Santíssimo Sacramento

“Eucaristia, mistério da fé: nós cremos!”

Cartaz Corpus Christi 2013A celebração de Corpus Christi, quinta-feira, 30, será arquidiocesana. Todos os fiéis estão convidados a se reunir na Praça da Sé, a partir das 8h. A missa será celebrada, às 9h, pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e com celebrada pelos bispos auxiliares e padres da arquidiocese.

Este ano o tema dado à celebração entra no contexto das celebrações do Ano da Fé, “Eucaristia, mistério da fé: nós cremos!”.

Logo após o final da celebração será feita a procissão com o Santíssimo Sacramento. Durante a procissão haverá seis momentos de benção.

1. A Procissão sai pela lateral da Praça.

2. Entra para o Pátio do Colégio, onde há uma Parada e Bênção do Santíssimo Sacramento.

3. Segue pela Rua Boa Vista.

4. Nova parada no Largo São Bento, onde também é dada a Bênção.

5. Continua pelo Viaduto Santa Ifigênia e, no meio do mesmo é dada a Bênção e segue até o

6. Largo Santa Ifigênia, onde é dada a Bênção Solene, com o que se encerra a festa de Corpus Christi.

Participe! Traga sua família!

Veja como vai ficar a disposição na Praça da Sé durante a celebração

Cartaz Corpus Christi 2013

Clique aqui ou na imagem para ver a versão ampliada.

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

Entenda a história dessa celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século 13, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o papa Urbano 4 através da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo”, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

Fonte: http://www.catequisar.com.br

Nosso corpo e o corpo de Cristo

Maria Clara Lucchetti Bingemer

Nas sociedades ocidentais, em função de uma longa tradição filosófico-religiosa que fragmentou o ser humano, dissociando principalmente a dimensão espiritual da corpórea, pensa-se, ainda hoje, que o corpo humano é um objeto relevante apenas para as áreas do saber da biologia ou da fisiologia, e que sua realidade material deve ser observada de maneira independente das representações sociais ou das questões que são postas pelas ciências humanas. Assim, o pensamento ocidental não parece, neste particular, mais ‘racional’ que o das sociedades ditas ‘primitivas’, que consideram o corpo uma das dimensões constitutivas da ‘pessoa’ e um elemento entre outros no seio de sistemas simbólicos variáveis.

Esta perspectiva unitária, integradora, relegada pela tradição do Ocidente, também não aparece na concepção do pensamento moderno, que trata o corpo como uma totalidade autônoma, passível de ser desconectada do todo pessoal ou social. O que se pode perceber é que a concepção moderna, que também dissocia o corpo da alma e do espírito, nos distancia da saúde possível, pois nos despedaça, nos faz perder a coesão, a harmonia e a transparência.

O ilusório é pensar que uma fragmentação epistemológica deixará intactos o indivíduo e a sociedade. Na verdade, ela acaba separando os sujeitos do meio ambiente, demarcando de forma incisiva as fronteiras entre ambos e supervalorizando os conflitos que aí se estabelecem. Esta separação é diabólica e alienadora, pois além de ser divisora em si, também impede o que vincula, o que unifica e o que restaura a inteireza vital.

Não se pode separar a subjetividade da corporeidade, pois fazê-lo seria incapacitar-se para uma compreensão mais ampla da vida, reduzir-se ao olhar fechado do especialista, à estreiteza e à minimização da existência, abrindo caminhos para a intransigência, para o dogmatismo violento que assassina o milagre da novidade do existir.

A Revelação cristã confirma essa tese e na festa do Corpo de Cristo é importante revisitá-la e rememorá-la. O corpo humano está no centro da revelação cristã, no momento em que se trata de algo que foi assumido pelo próprio Deus, na Encarnação de seu Filho Jesus Cristo. A Encarnação do Verbo, que toma corpo humano e habita entre nós, embora carregue consigo uma forte dimensão kenótica e humilhante, de acordo com as palavras do hino da Carta aos Filipenses, por outro lado eleva e engrandece a corporeidade humana, resgatando-a de uma vez para sempre, pois a divindade a abraça por dentro.

