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Papa Francisco pede orações pelas vítimas do terremoto no Nepal

“Desejo assegurar a minha proximidade às populações atingidas por um forte terremoto no Nepal e nos países vizinhos. Rezo pelas vítimas, pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa desta calamidade. Que tenham o apoio da solidariedade fraterna. E rezemos a Nossa Senhora para que lhes seja próxima”, disse o papa Francisco, na Oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no domingo, 26.

Com milhares de fieis reunidos no Vaticano, o papa pediu para que rezem pelas vítimas do violento terremoto que atingiu a população do Nepal. Francisco já havia enviado um telegrama ao núncio apostólico no Nepal, assegurando suas orações e proximidade às vítimas do sismo.

De acordo com informações do Governo, o número de mortes ultrapassou 2.263. A região continua a tremer, com possibilidade de novos abalos. A comunidade internacional começa a enviar auxílio às vítimas.

Ajuda a vítimas

Na manhã do domingo, um abalo de 6,7 voltou a sacudir o país, o que provocou outra avalanche nos campos de base do Everest. O balanço das vítimas ainda é parcial, visto que muitos corpos estão sob os escombros. O número de feridos ultrapassou mais de 50 mil e cerca de 6,6 milhões de pessoas atingidas, segundo a ONU.

O povoado de Langtantg, ao norte da capital, foi soterrado pela lama, o que pode ter provocado a morte de mais de cem pessoas. Uma tragédia semelhante ocorreu há 81 anos no país, quando um terremoto matou mais de dez mil pessoas.

O Governo de Kathmandu declarou estado de calamidade natural e o presidente Koirala convidou os cidadãos a permanecerem unidos em meio a este grande desastre. O país tem recebido diversos ajudas, que começam a chegar de aviões.

Com informações e foto do News.va

Papa reza e manifesta pesar pelas vítimas do furacão Haiyan-Yolanda

Infelizmente, as vítimas são muitas e enormes os danos”, disse o papa Francisco, na manhã deste domingo, 10, após a oração mariana do Angelus.

O papa recordou a tragédia ocorrida nas Filipinas na última sexta-feira, 8, quando milhares de pessoas foram atingidas pelo tufão Haiyan-Yolanda.

O papa solicitou aos fieis que estavam na Praça de São Pedro um minuto de silêncio. Em seguida, todos rezaram uma Ave Maria. “Rezemos por esses nossos irmãos e irmãs e façamos chegar a eles a nossa ajuda concreta”, pediu Francisco.

Telegrama

Francisco já havia manifestado seu pesar pelas vítimas, por meio de um telegrama, ao presidente das Filipinas, Benigno Aquino III.

Na mensagem, assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, dom Pietro Parolin, o papa afirma estar “profundamente triste com a destruição e perda de vidas causadas pelo super tufão” e manifesta solidariedade a todos os atingidos pelo furacão.

Fonte: CNBB

Cáritas da Arquidiocese de São Paulo lança campanha SOS Nordeste

A Cáritas Arquidiocesana de São Paulo criou uma conta corrente para arrecadar recursos que serão repassados para cidades que têm sofrido com as chuvas na Região Nordeste, especialmente dos estados de Pernambuco e Alagoas.

SOS Nordeste – Cáritas Arquidiocesana de São Paulo
Banco Itaú
Agência: 0057
Conta Corrente: 17627-3

No domingo, dia 27, às 11h, na Catedral da Sé, D. Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, preside celebração eucarística em solidariedade a todas as pessoas que estão sofrendo com as enchentes. Na ocasião, o arcebispo abre oficialmente a Campanha SOS Nordeste, da Cáritas de São Paulo.

Para a celebração de domingo, dom Odilo convida especialmente os milhares de nordestinos que vivem na capital paulista a comparecem à catedral para rezarem pelos seus conterrâneos que estão sofrendo com os desastres causados pelas chuvas. A arquidiocese de São Paulo estuda, ainda, um meio de organizar arrecadação de gêneros alimentícios.

E se o Haiti fosse aqui?!

D. Odilo Pedro Scherer

A um mês do terremoto que arrasou Porto Príncipe, capital do Haiti, ainda não se acabou de contar e de enterrar os mortos, mas a notícia da catástrofe já passou para um plano bem secundário da mídia, se é que já não saiu de uma vez das páginas dos noticiários… Os mais de 150 mil mortos, as centenas de milhares de desabrigados, as crianças órfãs, as casas destruídas, as feridas que ainda não cicatrizaram, tudo isso já vai caindo no esquecimento, porque não tem mais o sabor da novidade.

Será que povo do Haiti vai ser abandonado a si mesmo daqui a um pouco? Certamente, é preciso reconhecer que houve grandes expressões de solidariedade para a prestação de socorros imediatos, como era preciso; e ainda continua havendo uma mobilização internacional para ajudar a reconstruir aquele país; que tudo isso vá além de discursos mas será preciso esperar para ver.

