nordeste

Oração à Nossa Senhora Mãe do Nordeste

Nossa Senhora Mãe do NordesteNossa Senhora Mãe do Nordeste, torrão seco e sofrido, de gente honesta e trabalhadora que enfrenta a caatinga, os espinhos, a seca e o sol, as dores e o suor para viver com dignidade.

Debaixo desse céu azul, o sol queima nossa pele e nossas plantações. A água é escassa, a seca domina tudo, é um cenário sem graça, não fica quase ninguém , às vezes parece um fim de mundo! A terra nas mãos de poucos, a miséria nos consome, muitos são obrigados a deixar tudo e ir embora para não morrer de fome.

Confiamos no Senhor, porque Santo é o seu nome!

Nossa Senhora Mãe do Nordeste, olha para esse povo de artistas e poetas, cantadores e tocadores, mulheres fortes e profetas.

Olha essa terra de verdes mandacarus, sinal de resistência de um povo que quer viver com justiça e dignidade!

Olha para as mulheres sofridas como tu, fortes e decisivas na defesa da vida, na unidade da família e na luta por pão. Amém!

Nota de solidariedade às vitimas das enchentes nos Estados de Pernambuco e Alagoas

CNBB

Nós, Bispos, membros do Conselho Permanente da CNBB, reunidos em Brasília, nos dias 23 a 25 de junho de 2010, acompanhamos com muita dor e pesar as noticias que nos chegam sobre as enchentes que atingiram os Estados de Alagoas e Pernambuco, ocasionando muitas vítimas e desabrigados.

Além das vítimas anunciadas pelos meios de comunicação, há milhares de pessoas sofredoras, cujos corações estão despedaçados pelas perdas irreparáveis de entes queridos, de postos de trabalho, de seus pertences, suas propriedades, suas casas e tantos outros valores afetivos e culturais que não podem ser calculados.

Manifestamos nossa solidariedade a todos os sofredores aos quais fazemos chegar nossa palavra de conforto e de esperança. Pedimos ao Deus da vida, que dê forças às pessoas que são solidárias, partilham seus dons, seu tempo, seus bens e não medem esforços para ajudar na reconstrução da vida e dos meios de sobrevivência dos irmãos penalizados pelas consequências dessa tragédia.

Acompanhamos com atenção os esforços dos órgãos públicos governamentais na busca de soluções emergenciais, enquanto aguardamos soluções estruturais. Valorizamos a ação de solidariedade das comunidades e das Igrejas locais que têm empregado esforços e estabelecido parcerias para atender às necessidades mais urgentes.

A CNBB, juntamente com a Cáritas Brasileira, convoca a todos a se empenharem na Campanha SOS Pernambuco e Alagoas. As doações podem ser depositadas no Banco do Brasil, na conta corrente 5821-1, agência 3505-X.

Mais uma vez percebemos a força do amor fraterno e os sentimentos humanitários que caracterizam nosso povo. A fé e a esperança cristã confortem a todos na reconstrução de suas vidas e de seus bens.

Suplicamos as bênçãos de Deus, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida e de São João Batista, em favor de todas as famílias enlutadas e de todos os que sofrem com as enchentes e suas consequências.

Brasília -DF, 25 de junho de 2010

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

Cáritas da Arquidiocese de São Paulo lança campanha SOS Nordeste

A Cáritas Arquidiocesana de São Paulo criou uma conta corrente para arrecadar recursos que serão repassados para cidades que têm sofrido com as chuvas na Região Nordeste, especialmente dos estados de Pernambuco e Alagoas.

SOS Nordeste – Cáritas Arquidiocesana de São Paulo
Banco Itaú
Agência: 0057
Conta Corrente: 17627-3

No domingo, dia 27, às 11h, na Catedral da Sé, D. Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, preside celebração eucarística em solidariedade a todas as pessoas que estão sofrendo com as enchentes. Na ocasião, o arcebispo abre oficialmente a Campanha SOS Nordeste, da Cáritas de São Paulo.

Para a celebração de domingo, dom Odilo convida especialmente os milhares de nordestinos que vivem na capital paulista a comparecem à catedral para rezarem pelos seus conterrâneos que estão sofrendo com os desastres causados pelas chuvas. A arquidiocese de São Paulo estuda, ainda, um meio de organizar arrecadação de gêneros alimentícios.

