Orações

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Sobre o medo…

Estamos vivendo o medo, esta sensação que temos diante do enfrentamento, do perigo, dos desafios, o medo deve ser uma válvula de escape que nos informa “olha aí o seu limite”, mas o que temos como antônimo do medo é a coragem.

A definição mais acertada que já ouvi falar sobre a coragem é a seguinte:
“Coragem é aquilo que fazemos com medo”.

Temos que usar esta mola propulsora que é o medo para fazer todas as nossas tarefas, não devemos deixar de arriscar, pois tenho certeza que mesmo que alguém lhe aponte um dedo, voltados para si haverá quatro apontando, e se Deus não lhe condena por errar não seremos nós os juízes. Se houver medo, devemos respeitá-lo, porém devemos enfrentá-lo; o medo nos paralisa, tira a nossa criatividade e nos deixa sem esperanças.

Eu escrevi todos os meus medos nesta última segunda-feira em uma folha de papel, depois de ler, eu a queimei juntamente com outras tantas pessoas. Um ato de heroísmo, uma fraude ou uma forma de ver o outro lado do rio.

Quero compartilhar algumas das frases que escrevi:
Tenho medo de ficar sem dinheiro.
Tenho medo de perder meus pais.
Tenho medo de perder minha esposa,
Tenho medo de ficar sem trabalho.
Tenho medo de ficar sem meu filhos,
Tenho medo de ficar doente…

O fato importante deste olhar é que eu queria ver o outro lado do rio e então me coloquei a bater as mãos na água e comecei a nadar, a princípio lento depois com mais vigor, e depois o cansaço veio e eu quis me entregar à correnteza e sucumbir, então comecei a ver melhor as coisas e o importante é que durante esta minha perseguição ao meu objetivo eu recebi uma ajuda importante, um anjo vindo de um arcanjo, que me falou, “Diga a você mesmo, eu acredito e vou conseguir, diga isto forte para você mesmo, não fique neste estado de paralisia”. Este homem revestido com uma batina limpou minhas lágrimas e chamou-me de ‘meu irmão’. Ele estendeu suas mãos sem pedir nada em troca, me levantou fez um carinho e me fez ver a esperança novamente.

Muito obrigado “Aba”, Papaizinho, muito obrigado “Pai Eterno”, por ter colocado este irmão que é muito mais que um ser humano, é um ser divino a quem sempre serei grato, até os últimos dias da minha vida. Muito obrigado, Pe. Júlio. Que Deus proteja e abençoe o senhor, a sua mãezinha, a todos os seus parentes e que faça as bênçãos serem derramadas em nossos lares e em nossos trabalhos; que esta seja uma Boa Nova.

Amém.

Alexandre Leone

As harmonias do Pai Nosso

Antônio Mesquita Galvão *

A oração do Pai Nosso, no dizer de Santo Afonso de Ligório, o “doutor da oração”, é a síntese de toda a revelação cristã. Contido nos evangelhos de Mateus e Lucas, ele repre-senta uma das mais antigas formas cristãs de comunicação com Deus, quando Jesus ensina seus discípulos e, por extensão, toda a Igreja, a chamar seu pai de “Nosso Pai”.

Tido como oração de libertação (Boff), conjunto harmônico (Sciadini), diálogo filial (Mesters), luz (Larrañaga), o Pai Nosso enquanto revela a pequenez humana e a grandeza de Deus, desvela nossa disponibilidade e a generosidade do Criador, numa simbiose da terra com o céu, do humano com o divino, do finito com o sobrenatural.

Se formos olhar bem, com os olhos do coração e do espírito ungido pelo Entendimento, com os quais se vê o essencial, veremos que essa oração contém uma doxologia e sete pedidos. A doxologia de invocação (hino de glória) está na abertura: “Pai Nosso, que estás no céu…”. Os sete pedidos, nós poderíamos dividir em dois grupos; três endereçados às necessidades espirituais e quatro às materiais. Três é o número divino da Trindade e quatro é o número humano dos elementos físicos (terra, água, fogo e ar) e a soma, sete, retrata a perfeição.

Nos primeiros pedidos, na ordem sobrenatural, temos “Santificado seja o teu nome”, “…venha o teu Reino” (e que venha!) “… assim na terra como no céu”. A segunda parte refere-se às necessidades de nossa vida. Se tivermos fé na realização do primeiro conjunto de pedidos, o segundo torna-se uma conseqüência natural: “o pão nosso (cotidiano) dá-nos hoje”,”…perdoa nossas dívidas (pecados, ofensas, omissões) assim como nós costumamos perdoar”, “… não nos deixa cair em tentação (naquelas que lutamos por evitar)” e “… livra-nos de todos os males”. Os católicos encerram com o “amém” que, derivado do “emmet”, hebraico, quer dizer, eu creio; é verdade; por certo!

Os irmãos protestantes e pentecostais usam a doxologia luterana: “Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre”. Nos eixos pão-e-perdão flui a essência do cristianismo. Só podemos dizer “Pai Nosso” se temos a generosidade de fazer circular o “pão nosso” (e não só o meu). Só tem o direito de chamar a Deus de Pai quem tem a coragem de chamar o próximo de irmão, partilhando fraternalmente, com ele. No terreno teológico, a oração gira entre dois eixos: a espiritualidade e a solidariedade, onde nenhum desses valores pode ocorrer divorciado do outro. Quem crê partilha; quem reparte os bens, o faz pela inspiração do Espírito. É impossível dissociar o desejo espiritual com a ação material.

Perdoar é um ato divino que Deus nos inspira. Seremos perdoados assim como costumamos perdoar, ou seja, quem não souber perdoar, talvez não seja perdoado. Outra exigência que vem embutida na essência do “Pai Nosso” é a partilha do pão. Quem acumula, enriquece ilicitamente e não tem olhos para a miséria dos outros, a esse deveria ser vetada a oração ao Pai que o Filho nos ensinou.

É pena que muitos saibam rezar o Pai Nosso, mas nem todos consigam vivê-lo em plenitude. Para uns é harmonia e perfeição, para outros incoerência e ameaça.

* Doutor em Teologia Moral

Oração a São Miguel

São Miguel Arcanjo,
protegei-nos no combate,
cobri-nos com o vosso escudo
contra os embustes
e ciladas do demônio;
subjugue-o, Deus,
instantemente o pedimos;
e vós, príncipe da milícia celeste,
pelo divino poder,
precipitai no inferno a Satanás
e aos outros espíritos malignos
que andam pelo mundo
para perder as almas.
Amém!

Pai nosso

Pai nosso que estais no céu,
santificado seja o vosso nome;
venha a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
perdoai as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
e não nos deixeis cair em tentação
mas livrai-nos do mal.
Amém.