homenagem

Querido Dom Luciano

Pe. Alfredo J. Gonçalves

Amigo e companheiro, pastor e profeta,
talvez o silêncio, respeitoso e reverente,
seja a homenagem mais apropriada
para relembrar a tua presença tão querida entre nós
e para celebrar a tua partida para a Casa do Pai.
Só ele, o silêncio respeitoso e reverente,
será capaz de expressar, ao mesmo tempo,
tua energia profética e tua doce ternura.
Sinto que as palavras, quaisquer palavras,
estão muito aquém desse mistério
que é o dom de tua vocação e tua entrega;
noto que elas, as palavras, quaisquer palavras,
mais escondem do que revelam
a força incontida de tua ação missionária.

Como descrever esse coração paterno e materno,
em que todos se sentiam em sua própria casa?
Como falar desse olhar alegre, vivo e atento
reflexo de uma alma onde a paz encontrou morada?
Como fazer justiça a esse sorriso afável e aberto,
que a nada e a ninguém deixava do lado de fora?
Que dizer dessa inteligência arguta e lúcida,
luz viva em meio à escuridão de nosso tempo?
De que forma traduzir a habilidade dessas mãos incansáveis,
capazes de transfigurar o que tocavam e acariciavam?
Com que cores pintar essa imagem simples e profunda
que a exemplo do Mestre “passou pelo mundo fazendo o bem”?

As palavras, quaisquer palavras, são pequenas diante de tua grandeza,
não dão conta de explicar os segredos ocultos de tua sabedoria.
Homem de Deus, homem da Igreja, homem do Mundo,
pastor e pai dos pobres, dos pequenos, dos indefesos;
amigo e companheiro de todas as vidas ameaçadas,
voz profética dos silenciados de todos os tempos
presença fiel ao lado das vítimas da história.

Mesmo assim, não resisto à vontade de dizer-te “adeus”!
e a todos dizer que partes, mas ficas para sempre entre nós:
a “Casa do Pai” é tua morada definitiva e eterna,
porque a ela encaminhaste tantos os corações que se haviam perdido;
mas nenhum vento ou tempestade poderá jamais apagar
as pegadas de teus passos na face desta terra que tanto amaste;
tua memória será luz e m nossos caminhos,
como o foram teu testemunho, tuas obras e tuas palavras.

Não, as palavras não alcançam tudo o que quero dizer,
mal conseguem esboçar os contornos de tua imagem!
Por isso volto ao silêncio respeitoso e reverente.

Padre Júlio recebe homenagem da Câmara

Em Sessão Solene realizada na sexta-feira (03/12), o padre Júlio Lancellotti, foi homenageado pela Câmara Municipal de São Paulo, em ato relativo às comemorações dos 450 anos do Poder Legislativo Municipal, celebrados neste ano de 2010.

Homenagem do Vereador Gabriel Chalita ao Pe. Julio - 2010

Homenagem do Vereador Gabriel Chalita ao Pe. Julio - 2010

Os vereadores entregaram ao padre Júlio e a outras personalidades o diploma de “Gratidão da Cidade de São Paulo”, título de reconhecimento às pessoas, entidades e instituições que têm relevância para a história e os dias atuais da  cidade de São Paulo. Cada vereador indicou um nome para receber o diploma e quem “apadrinhou” padre Júlio foi o recém eleito deputado federal Gabriel Chalita.

Homenagem do Vereador Gabriel Chalita ao Pe. Julio - 2010

Parabéns padre Júlio por mais um prêmio conquistado!

Homenagem do Vereador Gabriel Chalita ao Pe. Julio - 2010

Mensagem do Presidente Lula ao Pe. Julio Lancellotti

Querido padre Júlio e participantes desta celebração

Na impossibilidade de minha presença nesta celebração, não poderia deixar de enviar a esta mensagem a você, meu caro padre Júlio, neste dia em que você comemora 25 anos de sacerdócio.

Confesso a você, Júlio, que tenho orgulho de você. Tenho uma grande alegria em ser seu amigo e reconheço em você um verdadeiro sacerdote, porque você segue os passos de Jesus e é para todos nós um testemunho vivo, forte do próprio Cristo. Porque você escolheu a melhor parte: você serve a Deus, servindo àqueles que Ele escolheu como seus filhos privilegiados, os deserdados da terra, os pobres e excluídos.

