família

VÍDEOS: Presente de São Miguel, bênção de Bodas de Prata e avisos da semana

Estão disponíveis na secretaria da igreja São Miguel Arcanjo o texto que servirá de base para o Sínodo dos Bispos sobre a família, a ser realizado em outubro, e o Documento 100 da CNBB sobre “Paróquia: comunidade de comunidades”, o qual será tema de um encontro na comunidade. Mais detalhes nos avisos da semana, gravados na missa das 18h no domingo, 03/08/2014:

No final da celebração, o Pe. Julio lembrou dos doentes da comunidade e dos familiares que estavam celebrando a partida de algum parente. Ele também presenteou uma paroquiana com um quadro de São Miguel Arcanjo e abençoou um casal que comemorava 25 anos de matrimônio:

Oração à Sagrada Família

Sagrada Família

Jesus, Maria e José,
em vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor
e, com confiança, nos voltamos para vós.

Sagrada Família de Nazaré,
fazei com que nossas famílias
sejam lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nas famílias nunca haja violência, fechamento ou divisão,
que os que foram feridos ou escandalizados
sejam consolados e curados.

Sagrada Família de Nazaré,
nós vos suplicamos que, por ocasião do próximo Sínodo dos Bispos,
se reacenda em todos a consciência do caráter sagrado
e inviolável da família, e da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
ouvi e atendei a nossa súplica.

Amém!

Francisco

Vaticano divulga instrumento de trabalho para Sínodo dos Bispos

O secretário geral do Sínodo dos Bispos, cardeal Lorenzo Baldisseri, apresentou à imprensa, na quinta-feira, 26,  o Instrumentum laboris (instrumento de trabalho) que norteará as atividades da 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos. Convocada pelo papa Francisco, a Assembleia será realizada de 5 a 19 de outubro de 2014, com o tema “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”.

Na ocasião, dom Lorenzo explicou que o documento, composto por mais de 45 páginas,  está dividido em três partes: “Comunicar o Evangelho da família hoje”, “A Pastoral da Família face aos novos desafios” e “A abertura à vida e a responsabilidade educativa”.

“O instrumento de trabalho é resultado da pesquisa promovida pelo Documento Preparatório, que incluía um questionário com 39 perguntas enviado a todas as dioceses do mundo. O questionário “foi acolhido de maneira positiva e teve ampla resposta, tanto do povo de Deus quanto da opinião pública em geral”, declarou o cardeal.

Temas abordados

A primeira parte do texto trata do desígnio de Deus, do conhecimento bíblico e magisterial e a sua recepção, da lei natural e da vocação da pessoa em Cristo. “O escasso conhecimento dos ensinamentos da Igreja exige dos trabalhadores pastorais mais preparação e compromisso para favorecer a compreensão por parte dos fiéis, que vivem em contextos culturais e sociais diferentes”, explicou o cardeal.

Já a segunda parte aborda os desafios relacionados à família, como “casais que vivem juntos, separados, divorciados, divorciados que voltaram a se casar, seus filhos, mães adolescentes, os que estão em irregularidade canônica e os que pedem o matrimônio sem ser crentes ou praticantes”. De acordo com dom Lorenzo, “compete à responsabilidade dos pastores a preparação para o matrimônio, hoje cada vez mais necessária, para que os noivos amadureçam a sua escolha como uma adesão pastoral de fé ao Senhor, para construir a família sobre bases sólidas”.

Por fim, a terceira parte é dedicada a temáticas relativas à abertura à vida, as dificuldades na recepção do magistério e sugestões pastorais.

Avaliação das Conferências

O “instrumentum laboris” é entregue aos membros de direito da Assembleia Sinodal. Até a data da reunião, ele é estudado e avaliado pelas Conferências Episcopais, com a proposta de suscitar questões pastorais a serem debatidas e aprofundadas durante os trabalhos da Assembleia Extraordinária e, depois, na ordinária que está marcada para o período de 4 a 25 de outubro de 2015, no Vaticano, com o tema “Jesus Cristo revela o mistério e a vocação da família”.

Dom Lorenzo observou, ainda, que o instrumento de trabalho apresenta visão da realidade familiar no contexto atual, iniciando reflexão profunda cujo desenvolvimento se realizará em duas etapas, previstas para a Assembleia Geral Extraordinária (2014) e Ordinária (2015). Segundo o cardeal, os resultados da Assembleia Extraordinária serão utilizados para a preparação do “instrumentum laboris” da Assembleia Ordinária e, após aprovação do papa Francisco, seguirá para publicação final.

Baixe o texto completo.

Fonte: CNBB

Reunião de Liturgia e Pastoral será sábado, 2/8

No próximo sábado, 2/8, haverá reunião de Pastoral e Liturgia na igreja São Miguel. Na pauta, a reflexão do documento sobre a família, resultado do questionário enviado às paróquias de todo o mundo em preparação para o Sínodo de outubro. Na véspera, primeira sexta-feira do mês, será a missa do Coração de Jesus às 7h e às 20h30 o Terço dos Homens. Mais detalhes nos avisos da semana:

Gravação realizada na missa das 18h na igreja São Miguel Arcanjo.

Sínodo de outubro: a família, como vai?

Cardeal Odilo Pedro Scherer

No dia 25 de junho passado, o Conselho dos Direitos Humanos da ONU aprovou uma resolução de “proteção à família”, reconhecendo-a como núcleo natural, e fundamental da sociedade, com “direito à proteção por parte da sociedade e do Estado”.

O Conselho ainda reconheceu que “a família tem a responsabilidade primária de nutrir e proteger as crianças, para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade”; e, para tanto, que estas “devem crescer num ambiente familiar e numa atmosfera de felicidade, amor e entendimento”.

Pareceria que a ONU aprovou o óbvio ao se referir ao direito das crianças, pois é difícil imaginar que alguém possa afirmar o contrário. Os problemas aparecem quando se tomam em consideração a família e seu papel fundamental para a pessoa, a sociedade e o Estado; neste caso, a resolução da ONU contraria uma tendência bastante difundida de descrença e até de abandono da família, vista por muitos como instituição falida; não será, justamente, porque há uma forte percepção de que mais e mais crianças, e não apenas elas, estão expostas a graves problemas decorrentes da desestruturação da família e do seu desamparo por parte da sociedade e do Estado?

A Igreja Católica, que tem valorizado e defendido a família e suas atribuições naturais, não desconhece as dificuldades que sacodem a instituição familiar; mas não a considera como um barco à deriva, que deva ser abandonado à própria sorte. Mesmo em tempos de crise, a instituição familiar tem merecido o melhor dos esforços da Igreja, para ampará-la e fortalecê-la em sua dignidade e função social.

Compreende-se, assim, por que o papa Francisco convocou uma assembléia extraordinária do Sínodo dos Bispos, com o objetivo de tratar dos atuais desafios da família, que interpelam também a missão da própria Igreja. Sendo o primeiro Sínodo presidido por Francisco, pode-se intuir a importância que ele dá à família.

No final de junho, foi publicado o Instrumento de trabalho do Sínodo, um texto elaborado a partir das respostas a um amplo questionário espalhado pelas dioceses do mundo inteiro, visando obter o conhecimento da atual situação da família e dos desafios por ela enfrentados nos diversos países e contextos culturais. Ainda não é um documento conclusivo, mas uma proposta de reflexão.

As respostas trataram de uma lista extensa de situações vividas pela família, que vão da difusão dos ensinamentos da Igreja sobre a família e o casamento, e sua recepção, ao trato da Igreja com tais questões, às pressões culturais, econômicas e morais sofridas pela família; mas também contemplam as atuais realidades familiares, como as novas uniões depois de uma separação ou divórcio e sua participação na vida da Igreja; as uniões sem formalização alguma, nem civil, nem religiosa; a aparente descrença no casamento e na família e a transmissão responsável da vida; a educação dos filhos, cada vez mais fora da responsabilidade dos pais; as uniões de pessoas do mesmo sexo, com a pretensão de ter status de casamento e família; as políticas contrárias ao casamento e à família em várias partes do mundo…

Não faltam questões antigas e novas, nem sempre ajustadas ao Evangelho e à doutrina da Igreja. O que, então, leva a Igreja, convocada pelo papa Francisco, a se debruçar sobre essas questões, é a preocupação com as pessoas envolvidas nessas diversas situações concretas, sem abandoná-las, nem lhes dar a impressão de que a Igreja e o próprio Deus não têm mais nada para lhes oferecer. O Evangelho, de toda maneira, continua sendo “boa nova” de salvação e de vida para todos; as dificuldades atuais não são, nem devem ser, a referência última para a família e a pessoa humana.

