Doação

Órgãos: tráfico e doação

Dom Demétrio Valentini

Um dos bons ofícios da Campanha da Fraternidade é estimular nossa reflexão. A questão do tráfico humano nos leva a ponderações sobre o nosso corpo. Ele está no centro da questão do tráfico humano:está em jogo o corpo. Ele sofre a exploração.

O corpo é ao mesmo tempo expressão visível da vida humana, e condição indispensável de sua existência. Se o corpo exerce corretamente suas funções, a vida flui, exuberante. Se o corpo tem dificuldade de funcionamento, a vida padece. O atestado de morte mais radical é o médico constatar a “falência múltipla dos órgãos”.

Por mais que cultivemos a certeza de uma sobrevida, que ultrapasse nossos condicionamentos físicos, a vida humana nunca deixa de se expressar através do corpo. Ele é um “organismo” integrado de forma admirável e prodigiosa, com todos os seus “órgãos” funcionando a serviço do prodígio maior, que é a vida humana.

Os múltiplos órgãos do corpo funcionam a serviço da vida humana. O cuidado com o corpo ultrapassa sua consistência física. Sua finalidade não se detém no corpo. Ele se posiciona em direção à vida.

O corpo está em função da vida. E a própria vida humana encontra seu sentido mais profundo quando ela também encontra uma finalidade maior, que a justifica plenamente.

“Ninguém vive para si mesmo”, alerta São Paulo. Nossa vida também não é “auto-referencial”. Ela gira em torno de um mistério maior.

Aí entra uma questão central que a Campanha da Fraternidade levanta neste ano. Como usar do corpo, para que ele esteja plenamente a serviço da vida.

Salta aos olhos a perversidade de quem se julga no direito de dispor de órgãos humanos, fazendo deles mercadoria, colocada à venda para fins lucrativos.

Desta maneira, se explora o corpo humano, com os expedientes usados para a obtenção dos órgãos que são vendidos como mercadorias, pervertendo sua finalidade, fazendo do corpo um instrumento de exploração, ferindo a dignidade humana.

Tanto a finalidade, como os procedimentos para obtenção forçada de órgãos, se tornam, assim, desumanos e anti-éticos.

Quando, porém, a pessoa humana, consciente do significado transcendente de sua vida, ela própria decide colocar gratuitamente seus órgãos, que permanecem sempre a serviço de sua vida pessoal, para estarem eventualmente a serviço da vida de outras pessoas, que estiverem na dependência de receber tais órgãos, aí muda de sentido, radicalmente.

Pois neste caso, de doação livre dos órgãos, eles são colocados a serviço da vida humana.

Assim, a doação livre dos próprios órgãos, para ficarem à disposição de pessoas que necessitam deles, é um gesto que toma sentido na finalidade suprema da existência humana, que consiste em doar a própria vida por amor.

Para que a doação de órgãos tenha este sentido, é preciso que seja feita em plena liberdade. Como fez Jesus. Ele enfatizou claramente: “Ninguém tira minha vida, eu a dou livremente”.(Jo 10,18)

O corpo humano pode, assim, ser colocado como expressão do amor, que justifica a doação total da própria vida. É isto que está na origem do sacramento da Eucaristia. Tendo assumido um corpo humano, o Filho de Deus fez deste corpo, o sinal maior de seu amor.

A quaresma recorda e revive este gesto maior de Cristo. Ele entregou seu corpo para expressar seu amor por nós!

Papa Francisco faz doação para obra social da Bahia

O trabalho desenvolvido com crianças e adolescentes filhos de pais encarcerados chamou a atenção do papa Francisco. O Centro Nova Semente, localizado ao lado do Complexo Penitenciário Estadual, em Mata Escura (BA), receberá uma doação em dinheiro enviada pelo pontífice. A entrega acontece nesta segunda, 4 de novembro, durante visita do presidente do Pontifício Conselho para a Família, dom Vincenzo Paglia, ao arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger.

A verba, doada pelo Vaticano, destinava-se à construção de uma nova obra social em Salvador. Mas como a construção se mostrou inviável, dom Murilo e o cardeal Geraldo Majella Agnelo pediram ao papa para que o dinheiro fosse canalizado para o Centro Nova Semente. “É uma obra que precisa de recursos. Pedimos para o papa Bento XVI na época, mas, com a sua renúncia, tivemos de esperar. A primeira resposta que tivemos foi a de que o novo papa deveria ser comunicado. Em seguida, recebemos a confirmação de que o papa Francisco concordou e nos apoiou”, explica o arcebispo.

Além de uma casa onde, atualmente, moram 30 crianças e adolescentes, filhos de homens e mulheres que se encontram encarcerados, o Centro Nova Semente passará a contar com uma casa para crianças de 0 até 3 anos e um salão polivalente. “A ajuda financeira do Vaticano possibilitará a ampliação do espaço. Atualmente, as nossas dificuldades aqui são muitas e passam pela saúde, cultura e educação”, diz a responsável pela obra, irmã Adele Pezzone.

