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Oração a Jesus Crucificado

Oração a Jesus Crucificado

Ouça a oração a Jesus Crucificado, na interpretação do Pe. Julio Lancellotti:

Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus.
De joelhos me prostro em Vossa presença.
E Vos suplico, com todo fervor de minh’alma,
que Vos digneis gravar no meu coração
os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade,
verdadeiro arrependimento de meus pecados
e firme propósito de emenda
enquanto vou considerando com vivo afeto e dor as Vossas cinco chagas
tendo diante dos olhos, aquilo o que o Profeta David já Vos fazia dizer, ó bom Jesus
transpassaram minhas mãos e meus pés
e contaram todos os meus ossos.

A oração pela paz nunca é em vão

«Agora, Senhor, ajuda-nos! Doa-nos a paz, ensina-nos a paz, guia-nos para a paz. Abre os nossos olhos e corações e doa-nos a coragem de dizer: “nunca mais a guerra!”; “com a guerra tudo se destrói!”. Infunde em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz… Torna-nos disponíveis para escutar o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão». Foi a oração do Papa Francisco pela paz na Terra Santa. Mais uma vez o Pontífice rezou e pediu para rezar pela paz, não obstante a linguagem que se fala naquelas terras ainda tenha um acre sabor de ódio, de violência e de sangue de muitos inocentes. «Dirijo a todos vós – disse no domingo 13 de Julho aos fiéis reunidos na praça de São Pedro para recitar com ele o Angelus – um sentido apelo a continuar a rezar com insistência pela paz na Terra Santa à luz dos trágicos eventos dos últimos dias». E recordando o encontro de 8 de Junho passado com o patriarca Bartolomeu e com os presidentes Peres e Abbas – «juntamente com os quais invocamos o dom da paz e escutamos a chamada a interromper a espiral do ódio e da violência» – reafirmou com força que, embora alguns possam pensar «que tal encontro tenha sido realizado em vão», é precisamente «a oração que nos ajuda a não nos deixarmos vencer pelo mal nem nos resignarmos ao predomínio da violência e do ódio sobre o diálogo e a reconciliação».

Portanto, um apelo duplo. Às partes interessadas e a quantos têm responsabilidades políticas: «a não poupar oração nem esforço algum para fazer cessar todas as hostilidades e obter a paz desejada para o bem de todos»; aos fiéis: a seguir o exemplo da Virgem Maria, da sua oração silenciosa. E a praça respondeu com um silêncio eloquente.

Pouco antes o Papa Francisco recordou a parábola do semeador que lança as sementes em qualquer terreno, mas só de um deles colhe frutos. É importante continuar a lançar a semente boa, depois será o terreno que frutificará. Contudo, este terreno deve ser preparado.

Fonte: News.Va

Na Audiência Geral desta semana, Francisco pede coerência entre liturgia e vida

Quarta-feira é dia do encontro semanal do Papa com os fiéis na Praça S. Pedro, para a Audiência Geral.

Na Praça, esta manhã, dia 12 de fevereiro, havia cerca de 15 mil peregrinos, oriundos de vários países do mundo. Depois de saudá-los a bordo do seu papamóvel, recebendo e retribuindo o carinho dos fiéis, o Pontífice retomou sua catequese sobre os Sacramentos.

Na última catequese, Francisco falou da Eucaristia, que nos introduz na comunhão real com Jesus e o seu mistério. Desta vez, o Papa aprofundou o aspecto da nossa relação com este Sacramento: trata-se somente de um parêntese da nossa vida, uma tradição consolidada, ou realmente nos envolve e nos transforma?

O Papa sugeriu três “indícios” para entender esta relação. O primeiro deles é o nosso modo de olhar e de considerar os outros. Quando participamos da Missa, nos encontramos com homens e mulheres de todo gênero: jovens, idosos, crianças, pobres e abastados, originários do lugar ou estrangeiros, sós ou acompanhados…. Celebrando a Eucaristia, devemos então nos questionar se sentimos todas essas pessoas como irmãos e irmãs, se somos capazes de reconhecer nelas a face de Jesus.

