mãe

Comunidade faz homenagens no Dia das Mães

As mães merecem todas as homenagens. Muitas estão presentes, outras distantes, outras com o Pai. As crianças da catequese, representadas pela Laís e Ailton, fizeram uma homenagem às mães, declamando:

“Mãe,
Não tem nada que uma mãe não possa enfrentar. A mãe não desiste nunca.
A mãe tem todas as forças do mundo a seu favor.
A mãe usa o maior escudo já existente.
SEU CORAÇÃO!
O que você pensa ao falar de uma Mãe …
Será muito pouco pelo que ela representa
Mãe, simplesmente Mãe.”

O Carlinhos cantou para as mães e o Padre Julio as homenageou, com a entrega de uma flor e um forte abraço a uma das mães presentes.

Vejam as fotos, por Carlos A. Beatriz

No final da missa das 18h, lembrando Maria, os presentes cantaram “Com minha mãe estarei” e Lilian Sgarioni Roberto leu uma mensagem:

Maternidade e humanidade: uma história inseparável

Maria Clara Lucchetti Bingemer

O Dia das Mães, comemorado no último domingo, nos trouxe o desejo de refletir sobre a maternidade, seu mistério, sua beleza. Depois do Natal, trata-se da festa mais celebrada e, por isso, mais esperada pelo comércio. Mais que os pais, que as crianças, que qualquer outro pretexto ou data ou efeméride, as mães são celebradas e comemoradas e presenteadas, revelando bem claramente a importância que lhes é dada não só pelos filhos, mas pela sociedade em geral.

Porém, quando e como nasceu o Dia das Mães? Como é a história do nascimento no calendário humano desta festa que hoje se impôs como acontecimento obrigatório na maioria dos países do mundo? Quando e por que as mães começaram a ter um “dia” especial para ver sua maternidade celebrada e festejada?

As primeiras celebrações do Dia das Mães remontam à antiga Grécia, onde era cultuada a deusa Rea, a mãe dos deuses Zeus, Poseidón e Hades. Essa comemoração também coincidia com a chegada da primavera. Sendo a religião dos gregos, como em geral as religiões antigas, regulada de acordo com os ciclos da natureza, a Primavera significava a chegada da vida após a “morte” trazida pelo frio e pelo gelo do inverno. As árvores nuas e secas recomeçavam a reverdecer e florescer, a natureza inteira despertava do sono onde estava mergulhada e renascia. Rea então era celebrada e louvada como aquela que, sendo mãe dos principais deuses do Olimpo -Zeus, deus do céu e do trovão; Poseidón, deus do mar e dos terremotos; Hades, deus da morte e do mundo invisível- era mãe de toda a realidade criada.

Os povos antigos realizavam uma adoração formal à mãe com cerimônias a Rea ou a Cibeles, outro nome invocado para personificar a terra fértil, assim como Gea. Cibeles era uma deusa das cavernas e das montanhas, muralhas e fortalezas, da Natureza e dos animais. Era, assim, uma divindade de vida, morte e ressurreição. E comandava, em toda a realidade onde vivia a humanidade, o processo da vida que vencia a morte.

Os romanos retomaram esse costume grego e chamaram esta celebração a Hilária, situando-a nos “idos de março”, época em que no hemisfério norte a primavera começava a despontar e recriar a natureza adormecida pelo frio invernal.

O cristianismo, que já nasceu dentro das culturas onde anunciou o evangelho, tomou essas festas existentes e transformou estas celebrações, colocando ao centro a figura de Maria de Nazaré, mãe de Jesus. Em alguns países católicos, como o Panamá, o Dia das Mães é celebrado não no primeiro quartel do ano, ou em maio, mês de Maria, mas no dia 8 de Dezembro, que é também e simultaneamente a festa da Imaculada Conceição de Maria.

Com o processo de secularização, quando as festas religiosas vão perdendo sua força configuradora do tempo e do espaço e já não comandam mais o calendário e as estações, encontramos uma origem do Dia das mães mais perto de nós, no século XX, com um motivo muito afetivo e real.

Uma jovem norteamericana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em profunda depressão. Preocupadas com o profundo sofrimento da jovem, algumas de suas amigas decidiram oferecer-lhe uma festa para perpetuar a memória da falecida. Annie, agradecida, quis que essa homenagem fosse não apenas para sua mãe, mas que pudesse ser estendida a todas as mães, vivas ou mortas.

A comemoração foi ganhando adeptos e se alastrou pelos Estados Unidos até que em 1914 a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio.

No Brasil, em 1932 o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. E em 1947 o Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, do Rio de Janeiro, determinou que a data fizesse parte também do calendário oficial da Igreja Católica.

Como vemos, na esfera do sagrado e do profano, no céu ou na terra, na antiguidade ou na atualidade, a maternidade foi e é sempre algo que a humanidade entendeu dever louvar, comemorar, celebrar.

Nem poderia ser de outra maneira. Poucas coisas há tão importantes para um ser humano como o ventre que o gerou e o trouxe à vida e à luz. Todas as certezas podem ruir. Sempre restará uma: a de ter sido gestado e parido do ventre de uma mulher. Por isso culturas como a judaica, por exemplo, veem na mãe a segurança de pertença ao povo. É judeu quem é filho de mãe judia. E no Brasil a abolição da escravatura começa pelos ventres das africanas que, ainda que escravas, têm um “ventre livre”, capaz de parir filhos alforriados já ao nascer, sobre quem já não pesam as cadeias e o jugo terríveis que dizimaram gerações.

Ventre que gera, abriga, dá à luz. Peitos que alimentam, aconchegam, aninham. Mãos que acariciam, lavam, penteiam, fazem dormir. Olhos que riem e choram ao ritmo da vida de outro; coração que gerou o bater de outro coração e baterá toda a vida não mais ao próprio ritmo, mas no ritmo outro que alterará o seu.

A maternidade é a condição de possibilidade de que a humanidade continue existindo. É a prova cabal e indubitável de que, por mais rigoroso e cruel que seja o inverno, a primavera está sempre à espreita em algum ventre grávido, derramando-se morna e branca de dois seios túrgidos e repletos.

Bem sabiam os antigos ao celebrar a deusa Rea ou Cibeles. É digno e justo louvar a maternidade de todas as mães havidas e por haver, pois nelas, por elas e graças a elas, a história da humanidade continua a ser uma história onde a vida sai sempre vitoriosa de todas as contendas.

Maria: verdadeiramente nossa irmã

Maria Clara Lucchetti Bingemer

O mês de maio nos traz inevitavelmente a proximidade da mãe de Jesus, Maria de Nazaré. Mês das noivas, mês das mães é antes de tudo e principalmente mês de Maria. Sobretudo em país como o nosso, onde a devoção mariana é elemento constitutivo e fundamental da vida do povo católico, não se pode deixar de nela pensar, a ela recorrer a ela invocar neste vale de lágrimas em que anda a vida humana nos últimos tempos.

Mas permanece sempre uma pergunta fundamental no coração dos católicos. Quem é Maria afinal? Qual o seu lugar na história da salvação? Que posto ocupa em relação a seu filho Jesus no mistério cristão?

Maria não é deusa, nem divina. Contrariamente a acusação que às vezes pesa sobre o catolicismo, nunca se disse nem sequer se pensou que Maria pudesse ser equiparada a seu filho com relação à dupla natureza, humana e divina. Maria é apenas humana, plenamente humana. Como nós. Igual a nós. Em tudo. Criatura, saída das mãos do Pai com gozo e agrado. Como nós. De carne e osso.

Maria é, portanto e antes de mais nada, criatura. Alguém que participa intimamente de nossa condição humana e nossa finitude. Viveu em um tempo histórico e foi a mãe judia do homem Jesus de Nazaré. Para a teologia e a espiritualidade católica, é central a afirmação de que esta que foi uma viva na história, é hoje alguém que vive em Deus. Nos que “vivem em Deus” se projeta a situação de todos os que “vivem na história”, situação de limitação e ao mesmo tempo de desejo do ilimitado. A jovem mulher de Nazaré hoje é instância à qual recorrem aqueles que, na história, estão sofrendo e penando por qualquer classe de obstáculos e dificuldades. A ela acorrem como mulher que vive em Deus e que portanto, tem poder de ajudá-los.