Dom Murilo afirma que a doação é um gesto de carinho de Francisco. “Quando a mãe está presa só pode ficar com os filhos durante o período da amamentação. Este centro possibilita a proximidade entre mães e filhos, com visitas que são frequentes. No Centro Nova Semente as crianças não são separadas das mães”, explicou.

A obra

O Centro Nova Semente foi fundado em 1999, depois de uma decisão judicial determinando que crianças com mais de 6 meses de idade – período da amamentação – deveriam ser mantidas fora da Penitenciária Feminina. Preocupada com a situação dos pequenos que não tinham para onde ir, a Pastoral Carcerária providenciou a retirada das crianças. “Aqui não é um orfanato. As crianças não estão disponíveis para adoção. Aqui elas aguardam que suas mães cumpram as penas e continuam mantendo vínculos afetivos com elas. Quando as mães recebem a liberdade, os filhos são reinseridos nos seus lares. Isso acontece aos poucos e nós vamos acompanhando. A mãe leva o filho para passar um fim de semana, as férias escolares ou todo o ano letivo. Não é fácil para uma criança que chegou ao Centro com seis meses de idade ir morar com a mãe aos 12 ou 13 anos”, diz irmã Adele.

Fonte: CNBB

Comunidade São Miguel recebe doações para a Missão Belém

Todo segundo domingo do mês, a comunidade receberá doações para as casas da Missão Belém, que acolhem pessoas em situação de rua. As principais necessidades são alimentos não perecíveis, produtos de higiene e limpeza – todos são chamados a colaborar, dentro das suas possibilidades. Veja mais detalhes nos avisos da semana:

No final da missa, a comunidade cantou “Seu Nome é Jesus Cristo”:

Homenagem: em Dom Luciano, tudo era In nomine Iesu

Geraldo Trindade

Os santos não se repetem. O Senhor da Vida, em sua providência de Pai, reserva em cada tempo, conforme a necessidade de seu povo homens e mulheres que com sua vida dão testemunho vivo do Evangelho. Por isso, a mensagem que eles nos deixam é eterna e atual. Por meio da humildade imitam o Filho de Deus e tornam-se uma lição gritante para cada um de nós, hoje. Seu despojamento, sua pobreza singela e realista é uma interpelação veemente para nós e para os que virão depois.

Os santos são o Evangelho não em palavras, mas em vida, sem comentários, sem notas de roda-pés que perduram por anos e séculos. Tornaram-se mestre na fé, pois ousaram lançar-se, atestaram o reino de Deus por meio do testemunho, de saltarem-se no Mistério de Deus, transbordando-o, confundindo-se com ele em um processo irrenunciável e irrefutável.

O dia 27 de agosto deste ano será marcado pela lembrança saudosa de Dom Luciano Mendes de Almeida. No dia 26, o Brasil unindo-se à Arquidiocese de Mariana celebra os 5 anos de falecimento do amado bispo, que sempre deixou um rastro luminoso de generosidade, de santidade, de paixão pelo próximo e por Deus. Neste dia, na Catedral Metropolitana de Mariana haverá a Celebração Eucarística às 18h30. Logo após, às 20h, haverá a solenidade de entrega da Comenda Dom Luciano Mendes de Almeida do Mérito Educacional e Responsabilidade Social.

Este ano serão homenageados: Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo, Padre Paulo Vicente Ribeiro Nobre, Irmã Carmen Mendes de Carvalho, Irmã Neusa Quirino Simões e Grupo NATA.

O “pastor dos esquecidos” nasceu aos 5 de outubro de 1930 no Rio de Janeiro, sendo seus pais Cândido Mendes de Almeida e Emília de Mello Vieira Mendes de Almeida. Ordenou-se padre na Companhia de Jesus (jesuítas) aos 5 de outubro de 1947 em Roma. Em 2 de maio de 1976, foi ordenado bispo, auxiliando na Arquidiocese de São Paulo e em 6 de abril de 1988 foi nomeado arcebispo metropolitano de Mariana.

Em Dom Luciano se manifestava o fascinante amor pela humildade, pelo despojamento e pela simplicidade. Em sua vida e missão sempre estiveram presentes as marcas da fidelidade e da generosidade.

Além de tudo isso acima e tudo mais que se fala de Dom Luciano, quem foi ele? Um bispo, presidente da CNBB e secretário geral da mesma entidade, arcebispo de Mariana – primaz de Minas Gerais… Ele, porém é conhecido mais por ter sido amigos dos simples, dos pobres e dos pequenos. Ele foi a voz dos sem-voz, foi a paz e o diálogo nas situações de conflito, foi a generosidade no agir, bondade e compreensão na acolhida e no encontro com os outros, amabilidade e servir como meta constante… Nisso esconde-se o mistério de sua santidade: de se renovar no serviço humilde e desproporcionado de reconhecimento.

Em quantas vidas, Dom Luciano esteve presente! Ele não se importava com o retorno humano e afetivo, mas contava com a grata satisfação de, por meio dele, ter manifestado a grandeza do amor de Deus. Neste ano de 2011, 5 anos após seu falecimento, é mais uma oportunidade que se desponta para não deixar que o vazio e a escuridão tome conta de nossa memória de nossas ações, mas de sermos tomados pela luz que brilhou em Dom Luciano: o amor de Deus.

