acolhendo-o com generosidade.

Deus seja louvado, amado e glorificado por esse homem que só soube fazer o bem. O amor nele cresceu e se fez dom, vivendo não para si, mas para Deus e para os irmãos e irmãs.

O que você gostaria de contar sobre D. Luciano?

Deus é bom

A frase dita por Dom Luciano Mendes de Almeida em diversos momentos, inclusive quando estava doente, sintetiza com simplicidade e clareza a visão de um homem que deu testemunho da bondade de Deus. D. Luciano foi sempre “o irmão do outro”, título do livro escrito por um dos irmãos dele, Candido Mendes.

Bispo da Região Belém, na Arquidiocese de São Paulo, depois arcebispo de Mariana, em Minas Gerais, secretário-geral e presidente da CNBB, a presença de D. Luciano deixou marcas. Todos têm algo a contar, a testemunhar sobre a vida deste homem especial…

E você, o que tem a contar? Use o espaço dos comentários para registrar sua homenagem: