Missão Belém

Convite à comunidade: visite um doente neste Ano da Misericórdia

Convite à comunidade: visite um doente neste Ano da Misericórdia

No final das missas do 1º Domingo da Quaresma, os participantes receberam um folheto sobre o Ano Santo da Misericórdia. Como fez na celebração de cinzas, o Pe. Julio recomendou a todos que lessem e refletissem sobre assunto, mas principalmente que assumissem ações de misericórdia, como visitar um doente. E mais uma vez ele reforçou a importância do trabalho da Missão Belém.

Gravação realizada na capela da Universidade São Judas Tadeu.

Coleta de cobertores e agasalhos prossegue em solidariedade ao povo da rua

A comunidade prossegue a coleta de cobertores, agasalhos, meias e outras roupas para entregar aos moradores de rua. Com a proximidade do invernoo Pe. Julio e outros paroquianos têm feito plantões e distribuído essas peças, especialmente nas noites mais frias.

No final das missas de 1º de junho, ele agradeceu a colaboração e a solidariedade – veja nos avisos da semana:

Gravação realizada na missa das 18h na igreja São Miguel Arcanjo.

Jovens fazem ação solidária nas Casas da Missão Belém

Mariana Nascimento

No dia 21 de dezembro, o grupo de Jovens e o grupo de Crisma da paróquia São Miguel Arcanjo foram fazer uma visita a duas casas da Missão Belém. Uma que é de triagem, de maneira que quem chega das ruas vai para ela e depois é mandado para outras casas. E na outra para idosos e doentes. Este ano, o grupo de Crisma quis fazer algo diferente de uma confraternização em uma pizzaria e sim algo que realmente representa o espírito de Natal.  Nada mais coerente do que ir levar um pouco de alegria a quem está na luta para trazê-la de volta à sua vida. Foram levados 100 pares de chinelos Havaianas com cartões. Antes da entrega os jovens leram uma mensagem de Natal que levava o significado da coroa do Advento. Os moradores ficaram muito emocionados e felizes com o que havia se preparado a eles e com tanto carinho.  Sem dúvida o momento mais bonito daquele dia foi a atitude de doarem seus antigos chinelos para os novos irmãos que virão morar com eles.

Jovens fazem ação solidária nas Casas da Missão Belém

E é de momentos assim que 2014 precisa estar repleto. Essa é a chave contra o individualismo e o ódio tão presentes no mundo de hoje. O Natal não é só um feriado… Tão pouco uma festa com presentes, papai noel, coca-cola e peru, mas sim o nascimento da esperança, coragem, alegria, paz e amor. Tudo isso vem porque Jesus está chegando. É tempo para pensarmos em cada sonho e resto de certeza que irão se realizar para renovar nossas energias e conseguirmos olhar ainda pro futuro com determinação. Nem sempre é fácil, porém se não fizermos isso, a graça de viver vai se perder. Se formos à luta, aí está a graça, de sentir aquela esperança, aquela alegria de estarmos em busca, pensando em conquistarmos aquilo que almejamos. Mas, claro, não devemos pensar  que teremos sucesso sempre. Às vezes as coisas não ocorrem como imaginamos. Entretanto, se assim aconteceu, é porque no futuro algo melhor está por vir. Deus tem um plano melhor e com certeza mesmo dando tudo errado, não foi em vão. Só foi o jeito de Deus nos fazer crescer.

Jovens fazem ação solidária nas Casas da Missão Belém

“Os jovens têm que sair e fazer valer, sair e lutar pelos seus valores.”
“Não devemos ter medo da bondade e da ternura.”

Papa Francisco

Veja as fotos:

Grupo de jovens visita casa da Missão Belém

No final da missa das 18h, o Pe. Julio pediu aos jovens para contar a experiência de visitar uma das casas da Missão Belém, que acolhe moradores de rua. Ele voltou a falar do ECC – Encontro de Casais com Cristo – e lembrou que dia 24/11, Domingo de Cristo Rei, será o encerramento do Ano da Fé – veja nos avisos da semana:

Para encerrar, a comunidade cantou “Utopia”, de Zé Vicente:

Ano da Fé: encontro de catequese será na sexta-feira, 08/03

Na sexta-feira, 08/03, a comunidade realiza mais um encontro de catequese para o Ano da Fé, a partir das 20h na igreja São Miguel Arcanjo. Veja mais detalhes nos avisos da semana, em que o Pe. Julio lembra também do compromisso assumido em solidariedade à Missão Belém:

A missa das 18h de domingo, 03/03, teve a participação do diácono João, que será ordenado padre dia 07 de dezembro. No final da celebração, ele falou à comunidade, pedindo oração, em especial pelas vocações:

Ano da Fé: Catequese terá encontro na sexta-feira, 15/02

A comunidade São Miguel Arcanjo reúne-se na sexta-feira, 15/02, a partir das 20h na igreja para dar continuidade à reflexão sobre o Ano da Fé. Os encontros mensais são uma oportunidade de aprofundar a catequese entre os adultos. Veja mais detalhes nos avisos da semana, que iniciam com as palavras do Pe. Julio sobre o 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo:

Haiti ainda exige atenção especial

Encontro-me no Haiti desde o dia 8 de janeiro. Vim para cá com o padre Gianpietro Carraro e alguns outros missionários e voluntários da Missão Belém. Fomos acolhidos e hospedados num centro missionário dos padres carlistas, que ficou em pé depois do terremoto; ali também estão abrigadas as religiosas da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), que vieram para trabalhar no Haiti, além da comunidade do Seminário Maior Diocesano do Haiti, com mais de 200 seminaristas.