Por onde andou Dom Luciano quando esteve em nosso meio? Sua companhia foram os pobres, os miseráveis, os simples, os abandonados. No entanto, por onde ele andou? Claro, só podia ser lá, mesmo estando aqui. Ele andava pelo céu!

 

Comunidade faz homenagens no Dia das Mães

As mães merecem todas as homenagens. Muitas estão presentes, outras distantes, outras com o Pai. As crianças da catequese, representadas pela Laís e Ailton, fizeram uma homenagem às mães, declamando:

“Mãe,
Não tem nada que uma mãe não possa enfrentar. A mãe não desiste nunca.
A mãe tem todas as forças do mundo a seu favor.
A mãe usa o maior escudo já existente.
SEU CORAÇÃO!
O que você pensa ao falar de uma Mãe …
Será muito pouco pelo que ela representa
Mãe, simplesmente Mãe.”

O Carlinhos cantou para as mães e o Padre Julio as homenageou, com a entrega de uma flor e um forte abraço a uma das mães presentes.

Vejam as fotos, por Carlos A. Beatriz

No final da missa das 18h, lembrando Maria, os presentes cantaram “Com minha mãe estarei” e Lilian Sgarioni Roberto leu uma mensagem:

Leproso e Santo

D. Benedicto de Ulhôa Vieira

No dia 11 de outubro p.p., o Papa Bento XVI, no exercício de sua autoridade primacial na Igreja, teve a alegria de declarar santo o Padre Damião de Molokai. Este novo santo foi heroicamente dedicado aos hansenianos na ilha de Molokai. Seus restos mortais, que repousavam em Kalawao, foram transferidos em 1.936 para a Bélgica, terra natal deste heróico sacerdote.

Molokai é uma ilha do Havaí, onde – ao norte – existe uma colônia de leprosos. Foi aí que, por iniciativa pessoal e com licença da autoridade eclesiástica, se estabeleceu o Padre Damião de Veuster numa aventura de coragem e heroísmo, tornando-se assim o mártir da caridade a serviço dos doentes de lepra, doença que ele mesmo contraiu e foi causa de sua morte. Viveu só 49 anos, dos quais 25 como sacerdote.

A Igreja, para canonizar um servo de Deus, declarando-o santo, além de examinar-lhe a vida, o heroísmo e as virtudes, exige a prova divina de um verdadeiro milagre.

No caso do novo Santo, aprovou-se a cura de um câncer em uma senhora de Honolulu. O nome dela: Andrey Teguihi, professora aposentada de 69 anos, hoje com perfeita saúde.

O boletim informativo da Província da Congregação a que o novo Santo pertencia, relata a doença da miraculada senhora: “liposarcoma” com metástase nos pulmões. As orações ao padre Damião com visita a seu memorial conseguiram de Deus o milagre. Os médicos atestaram a cura completa, que, sob o ponto de vista da ciência, não têm explicação. Foi este o fato miraculoso atribuído à intercessão do Beato Damião, que o Papa aprovou e o Superior Geral da Congregação do novo Santo teve a alegria de anunciar.

O que impressiona nesta breve vida de São Damião é a caridade extrema de, no explendor dos seus 34 anos, oferecer-se para substituir o sacerdote que iria para Havaí e por doença não pode partir. Só mesmo o amor em grau altíssimo pode explicar a generosa oferta desta extraordinária vida de um jovem religioso a doar-se aos leprosos de Molokai.

O cardeal arcebispo de Malines – Bruxelas, agradecendo ao Papa Bento XVI esta canonização do sacerdote belga – Beato Damião – pede ao novo Santo sua valiosa intercessão pelos novos “leprosos” da vida moderna: “os homens e as mulheres sem refúgio, sem documentos, sem emprego, sem terra, sem esperança”

De São Damião de Molokai, apóstolo dos leprosos, se pode dizer, sem medo de exagerar: “Amou-os até o extremo”.

Festa de Natal da Comunidade São Martinho de Lima

No dia 23 de dezembro, a partir das 9h, acontecerá a Festa de Natal da Comunidade São Martinho de Lima.

A comunidade São Miguel já está se mobilizando para preparar a os “comes e bebes”. Além de contarmos com a doação dos tradicionais frangos assados, que podem ser entregues no dia na paróquia ou direto na comunidade São Martinho, vamos preparar, em mutirão, um grande bolo para alegrar o final de ano de nossos irmãos.

Para essa preparação estamos aceitando doação de:
* Doce de leite pronto
* Pó para preparo de creme de confeiteiro (encontrado em lojas especializadas em culinária)
* Chantili industrial

Podem ser entregues na paróquia até o dia 21 à noite.

Quem quiser contribuir com a massa de pão de ló, pode usar a receita indicada neste link e entregar até o dia 22 na hora do almoço.

Desde já agradecemos a participação e colaboração de todos.