Viva São João!

Marcelo Barros

No mundo inteiro, as festividades de junho marcam a mudança de estação e o solstício, no hemisfério norte, do Verão e no sul, do inverno. Não se sabe quando começaram estas tradições que, de um modo ou do outro, ocorrem nos diversos continentes e culturas. Nos Andes, a cada ano, no dia 21 de junho, as comunidades indígenas celebram o ano novo andino com a festa do Sol. Aqui no Brasil, não se associam festividades juninas com o ano novo, mas, em várias regiões brasileiras, é tempo de colheita no campo, por isso de fartura e festa. Este ano, no Nordeste, castigado por inundações terríveis que assolaram vários Estados, a colheita está ameaçada, mas isso não impede que, em todas as cidades, principalmente do interior, desde o começo de junho, se organizem festividades e brincadeiras que, na cultura sertaneja, marca a temporada junina.

Certamente, alguns elementos destes festejos, como a fogueira, as comidas de milho no Nordeste e o quentão no Sul, vêm de tempos imemoriais e remetem a celebrações indígenas da Mãe Terra e da colheita. Outros costumes são mais recentes. Incorporam tradições da cultura ocidental e da fé cristã, assim como ritos da sociedade da roça. Há muitos séculos, a Igreja incorporou as festas da natureza. Em Roma, no século IV, a festa do Sol se transformou no Natal, assim como os festejos do solstício de verão tomaram a forma da celebração do nascimento de São João Batista. De fato, se o Cristo é como o Sol que nasce para “iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte”, João Batista é apresentado no Evangelho como fogo que arde por um tempo e lâmpada que faz brilhar a luz que é o Cristo. Os relatos do nascimento de João prevêem que, “pelo seu nascimento, muitos se alegrarão”. Os cristãos sempre acharam que as festividades juninas cumprem, de certo modo, esta profecia.

No Brasil dos tempos da escravidão, negros índios e pessoas pobres não podiam fazer festa com suas tradições próprias. Eram obrigados a imitar as danças e festejos dos seus senhores. Assim, nas festas juninas, entrou o costume da Quadrilha que veio da Corte Imperial e dos bailes da aristocracia, assim como outros costumes que se espalham pelo país. Algumas tradições vêm das lembranças do interior, como o casamento caipira e os bailes característicos destas festas. Nas encenações, o povo caricatura autoridades como o padre e o juiz de paz. Ali, aparece o que, muitas vezes, as pessoas, no cotidiano da vida, pensam destas figuras, mas não falam. É pena que o protótipo do caipira e de quem vive no interior também seja caricaturado, às vezes até ridicularizado e com desprezo social.

É preciso sempre distinguir onde as festas ocorrem dentro de um contexto comunitário e popular e onde, ao contrário, se tornou mero produto do turismo estilizado que se traveste de tradição, mas apenas para visar maior lucro e até consolidar discriminações seculares.

Seja como for, a persistência das tradições juninas no meio do povo, em todas as regiões do país, revela a resistência cultural do povo empobrecido à cultura de massas, imposta pelos meios de comunicação que ainda apostam como “cultura popular” em programas sensacionalistas de conteúdo policial e com derramamento de sangue, como também nos Big-Brothers globais. Esta resistência das comunidades populares e, em geral, do interior não é estranha à memória histórica de João Batista, o profeta que desafiou reis, denunciou os poderes iníquos que se aproveitavam do povo pobre e, no deserto, anunciou a presença divina no ser humano, assim como revelou um tempo novo de justiça e graça. Não é necessário “batizar” ou “catolicizar” estas festas com algum rito ou gesto explicitamente cristão para que estas celebrações populares sejam, no seu espírito, de conteúdo profético e até espiritual. Elas nos recordam que a adoração a Deus não tem de ser sisuda e sem graça, assim como, mesmo nas brincadeiras e até no erotismo das pessoas se revela o amor divino.