O conceito de reino de Deus é essencial para a hermenêutica que orienta a teologia Mariana atual. A explicação deste conceito vai além da pessoa de Jesus. Afeta a totalidade de seu movimento, do qual participavam homens e mulheres em forma ativa. A partir dele, poderão ser lidos os feitos de Maria, nas diferentes imagens que o reino de Deus assume na Escritura, na tradição e nas tradições, como feitos que fazem presente os sinais do reino de Deus, ações concretas que manifestam a presença de salvação na história humana. A figura de Maria fala de Deus e de seu reino, da proximidade da divindade vivida pela mulher; fala do Filho de Deus que nasce do povo e da mulher; fala dos muitos filhos engendrados pelo Espírito de Deus, que não nascerão da carne nem do desejo do varão, mas sim de Deus.

Uma teologia Mariana da perspectiva do Reino de Deus permite perceber, também, a paixão de Maria pela justiça de Deus e, através dela, permite recuperar a força do Espírito atuante nas mulheres de todas as épocas. É a recuperação da “memória perigosa” ou “memória subversiva”, capaz de transformar as coisas, pois mantém vivas as esperanças e lutas das mulheres do passado, e permite que nasça e cresça uma solidariedade universal entre as mulheres do passado, do presente e do futuro. Nesta perspectiva, Maria não é somente a encantadora e suave mãe de Jesus, mas sim é, acima de tudo, trabalhadora na colheita do reino, membro ativo do movimento dos pobres, tal qual Jesus de Nazaré.

Por isso diante da pergunta: qual o lugar de Maria? Quem é Maria para nós? Respondemos sem hesitar: nossa irmã, viva na comunhão dos santos, que nos precede marcada com o sinal da fé. Ave Maria, rogai por nós.

Mães de presos, mães de presas, mães presas

Pastoral Carcerária
Por José de Jesus Filho
Assessor jurídico e membro da coordenação nacional da Pastoral Carcerária

Não tenho dúvida em afirmar que a pessoa presa pode perder tudo: liberdade, casa, emprego, amigos, parentes, e assim por diante. Mas há alguém que não a abandona: sua mãe. Diria mais, a mãe vai presa com ela ou com ele.

O Brasil conta hoje com mais de 400 mil presos, a maioria composta por jovens entre 18 e 25 anos. Muitos deles, ao ingressarem nas prisões, são esquecidos pela comunidade de onde vieram. Em São Paulo, a situação se agrava, pois as penitenciárias distam até 12 horas de onde vivem os familiares. A enorme distância constitui um dos fatores de maior desagregação dos presos em relação à família e à comunidade à qual originalmente pertencem.

No entanto, as mães não medem sacrifícios para assistirem os seus filhos, ainda que estejam presos em outros estados. De fato, mesmo formando uma massa empobrecida, sem recursos para manter-se, percorrem longos caminhos para estar com seus filhos mesmo que somente por duas ou três horas.

A peregrinação das mães, especialmente no Estado de São Paulo, começa na sexta-feira, quando se reúnem num mesmo local para tomar o ônibus que as levará até a penitenciária. Continua durante a viagem, nem sempre tranqüila, pois frequentemente são paradas pela polícia para revista. Afinal, são “mães de criminosos”. Aí se inicia as humilhações que prosseguem até a entrada da penitenciária, onde são revistadas, com a utilização de métodos incompatíveis com a dignidade da pessoa humana, como por exemplo, sentarem nuas em um banquinho detector de metais ou agachar por duas ou três vezes diante de funcionárias que nem sempre as tratam com respeito devido a todo ser humano.

A vontade e a necessidade de ver os filhos fazem com que as mães se submetam a tratamentos degradantes. Mesmo depois das humilhações na viagem e na entrada da prisão, caminham em filas até os pavilhões internos sob os olhares indiferentes de alguns funcionários, ou mesmo sob ofensas verbais. Presenciei um dia um dos funcionários chamá-las de “lixo”.

Para muitos presos, esses são os únicos momentos de alegria durante o longo tempo de cumprimento de suas penas. Os presos artistas, quando chega o dia das mães, enchem as paredes dos pavilhões com papéis decorados e lindas mensagens. É a maneira que eles encontram de homenageá-las. A visita é tão importante que, se a administração penitenciária quiser provocar uma rebelião, basta suspender as visitas e pronto, está armada a confusão. Pode se tirar tudo do preso, menos o direito de ver suas mães.

Há, porém, o outro lado da história. Não é incomum encontrar a situação de mães que vão ao presídio visitar seus filhos e recolher o leite que ele deixa de tomar para entregá-lo à sua genitora, pois é sabedor de que ela, lá fora, passa por mais necessidades do que ele, cá dentro.