Agradeço muito a Deus por termos nos encontrado, padre Júlio, pela contribuição decisiva que você dá ao Brasil, ao nosso governo, chamando nossa atenção, reivindicando políticas públicas de Estado para os que historicamente foram ignorados pelos governos. Bendigo a Deus por aquele almoço em minha casa, quando nasceu, por sua sugestão, a celebração do Natal com o Povo da Rua, que tenho a honra de realizar todos os anos.

Peço a Deus que o conserve com saúde de corpo e espírito para que você, sempre fiel, você siga colocando o seu coração e sua vida a serviço do povo, especialmente do povo da rua, do povo catador, das crianças abandonadas vítimas da violência. Que Deus lhe dê muitas graças e muita firmeza e perserverança, contra toda sorte de perseguição e dificuldades que sempre se colocam para aqueles que defendem intransigentemente os pequenos e pobres.

Um forte e carinhoso abraço a você, Júlio, e cada um de vocês participantes desta celebração

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República

Fortaleza (CE) realiza Semana para homenagear centenário de Dom Helder Câmara

Agência Adital

Para reavivar a lembrança dos ensinamentos, conteúdos e espiritualidade que Dom Helder Câmara deixou para o mundo todo, de 26 de setembro a 2 de outubro acontece em Fortaleza, capital cearense, a Semana Dom Helder Câmara.

“Desejamos fazer com que a lembrança de Dom Hélder se alargue, assim como suas ideias de uma sociedade justa e fraterna baseadas na interpretação do evangelho”, afirma Geraldo Frencken, integrante do “O Grupo”, entidade realizadora da Semana.

Para Frencken, Dom Hélder deixou dois ensinamentos primordiais. “Primeiro, ele mostrou de forma clara que devemos procurar construir uma sociedade justa e sem miséria, que é a violência número um. Em segundo lugar, deixou seu interessante estilo de espiritualidade. Ele tinha irrestrita confiança em Deus, mas falava que nós tínhamos que agir, trabalhar para mudar a sociedade e fazer com que a dignidade do ser humano estivesse em primeiro ligar”, explica.

Durante a programação, gratuita e aberta a todos, o público poderá assistir ao filme “Dom Helder, o santo rebelde” no Centro Cultural Dragão do Mar e participar de debates e ciclos de conferências no Colégio Santo Tomás de Aquino. A Semana será encerrada com a caminhada “Ai de mim se eu me calar”, que parte da Praça do Carmo, às 15 horas, e vai até o Passeio Público (Praça dos Mártires), no Centro de Fortaleza.

O evento contará com a presença do bispo emérito de Nova Friburgo (RJ), o monge beneditino Dom Clemente Isnard, que fará o lançamento de seu novo livro “A experiência ensina o bispo”. A publicação retrata assuntos polêmicos para a hierarquia da Igreja Católica.

A Semana Dom Helder Câmara será realizada pelo “O Grupo”, com o apoio cultural da Livraria Paulus, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, do Colégio Santo Tomás de Aquino e da Rádio FM Dom Bosco e patrocinado pelo Banco do Nordeste e Governo Federal.

Dom Hélder

O fortalezense Dom Helder Câmara nasceu em 7 de fevereiro de 1909 e, após estudar no Seminário da Prainha, se ordenou padre em agosto de 1931. Neste mesmo ano fundou a Legião Cearense do Trabalho. Em 1936 foi trabalhar no Rio de Janeiro e depois em Recife. De 1930 até o ano de sua morte participou ativamente da vida religiosa, social e política do país lutando pelos direitos humanos, sobretudo durante o período da ditadura militar. Por quatro anos consecutivos foi indicado para o prêmio Nobel da Paz (1970, 1971,1972,1974).

A programação completa e mais informações sobre o evento e sobre Dom Hélder podem ser encontradas em http://semanadomheldercamara.blogspot.com.

Como homenagear um profeta?

Carlo Tursi

Incomodado. Indignado. Até envergonhado. Talvez estas palavras exprimam um pouco como venho me sentindo ao longo deste ano em que estamos comemorando o centenário de nascimento de Dom Helder Camara (1909-2009). É que a forma convencional de nossas homenagens prestadas – até agora – não me parece fazer jus a este grande pastor e profeta fortalezense, que brilhou para o Brasil e o mundo como arcebispo de Olinda e Recife (1964-1985), promovendo os pobres e defendendo os perseguidos pela ditadura.

