transformação

O PÃO da VIDA !

O Evangelho deste domingo nos questiona e inquieta.

Entendemos a mensagem de Jesus ou queremos que Ele resolva todos os nossos problemas? Acreditar e aceitar a Deus que consequências traz para o nosso viver?

Um grande comentário sobre o Evangelho de João traz a seguinte afirmação:

¨Receber o pão sem aceitar o seu significado é fechar-se à comunicação divina¨ ( Juan Mateos – Juan Barreto).

Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?

A obra de Deus é ACREDITAR NAQUELE QUE ELE ENVIOU.

Acreditar não é uma idéia, mas uma nova maneira de ver, pensar, sentir e agir.

Acreditar é assimilar, assemelhar-se, unir-se  de tal modo que o que assimila torna-se o assimilado!

O Povo pede dá-nos sempre desse pão.

JESUS diz: EU sou o pão da VIDA. Quem vem a MIM não terá mais fome e qum crer em MIM nunca mais terá sede.

Quem assimila JESUS em sua Vida, quem come desse PÃO , será uma pessoa da PARTILHA, que supera a acumulação e o egoísmo, não vai esperar chover o maná do céu, mas vai trabalhar com fé pela transformação da vida .

Acreditar em JESUS é impactante e traz consequências!

Não se pode celebrar a EUCARISTIA e não perceber seu significado pessoal e social, o compromisso que gera.

Nos alimentarmos do PÃO da VIDA , é aceitar a proposta de uma nova maneira de Viver e de ser. É configurar-se a ELE.

JESUS ensina-me, alimenta-me, ajuda-me a partilhar e a comprometer-me com uma vida mais humana, onde ninguém seja esquecido ou abandonado.

AMÉM.


Assista à homilia da Missa de 02/08/2009:

Testemunha que transforma

“O conhecimento também é poder.” – F. Bacon

Sem maiores pretensões, peguei o primeiro papel e o conceito de testemunha. Então perguntei às palavras o que poderiam revelar sobre o tema. E falaram com tamanha generosidade que pedi ao menos um tempo para sintetizá-las.

Primeiro veio a lembrança de que testemunhar equivale a tomar consciência. E a certeza, quase cruel porque não aceita desculpas, de que uma vez dado esse primeiro passo podemos nos esconder no fundo do mar ou fugir para o monte mais alto do planeta, e tudo será em vão, porque lá estará nada menos que ela, a nossa consciência, nos lembrando de que já tomamos… consciência.

Como fugir ao compromisso que ela implica? Não existe como fazer isso com legitimidade. Tomar consciência nos remete automaticamente à idéia de que não nos comprometer equivale à omissão. Portanto, repito, não existe uma saída aceitável quando testemunhamos o que deve ser transformado a não ser a ação transformadora.

E as palavras me propuseram ainda outra questão: como e quando agir? Em que tempo e com qual estratégia devemos transformar consciência em ação eficiente? Todo cuidado é pouco, porque a ingenuidade é a pior cartilha de que alguém pode se servir. De boas intenções… – diz a sabedoria que não vem dos livros.

Tudo estaria pronto, não fosse por um detalhe: sem o desejo de agir, tudo se transforma numa bela e vazia reflexão. Porque se testemunhar é tomar consciência, e isso pede atos concretos, há que se fugir da inércia. Mas sem o propósito de envolver-se, o resultado mais otimista será o vazio e a frustração, individual e coletiva.

Ser testemunha é assumir o controle, exercer com habilidade e determinação o poder de transformar. Ora, isso nos torna perigosamente fortes. Um exército capaz de mudar o que parecia imutavelmente estabelecido.

Rubens Marchioni