Ser mãe de preso não é de fato uma experiência agradável, afinal, ninguém deseja ter um filho preso, dificuldade maior passam as mães presas. Elas e seus filhos.

A mulher sofre muito mais as conseqüências do aprisionamento do que os homens. E isso por duas razões:

Primeiramente porque representa apenas 5% da população prisional e, por esse motivo, não recebem a mesma atenção das autoridades oferecida aos homens, sua voz não se faz ouvir ante as autoridades constituídas, as quais reservam a quase totalidade de seus recursos para as prisões masculinas. Geralmente, às mulheres são destinadas, abandonadas ou já condenadas para outros usos tais como conventos, seminários, unidades de internação de menores, penitenciárias masculinas que já não servem para os fins a que foram construídas, mas agora custodiam mulheres.

Além disso, a vulnerabilidade da mulher em relação à saúde supera muito a do homem, pois necessita de cuidados especiais. O fluxo menstrual e a gravidez são suficientes para recordar a indispensabilidade de ginecologista e obstetra.

Em segundo lugar está o abandono quase total a que as mulheres são submetidas. Se os homens recebem visitas de suas mães e esposas as mulheres só tem visitas de suas mães, os esposos, não poucas vezes esquecem-na.

Os homens em São Paulo estão em penitenciária ou em centros de detenção provisória. Já grande parte das mulheres presas, principalmente aquelas que são mães, para não perder o contato com os filhos, permanecem em carceragem da polícia civil espalhadas pelo estado, prisões essas sem condições para abrigar seres humanos. Essas mulheres sacrificam seu próprio bem estar, aceitando viver em lugares insalubres e superlotados para poder ver seus filhos uma vez por semana.

Delicado também é o estado das mães presas e grávidas. Poucas recebem atendimento pré-natal e isso tem levado invariavelmente a abortamentos e complicações no parto. Muitas por falta de médicos na unidade prisional e escolta para levá-las para o hospital, iniciam o trabalho de parto na cela mesmo e têm seus filhos com a ajuda de outras presas.

Para aquelas que alcançam a graça de ver os seus filhos nascerem, podem passar até seis meses amamentando; em São Paulo são apenas quatro meses, depois, a família recolhe a criança ou o juiz da infância e o Conselho Tutelar assumirão o seu destino.

No ano passado, tivemos de assistir a um triste fato no interior de São Paulo. As mulheres eram levadas ao hospital e, depois do parto, eram separadas de seus filhos e recebiam uma injeção para secar o leite.

Por fim, quero lembrar das mães de presos que também estão presas. São poucos os casos, mas existem. Sofrem as mães, sofrem os filhos. Geralmente essa situação ocorre quando o filho assume dívida dentro da prisão, sua mãe, para não ver o filho morto por seus credores, aceita a indigna tarefa de transportar no corpo drogas para dentro da prisão e, assim, saldar a dívida. No entanto, são presas no ato da revista na unidade prisional e levadas diretamente para a prisão.

Pode parecer desagradável dizer essas coisas no mês das mães, mas desagradável mesmo é a realidade delas.

E se chamamos a atenção para esses fatos, é porque sonhamos que um dia não precisaremos mais contá-los.

Mães, feliz dia!

Pietás brasileiras

Maria Clara Lucchetti Bingemer

Na maioria das vezes, a única coisa que lhes resta é a demanda por um cadáver. Esse que hoje é um cadáver um dia esteve em seu ventre. Ela lhe deu á luz, o alimentou, ensinou-o a andar e a falar. Carregou-o nos braços por longas noites insones, cuidando de sua febre, de sua gripe, de sua dor e de sua reação de vacina. Hoje ela quer carregá-lo nos braços outra vez. A última. Antes de devolvê-lo a terra e à eternidade onde agora somente viverá. Não mais em seus braços. Não mais próximo ao seu corpo.

É assim que muitas – inúmeras – mães brasileiras passarão o dia das mães. Chorando a dor de uma ausência impreenchível e sofrendo a reduplicação dessa ausência na impossibilidade de tocar, beijar, acarinhar o corpo morto que um dia saiu vivo de seu ventre, correu alegre pelas ruas e praças, cresceu, virou homem e lhe encheu o coração e a vida de alegria e esperanças.