A corporeidade humana e carnal vulnerável de Jesus é o lugar da presença e da manifestação de Deus em meio à humanidade, antes localizada no templo. Jesus é, portanto, o verdadeiro Templo e, doravante, o culto se ligará à sua pessoa. O Templo se tornou caduco, não é mais o lugar do encontro com Deus. Suas festas não são herdeiras de toda a tradição de Israel. É chegada a hora do verdadeiro templo ser conhecido, o verdadeiro local onde está a glória de Deus.

O mistério da Encarnação coloca o próprio Filho de Deus e a corporeidade humana por ele assumida em meio à violência e ao pecado presentes no mundo. Neste sentido, Jesus, em sua vida e em seu caminho histórico, não se encontra preservado nem invulnerável às ambiguidades que implicam viver num mundo onde a paz ainda não é uma realidade plena. Jesus, além disso, entra na história sempre recomeçada de um povo ingrato e indócil, de má-fé, que não quer dar a Deus o que é de Deus. Assume em seu corpo e em sua vida a visão e a experiência dos profetas, rejeitados, perseguidos.

O corpo é para o Senhor e o Senhor para o corpo. Oferecer, em suma, o próprio corpo, a própria pessoa em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. O Mestre mesmo dá o exemplo supremo com a maneira pela qual vive e sofre o processo que o levará à Paixão e à morte. Seu Espírito derramado após Sua Ressurreição indicará que este é o caminho e a vocação da corporeidade humana à luz da fé cristã.

Habitando na corporeidade humana, o Espírito faz do ser humano seu templo, sua morada. O Cristianismo traz, entre as grandes novidades que introduz na história da humanidade, o fato de que o eixo do Sagrado é deslocado do Templo, lugar de culto e de oração tradicional, para o ser humano, para a corporeidade humana, para toda carne. O destino do corpo de Cristo é o nosso destino. Corpo oferecido pelo serviço a Deus e aos outros, atravessa o sofrimento da realidade e ressuscita incorruptível e glorioso. O sacramento da Eucaristia realiza isto na fragilidade humana que é a nossa. Celebrando a festa do Corpo de Cristo fazemos memória e atualizamos esse mistério que é culminância da fé e centro irradiador da antropologia e da teologia.

Corpus Christi em 2011 (com homilia do Pe. Julio)

httpv://www.youtube.com/watch?v=kek5yzx6FBo

Corpus Christi foi celebrado pela comunidade, com missa na capela da Universidade São Judas Tadeu, seguida de procissão pelas ruas do bairro, passando pelo bonito tapete no Conjunto Residencial IAPI.

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Jesus disse “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. Neste dia celebramos o mistério da Eurcaristia e enaltecemos a presença de Cristo no Pão e no Vinho consagrados.

O tapete decorado com os temas de Corpus Christi, na Rua Jerônimo de Mendonça – IAPI, começou a ser montado pela manhã. Muitos voluntários participaram, incluindo as crianças. A comunidade sensibilizada pelo episódio do incêndio que ocorreu na casa do Pe Júlio, destinou a ele os quatro primeiros tapetes, escrevendo: Pe Júlio, força, coragem, conte conosco.  A procissão chegou com músicas e o Santíssimo sendo carregado pelo Pe Júlio, que caminhou sobre o tapete, com a humildade de sempre, descalço. Muitos fogos, orações, pedidos,  partilha do pão, carinho. Fez-se um belíssimo momento de oração.  Na sequência a procissão parou novamente na frente da casa da família Fabretti, que igualmente preparou um bonito altar e mais fogos e muita oração.

A chegada aconteceu na Igreja São Miguel Arcanjo no início da noite.  Uma caminhada de fé.

Vejam as fotos  por Carlos A. Beatriz e Wanderley Oliveira: