lava-pés

Missa do Lava-Pés, Eucaristia e Adoração na Igreja São Miguel Arcanjo

Nessa missa da instituição da Eucaristia, toda a simbologia do servir. Iniciado o Tríduo Pascal, celebramos a ceia em que Jesus se entregou ao sacramento do Pão e do Vinho, repetindo o gesto de lavar os nossos pés.

Na aclamação ao santo Evangelho  cantamos:

Eu vos dou um novo mandamento: “que vos amei uns aos outros, assim como eu vos amei”, diz o Senhor.

Assista abaixo à homilia do Pe. Júlio:

Num gesto simples, o Padre Júlio Lancellotti lavou os pés daqueles que cuidam da organização e da limpeza da igreja e da capela da Universidade São Judas Tadeu, bem como daqueles que se preocupam com a ecologia e também dos novos moradores do bairro. O gesto é servir, sem qualquer distinção.

Depois da comunhão, todos acompanharam Jesus eucarístico até o Altar da Reposição. A procissão realizada nos colocou em clima de vigília e adoração, que vai perdurar até a proclamação da Páscoa, na alegria da ressurreição.

Na vigília, orações, cantos, silêncio e também o Terço. A reflexão da entrega de Jesus para nos salvar. No final, o canto:

“Durante a ceia, antes de enfrentar a Cruz, quis ficar com seus amigos para ser a sua luz. Como alimento, o Sagrado Coração entre nós ficou presente neste vinho e neste pão.”

Fotos por Carlos Alberto Beatriz

Quinta-feira Santa, Lavapés, Eucaristia, Vigília do Senhor

Carlos Alberto Beatriz

Na Quinta-Feira Santa à noite, teve início o Tríduo da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. É o Tríduo Pascal.

Celebração de Lavapés

Na celebração da Ceia do Senhor, o Padre Julio lavou os pés dos membros da comunidade, representativos dos 50 anos da Paróquia São Miguel. Nossos irmãos em situação de rua também tiveram os pés lavados, bem como as crianças. Assim, foi evocada a última ceia de Cristo com os doze apóstolos. Ele lavou os pés dos discípulos e pediu que façamos o mesmo. Lavar os pés para os cristãos significa estar a serviço do outro.

Celebração de Lavapés

Celebração de Lavapés

Também na noite da quinta-feira, se faz memória da instituição do Sacramento da Eucaristia em que Jesus garante sua presença no pão e no vinho consagrados. Com essa comemoração a Igreja ressalta o sacerdócio ordenado e a sua missão de levar todas as pessoas à iniciação da fé, que culmina com o Sacramento da Eucaristia. Vamos caminhando para a Jerusalém celeste.

O momento maior revela-se com a Ceia e a entrega do Senhor.

As fotos nos mostram toda essa sequência, encerrando-se com o altar vazio. O Senhor está no altar da reposição. Passaremos pela memória da morte, mas na seqüência a ressurreição do Senhor.

Fotos de Carlos Alberto Beatriz

Clique aqui e acompanhe a Semana Santa na Comunidade São Miguel Arcanjo.

Quinta-Feira Santa

JESUS sabe que suas horas estão contadas. Não pensa em fugir nem em desistir. Organiza uma ceia de despedida com seus amigos e discípulos, assim escreve um biblista que vem causando grande impacto com seus escritos.

JESUS sabe da gravidade do momento que vive, precisa compartilhar com os seus a sua profunda confiança no PAI.

A sua execução trará profunda dor, a crucificação é tortura lenta e dolorosa, castigo reservado aos escravos, que tem a finalidade de causar grande pavor e dissuadir qualquer resistência.

A ceia será a última, como tantas outras que JESUS participou com os pecadores, prostitutas e toda sorte de gente de pouca reputação.

ELE mesmo disse: quando deres um jantar convide os cegos, coxos, andarilhos, todos que encontrardes pelo caminho.(Lc 14,15-24, Mt 22,2-10)

A diferença é que sabe que esta será a última. Lhes asseguro que não mais beberei o fruto da vinha até o dia em que o beba de novo, no REINO de DEUS. (Mc 14,25)

Que terão sentido quando JESUS partiu o pão, depois da bênção, dizendo pela primeira vez: ISTO É MEU CORPO, EU SOU ESTE PÃO!

Depois, ao final, JESUS convida para que todos bebam do seu cálice dizendo: ESTE CÁLICE É A NOVA ALIANÇA EM MEU SANGUE. JESUS torna-se alimento da esperança na união com ELE.

Depois, como servidor, o empregado lava os pés de todos para deixar claro que não basta falar é preciso viver o que se acredita e ensina.

JESUS ensina com a vida, pois ELE é a PALAVRA DE DEUS!

O seu gesto foi e é desconcertante, inusitado: o que convida assume a tarefa humilde reservada a outros, aos servos, lavar os pés dos convidados.

A cena ficará gravada na mente, na memória afetiva, no conhecimento que não se pode esquecer! O que quiser ser o primeiro seja servidor de todos (Mc 10,43-44).

Celebrar a quinta-feira santa emociona, faz pensar, refletir, rezar, não é uma encenação, é experiência profunda de vida.

