saúde

Papa pede mudança no tratamento dos idosos

O Papa Francisco apelou sábado, dia 23 de novembro, no Vaticano a uma mudança no tratamento dado aos idosos doentes, para que se complemente o “modelo biomédico” e se contrarie a “tortura dos silêncios”.

“É necessário empenhar-se numa assistência que, ao lado do tradicional modelo biomédico, se enriqueça de espaços de dignidade e liberdade, longe dos fechamentos e dos silêncios, da tortura dos silêncios”, disse, perante os participantes na conferência internacional promovida pelo Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde.

A iniciativa do organismo da Santa Sé, dedicada ao tema ‘A Igreja ao serviço da pessoa idosa doente: o cuidado das pessoas afetadas por patologias neurodegenerativas’, conta com a participação de uma delegação portuguesa constituída por 50 pessoas.

Os participantes são acompanhados por monsenhor Vítor Feytor Pinto, até agora coordenador nacional da Pastoral da Saúde, naquele que é o seu último ato oficial.

O Papa Francisco destacou a necessidade de acompanhar a vida religiosa das pessoas idosas com “graves patologias degenerativas”, assinalando a importância do aspeto espiritual e da relação com Deus num momento em que se perdem capacidades cognitivas.

“Estas patologias desafiam o mundo sociosanitário seja na dimensão da pesquisa, seja na da assistência e do cuidado nas estruturas socioassistenciais, bem como na família, que continua a ser o lugar privilegiado de acolhimento e de proximidade”, acrescentou.

Francisco falou dos idosos como “protagonistas” na vida da Igreja, pedindo que as comunidades católicas sejam exemplo para a sociedade na sua relação com os mais velhos, pessoas “sempre importantes, mais, indispensáveis”.

“Recordemos que a vida humana conserva sempre o seu valor aos olhos de Deus, para lá de qualquer visão discriminadora”, frisou.

A intervenção concluiu-se com uma saudação aos “caros amigos” mais velhos: “Vós não sois apenas destinatários do anúncio da mensagem evangélica, mas sois também sempre anunciadores, de pleno direito, por força do vosso batismo”.

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

CNBB entrega mais de 865 mil assinaturas para o Comitê Saúde +10

Hoje, 5 de agosto, “Dia Nacional da Saúde”, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, fará a entrega de mais de 865 mil assinaturas já auditadas, coletadas pelas dioceses, pastorais e organismos da Igreja Católica para o Comitê Saúde + 10. Esse número somará ao total de assinaturas coletadas por outras entidades parceiras desta ação. O Ato Público será às 11h, na Sede da Conferência em Brasília (SE/Sul – Quadra 801 – Conjunto B). O ato contará com a presença de lideranças de saúde que compõem a coordenação do Movimento Saúde +10. Entre as autoridades confirmadas, estará o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho e a presidente do Conselho Nacional da Saúde, Maria do Socorro de Souza.

A coleta de assinaturas é em prol do Projeto de Lei de iniciativa popular que propõe a destinação de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde Pública. A iniciativa visa agregar, de maneira contínua e crescente, as entidades organizadas no esforço de encaminhar à Câmara Federal o mínimo de 1,5 milhão de assinaturas que pede a aprovação desta nova lei. Criado a cerca de um ano, o Movimento Saúde + 10 conta com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de mais de 100 entidades, entre elas estão Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e outros parceiros.

Fonte: CNBB

CF 2012: igreja faz pesquisa sobre a realidade da saúde pública

A igreja São Miguel Arcanjo quer conhecer a realidade da saúde pública. Se você mora na área da paróquia, está convidado a responder à pesquisa clicando no link abaixo:

Pesquisa sobre a saúde

O resultado do levantamento será analisado por especialistas da Universidade São Judas Tadeu. A comunidade terá também outras atividades, como exames, oficinas e orientação nutricional – veja nos avisos da semana:

Os exames anunciados pelo Pe. Julio serão realizados no domingo, 18/03, em três horários:

* Após a missa das 7h30 na igreja São Miguel Arcanjo
* A partir das 9h30 na capela da Universidade São Judas
* A partir das 17h na igreja São Miguel

Saúde e salvação: duas irmãs inseparáveis

Maria Clara Lucchetti Bingemer

E chegou a Quarta-Feira de cinzas e parece que finalmente o ano vai começar. No Brasil, o Carnaval é o marco que finaliza a série de festas, férias e viagens iniciadas no Natal. O Carnaval é o selo que diz: “Ao trabalho”. Mas, para nós, que vivemos a fé em Jesus Cristo, diz algo mais: “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

Ao receber a cruz feita de cinzas sobre a testa, milhares, milhões de católicos no mundo inteiro estão comprometendo-se a entrar num caminho de conversão, na penitência, na prática mais intensa da ascese e das virtudes, no deixar para trás os velhos hábitos e revestir-se dos novos em Cristo.