Sem tragédias ou dramas excessivos: ser mãe no Brasil de hoje está se tornando algo muito, muito perigoso. É acordar de manhã e não saber se o percurso do filho pequeno até a escola não será interrompido brutalmente por algum assalto que ameaçará ou apagará sua vida. É viver o dia em sobressalto cada vez que o telefone toca, temendo notícias de seu filho que anda pelas ruas das cidades assassinas em que estão transformadas boa parte das capitais e grandes cidades brasileiras. É deitar-se à noite e não conseguir conciliar o sono, porque o filho que saiu não se sabe onde está, ainda não chegou e o coração cavalga de medo que não chegue.

E é também – e talvez mais cruelmente ainda – ter a notícia de que o filho morreu, constatar seu desaparecimento e não poder enterrar dignamente seu corpo. Nada mais doloroso para uma mãe do que não poder celebrar esse ritual triste, mas nobre: dar sepultura digna ao filho que concebeu, deu à luz e alimentou. Ver negado esse direito mais fundamental que através da historia da humanidade celebrizou e tornou paradigmas mulheres como Antígona e outras. Sepultar o ser amado, poder chorá-lo com dignidade e tristeza profunda. Ter negado esse direito é dor somada a dor onde parece que não há mais espaço para dores novas e irremissíveis.

Quem viu o impressionante filme “Tropa de elite” lembra-se do momento da “conversão” do policial do BOP, magnificamente interpretado por Wagner Moura. Ela se dá justamente no momento em que uma senhora oprimida pela dor lhe pede ao menos o direito de enterrar seu filho. Ali sua integração interior começa a desfazer-se e fragmentar-se. E o policial antes tão seguro, tão severo, que só falava aos gritos, que deixava a mulher parir sozinha porque ele estava cuidando de metralhar alguma favela, começa a não dormir à noite, a ter enjôos, vômitos e todos os sintomas do estresse causado por um remorso, uma perplexidade que não o deixam sossegar. Aquela mulher com sua dor inconsolável e sua determinação firme como só as mães costumam ter abrira uma brecha em sua auto-estima inexpugnável.

Neste Dia das Mães é bom alegrar-se e celebrar. A maternidade é uma graça das maiores. O próprio Deus, ao encarnar-se em Jesus de Nazaré, não abriu mão dessa experiência única que é nascer do ventre de uma mulher. O maior dos homens, o mais poderoso já coube todinho, inteirinho, no corpo de uma mulher. Por isso é bom fazer festa, ganhar presentes, beijos, abraços, rir, dar graças.

Mas seria importante não esquecer que enquanto as mães brasileiras estiverem sob esta contínua e terrível ameaça de ver os frutos de seu ventre exterminados em uma guerra ridícula e sem fim, da qual ninguém está livre, são todas as mães que estão sob ameaça. E se nos dessolidarizamos e dizemos que graças a Deus não aconteceu conosco, pior ainda.

Não são só os meninos do tráfico que estão morrendo vítimas da violência. São os rapazes da classe média, que sem resistir a assaltos, são metralhados sem piedade. São crianças pequenas no bebê conforto, jovens de ambos os sexos indo para o colégio e a universidade que têm sua trajetória de vida interrompida por uma bala perdida.

Se não fazemos a luta das Pietás e das Dolorosas brasileiras a nossa luta, corremos o risco de o Dia das Mães tornar-se mais uma celebração fúnebre que um dia de festa e alegria.

Feliz Dia das Mães para todas!

Dia da Mães e 13 de Maio!

Neste Domingo dia das Mães, em todas as missas estaremos rezando por elas.
Todas as mães que estão conosco receberão nosso carinho e afeto.
Principalmente as mães idosas e doentes.
Rezaremos, também pelas mães falecidas e que junto de Deus pedem por nós!
Que nossas mães recebam nosso afeto neste dia e sempre e todo o cuidado que necessitam.
No dia 13 de maio celebraremos a festa de Nossa Senhora de Fátima.
às 19h30 sairemos em procissão da Igreja São Miguel, levando a imagem peregrina de N. S. de Fátima para a capela São Judas onde às 20h será celebrada Missa.
O cortejo até a capela será feito com automóveis.

Vamos participar e manifestar o nosso afeto às mães e a Virgem Maria.