Mas amamos como Jesus quer esses irmãos e irmãs mais necessitados? Em Roma, por exemplo, vivemos tantos problemas sociais causados pela chuva, há ainda a falta de emprego, a crise social no mundo. Eu que vou à missa, me preocupo em ajudar? De rezar por eles? Ou me preocupo em fofocar, comentando como uma pessoa está vestida. Não devemos fazer isso, mas nos preocupar com nossos irmãos que necessitam.

O segundo indício é a graça de sentir-se perdoados e prontos a perdoar. Quem celebra a Eucaristia, explicou Francisco, não o faz porque se considera ou quer ser melhor dos que os outros, mas o faz justamente porque se reconhece sempre pecador e precisa da misericórdia de Deus. Naquele pão e naquele vinho que oferecemos e em volta dos quais nos reunimos, se renova toda vez o dom do corpo e do sangue de Cristo para a remissão dos nossos pecados, que por sua vez alarga o nosso coração ao perdão dos irmãos e à reconciliação.

O último indício vem da relação entre a celebração eucarística e a vida das nossas comunidades cristãs. O Papa advertiu que se deve sempre levar em consideração que a Eucaristia não é algo que nós fazemos, mas é uma ação de Cristo, em que Ele se faz presente para nos nutrir de sua Palavra e de sua própria vida. Isso significa que a missão e a própria identidade da Igreja brotam dali, da Eucaristia, e dela tomam forma.

Uma celebração pode ser impecável do ponto de vista exterior, belíssima, mas se não nos conduz ao encontro com Jesus, corre o risco de não trazer nenhum nutrimento ao nosso coração e à nossa vida. Ao invés, através da Eucaristia, Cristo quer entrar na nossa existência e permeá-la com sua graça, de modo que em cada comunidade cristã exista coerência entre liturgia e vida.

Nesse sentido, as palavras de Jesus relatadas no Evangelho de João são fundamentais: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”.

Vivamos a Eucaristia com espírito de fé e de oração, de perdão, de penitência, de preocupação pelos necessitados, na certeza de que o Senhor realizará aquilo que prometeu.

Fonte: Rádio Vaticano

Os Salmos: a anatomia da alma humana

Leonardo Boff

Os salmos constituem uma das formas mais altas de oração que a humanidade produziu. Milhões e milhões de pessoas, judeus, cristãos e religiosos de todas as tradições, dia a dia, recitam e cantam salmos, especialmente os religiosos e religiosas e os padres no assim chamado “ofício das horas” diário.

Não sabemos exatamente quem são seus autores, pois eles recolhem as orações que circulavam no meio do povo. Seguramente muitos são de Davi (século X a.C). É considerado, por excelência, o protótipo do salmista. Foi pastor, guerreiro, profeta, poeta, músico, rei e profundamente religioso. Conquistou o Monte Sion dentro de Jerusalém e lá, ao redor da Arca da Aliança, organizou o culto e introduziu os salmos.

Quando se diz “salmo de Davi” na maioria das vezes significa: “salmo feito no estilo de Davi”. Os salmos surgiram no arco de quase mil anos, nos lugares de culto e recitados pelo povo até serem recopilados na época dos Macabeus no século II.a.C. O saltério é um microcosmo histórico, semelhante a uma catedral da Idade Média, construída durante séculos, por gerações e gerações, por milhares de mãos e incorporando as mudanças de estilo arquitetônico das várias épocas. Assim há salmos que revelam diferentes concepções de Deus, próprias de certa época, como aqueles, estranhas para nós, que expressam o desejo de vingança e o juízo implacável de Deus.

Os salmos testemunham a profunda convicção de que Deus, não obstante habitar numa luz inacessível, está em nosso meio, morando como que numa tenda (shekinah). Podemos chegar a Ele, em súplicas, lamentações, louvores e ações de graças. Ele está sempre pronto para escutar.

O lugar denso de sua presença é o Templo onde se cantam os salmos. Mas como Criador do céu e da terra, está igualmente em todos os lugares, embora nenhum possa contê-lo.

