Tomé

VÍDEO: Homilia do Pe. Julio no 2º Domingo da Páscoa

Assista à reflexão do Pe. Julio Lancellotti no 2º Domingo da Páscoa, o Domingo da Misericórdia, celebrado em 12/04/2015. Nesse dia, o Papa Francisco leu a bula que institui oficialmente o Ano Santo da Misericórdia, a ser aberto em dezembro. Na homilia, o Pe. Julio leu parte do documento, que prega a superação da indiferença.

No Evangelho, João conta a aparição de Jesus aos discípulos, que estavam fechados, por medo; mas nesse encontro Tomé não viu o mestre. Entenda o significado da ausência de Tomé e conheça um lado diferente do que já ouviu sobre esse discípulo:

Gravação realizada na missa das 18h na igreja São Miguel Arcanjo.

VÍDEO: Homilia do Pe. Marcelo Monge no 2º Domingo de Páscoa

Pregação do Pe. Marcelo Monge no 2º Domingo da Páscoa, o Domingo da Misericórdia, celebrado em 27/04/2014. Neste dia, a Igreja consagrou como santos os ex-papas João XXIII e João Paulo II. No Evangelho de João, Jesus aparece para os discípulos e deseja paz; Tomé, que não estava presente, duvida da ressureição.

Gravação realizada na missa das 18h na igreja São Miguel Arcanjo, presidida pelo Pe. Marcelo Monge, pároco da Igreja São João Batista.

VÍDEO: Homilia do Pe. Julio no 2º Domingo da Páscoa

Veja a íntegra da homilia do Pe. Julio Lancellotti no 2º Domingo da Páscoa, celebrado em 07/04/2013. No Evangelho, Jesus aparece aos discípulos e lhes deseja paz. Mas Tomé, que não estava presente, não acredita. Depois de oito dias, ele reaparece e afirma: “bem aventurados os que creram sem terem visto”. Gravação realizada na missa das 18h na igreja São Miguel Arcanjo:

Meu Senhor e Meu DEUS!

Neste segundo Domingo da Páscoa, Domingo da Misericórdia, Jesus se manifesta entre nós como o Vivente. O Senhor Ressuscitado!

Como nos diz o pe. Castilho: ” Está claro que a fé em Jesus não é só a aceitação do Jesus Histórico, mas também a aceitação do Jesus Ressuscitado. Tomé viveu com o Jesus histórico, ouviu sua mensagem, viu seus feitos prodigiosos, sua proximidade com a dor humana, sua bondade sem limites. Tudo isso sabia Tomé. E apesar de tudo isso não acreditou que Jesus estava presente e podia ser tocado como Senhor e Deus.”

Tomé não acredita na palavra de seus irmãos, quer acreditar a partir de si mesmo, desde suas possibilidades. Porém terá que aprender a reconhecer Jesus e a encontrá-LO  junto com seus irmãos, na pertença à comunidade de fé que celebra a presença salvadora do Chagado, Crucificado, Ressuscitado.

Reconhecer a Jesus como Senhor e Deus é superar o individualismo e o exclusivismo, a incredulidade, o isolamento, é fazer-se pequeno, um com os outros e deixa-se tocar pelo Senhor que vem ao nosso encontro na dificuldades da vida rompendo o medo e ultrapassando qualquer barreira.

Não há espaço fechado, por mais hermético que seja, que não possa ser atravessado pela presença do Ressuscitado, que continua a ser também o crucificado, torna-se realmente visível e tangível onde quer que os seus se reúnam para fazer memória da sua Páscoa.

Participar nesse encontro com Cristo nos garante poder vivenciá-LO e receber os dons do seu amor.

Que possa proclamar como Tomé, nas palavras e na vida a profissão de fé: Meus Senhor e meu DEUS!

Jesus Ressuscitado

Ver Jesus

Dom Eurico dos Santos Veloso

Há um relato no Evangelho de São Lucas (Lc.19,1-10) que nos diz de um certo homem, rico e poderoso, que desejava ver Jesus. Chamava-se Zaqueu e era de pequena estatura, mas, certamente, muito conhecido do povo porque, por sua riqueza, sabia como explorar os necessitados. Sabendo que Jesus iria passar por Jericó, onde morava, e que muita gente o cercava, subiu em uma árvore para poder realizar seu intento.

Desconhecia o caminho da graça que o impelia àquele ato. Germinava em seu coração, como demonstrou a sua alegria ao ouvir a voz de Jesus, muito mais que a curiosidade, o desejo de conhecer o Mestre, de o sentir.

Como aqueles gregos que, no meio da multidão que aclamava o Filho de Davi com ramos e palmas, rogaram a Filipe: “Queremos ver Jesus” (Jo 12, 22). Ver, isto é conhecer, aprofundar –se no mistério que encarnava-se naquele Homem.

Ao ver Jesus, Zaqueu deixou-se penetrar inteiramente por ele e repeliu de dentro de si todo o mal que aí se escondia. Vou partilhar os meus bens com os pobres e se a alguém lesei vou retribuir em quádruplo, assim falou.

A salvação chegara a sua casa, proclamou o Senhor, como aos gregos anunciou a sua glorificação, o reconhecimento pelo Universo do mistério da redenção.

Ver Jesus. Esses dois acontecimentos nos mostram quão longe andamos em nossa fé. As exterioridades são mais importantes. Comovemo-nos diante da imagem do Cristo em sua paixão. Exteriorizamos nossa alegria nos votos pascais. Mas, neles vivemos?

Como São Tomé, se não virmos as mãos e pés com o sinal dos cravos e o seu coração rasgado não acreditaremos na sua ressurreição e no novo mundo que nasceu desta cruz. Desconhecemos o mistério. A cruz não tem sentido. Não vamos em frente. Mas, “Felizes aqueles que não viram e creram” (Jo 20, 29). Felizes aqueles que compreenderam o significado da Paixão como revelação do amor supremo de Deus.

Ver a Jesus é exclamar com o mesmo Tomé, depois que Jesus lhes mostrou suas chagas gloriosas no seu corpo ressuscitado, e ele, uma vez convertido: ”Meu Senhor e meu Deus”; é deixar-se impregnar do mesmo amor que o fez o Filho de Deus dar a vida por nós e ressuscitar par que nós com Ele fôssemos glorificados.

Ver Jesus é quando conformamos nossa vida com a dele, portando sua cruz na esperança da ressurreição. É nos tornarmos mensageiros desta esperança, a vitória sobre o pecado, a restauração de todo o Universo.

São Gregório de Nissa, falando sobre comunhão eucarística, quando, pela misericórdia divina, antecipamos o banquete da parusia neste Pão que encerra em si o universo impregnado de Cristo, ensina “O pão eucarístico é mais forte que nossa carne; eis porque é ele que nos assimila não nós quando o tomamos.”

Na realidade, nos afirma São Paulo, tudo nele subsiste” (Col. 1,17); Ele enche todas as coisas (Col. 2,10), de tal sorte que “Cristo é tudo em todos” (Col.3,2).

Ver Jesus é mergulharmos neste oceano de amor que, enchendo com seu espírito todas as coisas, nos torna um com Ele, nos santifica para a glória do Pai.