Participarão da assembléia sinodal extraordinária os presidentes das Conferências Episcopais, além de outras pessoas, a critério do papa. Não se espere que o Sínodo vá enfrentar esses temas de maneira pragmática, buscando apenas chegar a um simplista “pode-não pode”. As questões são profundas e não dependem de uma atitude voluntarista da Igreja, amoldável aos humores do tempo e dos movimentos culturais.

Elas se inscrevem numa crise antropológica e cultural aguda, que atinge a própria pessoa humana, sua identidade e sentido. Quando o ser humano é apreciado apenas do ponto de vista instrumental e utilitarista, ele passa a ser objeto de uso e meio para atingir objetivos de outras pessoas, da sociedade ou do Estado; e já não é mais vista um fim em si mesmo, como ensinava Emmanuel Kant: “o ser humano nunca deve ser tido como um meio, mas sempre como um fim em si mesmo”.

Essa verdadeira deturpação do sentido do ser humano também leva à concepção da vida como aventura voltada sobre o próprio indivíduo, para o usufruto das sensações do momento, sem o horizonte da alteridade, no qual ele encontra a sua verdadeira expressão e sua realização mais plena. E introduz uma grande desorientação nas relações humanas, no sentido do amor, bem como nas instituições sociais mais elementares, como o casamento e a família, anteriores à própria sociedade organizada e ao Estado.

A assembleia extraordinária do Sínodo, deste ano, não dará uma palavra conclusiva sobre as questões postas, mas será uma etapa do “caminho sinodal”, que se concluirá na 14ª. assembléia ordinária do Sínodo, em outubro de 2015. Agora, o objetivo é fazer uma reflexão aprofundada sobre a situação da família e do casamento, para compreender melhor os motivos da sua crise e discernir sobre as novas perspectivas que se abrem para a missão da Igreja.

Em 2015, a reflexão será de fundo antropológico, sobre a pessoa humana e a família à luz da fé cristã. Então sim, será o momento de oferecer diretrizes pastorais novas.

Sínodo extraordinário: família e evangelização

Cardeal Odilo Pedro Scherer

Nos dias 13 e 14 de maio, o Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, formado por 15 cardeais e bispos, reuniu-se em Roma. A pauta principal dos trabalhos foi a preparação da próxima assembleia extraordinária do Sínodo, programada para os dias 5 a 19 de outubro deste ano.

Tratou-se, sobretudo, da elaboração do Instrumentum laboris (Instrumento de Trabalho) da assembleia sinodal, um texto que será publicado em breve e enviado às conferências episcopais e, sobretudo, àqueles que deverão participar da assembleia de outubro.

O Instrumento de trabalho vai recolher as respostas ao questionário, para conhecer a situação atual da família e de várias questões relativas ao casamento e à família, enviado em 2013 às conferências episcopais de todo mundo. As contribuições foram abundantes e serão apresentadas de maneira temática no Instrumentum laboris, para orientar os trabalhos sinodais.

O tema do sínodo extraordinário despertou grande interesse e expectativa por toda parte: várias situações de crise e questões atuais da família e do casamento interpelam a Igreja e sua ação evangelizadora.

Fazem parte do temário a difusão e a aceitação do ensinamento da Igreja Católica sobre o casamento e família; as dificuldades para colocar em prática esse ensinamento no contexto cultural contemporâneo; as situações difíceis que muitos casais e famílias enfrentam, com casamentos desfeitos e refeitos com nova união; sua participação na vida da Igreja e a transmissão da fé aos filhos em tais situações… Mas entram também as questões novas, tais como o fato sempre mais presente em vários contextos culturais de pessoas que não se casam mais, nem constituem uniões estáveis ou famílias; ou os fatos recorrentes, em vários países, de políticas contrárias à família; sem esquecer as uniões civis de pessoas do mesmo sexo.

Ciente das várias situações problemáticas que a família atravessa, a Igreja não a abandona, pois também conhece o plano salvador de Deus em relação ao casamento e à família; e tem convicção sobre a importância da família para a pessoa, para a sociedade e para a própria vida e missão da Igreja. Por isso, ela quer anunciar de maneira renovada a Boa Nova do casamento e da família, especialmente nas situações mais difíceis e problemáticas que a atingem.

A assembleia extraordinária de outubro próximo não vai esgotar o tema e seus trabalhos estarão orientados para novas reflexões na assembleia ordinária do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015, quando se tratará da pessoa humana e da família à luz de sua vocação em Cristo. Serão dois momentos complementares de um caminho de evangelização, que tem como centro a antropologia cristã e suas implicações para a pessoa, o casamento, a família, a sociedade e a Igreja.

O papa Francisco participou um dia inteiro da reunião, sinalizando para a importância dada por ele ao Sínodo extraordinário de outubro. Ele tem falado também da importância do próprio organismo do Sínodo dos Bispos, criado por Paulo VI no final do Concílio Vaticano II, em 1965, como expressão de colegialidade e da responsabilidade de todos os bispos, junto com o Papa, em relação à Igreja inteira.

O que Deus quer da família?

Cardeal Odilo Pedro Scherer

A família continua dando o que falar. Há quem mostre seus problemas para, talvez, passar a ideia de que ela é uma instituição falida, que seria melhor abandoná-la; há quem faça novela sobre a família para passar a ideia de que tudo mudou e que há muitos modelos de família, todos com igual direito ao reconhecimento da sociedade; nestes tempos de exacerbação da individualidade e da subjetividade, também a realidade família dependeria da criatividade de cada um e já não existiria mais um referencial comum de família, válido para todos…

Não há dúvida de que a família enfrenta hoje uma crise cultural profunda, como bem observa o papa Francisco na Evangelii Gaudium (nº 66), que não deixa intactas nem mesmo a identidade e a missão fundamental da família. E esse estado de ânimo tomou conta de setores da própria Igreja e de cristãos, que já não sentem mais segurança sobre o que afirmar a respeito da família e sua missão, apesar dos ensinamentos claros do Magistério da Igreja.

Mas a mesma Igreja não se desencoraja diante das dificuldades e crises enfrentadas pela família e continua a se interrogar sobre qual é o desígnio divino sobre a família e sobre como ajudá-la a conhecer melhor a vontade de Deus e a corresponder com a vocação da família. Afinal, na sua fé, baseada na Palavra de Deus, a Igreja tem a convicção de que a família não é produto apenas de projetos humanos, mas faz parte de um plano amoroso de Deus em relação ao homem e ao mundo.

Foi com esse objetivo que o papa Francisco anunciou a realização da assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos de outubro de 2014, para tratar das situações atuais da família que interpelam a Igreja e desafiam a evangelização. Para preparar esse Sínodo extraordinário, já foi feita uma consulta ampla, através das Conferências Episcopais de todo o mundo, para ter uma visão sobre a situação da família nos mais diversos cantos do mundo e sobre as questões mais desafiadoras para a missão da Igreja.

A Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos recebeu uma imensidade de respostas e está trabalhando na preparação do instrumento de trabalho para o Sínodo de outubro. O levantamento procurou ser muito realista, não se furtando nem mesmo às questões mais espinhosas vividas pelas famílias.

Com o mesmo objetivo, o papa Francisco já quis ouvir os membros do Colégio Cardinalício, reunidos com ele nos dias 20 e 21 de fevereiro passado. Cerca de 150 cardeais refletiram sobre o “Evangelho da família”: o que Deus quis da família “desde o princípio”, ao criar o homem e a mulher um para o outro? Como o pecado atingiu a realidade e a vida da família? Como o plano de redenção, que Deus realizou em Jesus Cristo em favor da humanidade, envolve também a família? Qual é o lugar da família no conjunto da vida e da missão da Igreja?

Foram dois dias fecundos, de reflexões e testemunhos muito enriquecedores sobre as realidades familiares nos diversos continentes e países; deu para perceber que a problemática da família não é a mesma em toda parte e que os problemas são mais acentuados nos países ditos “ocidentais”, onde a crise cultural é mais profunda. Não se deixou de refletir sobre as situações, sempre mais frequentes, dos casais que vivem uma segunda ou terceira união, depois de desfeito o casamento. Há sincero desejo da Igreja de ajudar esses casais a viverem na Igreja e a perseverarem na fé, mesmo quando não lhes é possível receberem a santa comunhão. As questões a enfrentar, porém, são complexas e não se deve esperar respostas simplistas.

O papa Francisco convidou a Igreja a viver o “caminho sinodal” dos próximos dois anos com interesse, confiança e muita oração, para discernir com serenidade o que Deus está pedindo à sua Igreja neste momento de sua história.

Papa Francisco inicia seu primeiro Consistório

A família “é célula fundamental da sociedade humana”, disse o papa Francisco na abertura dos trabalhos do Consistório extraordinário, que teve início hoje, 20, no Vaticano.

Estão presentes 185 cardeais, com a participação dos 19 prelados que serão criados cardeais pelo papa Francisco sábado, 22, entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta.

Em foto divulgada pela Rádio Vaticano, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, aparece caminhando ao lado do papa Francisco.

O colégio cardinalício está reunido para refletir sobre temas relacionados à Família. “A nossa reflexão terá sempre presente a beleza da família e do matrimônio, a grandeza desta realidade humana, tão simples e ao mesmo tempo tão rica, feita de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como o é toda a vida”, comentou o papa no início da reunião.

Reflexão

Durante o Consistório serão aprofundadas a teologia da família e a pastoral que deve ser implementada no contexto atual. O papa Francisco pediu aos cardeais que ajudem a refletir sobre a realidade da família com profundidade sem cair na “casuística”.

“Hoje, a família é desprezada, é maltratada, pelo que nos é pedido para reconhecermos como é belo, verdadeiro e bom formar uma família, ser família hoje; reconhecermos como isso é indispensável para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”, afirmou Francisco.

Concluindo sua fala, o papa lembrou que é necessário colocar em evidência o plano de Deus para a família. E disse aos cardeais: “ajudemos os esposos a viverem-no com alegria ao longo dos seus dias, acompanhando-os no meio de tantas dificuldades com uma pastoral inteligente, corajosa e amorosa”.

Após a colocação do papa, o presidente emérito do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, o cardeal Walter Kasper, também falou aos participantes.

No decorrer da reunião, estão previstas outras intervenções sobre a família que irão contribuir para a preparação do próximo Sínodo dos Bispos, em outubro.

Fonte: CNBB

Papa no Angelus: Que seja um Natal de justiça, que cada família tenha uma casa

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo, 22 de dezembro, da janela da residência pontifícia, no Vaticano, com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

“Neste 4° Domingo do Advento, o Evangelho nos conta os acontecimentos que precederam o nascimento de Jesus, e o evangelista Mateus apresenta esses fatos do ponto de vista de São José, o noivo da Virgem Maria”, disse o pontífice.

“José e Maria viviam em Nazaré; não moravam ainda juntos, porque o matrimônio ainda não tinha sido realizado. Enquanto isso, Maria, depois de acolher o anúncio do Anjo, ficou grávida por obra do Espírito Santo. Quando José percebeu esse fato, ficou confuso.”

O Papa sublinhou que “o Evangelho não explica quais foram os seus pensamentos, mas nos diz o essencial: ele procura fazer a vontade de Deus e está pronto para a renúncia mais radical. Em vez de se defender e fazer valer os seus direitos, José escolhe uma solução que representa um enorme sacrifício para ele: “Porque era homem justo e não queria denunciar Maria publicamente, pensava em deixá-la, sem ninguém saber”.