Com razão, se orgulhavam os hebreus dizendo: “ninguém tem um Deus tão próximo como nós”! Próximo de cada um e no meio de seu povo. Os salmos revelam a consciência da proximidade divina e do amparo consolador. Por isso há neles intimidade pessoal sem cair no intimismo individualista. Há oração coletiva sem destituir a experiência pessoal. Uma dimensão reforça a outra, pois cada uma é verdadeira: não há pessoas sem o povo no qual estão inseridas e não há povo sem pessoas livres que o formam.

Ao rezar os salmos, encontramos neles a nossa radiografia espiritual, pessoal e coletiva. Neles identificamos nossos estados de ânimo: desespero e alegria, medo e confiança, luto e dança, vontade de vingança e desejo de perdão, interioridade e fascinação pela grandeza do céu estrelado. Bem o expressou o reformador João Calvino (1509-1564) no prefácio de seu grandioso comentário aos salmos:

“Costumo definir este livro como uma anatomia de todas as partes da alma, porque não há sentimento no ser humano que não esteja aí representado como num espelho. Diria que o Espírito Santo colocou ali, ao vivo, todas as dores, todas as tristezas, todos os temores, todas as dúvidas, todas as esperanças, todas as preocupações, todas as perplexidades até as emoções mais confusas que agitam habitualmente o espírito humano”.

Pelo fato de revelarem nossa autobiografia espiritual, os salmos representam a palavra do ser humano a Deus e, ao mesmo tempo, a palavra de Deus ao ser humano. O saltério serviu sempre como livro de consolação e fonte secreta de sentido, especialmente quando irrompe na humanidade o desamparo, a perseguição, a injustiça e a ameaça de morte. O filósofo francês Henri Bergson (1859-1941) deu este insuspeitado testemunho: ”Das centenas de livros que li nenhum me trouxe tanta luz e conforto quanto estes poucos versos do salmo 23: O Senhor é meu pastor e nada me falta; ainda que ande por um vale tenebroso, não temo mal nenhum, porque Tu estás comigo”.

Um judeu, por exemplo, cercado de filhos, era empurrado, para as câmaras de gás em Auschwitz. Ele sabia que caminhava para o extermínio. Mesmo assim, ia recitando alto o salmo 23: “O Senhor é meu pastor…Ainda que eu ande pela sombra do vale da morte, nenhum mal temerei, porque Tu estás comigo”. A morte não rompe a comunhão com Deus. É passagem, mesmo dolorosa, para o grande abraço infinito da paz eterna.

Por fim, os salmos são poesias religiosas e místicas da mais alta expressão. Como toda poesia, recriam a realidade com metáforas e imagens tiradas do imaginário. Este obedece a uma lógica própria, diferente daquela da racionalidade. Pelo imaginário, transfiguramos situações e fatos detectando neles sentidos ocultos e mensagens divinas. Por isso dizemos que não só habitamos prosaicamente o mundo, colhendo o sentido manifesto do desenrolar rotineiro dos acontecimentos. Habitamos também poeticamene o mundo, vendo o outro lado das coisas e um outro mundo dentro do mundo de beleza e de encantamento.

Os salmos nos ensinam a habitar poeticamente a realidade. Então ela se transmuta num grande sacramento de Deus, cheia de sabedoria, de admoestações e de lições que tornam mais seguro nosso peregrinar rumo à Fonte. Como bem diz o salmista: “quando caminho entre perigos, tu me conservas a vida…e estás até o fim a meu favor” (Salmo 138, 7-8).

Na oração do Angelus, papa ressalta a situação de famílias refugiadas

“José, Maria e Jesus experimentam a condição dramática de refugiados, marcada pelo medo, pela incerteza e pelo incômodo. Infelizmente, em nossos dias, milhões de famílias podem se identificar com esta triste realidade”, disse o papa Francisco, durante a Oração do Angelus, realizada neste domingo, 29 de dezembro, dia dedicado à Sagrada Família.

Segundo o papa, “quase todos os dias, a televisão e os jornais transmitem notícias de refugiados, que fogem da fome, das guerras e de outros graves perigos, à busca de segurança e de uma vida digna, para si e para suas famílias”.