Fizemos visita ao arcebispo de Porto Príncipe, que estava reunido com vários sacerdotes, em retiro. Contou-nos um pouco sobre a situação da Igreja neste tempo posterior ao terremoto. Ainda falta reconstruir muitas igrejas, as missas continuam a ser celebradas debaixo de tendas, a construção do seminário ainda não começou. A visita à catedral, em ruínas, é desoladora. No entanto, andando pelas ruas, já não se veem mais tantos sinais do terremoto; os materiais foram removidos e a maioria das casas recuperáveis parece ter sido reparada. Contudo, edifícios públicos, de governo, continuam em ruínas.

Ainda se observam grandes campos de tendas, onde as pessoas continuam a viver e a esperar uma casa para morar; muita gente também foi para as periferias da cidade e constituiu novas favelas, ocupando áreas disponíveis; outros foram para as montanhas, perto de Porto Príncipe, onde o ar é melhor; também essas estão à espera de receber uma casinha. De fato, a poluição do ar é grande, além da poeira, pois é seco neste período.

Na visita ao núncio apostólico, pudemos ouvir uma nova explicação sobre a situação do país e sobre o fluxo das ajudas internacionais para a reconstrução do país. Uma breve visita aos capelães do Brasil e do Paraguai, das Forças de Paz da ONU, também foi proveitosa para compreender o papel dessas forças internacionais, que continuam no Haiti, cuidando da segurança, mas em grau já diverso do início de sua presença; hoje já existe uma polícia haitiana, que começa a ter significado sempre maior para cuidar da ordem.

Passei a maior parte do tempo com os sete missionários da Missão Belém, que estão estavelmente no Haiti. Eles vieram para cá há cerca de dois anos e já estão fazendo um trabalho de grande significado e valor em Warf Jeremie, um bairro distante do centro de Porto Príncipe; trata-se de uma favela formada sobre um lixão imenso, onde as pessoas vivem em barracos paupérrimos, em condições degradantes para a dignidade humana, sobre o lixo, junto com um canal de esgoto a céu aberto, com porcos por todo lado e um mau cheiro insuportável. Dizem que seriam mais de 200 mil pessoas! Por toda parte, muitas crianças! Não há ruas, nem luz, nem água encanada. Não há trabalho e as pessoas procuram “fazer bicos” para sobreviver.

Nesse bairro, já existem vários trabalhos sociais, de diversas organizações. Foi ali também que a Missão Belém iniciou, com o apoio de benfeitores de São Paulo e da Itália, um centro de acolhida para crianças; foram construídas várias casinhas simples, mas decentes, com salas para acolher crianças; funciona como uma escolinha, que já acolhe cerca de 450 crianças, desde seis meses até oito anos; a maioria delas são bem pequenas e isso requer a ajuda de voluntários e assalariados. A manutenção é assegurada por apadrinhamentos à distância e pela Providência de Deus…

A visita às salas foi comovente; as crianças estão limpinhas, bem nutridas, os olhinhos brilhando… Passam o dia inteiro ali e recebem alimentação três vezes ao dia. À tarde, voltam para suas mães. Se não estivessem ali, provavelmente estariam brincando sobre o lixo, em meio ao esgoto, passando fome… Com as crianças, os pais, sobretudo as mães, também são envolvidas na escolinha e aprendem a fazer muitas coisas úteis. Uma vez por semana, uma das religiosas da CRB, que é enfermeira, vai lá e dá alguma assistência à saúde.

Os missionários visitam as casas, promovem várias ações de evangelização com o povo e já falam o creolo fluentemente… Vi que são bem aceitos e bem quistos pelo povo. Eles mesmos também vivem numa choupana precária e muito pobre, como são as do povo, para compartilhar concretamente a vida daquela população.

Fizemos uma via sacra no meio da favela, esgueirando-nos entre os barracos, onde não existem ruas… Foi uma experiência chocante ver de perto onde e como vivem aquelas pessoas. A ideia de Jesus, que continua a carregar a cruz nas dores e sofrimentos da humanidade, foi muito forte.

Hoje, 12 de janeiro, transcorre o terceiro aniversário do terrível terremoto, no qual perderam a vida mais de 300 mil pessoas; entre elas, também doutora Zilda Arns, que tinha vindo para cá fundar a Pastoral da Criança. Rezarei uma missa num santuário, lembrando de todas as vítimas. Já tive contatos com as religiosas da CRB, que estão empenhadas em várias frentes de trabalho para ajudar a população a retomar a vida; há várias congregações, de diversos países, bem como grupos de voluntários, fazendo o mesmo.

O Haiti continua sendo um país muito pobre e devastado; mas tem muitas possibilidades e, com muitos pequenos “milagres”, motivados pela solidariedade e a caridade fraterna, certamente conseguirá superar a situação atual.

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
@DomOdiloScherer