Por parte da Igreja, apenas o óbvio: celebra-se uma missa em sua homenagem – e fica-se com a sensação de “dever cumprido”. Durante a cerimônia (religiosa?), gasta-se mais tempo em saudar as autoridades políticas e eclesiásticas presentes do que em lembrar as corajosas e incômodas atitudes do ilustre homenageado. A presença da imprensa e das câmeras de televisão parece ser mais importante do que o comparecimento do povo de Deus, sobretudo dos segmentos mais pobres, preferidos de Dom Helder. Tudo acaba na inauguração de uma estátua de bronze, frente à igreja: um monumento à sua memória, sem dúvida, mas também uma forma sutil de “petrificar” esta memória, entregá-la à História, isto é, ao passado irrecuperável.

Por parte da sociedade civil e política, uma (ai que sono!) sessão solene na Assembléia Legislativa: panegíricos intermináveis de palavreado florido, porém, inexpressivo, antecedidos por dez minutos gastos em saudar os “componentes da Mesa” e as “autoridades” presentes… Aqui, o cume é atingido quando se propõe colocar o nome do homenageado em uma das praças da cidade. E volta-se, dever cumprido, à normalidade.

Confesso que, desde a juventude, fui “contaminado” pela acidez com que um certo mestre da Galiléia fustigava tais comportamentos oficiosos do establishment: “Hipócritas! Vocês constroem sepulcros para os profetas, e enfeitam os túmulos dos justos (…)! Vocês (…) são filhos daqueles que mataram os profetas!” (Mt 23,29-30). Aturdido, dou-me conta da terrível ambivalência das comemorações de um centenário: de certo, é ocasião oportuna para lembrar quem merece ser lembrado – mas, via de regra, na condição de alguém que pertence ao passado histórico! Fico a imaginar o alívio do episcopado brasileiro, hoje na ativa, de poder considerar bispos como Dom Helder uma “página virada”, pois as opções pastorais dele e seu estilo de vida austero se constituiriam um questionamento forte a toda pompa e à comodidade burguesa do alto clero católico (quem entre os atuais bispos iria morar, hoje, numa pequena sacristia de uma igreja, movido pelo pensamento de que o “pastor” deve partilhar a condição de vida de suas “ovelhas”?).

Vem aí uma outra forma de homenagear o “Dom da Paz”: a Semana Dom Helder Camara (26 de setembro a 02 de outubro), idealizada por um punhado de cristãos críticos que se autodenominam “O GRUPO”. Seu principal enunciado: Dom Helder vive! Lugar de lhe prestar homenagem não é, absolutamente, o cemitério, e o material adequado para isso não é o bronze, o gesso, nem as flores! O lugar correto de lhe prestar homenagem é no meio dos movimentos cristãos e cívico-humanistas que lutam pela transformação da realidade brasileira, que denunciam as torturas infligidas em nome da Lei e os crimes ecológicos, que não apenas dão pão aos pobres, mas que perguntam também pela causa da pobreza! E a forma correta de prestar esta homenagem é imbuir-nos, a nós mesmos, do mesmo espírito profético intrépido de Dom Helder, assumindo seu legado, sua herança. “Não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e de verdade!” (1 Jo 3,18). O material correto para celebrar a presença viva deste grande cearense em nosso meio é o material humano sensibilizado com a miséria e a violência institucionalizada a que estão expostos dezenas de milhares de concidadãos nesta capital! É este, fundamentalmente, o credo de “O GRUPO”: Cristo não pediu para ser adorado, mas para ser seguido! O mesmo vale, por extensão, para figuras exemplares como Helder Camara, Aloísio Lorscheider, Martin Luther King, Mahatma Gandhi, e todos os santos e santas a quem devemos nosso reconhecimento e nossa gratidão.

Alguém interessado neste tipo de homenagem? Então, há de conferir o evento de abertura da Semana, a se realizar no teatro do Centro Cultural Dragão do Mar, dia 26 de setembro, às 19:00 h, com a projeção do documentário “Dom Helder, o santo rebelde”, seguida de debate com a platéia. A Semana prosseguirá com um ciclo de conferências e debates, no colégio Santo Tomás de Aquino, sempre às 19:00 h, e culminará em uma caminhada de sensibilização e despertar cívico-cristão pelo centro de Fortaleza, no dia 02 de outubro, às 15:00 h, a partir da praça da Igreja do Carmo. “Ai de mim se eu me calar!” Não seria hora de sairmos da “toca”?