A Arquidiocese de São também lançou imediatamente um apelo para doações espontâneas, através de uma conta da Cáritas, em favor das vítimas do terremoto; e a primeira resposta do povo foi generosa. Agora, porém, decidimos lançar uma coleta especial e geral em toda a nossa arquidiocese em favor das vítimas do terremoto no Haiti: será no dia 17 de fevereiro, quarta-feira de cinzas, dia que marca o início da Quaresma. A coleta deverá ser feita em todas as igrejas católicas, paroquiais ou não, mediante uma explicação para o povo sobre o sentido do gesto e a motivação para a generosidade de todos. Também colégios, escolas católicas, faculdades, comunidades religiosas, associações de fiéis, movimentos, novas comunidades e outros grupos da Igreja são convidados a fazer a coleta. O fruto dessa coleta seja imediatamente encaminhado para a conta da Caritas indicada para receber as doações, conforme já divulgado.

Nós, brasileiros temos muito a agradecer a Deus por não termos terremotos em nosso país; acontecem alguns desastres naturais, como enchentes, deslizamentos de terra nas montanhas mas, nada que se compara com a destruição e a dor causada por um terremoto; ali, de um momento a outro, a casa cai, a igreja desaba, o hospital fica totalmente danificado, a ponto de não poder socorrer nem mesmo as vítimas que estão debaixo dos próprios escombros; mortos por todo lado, sob as casas, escolas e pontes em ruínas, até mesmo pelas ruas, sem que possam ser enterrados; feridos sem atendimento por falta absoluta de meios para fazê-lo… E as multidões de sobreviventes famintos, que logo aparecem, pois a fome espera, não havendo mais alimentos disponíveis, ou onde prepará-los… E das torneiras não sai água, a luz não acende, as estruturas para assegurar a higiene desaparecem, ou não funcionam… Ruas intransitáveis por muitos dias, por não haver meios para a remoção de escombros pesados…

Imaginemos um terremoto desses em São Paulo, como não seria? Nos nossos bairros de periferia, habitações muito precárias… nada ficaria em pé! E no centro, grandes edifícios desabados por toda parte, ou comprometidos em sua estrutura e condenados à demolição…. Dá para imaginar como ficaria São Paulo? Esse conjunto de reflexões não quer ser mero exercício de fantasia de terror; quer levar à conclusão de que somos muito privilegiados por não termos que lamentar terremotos em nosso país; e por isso, temos muito a agradecer a Deus! Esta reflexão nos leve a sermos generosos na ajuda às vítimas do terremoto do Haiti, um dos países mais pobres do mundo!

Nossa coleta, acontecendo logo na abertura da Quaresma, também é uma boa ocasião para um gesto concreto de conversão a Deus, oferecendo para o bem do próximo o fruto do jejum e da abstinência da quaresma. “Misericórdia eu quero, e não vítimas e holocaustos sobre os altares” – assim recordavam os profetas a vontade de Deus ao povo. Na quarta feira de cinzas, a Igreja nos recorda o apelo de Jesus, no início da sua vida pública: “convertei-vos e crede no Evangelho”. Nossa conversão ao Evangelho se traduza no gesto concreto de socorro do próximo aflito e necessitado do Haiti.

A coleta também será um belo modo de iniciar a Campanha da Fraternidade, cujo tema é “economia e vida” e o lema, “vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. A economia, no fundo, é a gestão do trabalho, dos negócios e do dinheiro: ela deve estar a serviço das pessoas e da vida, e não do dinheiro pelo dinheiro; a idolatria pelo dinheiro pode tomar o lugar que é devido só a Deus em nossa vida. Ajudar o próximo é um ótimo jeito de empregar dinheiro! E Deus não deixará de fazer render esse investimento. Já dizia o poeta: “quem dá aos pobres empresta a Deus! Foi Jesus mesmo quem garantiu que, até mesmo um copo d’água, dado a um “pequenino de Deus” em seu nome, não ficará sem a sua recompensa.

Pensemos nisso: se o Haiti fosse aqui, quanta ajuda precisaríamos! E como seríamos agradecidos a quem nos ajudasse!

Santuário de Aparecida se mobiliza por vítimas das enchentes

O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, inicia campanha em solidariedade às vítimas das enchentes de São Luiz do Paraitinga (SP). Serão enviados para a cidade três carregamentos de mantimentos, com previsão de saída do primeiro às 15h de hoje, dia 5. Serão arrecadadas cestas básicas, velas, roupas e água potável.

A campanha terá duração de duas semanas. E há a possibilidade de que mais dois carregamentos sigam com as doações para São Luiz na segunda-feira, 11, e no dia 18.

O Santuário enviará também todas as doações de alimentos feitas diariamente pelos romeiros e devotos de Nossa Senhora Aparecida.

“Habitualmente recebemos no Santuário Nacional doações de devotos da Mãe Aparecida, fruto de promessas e agradecimentos pela intercessão de Maria Santíssima. Esse material, que durante todo o ano repassamos às entidades assistenciais do município, será, nas próximas duas semanas, somado àquele que também doado pelas pessoas da cidade”, explicou o reitor do Santuário Nacional, padre Darci Nicioli.

Os interessados podem entregar as doações na Tribuna Papa Bento XVI (em frente a Basílica), durante todos os dias, até 18 de janeiro, das 8h às 17h, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.