finados

Reunião de Liturgia e Pastoral será sábado, 7/11, às 15h

Reunião de Liturgia e Pastoral será sábado, 7/11, às 15h

No sábado, 7/11, haverá reunião mensal de Liturgia e Pastoral, a partir das 15h na igreja São Miguel Arcanjo. Em pauta, as atividades do mês e os preparativos para o Ano da Misericórdia, que será aberto dia 8/12.

Mais detalhes nos avisos paroquiais da semana, começando com palavras do Pe. Julio sobre os santos dos próximos dias:

No final da missa das 10h na capela da Universidade São Judas Tadeu, na véspera do dia de finados, o Pe. Julio convidou jovens que perderam recentemente o pai ou a mãe e manifestou solidariedade a eles e suas famílias:

O fim dos tempos

Dom Demétrio Valentini

O assunto pode parecer sem sentido. Ou inadequado. Ou ao menos inoportuno. Mas não faz mal colocar algumas ponderações, que encontram fácil justificativa no contexto de mais um dia de finados, seguido do dia de todos os santos.

Com estas duas celebrações, a intenção da liturgia é franca e sem rodeios. Ela nos convida a pensar no final da vida, e no destino que nos aguarda após a morte. E de uma maneira mais ampla, no presumível “fim do mundo” , que a finitude da natureza nos garante como certo!

Dependendo de circunstâncias aleatórias, com frequência volta às manchetes a previsão de que o fim do mundo está próximo, às vezes até com data marcada.

Se olhamos com atenção o depoimento dos Evangelhos, percebemos que no tempo de Cristo havia um forte movimento escatológico. Ele se conectava facilmente com as grandes expectativas do povo de Isael, forjadas todas elas na esperança de uma manifestação divina em seu favor.

Podemos perceber a presença desta visão escatológica, na breve síntese da pregação inicial de Jesus, que Marcos nos apresenta: “Completou-se o tempo, o Reino de Deus está próximo, convertei-vos, e crede no Evangelho.”

Assim fazendo, Cristo valorizava as expectativas do movimento escatológico, canalizando-as para a mensagem que ele tinha a transmitir. Como precisava alertar a todos para que se dessem conta do que estava por acontecer, ele aproveitava o clima de expectativa escatológica, que servia para alertar o povo.

Enquanto o povo era motivado pelos presságios de grandes acontecimentos, Jesus aproveitava para confirmar que, de fato, estavam próximos eventos importantes, onde ele mesmo seria o protagonista principal., no contexto do “mistério pascal”, que incluía sua paixão, morte e ressurreição.

Com esta finalidade Jesus assimilava o linguajar escatológico dos profetas,valendo-se dele para armar o cenário em que ele iria cumprir a missão recebida de Deus.

Ao mesmo tempo que utilizava o gênero literário apocalíptico, Jesus se empenhava em explicar que as expectativas dele eram bem diferentes das expectativas do movimento escatológico. Estas facilmente estreitavam as esperanças do povo dentro da visão acanhada de derrotas a infligir a vizinhos e inimigos.

Algumas passagens do Evangelho trazem com tanta ênfase as expectativas escatológicas de Jesus, que pareceria ter-se equivocado. Pois ele chegou a afirmar: “esta geração não passará, até que tudo isto tenha se cumprido” (Mc 13,30).

Sua vontade de cumprir por inteiro sua missão, o levava a diluir as fronteiras entre o presente e o futuro.

Do ponto de vista da fé cristã, podemos olhar o futuro de nossa vida e do próprio mundo com serenidade. Pois o grande evento se realizou, na pessoa de Cristo que, “uma vez por todas”, ofereceu sua vida “em resgate pela multidão”. Este é o grande fato, que Jesus predizia, e que a Igreja vive nas três dimensões do tempo: o passado, que é recuperado pela memória e se torna presente pela celebração, que por sua vez aponta o futuro, antecipando sua plenitude que um dia se manifestará.

Como Cristo, nós também vivemos as três dimensões do tempo, até o dia em que se tornará eternidade.

Oração pelos Falecidos

Senhor Jesus, que dissestes “Eu sou a ressurreição e a vida”, acolhei minha oração em favor de quem eu amo e já faleceu (mencionar o nome da pessoa falecida). Em Vosso reino, nossos entes queridos encontrem o calor amoroso do Pai, que nos enviou para que compreendêssemos que Ele sempre nos ama e nos quer salvos e plenos de vida. Isso Vos pedimos, a Vós que viveis com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

Amém!

Vida além da morte: o meu Redentor vive!

Cardeal Odilo Pedro Scherer

Na comemoração de Finados, como costuma acontecer todos os anos, os cemitérios vão encher-se de gente visitando os túmulos dos falecidos, deixando flores ou algum outro sinal do afeto e da saudade que continuam a unir quem segue vivendo com quem já não está mais aqui. Dia de reflexão, de procura de respostas para as muitas interrogações que a vida e a morte suscitam…

Também os fiéis católicos vão aos cemitérios, levam flores e manifestam seu pesar pela morte dos familiares e amigos… Mas eles são convidados nessa ocasião, mais ainda neste Ano da Fé, a manifestar a fé da Igreja no que diz respeito à vida e à morte. Qual é a luz especial que nossa fé traz para iluminar esse lado da existência, sobre o qual pairam tantas dúvidas? As respostas da fé cristã são muitas e luminosas.

Antes de tudo, nós cremos no Deus vivo, também chamado “o Vivente”, que é a origem de toda vida, o “Amigo da vida”. Não cremos num deus “objeto” ou “coisa”, nem num deus “energia” ou força mecânica cega. Cremos no Deus que é “pessoa”, que se relaciona e se comunica, que ama e se compadece; que vive e que dá a vida. Ele concedeu ao homem também ter o “sopro da vida”.

Diz-nos ainda nossa fé que Deus nos chama à vida por um ato de bondade e benevolência. Não é o homem quem dá a vida a si mesmo: recebe-a. Por isso, acolhemos com profundo respeito e gratidão a vida que temos e também a vida do próximo. Não somos nós os senhores absolutos da vida e da nossa existência; somos agraciados por esse dom divino. Devemos, zelar o melhor que podemos pela vida, pela qual deveremos dar contas a Deus.

Nossa fé nos fala da morte corporal: ela pertence à presente ordem da realidade, na qual tudo ainda é precário e provisório; não vivemos a realidade definitiva de nossa existência, mas caminhamos para ela. Para além da morte corporal, existe o Deus da vida, não sujeito às realidades precárias deste mundo. Ele nos chama a si, a confiar nele, para recebermos dele o dom da vida eterna e da felicidade plena.

“Creio na ressurreição da carne e na vida eterna” – assim professamos no Credo da Igreja. Nossa fé não se refere apenas à sobrevivência da alma espiritual; a expressão “ressurreição da carne” fala da pessoa na sua inteira condição humana. “Toda carne verá a salvação de Deus” (cf. Lc 3,6) – isso significa que todos os seres humanos verão a salvação de Deus. Quando São João afirma, no prólogo de seu Evangelho, que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (cf. Jo 1,14), isso significa que o Filho eterno de Deus assumiu nossa condição de “carne”, ou seja, sujeitou-se à precariedade deste mundo e se fez solidário conosco.

Nossa fé na ressurreição da carne, baseia-se na fidelidade de Deus a si mesmo e à sua obra; Deus não nos chamou à vida para nos descartar, em seguida; mas, para que possamos ter vida em plenitude. E o Filho de Deus, Jesus Cristo, viveu “na carne” e passou à vida glorificada através da ressurreição “da carne”; Ele é a garantia da vida futura glorificada também para nós, que continuamos a viver na presente precariedade da existência.

Em Cristo ressuscitado, também nós, de alguma forma, já ressuscitamos para uma vida nova (cf. Ef 2,6). Por isso, os túmulos dos cristãos, geralmente, estão marcados por uma cruz, lembrando Cristo Salvador, mediante o qual nós esperamos ser salvos da morte para participar, com ele, da vida plena.

No Ano da Fé, não tenhamos receio de afirmar nossa fé no Dia de Finados e de dizer, como o justo Jó: “Eu creio que o meu Redentor vive e que, por fim, ele se levantará sobre o pó… E com meus olhos eu verei a Deus” (cf. Jó, 19, 25-27).

Missas de Finados serão às 7h da manhã e 7h da noite

No dia de Finados, haverá missas às 7h da manhã e às 19h na igreja São Miguel Arcanjo. Como toda primeira sexta-feira do mês, também haverá o Terço dos Homens, depois da missa das 19hs. Nesse dia, o Pe. Julio celebra também no Cemitério de Perus, na vala comum em que foram enterrados presos políticos da ditadura militar e moradores de rua. Veja mais informações nos avisos da semana:

No final da missa de domingo, 28/10, dia de eleição, o Pe. Julio defendeu uma cidade mais humana e recomendou à comunidade manter a esperança e lutar:

Finados: a celebração da vida

José Lisboa Moreira de Oliveira

Faz parte da nossa cultura a celebração de Finados no dia 2 de novembro. Todos os anos, nesta data, as pessoas vão aos cemitérios para venerar os seus mortos. A reverência pelos mortos é praticamente tão antiga quanto a humanidade. Pesquisas arqueológicas comprovam que há pelo menos 150 mil anos nossos ancestrais já enterravam seus mortos, numa demonstração de que consideravam o corpo humano como sagrado e, por isso, não o deixavam apodrecer ao relento ou que fosse consumido por animais e aves de rapina. E não só isso. As pesquisas comprovam também que no período antes mencionado, correspondente ao Paleolítico médio, quando da passagem do homo pré-sapiens para o homo sapiens, os nossos ancestrais enterravam os seus mortos acompanhados de objetos que, depois de analisados, revelaram tratar-se de algo ligado à crença na existência do sobrenatural e de uma vida após a morte.

Portanto, a celebração ou “culto” aos mortos se desenvolveu muito cedo nas culturas antigas. Inúmeros são os dados que comprovam a existência entre os povos mais antigos de verdadeiros “mementos” aos falecidos. Quando o cristianismo chegou às várias regiões do mundo greco-romano encontrou essas práticas e, aos poucos, as substituiu pela oração em favor dos mortos. Já no século II da nossa era a lembrança dos falecidos foi introduzida no ritual da celebração da missa, dinamizada pela fé na ressurreição.

Os povos mais antigos encaravam a morte com muita naturalidade. A consciência da finitude estava presente e, por isso, a morte não causava tanto pavor. Era notável entre esses povos a celebração festiva da morte. Acostumados com o ritmo da natureza, os antigos percebiam que era próprio da vida o nascer, crescer, decrescer e morrer. E como entre vida humana e natureza não havia separação, os antigos entendiam que o homem e a mulher estavam submetidos também a esse ritmo. Por essa razão não achavam estranha a morte dos humanos e a acolhiam com bastante naturalidade. Esta cultura ainda está presente em alguns lugares do mundo. Há alguns anos atrás fui ao México para um congresso e a data do evento coincidiu com o período do dia de Finados. Confesso que fiquei impactado com a naturalidade com a qual os mexicanos celebram os mortos. Ao entrar num restaurante para o almoço deparei-me com um caixão de defunto na entrada e dentro dele um boneco que simbolizava o morto. No dia de Finados eles distribuem chocolates em forma de crânios humanos e à noite a cidade do México fica enfeitada com caveiras e crânios luminosos. Ao indagar a origem daquele costume fiquei sabendo que remonta aos astecas, os quais celebravam a morte com a mesma intensidade com que celebravam os outros ciclos da vida.

O medo e o pavor da morte são heranças da cultura ocidental, cujos integrantes arrogaram-se no direito de tomar o lugar dos deuses. Sentindo-se autossuficientes e donos do mundo promoveram a discórdia, a injustiça, a matança e a miséria. Com isso chamaram a morte para si e a colocaram na ordem do dia. Após terem feito isso se sentem apavorados e com medo de morrer. Por essa razão, fogem da morte a todo instante, mas quanto mais dela fogem, mais se sentem envolvidos por ela. Fazem muros em volta das casas, criam condomínios fechados, cercas elétricas, carros blindados, mas a morte os persegue de todo jeito, uma vez que tais sujeitos são amantes da “cultura de morte” e desprezam a vida.

Esse medo da morte é também resultante de uma cultura dualista e maniqueísta, que separou radicalmente o corpo da alma, a espiritualidade da vida cotidiana, o espírito da matéria. E não só separou, mas valorizou de modo exacerbado a razão em detrimento da emoção, colocando a “alma” acima do corpo e a “outra vida” além da vida neste mundo. Com isso ofereceu um passe livre para que se pudessem cometer todos os tipos de atrocidades como, por exemplo, a matança dos indígenas e a trituração dos negros não só no período escravagista, mas até os nossos dias. E quando viram que isso não funcionava voltaram-se para o culto ao corpo, para a idolatria da beleza artificial. Mas para sustentar tal culto e tal idolatria não hesitaram em negar à grande maioria das pessoas os direitos mais elementares como a comida, a moradia, a educação e a saúde.

Diante disso, o dia de Finados apresenta-se como uma oportunidade para celebrarmos a vida. Precisamos, antes de tudo, voltar às origens para, como nossos ancestrais, acolher a morte como parte de um processo natural que envolve também os seres humanos. Além disso, diante da memória de nossos entes queridos que se foram; renovar o compromisso de lutar pela vida e de amá-la intensamente. Não podemos continuar com gestos hipócritas e fingidos que nos levam ao cemitério apenas para que os amigos e conhecidos vejam que uma vez por ano limpamos o túmulo dos nossos parentes e neles colocamos algumas flores que logo murcham.

Somos convidados neste dia a encarar a vida com naturalidade, aceitando o seu ritmo que inclui também a morte. Não podemos continuar fingindo e fazendo de conta que a morte não existe. Isso porque tal fingimento nos faz arrogantes, prepotentes, ambiciosos, falsos deuses. Urge descermos do pedestal, aceitar o ritmo da vida e homenagearmos nossos mortos com um compromisso mais sério em favor da vida. Mais do que “lágrimas de crocodilo” precisamos, diante de nossos mortos, assumirmos posturas de vida. Num mundo ameaçado pela violência, pelo ódio, pelo desprezo da vida e atitudes de agressão ao planeta em que habitamos, cabe mudar de postura e fazer do dia de Finados um momento para celebrar a vida.

Concluo com um exemplo para ilustrar o que estou dizendo. No momento em que escrevo este texto, indígenas do Distrito Federal lutam para não serem despejados de uma área onde vivem há muitos e muitos anos e onde organizaram o “Santuário dos Pajés”. A ganância das imobiliárias e da indústria da construção civil “botou os olhos” nesta área e quer a todo custo construir o bairro Noroeste de Brasília para oferecer “qualidade de vida” as uns poucos afortunados. Tudo sob o olhar conivente e a omissão dos três poderes da República.

A sociedade dos homens-deuses não aceita conviver com culturas simples e diferentes e quer eliminá-las a todo custo, para dar lugar àquilo que ela chama de civilização do progresso. Para favorecer o enriquecimento de uns poucos ela promove a destruição e a morte dos mais simples, dos indefesos e da natureza. Ao invés de aprender com os indígenas a lição de um estilo de vida aberto, sem muros, sem chaves, sem guardas, sem violência, quer eliminá-los para plantar ali a cultura dos condomínios fechados, verdadeiros ícones do medo da morte. E, depois disso, reclama da violência, da falta de segurança. Pura hipocrisia, pois ela mesma promove e incentiva a cultura de morte.

Em novembro se ora por todos os falecidos, santos e pecadores

Pe. Cido Pereira

No primeiro dia do mês de novembro, a Igreja Católica celebra o Dia de Todos os Santos. Trata-se de uma forma de se fazer memória de todos aqueles que, pelo seu compromisso cristão levado até as últimas consequências, atingiram a santidade, vocação de todos os batizados. A Igreja, com a festa de todos os santos, homenageia aqueles que, pela santidade de vida reconhecida pelo povo cristão e pela própria Igreja, após rigoroso processo de averiguação, foram merecedores da honra dos altares e da veneração de todos.

Entretanto, há uma infinidade de homens e mulheres que contemplam a face de Deus e não são conhecidos. Por isso a Igreja, que celebra o dia da morte dos santos como o dia de sua entrada na glória, decidiu celebrar todos os santos, beatificados e canonizados ou não, no dia 1º de novembro.

No Brasil, para que as pessoas possam participar intensamente dessa solenidade, a Igreja transfere a celebração de Todos os Santos para o Domingo seguinte ao dia 1º; neste ano, será no dia 6.

Dia de Finados

A reflexão da Igreja não para por aí. Por sua fé “na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna” ela, além de prescrever a oração pelos mortos no 3º, 7º, 30º dia e no aniversário da morte de um fiel, entende que, no dia 2 de novembro, devem ser lembrados com missas e orações todos os fiéis falecidos. Desta forma, os três níveis de Igreja – militante, padecente e triunfante – se mantêm em comunhão (creio na comunhão dos santos), cada fiel e todos são confiados à misericórdia infinita de Deus (creio na remissão dos pecados), para que Deus os ressuscite no último dia (creio na ressurreição da carne) e os introduza na eternidade feliz (creio na vida eterna).

A Comemoração de todos os fiéis defuntos, popularmente conhecida como Dia de Finados, foi inicialmente celebrada nos mosteiros dirigidos pelo abade Odilon de Cluny, no século 10º. Somente no século 14 ele passou a fazer parte do calendário da Igreja. São concedidas indulgências aos que visitarem os cemitérios e participarem da missa na intenção dos falecidos.

A saudade, o carinho, o amor e o respeito pelos mortos no Dia de Finados ficam claros na visita aos cemitérios, nas velas que se acendem, nas flores com que se cobrem os túmulos, nas orações silenciosas ou em comum que se fazem junto a eles, e no silêncio e nas lágrimas dos fiéis.

Celebrações

Em todos os cemitérios da cidade estão programadas missas e celebrações. No Cemitério Gethsêmani Anhanguera, o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, preside missa às 10h.

Um folheto para que a família ore junto ao túmulo de seus entes queridos está sendo distribuído a todas as comunidades. Nele é lembrada a importância de se orar pelos mortos e é proposta uma oração para que a família se una junto ao túmulo dos entes queridos.

Finados e a Pastoral da Esperança na Comunidade São Miguel Arcanjo

O dia de Finados foi instituído pelo abade beneditino de Cluny, na França, para os mosteiros de sua ordem. No século XIV, a Igreja Católica incorporou essa data em seu calendário.

No dia de Finados, os católicos não celebram a morte, mas a certeza da ressurreição. Em cada sepultura se vê a imagem da Páscoa Cristã: a promessa da vida eterna, como vontade e desejo de Deus.

O testemunho de vida daquele que morreu fica como luz acesa no coração de quem continua a peregrinação. Esse é um dos significados da vela que acendemos nos cemitérios: a luz do irmão não se apagou. A luz da fé reacende a chama do nosso coração.

Na visita aos cemitérios no dia de Finados, emergem com muita força a saudade, o carinho, o amor e o respeito pelos nossos mortos. Velas são acesas, flores são colocadas nos túmulos, sempre acompanhadas de orações. Muitas vezes tudo se resume às lágrimas e uma oração firme ao Senhor.

Assim, também é oportuno falar das Exéquias, que são ritos e orações, em nome da Igreja Católica, por aquele que se despede da nossa companhia. Quem celebra são os sacerdotes ou ministros que receberam a investidura ou unção pelo Bispo. Destacam-se desse momento o Acolhimento, a leitura da Sagrada Escritura, a Oração Comunitária e a Encomendação.

As paróquias do Setor Belém estão presentes diariamente no Cemitério da Quarta Parada, organizadas em sistema de escala para as exéquias, sob a coordenação do Diácono Barbosa, da Igreja Nossa Senhora de Lourdes. É a firme atuação voluntária da Pastoral da Esperança.

A comunidade São Miguel Arcanjo, tendo como ministro o Carlos Alberto Beatriz, agora acompanhado pelo Mauro Fagundes, participa dessa escala, nos sábados, juntamente com a comunidade São Paulo Apóstolo. Estão ali para rezar junto com os familiares e amigos, bem como para confortar aqueles que perderam entes queridos.

Neste dia de finados, 02/11/2010, serão celebradas missas no Cemitério da Quarta Parada, a saber:

9h na Capela de cima (Rua Tobias Barreto);
12h na Capela ao lado do Velório;
14h na Capela de cima (Rua Tobias Barreto);
16h na Capela ao lado do Velório.

Na Igreja São Miguel Arcanjo teremos celebração às 7h da manhã e também às 18h. O Padre Julio há muitos anos igualmente celebra no Cemitério de Perus, em memória dos moradores de rua falecidos.

Convidamos também para ler o artigo postado pelo Danilo sobre o “Finados”, acessando: http://www.oarcanjo.net/site/index.php/testemunhos/todos-os-finados/