Francisco lembra que, em terras distantes, quando refugiados e imigrantes encontram trabalho, nem sempre têm uma boa acolhida. “Por isso, quando fixamos nosso olhar na Sagrada Família de Nazaré, quando é obrigada a se refugiar, pensemos no drama daqueles migrantes e refugiados que são vítimas da rejeição e da exploração, que são vítimas do tráfico de pessoas e do trabalho escravo. Pensemos também nos ‘exilados’ – e eu os chamaria de ‘exilados escondidos’ – aqueles exilados que podem existir no âmbito das próprias famílias: os idosos, por exemplo, que, às vezes, são tratados como presenças incômodas. Muitas vezes, penso que um sinal, para saber como vai uma família, é ver como são tratados as crianças e os idosos”, acrescentou.

O papa afirmou que Jesus quis pertencer a uma família e que passou por essas dificuldades. “A Fuga para o Egito, por causa das ameaças de Herodes, nos mostra que Deus se encontra onde o homem corre risco, onde o homem sofre, onde é fugitivo, onde experimenta a rejeição e o abandono; mas é também o lugar onde o homem sonha, espera de voltar à sua terra natal, em liberdade, faz projetos e escolhas para a sua vida e a sua dignidade e a dos seus familiares”, explicou.

Ainda, durante o Angelus, o papa convidou os fieis a olhar a Sagrada Família e lembrou três palavras importantes para se viver em paz e alegria em família: dá licença, obrigado e perdão. “Quando em uma família não se é um intruso e se pede ‘com licença’, quando em uma família não se é egoísta e se aprende a dizer ‘obrigado’, e quando em uma família alguém se dá conta que fez uma coisa errada e pede ‘perdão’, então nesta família existe paz e alegria. recordemos estas três palavras: ‘com licença, obrigado, perdão'”.

Ao final do Angelus, o papa Francisco recitou uma oração dedicada à Sagrada Família, escrita por ele.

ORAÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA

Jesus, Maria e José,
em Vós, contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor, a Vós, com confiança, nos dirigimos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
escolas autênticas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais se faça, nas famílias, experiência
de violência, egoísmo e divisão:
quem ficou ferido ou escandalizado
depressa conheça consolação e cura.

Sagrada Família de Nazaré,
que o próximo Sínodo dos Bispos
possa despertar, em todos, a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
a sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
escutai, atendei a nossa súplica.

Fonte: CNBB

Iniciativas de oração marcam início da Campanha Mundial de combate à fome

O presidente da Cáritas Internacional, cardeal Oscar Andrés Rodrigues Maradiaga, enviou um convite aos bispos, dioceses e comunidades de todo o mundo para um gesto de oração, que marcará o início da Campanha Mundial contra a fome e a pobreza. O evento ocorre no próximo dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, e tem como tema “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”. No Brasil, a campanha é promovida pela CNBB e pela Cáritas Brasileira e o lançamento será sede da Conferência dos Bispos, a partir das 14h, em Brasília (DF).

“O elemento essencial desses recursos é a oração, especialmente o ‘Pai Nosso’, que o próprio Senhor nos ensinou e acima de tudo, a Eucaristia. Portanto, espero que a oração acompanhe esta campanha, a fim de inspirar a conversão necessária e novas iniciativas nas nossas dioceses, paróquias, comunidades cristas e religiosas, escola e familiares”, explica o cardeal.

Os regionais e dioceses da CNBB são convidados a participar da “onda de oração” que percorrerá várias partes do mundo, dando início às atividade da campanha. A mobilização internacional quer debater a realidade da pobreza no Brasil e no mundo. No lançamento da campanha, será divulgada uma mensagem do papa Francisco de apoio à iniciativa mundial.

Motivações

O cardeal Oscar Andrés pede, na carta, que os bispos promovam o lançamento da campanha em âmbito diocesano, envolvendo as paróquias, sob a supervisão da Cáritas local e com ajuda as pastorais das dioceses. Outra sugestão é que a campanha seja apresentada durante as celebrações e missas. “Esta luta agora deve ser intensificada por uma maior mobilização dos agentes pastorais e dos fiéis, e ação em todos os níveis, de modo que todos possam contribuir para eliminar a desgraça da fome no mundo”, comenta o presidente da Cáritas Internacional.

A campanha integra uma mobilização mundial da Caritas Internationalis que articulou as 164 organizações em favor da vida, dos direitos humanos e da justiça social. A onda de oração iniciará na ilha de Samoa, na Polinésia, prosseguindo por todo o mundo. Veja o mapa o roteiro de orações: clique aqui.

A Cáritas e a CNBB pretendem com a campanha, que vai até 2015, sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre a realidade da fome, da miséria e das desigualdades no Brasil e no mundo, garantindo esse direito a todos os cidadãos de forma igualitária. Saiba mais: www.caritas.org.br.

Confira a oração sugerida:

Oração da Campanha Mundial

Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas

Senhor Nosso Deus, que nos confiaste os frutos da criação para que cuidássemos da Terra e nos alimentássemos de sua generosidade. Enviaste teu Filho para partilhar sua própria carne e sangue e para ensinar-nos a Lei do Amor. Por Sua morte e ressurreição, nos tornamos uma única família humana. Jesus teve grande preocupação com as pessoas que não tinham o que comer. Transformou cinco pães e dois peixes em um banquete que alimentou mais de cinco mil pessoas. Viemos diante de Ti, Senhor, conscientes de nossas fraquezas, mas com muita esperança, para compartilhar o alimento com todas as pessoas da grande família humana. Na Tua sabedoria, ilumina os governantes e todos os cidadãos e cidadãs a encontrar soluções justas e solidárias para acabar com a fome no mundo e garantir o direito de cada ser humano à alimentação. Por isso Te pedimos, Senhor Nosso Deus, que ao nos apresentarmos diante de Ti, possamos nos proclamar como parte de “Uma Família Humana” com “Pão e Justiça para todas as pessoas”. Amém! Axé! Hawere! Aleluia!

Oração pelos Falecidos

Senhor Jesus, que dissestes “Eu sou a ressurreição e a vida”, acolhei minha oração em favor de quem eu amo e já faleceu (mencionar o nome da pessoa falecida). Em Vosso reino, nossos entes queridos encontrem o calor amoroso do Pai, que nos enviou para que compreendêssemos que Ele sempre nos ama e nos quer salvos e plenos de vida. Isso Vos pedimos, a Vós que viveis com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

Amém!

Crescer na Fé, agradecendo a Deus

Dom Edmar Peron

De diferentes maneiras, nos últimos domingos Jesus têm nos ajudado a compreender o lugar da oração em nossas vidas. Na cura dos dez leprosos (Lc 17,11-19), um dos dez voltou a Jesus, prostrou-se, o agradeceu, e Jesus exaltou sua fé. Com a parábola da viúva (Lc 18,1-8), Jesus mostrou-nos “a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir”. E no último domingo, o 30º do Tempo comum, Jesus nos contou a parábola da oração do fariseu e do publicano (Lc 18,9-14), “para alguns que confiavam na própria justiça e desprezavam os outros”. Assim, foram apresentados a nós dois agradecimentos, o do leproso curado e o do fariseu cheio de si; ambos agradeceram, mas um só foi apresentado como modelo, o leproso: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”. Agradecer, portanto, não é simplesmente começar a oração com “Deus, eu te agradeço”. É preciso considerar atentamente quem está no centro da oração. O leproso agradeceu a ação de Jesus na vida dele, enquanto o fariseu enumerou diante de Deus as próprias ações, e, acrescentando o desprezo pelas pessoas: “eu não sou como os outros homens”.

Como aprender a rezar, agradecendo a Deus? Você, indo à missa, acompanhe atentamente e com fé as palavras da Oração Eucarística, a qual nos mostra como Deus Pai, pelo Filho, no Espírito Santo, é o centro da ação de graças. De fato, agradecendo a Deus, entramos no mistério de sua salvação; ao ouvir: “Demos graças ao Senhor nosso Deus”, respondemos prontamente: “É nosso dever e nossa salvação”.