A Conferência dos Bispos do Brasil a cada ano procura marcar esse tempo qualificado de viver a conversão ao Evangelho com a Campanha da Fraternidade. Com um tema central e materiais diversos disponíveis para os fiéis refletirem e se aprofundarem é um serviço inestimável ao povo de Deus, para viver melhor e mais qualificadamente os 40 dias que o separam da Páscoa, mistério maior da sua fé.

Este ano o tema é a saúde. E pode-se pensar: o que tem a Igreja a ver com o tema da saúde? É algo que compete ao governo e à iniciativa privada. Com todo respeito, saúde é um dos temas mais teológicos que existem. E isso radica em sua própria etimologia. A palavra latina para dizer saúde é “salus” que se traduz por “salvação, conservação da vida”.

O tema da saúde nos conduz de maneira bela e profunda a entender o coração da nossa fé. Aprendemos no Catecismo que Jesus Cristo é nosso salvador, que veio nos trazer a salvação. Mas quantas vezes nossa compreensão do que seja salvação é algo meio curto e mecânico. Parece que Deus criou tudo bem, nós estragamos e o Verbo se encarnou para “remendar” nosso estrago.

Não é isso, não é só isso e graças a Deus é muito mais que isso! A Encarnação, centro indiscutível de nossa fé, é mistério de vida e vida em plenitude. Não foi apenas para reparar estragos ou lacunas que Deus enviou seu filho na plenitude dos tempos, nascido de mulher. Foi para revelar-nos que o desejo mais profundo desse Deus que Ele nos ensinou a chamar de Pai é conduzir-nos à vida e vida em abundância.

E essa vida abundantem, que jorra generosamente do coração de Deus, toca e integra todas as dimensões do ser: corporeidade, psiquismo, sensibilidade, espiritualidade. Não se trata, pois do fato de que cuidar da saúde física é algo material que não interfere nada com a saúde espiritual. Pelo contrário, todas essas dimensões devem ser cultivadas com igual carinho, dedicação, para que não sejamos pessoas hipertrofiadas em um dos pólos do ser e atrofiadas em outro.

Isso é mais importante ainda quando vivemos uma época que tem como obsessão certa concepção de saúde. O culto ao corpo, a malhação incessante nas academias e ginásios, a busca exaustiva pela forma perfeita, na verdade não conduz à saúde plena. Pelo contrário, leva à atrofia de outras partes do ser que ficam reduzidas e diminuídas. Não leva, pois à saúde plena, por mais que pareça o contrário.

Da mesma forma, o não cuidado do corpo, às vezes por negligencia própria, mas às vezes por não encontrar no atendimento público de saúde condições dignas e mesmo mínimas de manter a saúde, é desastroso.

A Campanha da Fraternidade enfoca todos estes aspectos. Não apenas deseja “disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável”, como também “despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando à defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento”.

Buscando uma saúde que se entenda não apenas, nem somente, nem principalmente como ausência de doenças ou como padrão estético, chega-se mais perto da salvação. Não é a-toa que o Evangelho nos mostra por muitas vezes Jesus muito próximo dos doentes, dando-lhes conforto e curando-os de suas enfermidades. Mas sua prática não se detinha aí. A partir da cura, ensinava-lhes que Deus, além de curar doenças, perdoa pecados; além de restaurar a saúde corporal, restaura também a totalidade da pessoa, reintegrando-a na comunidade para que possa louvá-Lo e servi-Lo plenamente.

Saúde e salvação são, portanto, duas irmãs inseparáveis. Não se busca uma sem buscar a outra, e não se alcança verdadeiramente uma sem, ao mesmo tempo e inseparavelmente, ser alcançado pela outra.

Curai os enfermos

Dom Odilo Pedro Scherer

No dia 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes, a Igreja celebrou também o Dia Mundial do Enfermo. Em Lourdes, com as aparições de Nossa Senhora a S. Bernardete, surgiu uma fonte para onde verdadeiras multidões de pessoas já acorreram para procurar a cura de suas doenças.

Certamente, a comemoração do Dia Mundial do Enfermo na festa de Nossa Senhora de Lourdes está relacionada com esse dado. Na Europa, ainda hoje, partem “trens-enfermaria” de muitos lugares com destino a Lourdes, levando doentes de todo tipo, acompanhados durante essa viagem para a “fonte da saúde”, aos pés de Nossa Senhora, por médicos, enfermeiros e voluntários em grande número.

Todos os anos, o Papa emite uma bela Mensagem para o Dia mundial do Enfermo. Neste ano, ao mesmo tempo que a Mensagem é confortadora para os enfermos, ela se refere aos “Sacramentos da Cura” – Penitência, ou Reconciliação, e Unção dos Enfermos. Partindo da cura dos dez leprosos e da palavra – “vai, a tua fé te salvou” – dita por Jesus àquele único, que voltou para agradecer a Jesus por sua cura (cf Lc 17,11-19), o Papa fala da importância da fé em Deus para aqueles que se encontram nas angústias do sofrimento e da enfermidade.