Região Belém faz homenagem a D. Luciano

Representantes de diversos grupos e comunidades participaram da missa em memória de D. Luciano Mendes de Almeida dia 27 de agosto, quando se completaram três anos de sua morte. A celebração na igreja Cristo Rei, no Tatuapé, foi presidida por D. Pedro Luiz Stringhini, bispo regional – veja a homilia:

Ao final da cerimônia, ao som do mantra “Deus é bom”, houve novas homenagens a D. Luciano:

PUC Rio homenageia Dom Helder com lançamento de site

Rio de Janeiro – Adital – Para homenagear o centenário de nascimento de Dom Helder Camara, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro lançou, no último dia 19, o site do Ano Dom Helder na PUC-RJ. Na ocasião, o padre Jesus Hortal, reitor da Universidade, recebeu o arcebispo do Rio de Janeiro (capital), Dom Orani João Tempesta.

A iniciativa é uma realização da Comissão do Ano de Dom Helder Camara na PUC-RJ. O site reúne trechos da vida do Dom, os diversos momentos em que esteve presente na PUC-RJ e registra suas experiências como docente.

De acordo com o reitor da Universidade, Dom Helder desempenhou papel de destaque na sociedade, uma vez que ele “iniciou e lutou pelo que hoje nós chamamos de inclusão social. Por isso, ele nos é fruto de inspiração. Devemos muito a dom Helder”, declara.

Para o arcebispo da cidade, o que marcou a trajetória de dom Helder foi seu entusiasmo em ser cristão. “Que esse site possa ajudar as pessoas a verem a conseqüência de ser cristão”, disse.

Dom Helder na PUC-RJ

Em 1991, o fundador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), recebeu título de Doutor Honoris Causa. Em 2002, poucos anos após sua morte, aconteceu o seminário “Profetas e Profecias”, que teve em um dos temas de debate “Profetas da alegria: Isaías e Dom Helder Camara”.

Durante o Ano Dom Helder Camara na PUC-RJ, depoimentos e documentos relacionados a Dom Helder e a PUC serão obtidos, organizados e publicados através deste site.

Para conhecer o site e o acervo de memórias da universidade, acessar o endereço: http://www.ccpg.puc-rio.br/memoriapos/dhc/

Dom Helder Câmara brilha na 47ª Assembleia da CNBB

A voz de dom Helder Câmara foi ouvida novamente em sua histórica oração “Mariama”, na noite de ontem, 27, no auditório Rainha dos Apóstolos, na 47ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que acontece até o próximo dia 1º de maio, em Itaici, município de Indaiatuba (SP).

“Dom Helder foi um homem de muita atividade e grandes iniciativas que recebeu de muitos o reconhecimento pela sua atuação em favor da paz e da justiça”, disse o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha. O presidente também citou os prêmios recebidos por dom Helder, os livros publicados e as entidades das quais o arcebispo de Olinda e Recife participou ao longo de sua vida. “Dom Helder foi membro de mais de 40 entidades internacionais. Publicou mais de 20 livros. Cerca de 30 cidades lhe concederam o título de cidadão honorário. Recebeu 25 Prêmios nacionais e estrangeiros. Foi-lhe conferido o título de Doutor honoris causa por mais de 30 Universidades de várias partes do mundo”, lembrou dom Geraldo.

A amiga e colega de trabalho do Dom, como dom Helder era conhecido, Marina Bandeira contou sobre o trabalho do arcebispo no Rio de Janeiro. Um dos trabalhos marcantes, segundo a educadora e ex-secretária do Movimento de Educação de Base (MEB), a Cruzada de São Sebastião, foi uma idealização de dom Helder que consistiu na construção de um conjunto habitacional localizado no bairro do Leblon, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. A obra foi inaugurada em 29 de outubro de 1955.

O arcebispo emérito da Paraíba, dom José Maria Pires, também deu seu testemunho sobre o papel de dom Helder na Igreja do Brasil ao longo do século XX. “Dom Helder ficou marcado pelos grandes contextos sociais de seu tempo, principalmente no âmbito do Regime Militar, pelo qual foi acusado de ser comunista”. De acordo com o arcebispo, dom Helder foi o grande responsável de “projetar nas questões sociais de seu tempo a luz do Evangelho”.

Um dos cantos entoados pelo coral arquidiocesano de Campinas (SP) que emocionou os participantes da sessão foi “O Pastor da Paz”, composição do padre José Freitas Campos, que lembrou a figura de dom Helder.