CNBB e Cáritas lançam campanha SOS Norte e Nordeste

Em virtude do agravamento da situação de milhares de pessoas atingidas pelas enchentes nas regiões Norte e Nordeste, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a Cáritas Brasileira lançam uma campanha nacional de solidariedade. As doações em dinheiro podem ser feitas nas contas bancárias:

Banco do Brasil: Agência 3475-4, c/c: 23091-X
Banco Bradesco: Agência 606, c/c: 68000-1
Caixa Econômica Federal: Agência 1041, operação 003, c/c: 935-1

Os recursos serão aplicados no atendimento imediato das vítimas, na reconstrução de casas e na recuperação dos meios produtivos. A campanha vai até o dia 10 de setembro. Em 2008, quando as chuvas de abril atingiram fortemente o Nordeste, foi arrecadado R$ 1.026.780,00.

Doações locais

Desde o começo das enchentes, em abril, as Cáritas Arquidiocesanas e Diocesanas das regiões afetadas, em parceria com as igrejas locais, promovem campanhas de arrecadação de donativos para as vítimas. Roupas, colchões, cobertores, água potável (filtros) e alimentos não-perecíveis são os itens de maior necessidade nesse momento, segundo informações das Cáritas envolvidas. Contas bancárias locais também foram abertas no Maranhão, Piauí e Sobral (CE).

Cáritas arrecada doações para vítimas das chuvas

Nos últimos meses, as regiões Norte e Nordeste sofreram os efeitos das fortes chuvas. Milhares de pessoas ficaram desabrigadas por causa das enchentes. Para tentar amenizar os transtornos sofridos, as Cáritas Arquidiocesanas e Diocesanas, em parceria com as igrejas locais, estão promovendo campanhas de doação de alimentos, roupas, cobertores e água potável (filtros).

Cada estado está se articulando para atender a população atingida. No Maranhão, mais de 137 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes nos 41 municípios, sendo que 29 estão em situação de emergência. Dia 9 de maio, sábado, a Cáritas Regional e o Clube do Choro lançaram uma campanha de solidariedade durante um sarau de música. Após o evento, foi contabilizado o saldo de 525 kg de alimentos não-perecíveis, 80 peças de roupas e R$ 605,00. Todo dinheiro arrecadado será revertido em favor das vítimas. As doações também podem ser feitas na sede da Cáritas em São Luís.

De acordo com Ricarte Almeida, coordenador da Cáritas Brasileira Regional do Maranhão, as campanhas de apoio às vitimas das enchentes estão sendo muitas, mas ainda é preciso mais.

“As pessoas estão muito tocadas com o que está acontecendo e os atos de solidariedade estão sendo muitos. Moradores de outros estados e países nos procuram para oferecer ajuda, no entanto, precisamos fazer mais. O Maranhão tem atualmente cerca de 170 mil atingidos. Precisamos discutir com o Estado políticas públicas permanentes para evitar que a chuva não submeta tantas pessoas a essa situação de calamidade. O quadro é complicado e só tende a se agravar a cada ano”.

No Piauí, a quantidade de vítimas das chuvas ultrapassa o número de 36 mil. A cidade mais atingida no estado foi Esperantina, onde 4 mil pessoas encontram-se desabrigadas. As doações podem ser feitas em todas as paróquias da Arquidiocese de Teresina. Além da doação dos itens de primeira necessidade, também estão sendo arrecadados brinquedos para tentar amenizar o sofrimento das crianças que estão nos abrigos. Quem puder disponibilizar seu tempo também será bem vindo. As paróquias estão necessitando da ajuda voluntária para receber e separar os produtos.

Em outros Estados a situação não é diferente. No Ceará, de acordo com dados da Defesa Civil, 69 municípios foram atingidos pelas águas, 12 pessoas morreram, 140 estão feridas, 16.311 perderam tudo e estão desabrigadas. Já o Pará (na região Norte) está enfrentando a maior enchente de sua história. E no Amazonas, o governo decretou situação de emergência em todo o Estado.

Com a intensificação das chuvas, a Cáritas Nacional em conjunto com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pretende lançar uma campanha nacional de mobilização para ajudar os desabrigados pela chuva. Quem puder fazer doações em dinheiro para socorro imediato às vítimas, reconstrução de casas e recuperação dos meios produtivos poderá fazer o depósito nas contas disponibilizadas pela Cáritas.

Serviço:
Cáritas Brasileira Brasileira – SOS NORTE E NORDESTE
• Banco do Brasil: Agência 3475-4, c/c: 23091-X
• Banco Bradesco: Agência 606, c/c: 68000-1
• Caixa Econômica Federal: Agência 1041, operação 003, c/c: 935-1