A respeito da Oração Eucarística, lemos na Instrução Geral do Missal Romano, n. 78: ela é “centro e ápice de toda a celebração, prece de ação de graças e santificação. […] O sentido desta oração é que toda a assembleia se uma com Cristo na proclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício. A Oração Eucarística exige que todos a ouçam respeitosamente e em silêncio”. A ação de graças – expressa principalmente na parte do Prefácio, concluído pelo canto do Santo – “glorifica a Deus Pai e lhe rende graças por toda a obra da salvação ou por um dos seus aspectos, de acordo com o dia, a festa ou o tempo” (IGMR 79a). A Igreja prevê a possibilidade de que essa oração – que nunca deve ser interrompida com comentários nem outros cantos ou ações – seja precedida por um convite à assembleia para que, de preferência em silêncio, reze a Deus apresentando-lhe cada pessoa os próprios motivos de gratidão.

Convido você a meditar a Oração Eucarística n. 4 – infelizmente tão pouco usada! – e a descobrir a cada dia a alegria de agradecer: agradecer às pessoas e, na oração, agradecer a Deus. É essa gratidão que recoloca Deus no centro de nossas vidas e faz crescer a nossa fé.

No Ângelus deste domingo, Francisco pede o fim da violência na Síria: “A paz requer paciência!”

“Caminhemos com orações e obras de paz” e rezemos a fim de que, sobretudo na Síria, “cessem imediatamente a violência e a devastação”. Foi este o dom do discurso do Papa Francisco na oração do Ângelus deste domingo, 08 de setembro. Em estreita continuidade com a Vigília de oração e jejum celebrada ontem na Praça São Pedro, o Santo Padre voltou a invocar a paz para todo o Oriente Médio. Diante de dezenas de milhares de pessoas, o Santo Padre repetiu com veemência: “Não ao ódio fratricida e às mentiras de que se serve”.

“Basta com o ódio entre povos irmãos e basta com as guerras que encobrem interesses mais perversos do que os objetivos oficiais a que se propõem”, disse Francisco. Na oração mariana, o Papa evidenciou mais uma vez a inutilidade da guerra, reiterando seu apelo em favor da paz na Síria e no mundo.

“Para que serve fazer guerras, tantas guerras, se não se é capaz de fazer essa guerra profunda contra o mal? Não serve para nada! Não está bem… Isso comporta, entre outras coisas, essa guerra contra o mal comporta dizer não ao ódio fratricida e às mentiras de que se serve. Dizer não à violência em todas as suas formas. Dizer não à proliferação das armas e a seu comércio ilegal. Existe muito. Existe muito!”

O Pontífice destacou a “dúvida” que “fica” quando alguém impele a dar a palavra às armas: “Fica sempre a dúvida: essa guerra ali, essa guerra acolá, porque há guerras em todos os lugares, é realmente uma guerra por problemas ou é uma guerra comercial para vender essas armas no comércio ilegal?”

O Santo Padre fez apelo às consciências de cristãos, não cristãos e homens e mulheres de boa vontade, a fim de que façam uma escolha de campo em favor da “lógica do serviço”, “não seguindo outros interesses senão os da paz e do bem comum”. E a todos esses renovou o agradecimento com o qual concluíra na noite precedente as quatro horas da Vigília pela paz:

“Mas o compromisso deve seguir adiante: continuemos com a oração e com as obras de paz! Convido-vos a continuar a rezar para que cesse imediatamente a violência e a devastação na Síria e se trabalhe com um esforço renovado por uma justa solução do conflito fratricida.”

Em seguida, o Sucessor de Pedro deteve-se sobre os países do Oriente Médio, referindo-se especificamente a alguns deles. “Rezemos também pelos outros países do Oriente Médio, particularmente pelo Líbano, para que encontre a desejada estabilidade e continue a ser um modelo de convivência; pelo Iraque, para que a violência sectária dê lugar à reconciliação.” E rezou por dois outros conflitos, um antigo e outro recente:

“Pelo processo de paz entre israelenses e palestinos, para que possa avançar com decisão e coragem. E rezemos pelo Egito, para que todos os egípcios, muçulmanos e cristãos, se comprometam em construir, juntos, uma sociedade para o bem de toda a população. A busca pela paz é um longo caminho que exige paciência e perseverança! Continuemos com a oração!”

Fonte: CNBB