As fragilidades da saúde abrem o coração mais facilmente para Deus, fazem experimentar os limites e procurar o Senhor da vida. No encontro com Ele, o doente pode ter a certeza de não estar sozinho, abandonado à própria sorte. Deus está próximo de todos nós e nos envolve com sua paternal providência; mas o doente pode perceber ainda melhor que, em suas angústias e sofrimentos, o “Bom Samaritano” ajuda a quem está caído a se levantar, a carregar e suportar seu fardo. Em Deus, a fragilidade humana encontra amparo: “teu bastão e teu cajado me dão segurança!” (Sl 22).

Bento XVI chama a atenção para a missão religiosa específica dos Ministros da Igreja em relação aos doentes e à cura dos “corações atribulados”. O Sacramento da Penitência, ou Reconciliação, é um dos Sacramentos da Cura, e oferece às pessoas a possibilidade de restaurar as dilacerações da alma, provocadas pelo pecado. Graças à misericórdia de Deus, buscada e acolhida através desse Sacramento, a experiência do pecado não degenera em desespero, mas encontra o Amor que perdoa e transforma.

O Sacramento da Unção dos Enfermos faz prolongar na vida e na ação da Igreja aquele amor atencioso, compassivo e delicado de Jesus em relação aos doentes, que se aproximavam dele em grande número. Por este Sacramento, os doentes são ajudados a viver na dimensão da fé o tempo da enfermidade, que não deve ser um tempo desperdiçado na vida, pois tem enorme valor e fecundidade, quando vivido no horizonte da fé em Deus. Mediante a Unção dos Enfermos, acompanhada pela oração dos sacerdotes, a Igreja inteira recomenda os doentes ao Senhor sofredor e glorificado, a fim de que alivie suas penas e os salve; e exorta os próprios enfermos a unirem-se espiritualmente à paixão e morte de Jesus, para contribuir, deste modo, para o bem do Povo de Deus.

O Papa exorta a Igreja a valorizar mais, tanto na reflexão teológica como na prática pastoral, a Unção dos Enfermos, que não deve ser considerado como um “Sacramento menor” em relação aos demais; é necessário valorizar mais as diversas situações humanas ligadas à doença, e não apenas o fim da vida, relacionando-as com os conteúdos da fé, do amor e da esperança cristã. E o Papa aponta também para a importância da Eucaristia para os doentes, que podem, através de sua acolhida, associar-se mais estreitamente ao Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

“Saúde”, finalmente, relaciona-se com a plenitude de vida e a salvação eterna das pessoas. Como cristãos, devemos estar atentos a não deixar que as pessoas enfermas e próximas da morte sejam confiadas apenas aos serviços técnicos dos profissionais da saúde – que também não devem faltar. Nesta hora, não devem faltar a assistência e o conforto da fé para quem se encontra diante da grande decisão de sua vida, antes de apresentar-se diante de Deus. As comunidades católicas estejam, por isso, muito atentas para que não faltem as palavras da fé e o “Pão da Vida”, para aqueles que dele tanto necessitam

Campanha da Fraternidade 2012: “Que a saúde se difunda sobre a terra”

Todo ano, a Igreja do Brasil realiza durante a Quaresma a Campanha da Fraternidade. Em 2012, o tema é “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema, “Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38,8). A abertura oficial da CF será na Quarta-feira de Cinzas, 22/02, mas as paróquias, comunidades e dioceses iniciam antes os preparativos. Na Região Belém, haverá encontro de abertura no domingo, 29/01, das 15h às 16h30, no Centro Pastoral São José (Av. Alvaro Ramos, 366, perto do metrô Belém).

O Objetivo Geral da Campanha este ano é “Refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção dos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde”. Além do objetivo geral, há seis objetivos específicos:

a) Disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável;

b) Sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e a integração na comunidade;

c) Alertar para a importância da organização da pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe;

d) Difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos sócio-culturais de nossa sociedade;

e) despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando à defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento; e

f) Qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde.

O documento oficial da CF é o texto-base, este ano dividido em três partes e com uma conclusão apontando para o futuro. A primeira parte, intitulada “Fraternidade e Saúde Pública”, oferece um panorama atual do assunto no Brasil. Na segunda, “Que a Saúde se Difunda sobre a Terra”, há reflexão sobre a doença no Antigo e no Novo Testamento, as curas praticadas por Jesus e o chamado paradigma do cuidado, simbolizado na parábola do bom samaritano. A terceira parte oferece “Indicações para a Ação Transformadora no Mundo da Saúde”. Analisa a Pastoral da Saúde e o papel dos agentes de pastoral e apresenta também “Propostas Gerais para o SUS”.

A Conclusão mostra como, ao longo dos últimos anos, houve mudança no conceito de saúde: de ‘caridade’ para ‘direito’ e o documento termina com uma completa bibliografia sobre o tema.

Clique aqui para copiar o texto-base da Campanha em PDF

Leia a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde, do Ministério da Saúde. Essa carta contém seis princípios básico com o intuito de assegurar ao cidadão o direito ao ingresso digno nos sistemas de saúde, sejam eles públicos ou privados. Clique aqui. Conheça seus direitos!


Assista abaixo ao vídeo do Hino da CF2012:

Oração da CF 2012

Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.

Amém!