Na minha infância muitas vêzes meus pés foram lavados pelo pároco, cada vez sentia uma grande emoção e graça, gostava muito do pão doce que ganhava, do cheiro do incenso, das flores e cantos em latim que me embalavam.

Muitas vêzes tenho lavado pés de adultos, jovens e crianças, a emoção é imensa, pois não é uma encenação, é memória atualizada do gesto do DEUS HUMANADO, prestes a ser preso, torturado e martirizado.

Pés cansados, marcados, experientes.
Pés por caminhar, por encontrar caminhos.
Pés beijados e enxugados,
umidecidos e perfumados.
Ajuda-me SENHOR!
Lava-os pelas minhas mãos.
Beija-os pelos meus lábios.
Perfuma-os com teu Amor!

Faz com que caminhem para TI e CONTIGO!
Me faz sobretudo unido a TI!
Humilde, pequeno, servidor!

Veja abaixo imagens da celebração:

Fotos por Carlos Alberto Beatriz

Semana Santa

Dom Orani Tempesta

Começamos a Semana Santa! Com o Domingo de Ramos a Igreja abre este tempo que marca o ano litúrgico, o qual culmina na festa central: a Páscoa da Ressurreição!

A celebração anual dessa Festa após os 40 dias de penitência é o renascer da esperança e a certeza de que o mundo novo vai sendo construído.

O Tríduo Pascal concentra nesses dias os sinais de nossa vida de fé e que celebramos a cada Eucaristia: Ceia Pascal, Paixão e Morte do Senhor, Ressurreição – é a Páscoa continuada no ano litúrgico!

Na Semana Santa encontramos diversos elementos que ocorrem simultaneamente: a liturgia da Igreja com as celebrações sóbrias que marcam o ritmo desse tempo e são as mesmas em todas as comunidades; as celebrações da piedade popular, grande parte vinda da península ibérica, com suas manifestações diversas e que dependem das regiões e locais os vários tipos e estilos e, depois, as manifestações culturais que são ainda mais variadas e opcionais.

Seria muito bom que não perdêssemos os momentos litúrgicos do tríduo pascal: na Quinta-feira Santa à noite a celebração da Ceia do Senhor, atualizando a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, quando temos também o “lava-pés” e ao final a Vigília Eucarística”. Na Sexta-feira Santa ocorre a celebração da Paixão do Senhor por volta das 15 ou 17 horas, com uma celebração especial da leitura da Palavra de Deus, a grande Oração Universal, a apresentação e o beijo da Cruz, seguido da Comunhão Eucarística. Após a celebração da Quinta-feira Santa à noite até a Vigília Pascal a Igreja não celebra a Missa e nenhum outro sacramento. No Sábado Santo há a grande Vigília Pascal, pensada inicialmente para ser a grande celebração noturna que inicia depois do pôr do sol do sábado e conclui ao amanhecer do Domingo de Páscoa, com a beleza dos sinais que fazem parte dessa noite bendita: fogo novo, círio pascal, leituras abundantes, eucaristia, renovação das promessas batismais e, onde houver pessoas preparadas, batizados. Com a celebração da Vigília Pascal começamos o tempo da Páscoa, inicialmente com uma Oitava (oito dias de festa do Domingo de Páscoa) e que são prolongados durante 50 dias, até Pentecostes.

O costume de desejar “Feliz Páscoa” entre nós deve continuar como manifestação de nossa alegria e nossa fé. Em algumas regiões até hoje existe a substituição dos cumprimentos diários por frases pascais ao se encontrarem os cristãos: Cristo Ressuscitou verdadeiramente, Aleluia! Verdadeiramente Ressuscitou, Aleluia!

Infelizmente alguns símbolos pascais transformaram-se em chocolate e os cumprimentos apenas em cartões. Para muita gente, a beleza e importância desse momento não conta e somente se pensa nesses dias apenas como um “feriadão a mais”, esquecendo-se desse grande e belo momento de viver a fé em sua comunidade.

Com a luz pascal nós também olhamos todos os nossos passos e nossas vidas. Aquele que venceu a morte na Cruz e está hoje Ressuscitado também nos quer ressuscitados. Por isso, a Páscoa é o reacender da esperança no mundo novo. A nossa sociedade cansada de guerras e violências clama por tempos novos, por um mundo novo! Essa é justamente a mensagem de Páscoa para as pessoas, para as comunidades, para a sociedade. “Eu creio num mundo novo, pois Cristo Ressuscitou” está junto com “Cantai, cristãos, afinal: salve ó vitima Pascal”!

Para quem acredita que o próprio Deus veio morar no meio de nós em Seu Filho Jesus Cristo, e deu a sua vida por nós morrendo na cruz, onde venceu a morte e abriu a pedra que tapava a entrada do túmulo, ressuscitando – é também a grande confiança que temos de que o mal não perdura e que a vida sempre triunfa. Por isso, não desanimamos com a maldade do mundo e os problemas pessoais e comunitários, mas somos chamados a ser sinais dessa vida e dessa esperança renascidas e que, para onde, com certeza, a Páscoa nos conduz.

Participemos da Semana Santa, e em especial do Tríduo Sacro, acolhendo o Senhor que para isso nos conduz, renovando a nossa vida e coração para que a experiência pascal ilumine os nossos caminhos durante o ano.