Repercussão

De acordo com o arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz, a figura de dom Helder é emblemática e singular no seu modo de ser, um exemplo a ser seguido pelo episcopado brasileiro. “Dom Helder para nós é uma figura em cujo lugar não é possível colocar outra igual. Ele tem uma beleza, uma luz, um profetismo, que ocupou um momento histórico como símbolo eclesial e importante do nosso povo que nós não podemos diminuir, nem esquecer. Precisamos compreender dom Helder de modo profundo porque ele traz de volta um aspecto do Evangelho que nós tínhamos esquecido e deixado de lado. Penso também que, em torno da figura de dom Helder e de sua vocação de bispo e de fé, nós podemos revisar o caminho que nós fizemos em torno da Teologia da Libertação. Em Cristo nós temos que reencontrar essa ligação com o pobre”, sublinhou.

Já o arcebispo de Salvador (BA), cardeal Geraldo Majella Agnelo, definiu a sessão como um momento de recordação e de graça. “Para nós foi um momento de muitas recordações e de muita gratidão a ele. Dom Helder foi um lutador sem medo, sem ficar na escuridão, no esquecimento durante sua vida e sua missão. Ele pregou o Evangelho do amor, do perdão, da misericórdia e esteve sempre ao lado das causas mais difíceis. Nós, que convivemos com dom Helder pessoalmente, podemos resumir esta noite como um momento de recordação e de graça”.

Sessão em reverência à memória de Dom Helder Camara no Senado Federal

Pe Geovane Saraiva foi convidado a participar da Sessão em reverência à memória de Dom Helder Camara, pelo transcurso do centenário de seu nascimento, a realizar-se no dia 29 de abril de 2009, quarta-feira, às 14 horas, no Plenário do Senado Federal.

A sessão realiza-se em virtude da aprovação, pelo Plenário do Senado, de requerimento de iniciativa dos Senadores Inácio Arruda, Tasso Jereissati, Cristovam Buarque e outros senhores senadores.

A programação destinada a reverenciar o centenário de nascimento de Dom Helder incluirá também as seguintes iniciativas:

Exposição: “Dom Helder Camara: Memória e Profecia no seu Centenário . 1909/2009”
Abertura: dia 29 de abril, quarta-feira, imediatamente após a Sessão Plenária, no Salão Branco do Senado Federal.

Pré-estréia do documentário: “Dom Helder Camara: O Santo Rebelde”, de Erika Bauer. Dia 29 de abril, quarta-feira, às 19h, no Auditório Petrônio Portella, Senado Federal.

Dom Geraldo Lyrio Rocha homenageia Dom Hélder

Com o tema “Dom Hélder Câmara, Profeta da Justiça e Mensageiro da Esperança”, o Arcebispo de Mariana e Presidente da CNBB, Dom Lyrio Rocha, apresentará a Aula Magna da PUC-Rio, dia 27 de março, às 11h, no auditório Prof. Del Castilho, 2º andar do RDC. A solenidade marca o início das comemorações do centenário de nascimento de Dom Hélder Câmara na PUC-Rio e a abertura oficial do ano acadêmico de 2009.

A cerimônia contará com a presença do Reitor da Universidade, Pe. Jesus Hortal Sánchez, S.J., e o encerramento será feito com a celebração da Missa do Espírito Santo pelo Administrador Apostólico
da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Eusébio Oscar Scheid, às 12h, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus.

No dia 27 também será inaugurada a exposição “Dom Hélder – Memória e profecia no seu centenário: 1909-2009”, nos pilotis do edifício Cardeal Leme da PUC. A mostra, que já passou por São Paulo, ficará 15 dias no Rio de Janeiro e depois percorrerá outras cidades como Fortaleza, Brasília e Recife. Com curadoria de José Broucker, biógrafo de Dom Hélder e presidente da Associação Dom Hélder –
Memórias e Atualidades, a exposição é composta de 25 painéis com textos, depoimentos e fotos que relatam a atuação do arcebispo na política, na Igreja, no campo social e em outras áreas.

Ao longo do ano, outras iniciativas na PUC irão homenagear o centenário de Dom Hélder. No fim de abril, o Núcleo de Memória da Universidade lançará um site retratando a ligação do arcebispo com
a instituição.

Evento: AULA MAGNA PUC-RIO – HOMENAGEM DOM HÉLDER
Data: 27 de março de 2009
Horário: 11h
Local: Auditório Prof. Del Castilho, 2º andar do Rio DataCentro
(RDC), campus da PUC-Rio.