“Esta breve frase resume um verdadeiro drama interior, se pensarmos no amor que José tinha por Maria! Mas, mesmo em tal circunstância, José pretende fazer a vontade de Deus e decide, certamente, com grande dor, de deixar Maria em segredo. Devemos meditar sobre essas palavras, para entender qual foi a provação que José teve de enfrentar nos dias que precederam o nascimento de Jesus. Uma provação semelhante ao sacrifício de Abraão, quando Deus lhe pediu seu filho Isaac: renunciar à coisa mais preciosa, à pessoa mais amada. Mas, como no caso de Abraão, o Senhor interveio: Ele encontrou a fé que procura e abriu um caminho diferente, um caminho de amor e felicidade: José – Lhe disse – não tenha medo de receber Maria como esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo”, destacou.

Francisco frisou que “este Evangelho nos mostra a grandeza de São José. Ele estava seguindo um bom projeto de vida, mas Deus reservou para ele outro projeto, uma missão maior”.

“José era um homem que escutava a voz de Deus, profundamente sensível à sua vontade secreta, um homem atento às mensagens que vinham do profundo do coração e do alto. Não se recusou a seguir o seu projeto de vida, não permitiu que o ressentimento o envenenasse, mas estava pronto para se colocar à disposição da novidade que, de maneira desconcertante, lhe foi apresentada. Assim, ele se tornou ainda mais livre e grande”, sublinhou.

“Aceitando-se segundo o desígnio do Senhor, José se encontra totalmente, além de si. Esta liberdade de renunciar ao que é seu, ao possesso sobre a própria existência, e esta sua plena disponibilidade interior à vontade de Deus, nos interpelam e nos mostram o caminho”, disse ainda o Santo Padre.

O Papa convidou os fiéis a celebrarem o Natal contemplando Maria e José. “Maria, mulher cheia de graça que teve a coragem de confiar-se totalmente à Palavra de Deus. José, homem fiel e justo que preferiu acreditar no Senhor, em vez de ouvir as vozes da dúvida e do orgulho humano. Com eles, caminhamos juntos rumo a Belém”, frisou.

Após a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco leu uma frase escrita numa faixa que alguns peregrinos expuseram na Praça São Pedro.

“Leio ali, escrito grande: Os pobres não podem esperar. É bonito! Isso me faz pensar que Jesus nasceu num estábulo, não nasceu numa casa. Depois teve de fugir, ir para o Egito para salvar sua vida. Mais tarde, voltou para sua casa, em Nazaré. Penso hoje lendo essa frase em muitas famílias que não têm casa, ou porque nunca a tiveram, ou porque a perderam por vários motivos. Família e casa estão unidas. É muito difícil levar adiante uma família sem morar numa casa. Nestes dias de Natal, convido pessoas, entidades sociais e autoridades a fazerem todo o possível para que cada família tenha uma casa”, disse o pontífice.

A seguir, o Francisco saudou com afeto os peregrinos provenientes de vários países, famílias, grupos paroquiais, associações e fiéis. O Papa saudou a comunidade do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME), a banda musical de San Giovanni Valdarno, os adolescentes da Paróquia San Francesco Nuovo, em Rieti, e os atletas da corrida de revezamento que partiU de Alessandria até Roma para testemunhar o compromisso em favor da Somália.

Aos italianos que se reuniram hoje para manifestar seu compromisso social, o Santo Padre espera que dêem uma contribuição construtiva, rejeitando as tentações de confronto e violência e seguindo sempre o caminho do diálogo.

O Papa concluiu desejando a todos um bom domingo e um “Natal de esperança, justiça e fraternidade”.

Fonte: Rádio Vaticano

Festa da Pastoral da Criança será sábado, às 14h, no Centro Comunitário

No sábado, 14/12/2013, haverá festa da Pastoral da Criança no Centro Comunitário a partir das 14h. Na quinta, 12, dia de Nossa Senhora de Guadalupe, um grupo de casais se reúne na igreja São João Batista, às 19h30, para responder às perguntas que o Papa Francisco lançou para preparar o Sínodo Extraordinário da Família em 2014. Veja mais detalhes nos avisos da semana: