Tempos Litúrgicos

Terço dos Homens junho 2012

 

Perseverantes, homens da comunidade São Miguel Arcanjo continuam a se reunir nas primeiras sextas-feiras de cada mês e rezam o Terço. Orações, pedidos, reflexões, ensino litúrgico, história da Igreja. No final a partilha.

Nesta última sexta-feira, 01 de junho de 2012, lá estavam eles rezando. Nos pedidos, nossas orações pela Teresa , nossa secretária e, também, pelo Arthur recentemente  batizado, que enfrentam a fragilidade e estão sob cuidados médicos. Após o Terço, o Pe Julio aproveitou o momento para explicar as cores das vestes litúrgicas, nos vários períodos. Explicou com detalhes, as cores vermelha, verde, branca, bem como os tempos. Na internet trouxemos um gráfico explicativo.

Tempo Comum

Fr. Marcos Sassatelli

“Quem diz que está com Jesus,
deve comportar-se como Ele se comportou” (1Jo 2, 6)

O Tempo Comum é o mais extenso do Ano Litúrgico e se compõe de duas partes. A primeira parte começa no dia seguinte à celebração da festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes do início da Quaresma. A segunda parte começa na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º domingo do Advento (Cf. Normas sobre o Ano Litúrgico e o Calendário – NALC, 44).

No Ano Litúrgico, o Tempo Comum “nos possibilita desfrutar de aspectos da vida e da missão de Jesus e seus discípulos, que não são contemplados nos Tempos do Natal e da Páscoa. Cada domingo do Tempo Comum tem o sabor de ‘Páscoa semanal’” (CNBB. Guia Litúrgico Pastoral. 2ª edição. Edições CNBB, Brasília, p. 88).

“A tônica dos 33 (ou 34) domingos do Tempo Comum é dada pela leitura contínua do Evangelho. Cada texto do Evangelho proclamado nos coloca no seguimento de Jesus Cristo, desde o chamamento dos discípulos até os ensinamentos a respeito do fim dos tempos. Neste Tempo, temos também as festas do Senhor e a comemoração das testemunhas do mistério pascal (Maria, Apóstolos e Evangelistas, demais Santos e Santas)” (Ib., p. 13).

Ora, se o Tempo Comum “nos coloca no seguimento de Jesus”, podemos perguntar-nos: o que significa ser seguidores e seguidoras de Jesus hoje, no mundo em que vivemos?

A meu ver, ser seguidores e seguidoras de Jesus (discípulos missionários e discípulas missionárias), significa:

1. Conhecer experiencialmente o Projeto de Deus a respeito do Ser humano e do Mundo, que é o Reino de Deus;

2. Aderir vivencial e conscientemente a esse Projeto;

3. Comprometer-se com ele, fazendo-o acontecer na história, que é um processo contínuo, dinâmico, contraditório e aberto à transcendência, ou seja, à plenitude do Reino de Deus, à plenitude da vida e da felicidade.

“Vendo Jesus que ia passando, João Batista apontou: ‘Eis aí o Cordeiro de Deus’. Ouvindo essas palavras os dois discípulos (que estavam com João Batista) seguiram a Jesus. Jesus virou-se para trás e, vendo que o seguiam, perguntou: ‘O que é que vocês estão procurando?’ Eles disseram: ‘Mestre, onde moras?’ Jesus respondeu: ‘Venham, e vocês verão’. Então eles foram e viram onde Jesus morava. E começaram a viver com Ele naquele mesmo dia” (Jo 1, 36-39). O compromisso de seguir Jesus brota sempre do testemunho de alguém (nesse caso de João Batista) e da experiência do encontro com o próprio Jesus.

Comprometer-se, pois, com o Projeto de Deus, fazendo-o acontecer na história, significa:

3.1. Inserir-se na realidade, isto é, estar “por dentro”, ter uma “consciência crítica”.

“Como Cristo, por sua Encarnação ligou-se às condições sociais e culturais dos Seres humanos com quem conviveu; assim também deve a Igreja inserir-se nas sociedades, para que a todas possa oferecer o mistério da salvação e a vida trazida por Deus” (Concílio Vaticano II. A atividade missionária da Igreja – AG, 10).

3.2. Interpretar a realidade e os acontecimentos à luz do Evangelho e, ao mesmo tempo, o Evangelho à luz da realidade e dos acontecimentos.

“Para desempenhar sua missão, a Igreja, a todo momento, tem o dever de perscrutar os sinais dos tempos e interpretá-los à luz do Evangelho, de tal modo que possa responder, de maneira adaptada a cada geração, às interrogações eternas sobre os significados da vida presente e futura e de suas relações mútuas. É necessário, por conseguinte, conhecer e entender o mundo no qual vivemos, suas esperanças, suas aspirações e sua índole frequentemente dramática” (Concílio Vaticano II, A Igreja no mundo de hoje – GS, 4)..

“Como discípulos de Jesus Cristo, sentimo-nos desafiados a discernir os ‘sinais dos tempos’ à luz do Espírito Santos, para nos colocar a serviço do Reino, anunciado por Jesus, que veio para que todos tenham vida e ‘para que a tenham em plenitude’ (Jo 10,10)” (Documento de Aparecida – DA, 33).

3.3. Transformar a realidade, fazendo acontecer o Ser humano Novo e o Mundo Novo.

“Testemunhamos o nascimento de um novo humanismo (acrescentamos hoje: e de um novo naturalismo) no qual o Ser humano se define, em primeiro lugar, por sua responsabilidade perante os seus irmãos e a história (acrescentamos hoje: e toda a natureza)” (Concílio Vaticano II. A Igreja no mundo de hoje – GS, 55).

Enfim – para os seguidores e seguidoras de Jesus – transformar a realidade, fazendo acontecer o Ser humano Novo e o Mundo Novo, significa:

3.3.1. Anunciar aos Seres humanos de hoje o Evangelho com todas as suas exigências concretas, sem adaptá-lo aos interesses dos grupos ou classes sociais mais poderosas, mesmo que isso não agrade aos “grandes” do mundo.

“Rogo a você (Timóteo), diante de Deus e de Jesus Cristo (…), proclame a Palavra, insista no tempo oportuno e inoportuno, advertindo, reprovando e aconselhando com toda paciência e doutrina. (…) Faça o trabalho de um anunciador do Evangelho, realize plenamente o seu ministério” (2Tm 4, 1-2.5).

3.3.2. Fazer a opção pelos Empobrecidos, Oprimidos e Excluídos, para – a partir deles e junto com eles – participar do processo de libertação do Ser humano todo, de todos os Seres humanos e de toda a Natureza, segundo o Projeto de Deus, que é o seu Reino.

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4, 18-19).

Em síntese, “o seguimento de Jesus tem duas dimensões fundamentais intrinsecamente relacionadas: a dimensão cristológica: ser e viver como Jesus e a dimensão pneumatológica: o Espírito que atualiza Jesus na história. Consequentemente, o seguimento só pode ser concretizado levando-se em conta dois fatores determinantes: a memória viva de Jesus de Nazaré e as situações históricas em que se vive. Jesus deve ser prosseguido, atualizado e não imitado mecanicamente”.

“O Espírito é a memória e a imaginação de Jesus: memória que faz voltar sempre a Jesus de Nazaré; imaginação que nos leva a perguntar constantemente, o que diria e faria Jesus hoje. A vida de Jesus foi toda ela perpassada pelo Espírito. Consequentemente, o seguimento é o lugar privilegiado da manifestação do Espírito” (Ivanise Bombonatto. Seguimento de Jesus. Uma abordagem a partir da Cristologia de Jon Sobrino – http://www.teologia-assuncao.com.br/).

O método usado “ver, julgar, agir” (ou, em outras palavras, “analisar, interpretar, libertar”) “nos permite articular, de modo sistemático, a perspectiva cristã de ver a realidade; a assunção de critérios que provêm da fé e da razão para seu discernimento e valorização com sentido crítico; e, em consequência, a projeção do agir como discípulos missionários de Jesus Cristo” (Documento de Aparecida – DA, 19).

Que no Tempo Comum – os cristãos e as cristãs – vivamos plenamente a espiritualidade do seguimento de Jesus, que é uma espiritualidade radicalmente humana. “Não se encontra nada verdadeiramente humano que não ressoe no coração dos discípulos e discípulas de Jesus” (Concílio Vaticano II. A Igreja no mundo de hoje – GS, 1).

Nunca te canses do Reino Vidas pelas vidas,
Nunca te canses de falar do Reino Vidas pelo Reino, Vidas pelo Reino.
Nunca te canses de fazer o Reino Todas as nossas Vidas,
Nunca te canses de ‘semear’ o Reino Como a sua Vida como a Vida Dele.
Nunca te canses de acolher o Reino Ó Mártir Jesus!
Nunca te canses de esperar o Reino (Mantra)
(Dom Pedro Casaldáliga)

Advento e Natal cristão em família

No domingo, 27/11, começou o novo ano litúrgico com o Advento, tempo de preparação para o Natal. O Secretariado de Pastoral produziu o subsídio reproduzido abaixo com orientações de orações e leituras para o Advento e a festa do Natal.

Logo da Arquidiocese de São Paulo

O Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, e os Bispos Auxiliares da Arquidiocese de São Paulo, Dom Edmar Peron; Dom Joaquim Justino Carreira; Dom Júlio Endi Akamine, SAC; Dom Milton Kenan; Dom Tarcísio Scaramussa, SDB; e Dom Tomé Ferreira Silva convidam para celebrar em família o Advento e o Natal do Senhor em 2011.

 

Estimados irmãos e irmãs, Queridas famílias,

Durante o Advento, preparamo-nos para celebrar bem o Natal de Jesus. Em nós reavivase a certeza de que não estamos sozinhos no mundo. O Deus da esperança caminha conosco e conduz a história; também acompanha a nossa vida pessoal e nos ajuda a superarmos os males e a alcançarmos a felicidade e a vida plena.

O Natal celebra na fé o fato mais extraordinário já acontecido entre nós: o Filho de Deus se fez homem por meio da Virgem Maria, para santificar este mundo e nossas pessoas mediante o Mistério da sua admirável Encarnação. Nosso Deus é “Emanuel”, Deus conosco. Ele está no meio de nós!

Advento e Natal cristão em família

Para preparar e celebrar o Natal com fé e alegria cristã, convidamos cada família – e cada um em particular – para os seguintes exercícios:

1. Durante o Advento

– participar da Missa com freqüência, sobretudo cada domingo;

– celebrar em família a Novena do Natal;

– preparar um presépio em casa, com as figuras do Natal, conforme Lc. 2,6-20 e Mt. 2,1-12, mas ainda sem o Menino Jesus;

– quem tem comércio, preparar também um presépio cristão em sua loja ou estabelecimento de trabalho;

– os pais falem aos filhos sobre o Natal cristão e seus simbolismos. Não deixem escapar esta bela ocasião para uma catequese, nem permitam que Papai Noel tome o lugar de Jesus no Natal;

– fazer uma boa Confissão antes do Natal. Informar-se sobre os horários de Confissão em sua paróquia/igreja;

– participar de ações de solidariedade neste tempo: Natal é notícia boa para todos, mas especialmente para quem sofre;

– fazer seu gesto concreto de apoio à evangelização, na coleta da Campanha para a Evangelização, no 3º domingo do Advento, dia 11 de dezembro. A Igreja precisa da ajuda e participação concreta de todos na missão de anunciar: “Nasceu hoje para vós um Salvador”; “Deus está no meio de nós”!

– preparar-se para participar com a família da Missa no Natal; sem a Missa, fica faltando algo importante no Natal dos cristãos;

– cada dia do advento, fazer as leituras previstas para as missas (as citações das leituras se encontram no item 3).

2. Oração para todos os dias do Advento

O Anjo do Senhor (Angelus)

Voz 1: O Anjo do Senhor anunciou a Maria,

Voz 2: E ela concebeu do Espírito Santo.

Todos: Ave Maria…

Voz 1: Eis aqui a serva do Senhor,

Voz 2: Faça-se em mim segundo a vossa palavra.

Todos: Ave Maria…

Voz 1: E o Verbo se fez carne,

Voz 2: E habitou entre nós.

Todos: Ave Maria…

Voz 1: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,

Todos: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Voz 1: Oremos. Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas para que, conhecendo, pelo anúncio do Anjo, a encarnação de vosso Filho Jesus Cristo, cheguemos por sua paixão e cruz à gloria da ressurreição. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Todos: Amém.

Todos: Glória ao Pai…

3. Oração conclusiva

1ª Semana do Advento:

Ó Deus todo-poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Leituras:
1º DOM.: Is 63, 16b-17.19b; 64, 2b-7; Sl 79 (80), 2ac e 3b. 15-16. 18-19 (R/. 4); 1Cor 1, 3-9; Mc 13, 33-37
2ª-: Is 2, 1-5; Sl 121 (122), 1-2. 3-4a. 4b-5. 6-7. 8-9 (R/. 1); Mt 8, 5-11
3ª-: Is 11, 1-10; Sl 71 (72), 1-2. 7-8. 12-13. 17 (R/. cf. 7); Lc 10, 21-24
4ª-: Rm 10, 9-18; Sl 18 (19), 2-3. 4-5 (R/. 5a); Mt 4, 18-22
5ª-: Is 26, 1-6; Sl 117 (118), 1 e 8-9. 19-21. 25-27a (R/. 26a); Mt 7, 21.24-27
6ª-: Is 29, 17-24; Sl 26 (27), 1. 4. 13-14 (R/. 1a); Mt 9, 27-31
Sáb.: Is 30, 19-21.23-26; Sl 146 (147A), 1-2. 3-4. 5-6 (R/. Is 30, 18); Mt 9, 35- 10, 1.6-8

2ª Semana do Advento:

Ó Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, nós vos pedimos que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do vosso Filho, mas, instruídos pela vossa sabedoria, participemos da plenitude de sua vida. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Leituras:
2º DOM.: Is 40, 1-5 .9-11, Sl 84 (85), 9ab-10. 11-12. 13-14 (R/. 8); 2Pd 3, 8-14; Mc 1, 1-8
2ª-: Is 35, 1-10; Sl 84 (85), 9ab-10. 11-12. 13-14 (R/. Is 35, 4d); Lc 5, 17-26
3ª-: Is 40, 1-11; Sl 95 (96), 1-2. 3 e 10ac. 11-12. 13 (R/. Is 40, 9-10); Mt 18, 12-14
4ª-: Is 40, 25-31; Sl 102 (103), 1-2. 3-4. 8 e 10 (R/. 1a); Mt 11, 28-30
5ª-: Gn 3, 9-15.20; Sl 97 (98), 1. 2-3ªb. 3bc-4 (R/. 1a); Ef 1, 3-6.11-12; Lc 1, 26-38
6ª-: Is 48, 17-19; Sl 1, 1-2. 3. 4 e 6 (R/. cf. Jo 8, 12); Mt 11, 16-19
Sáb.: Eclo 48, 1-4.9-11; Sl 79 (80), 2ªc e 3b. 15-16.18-19 (R/. 4); Mt 17, 10-13

3ª Semana do Advento:

Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o Natal do Senhor, dai chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Leituras:
3º DOM.: Is 61, 1-2ª.10-11; Cant.: Lc 1,46-48. 49-50. 53-54 (R/. Is 61, 10b); 1Ts 5, 16-24; Jo 1, 6-8.19-28
2ª-.: Gl 4, 4-7; Sl 95 (96), 1-2ª. 2b-3. 10 (R/. 3ª); Lc 1, 39-47
3ª-: Sf 3, 1-2.9-13; Sl 33 (34), 2-3. 6-7. 17-18. 19-23 (R/. 7a); Mt 21, 28-32
4ª-: Is 45, 6b-8.18.21b-25; Sl 84 (85), 9ab-10. 11-12. 13-14 (R/. cf. Is 45, 8); Lc 7, 19-23
5ª-: Is 54, 1-10; Sl 29 (30), 2 e 4. 5-6. 11-12ª e 13b (R/. 2ª); Lc 7, 24-30
6ª-: Is 56, 1-3ª.6-8; Sl 66 (67), 2-3. 5. 7-8 (R/. 4); Jo 5, 33-36
Sáb.: Gn 49, 2.8-10; Sl 71 (72), 2. 3-4ªb. 7-8. 17 (R/. cf. 7); Mt 1, 1-17

4ª Semana do Advento:

Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à gloria da ressurreição. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Leituras:
4º DOM.: 2Sm 7, 1-5.8b-12.14ª.16; Sl 88 (89), 2-3. 4-5. 27 e 29 (R/. cf. 2ª); Rm 16, 25-27; Lc 1, 26-38.
2ª-: Jz 13, 2-7.24-25ª; Sl 70 (71), 3-4ª. 5-6ªb. 16-17 (R/. cf. 8a); Lc 1, 5-25
3ª-: Is 7, 10-14; Sl 23 (24), 1-2. 3-4ªb. 5-6 (R/. cf. 7c e 10b); Lc 1, 26-38
4ª-: Ct 2, 8-14 ou Sf 3, 14-18ª; Sl 32 (33), 2-3. 11-12. 20-21 (R/. 1a e 3ª); Lc 1, 39-45
5ª-: 1Sm 1, 24-28; Cant.: 1Sm 2, 1. 4-5. 6-7. 8abcd (R/. 1a); Lc 1, 46-56
6ª-: Ml 3, 1-4.23-24; Sl 24(25), 4-5ªb. 8-9. 10 e 14 (R/. Lc 21,28); Lc 1, 57-66
Sáb.(manhã): 2Sm 7, 1-5.8b-12.14ª.16; Sl 88 (89), 2-3. 4-5. 27 e 29 (R/. cf. 2ª); Lc 1, 67-79

4. Para a Celebração do Natal: Sugestões

Advento e Natal cristão em família– Na noite do Natal, antes da festa em família, reunir todos perto do presépio, ou no lugar preparado para acolher o Menino Jesus;
– Acender uma vela;
– Enquanto se canta um hino de Natal, uma criança ou uma jovem introduz a imagem do Menino Jesus e a coloca no presépio;
Ler o Evangelho do nascimento de Jesus (Lc 2,1-20);
– Em seguida, todos recitam a oração do Angelus, como nos dias da preparação, durante o Advento;
– Concluir a celebração com a seguinte oração, feita por todos:
Oremos: Senhor Deus, nosso Pai, que enviastes vosso Filho ao mundo para ser nosso Salvador, nós vos louvamos e glorificamos pela vossa misericórdia. Neste Natal, acolhemos mais uma vez a sua vinda entre nós. Abençoai a nós e a todas as famílias; dai a paz ao mundo, consolai os que sofrem, reavivai nossa esperança e fazei de nós mensageiros e testemunhas do vosso amor para nossos irmãos. Pelo mesmo Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Canto final: Noite feliz.

FELIZ E SANTO NATAL PARA TODOS!

O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo, os Arcebispos eméritos, Cardeais Dom Paulo e Dom Cláudio, e os Bispos Auxiliares, desejam a todos um feliz e santo Natal de Jesus e toda bênção de Deus em 2012!

“Deus habita esta cidade!”

5. Para lembrar:

– A Solenidade do Natal é dia santo de guarda, assim como o dia 1º de janeiro (Santa Maria, Mãe de Deus).
– O Natal cristão inclui a participação na Missa; esta é a melhor acolhida e homenagem ao “Deus-que-vem” ao nosso encontro.
– No Natal, Deus nos dá de presente seu Filho único; partilhemos esta alegria com todos, especialmente em família, com os doentes e os pobres.

Arquidiocese de São Paulo
Natal 2011

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Tríduo Pascal – a nossa Páscoa – Domingo da Ressurreição

A liturgia da missa do dia, cujos textos das leituras são sempre os mesmos em todos os três ciclos anuais de leituras, é repassada de emoção e alegria pela ressurreição do Senhor.

1ª leitura: At 10,34a.37-43 – Pedro dá testemunho do mistério pascal de Cristo.

Sl 117 – Celebrai o Senhor, porque ele é bom.

2ª leitura: Cl 3,1-4 ou 1Cor 5,6b-8. Em ambos os textos, somos convidados a tirar as consequências morais da participação na Morte e Ressurreição de Cristo.

Evangelho: Jo 20,1-9 – A surpresa do túmulo vazio (ou à tarde: Lc 24,13-35 – Os discípulos de Emaús)

Páscoa Semanal

O primeiro dia da semana, o da Ressurreição, logo no início do Cristianismo, foi aquele em que os cristãos começaram a se encontrar para a celebração da ceia. Torno-se o dia Primordial, porque nele celebramos o Mistério Pascal  de Cristo e da Igreja. Domingo vem da palavra latina dominus, que quer dizer “Senhor”. Portanto é o dia do Senhor.

“Eu estarei sempre convosco, até o fim do mundo” (Mt 28,20). Essa promessa de Cristo continua a ser ouvida pela Igreja. Se o domingo é o dia da Ressurreição, ele não se reduz à recordação de um acontecimento passado: é a celebração da presença viva do Ressuscitado no meio de nós. É a Páscoa semanal, que recorda o memorial da presença do Senhor na comunidade. à reunião da assembleia dominical estão associadas a entrega do Espírito Santo, a alegria da Ressurreição, o otimismo da vitória sobre a morte, o testemunho nos sofrimentos, o anúncio do Senhor no mundo.

“A Páscoa foi inaugurada: agora continua crescendo e desenvolvendo-se em nós e por nós, sempre com a presença misteriosa do Senhor, sobretudo no domingo […]. Casa domingo é ao mesmo tempo memória da Páscoa inicial e profecia da Páscoa futura. Em cada domingo atualiza-se a primeira e antecipa-se já sacramentalmente a definitiva, enquanto a comunidade vai caminhando e amadurecendo até o descanso eterno” (Aldazábal, José. Domingo, dia do Senhor. In; Borobio, Dionisio (org.). A celebração na Igreja. São Paulo: Loyola, 1990, p.81).

A Assembleia dominical é lugar privilegiado de unidade: ali se celebra o sacramento da unidade, do povo reunido “pela” e “na” unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Um domingo sem assembleia eucarística não será um dia do Senhor. É o dia da Igreja por excelência. “A assembleia dominical vai-nos educando para uma consiência mais viva da Igreja, para um sentido mais profundo de tertença, para um compromisso de construção da comunidade, que é não uma realidade já conquistada mas sim um processo de amadurecimento a partir da convocatória de Cristo e de animação do Espírito (ibidi, p.82).

A Eucaristia dominical nos reúne como a família dos filhos de Deus na casa do Pai; marca no cristã, um estilo de vida pessoal e comunitário. Oferece-nos a ocasião  de renovar a graça batismal e de cultivar as atitudes de otimismo, alegria e confiança na misericórdia do Pai. Ela nos dá o Espírito de santidade para vivermos numa relação de intensa comunhão e proximidade. Os cristãos são convocados pelo Senhor e por seu espírito para alimentar e discernir sua vida diante da Palavra proclamada e do sacrifício de Cristo.

Tríduo Pascal – a nossa Páscoa – Sábado Santo

Sábado Santo

A Vigília Pascal, “mãe de todas as santas vigílias”, celebrada no Sábado Santo, deve realizar-se à noite, de tal modo que comece depois do anoitecer ou termine antes da aurora do domingo. É a celebração mais importante do ano litúrgico. Nela se comemora a Ressurreição de Jesus, com os sinais do fogo, da palavra, da água, do pão e do vinho.

A Ressurreição é um acontecimento que está no centro da experiência religiosa que Jesus Cristo fez de Deus. Ela, o cume do caminho feito por Jesus Cristo, é o mistério da fé cristã: sua Encarnação (o divino humanizado e o humano divinizado), sua Vida (seus gestos e palavras), sua Paixão (tudo aquilo que diz respeito a seu sofrimento) e sua Crucifixão (morte violenta na cruz). Com a Ressurreição, esses mistérios se esclarecem, e os seguidores de Jesus Cristo descobrem quem ele é, qual é sua missão e qual é seu futuro.

A Ressurreição ilumina e dá sentido ao presente, pois a luz do Ressuscitado dissipa as dúvidas e incertezas da morte e a sensação de que tudo está perdido, ou de que a Crucifixão foi o fim de tudo. Mas a Ressurreição projeta luz também sobre o futuro, pois o Ressuscitado inaugura um tempo novo de esperança, em um mundo mais de acordo com os desígnios de Deus Pai.

“A Ressurreição constitui antes de mais nasa a confirmação de tudo o que o próprio Cristo fez e ensinou”. Ao ressuscitar, Cristo deu a prova definitiva, que havia prometido, de sua autoridade divina. A Ressurreição do Crucificado demonstou que ele era verdadeiramente o Filho de Deus e Deus mesmo (EU SOU).

Há um duplo aspecto no Mistério Pascal: por sua Morte Jesus nos liberta do pecado, por sua Ressurreição ele nos abre as portas de uma nova vida. Essa é primeiramente a justificação que nos restitui a graça de Deus, ‘a fim de que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova’ (Rm 6,4). Esta consiste na vitória sobre a morte do pecado e na nova participação na graça.

O próprio Cristo ressuscitado é princípio e fonte de nossa Ressurreição futura: ‘Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormecem […]; assim como todos morreram em Adão, em Cristo todos receberão a vida’ (1Cor 15,20-22). Na expectativa dessa realização, Cristo ressuscitado vive no coração de seus fiéis. Nele, os cristãos ‘experimentaram […] as forças do mundo que á de vir’ (Hb 6,5) e suas vidas são atraídas por Cristo  ao seio da vida divina, ‘a fim de que não vivam mais para si mesmos, mas aquele que morreu e ressiscitou por eles (2Cor 5,19)” (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 651-655).

Celebração da Luz

A celebração começa com a benção do fogo nova fora da igreja. A comunidade se reúne em redor da fogueira, sinal de Jesus, nossa luz. O comentário antes da bênção do fogo bem expressa o sentido do rito: “Nesta noite santa, em que Nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à Vida , a Igreja  convida os seus filhos dispersos por toda a terra a se reunirem em vigília e oração. Se comemorarmos a Páscoa do Senhor ouvindo sua palavra e celebrando seus mistérios, podemos ter a firme esperança de participar do seu triunfo sobre a morte e de sua vida em Deus.”

Cristo é a luz do mundo. Por isto, é aceso o grande círio pascal, e nele são colocados os cinco grãos de incenso lembrando as cinco chagas do cruxificado. Nele está gravado o ano em curso em que a Páscoa é rememorada  como salvação atual para todos os que creem. Aquele que preside acende o círio na fogueira e depois toda a assembleia acende suas velas no círio. Ele canta: “A luz de Cristo”. A luz entra vitoriosa na igreja ainda às escuras, depois se entoa a proclamação da Páscoa, e todas as luzes são acesas, pois Cristo, nossa luz, venceu as trevas da morte com seu sacrifício na cruz.

Liturgia da Palavra

Propõem-se sete leituras do Primeiro Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação, e duas do Segundo Testamento, a saber, a leitura de Paulo aos Romanos sobre o Batismo cristão como sacramento da Ressurreição de Cristo e o anúncio da Ressurreição no Evangelho de João. Por razões pastorais, podem-se reduzir a três as leituras do Primeiro Testamento, tendo-se, porém, em conta que a leitura da Palavra de Deus é o principal elemento desta Vigília. A leitura da travessia do Mar Vermelho (cf. Ex 14) nunca pode ser omitida.

A ordem das leituras reproduz o dinamismo da mesma revelação: começa com a criação e continua com o sacrifício de Isaac e com a passagem do Mar Vermelho; daqui se passa aos profetas, que exortam à fidelidade da Aliança e anunciam a Nova Aliança. Assim revelam o pensamento de Deus sobre a salvação histórica da Páscoa antiga e nova. A liturgia da Vigília ressalta a passagem das leituras do Antigo Testamento para as do Novo: para significar este trânsito, antes da proclamação da Carta aos Romanos, acendem-se as velas do altar, entoa-se o Glória, tocam-se os sinos. Antes do Evangelho, entoa-se solenemente o Aleluia.

Liturgia Batismal

Nesta Vigília é preparada a água batismal, pois celebramos a iniciação cristã dos adultos nesta noite. É cantada a ladainha de todos os santos. Estes são exemplos de vida cristã e intercedem junto a Deus por nós e pelos eleitos, a fim de que tenhamos força para viver nosso Batismo. Depois, os eleitos adultos são batizados e confirmados. Também os fiéis renovam seus compromissos batismais e são aspergidos com água.

Liturgia Eucarística

Os adultos que foram batizados apresentam as oferendas e recebem a Eucaristia pela primeira vez. O crucificado ressuscitou e passou a ser uma presença sacramentalmente viva na comunidade por meio da Eucaristia, que é o cume desta celebração. Tudo converge para ela e só ela a contém inteiramente. A nova Páscoa é eucarística. Esta noite é por excelência a noite do sacramento pascal. A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo e a antecipação daquela do céu. Por ela a Igreja participa da novidade pascal de Jesus ressuscitado.

 


Tríduo Pascal – a nossa Páscoa

Paulinas

Tríduo Pascal – nossa Páscoa – Sexta-feira da Paixão do Senhor

Na Sexta-feira Santa, dia de jejum e abstinência de carne, tem lugar a celebração da Paixão do Senhor. Acontece às três horas da tarde, hora em que Jesus morreu.

O evangelista João identifica a morte de Jesus num tempo diferente de Mateus, Lucas e Marcos. Ele faz coincidir a morte de Jesus quando eram sacrificados os cordeiros, ainda em preparação para a celebração da Páscoa. Tal como o cordeiro sacrificado na Páscoa dos judeus, Jesus é o novo cordeiro, cujo sangue derramado nos redime e tira o pecado do mundo.

A cruz não surgiu repentinamente na vida de Jesus de Nazaré. Ela foi consequência de uma opção radical pelo Pai e pelo Reino. Na fidelidade ao Pai, Jesus é fiel também aos pobres e aos pecadores, os quais o Pai ama e quer resgatar. Jesus não hesitou em defender os oprimidos. Condenou o poder e a riqueza construídos à custa da opressão, assim como as desigualdades sociais, as discriminações, as leis injustas que favoreciam apenas uma pequena parcela da sociedade. Não aceitou a hipocrisia e o uso da religião em proveito próprio. Anunciou o Reino de justiça, amor e paz, pois todos são iguais perante Deus, com os mesmos deveres e direitos. Essa maneira de agir acabou levando-o a ser condenado.

A sabedoria da razão humana porém não é suficiente para explicitar a experiência cristã da cruz. O seguimento exige a renúncia dos interesses pessoas que não estejam sintonizados com o projeto do Reino. Tomar a cruz e seguir o caminho do Mestre é enveredar pelo caminho do serviço na doação total, até a entrega da própria vida motivada pelo amor, a exemplo do Mestre. Sendo a vida o maior dom de Deus, se for colocada a serviço do Reino, jamais poderá ser perdida.

Liturgia da Palavra

1ª leitura: Is 52,13-53,12. O quarto canto do Servo Sofredor já é um profecia do mistério da Páscoa. É a nova significação do sofrimento, assumido como  salvação para justificar as mutidões, e no qual se entrevê a glorificação final do servo fiel.
Sl 30 – Eu me entrego em tuas mãos.
2ª leitura: Hb 4,14-16; 5,7-9. Cristo, o sumo e eterno sacerdote, aprendeu a obediência pelo sofrimento, era o único capaz de compartilhar as nossas fraquezas e libertar-nos para sempre.
Evangelho: Jo 18,1-19,42. Paixão do Senhor. O Servo do Senhor tornou-se realmente o único sacerdote a oferecer-se a si mesmo ao Pai.
A oração universal ou dos fiéis é proclamada de forma solene e completa.

Adoração da cruz

A cruz velada é levada ao altar, acompanhada por dois ministros com velas acesas. O sacerdote, de pé diante do altar, vai descobrindo-a cantando a antífona Eis o lenho da cruz… Todos respondem: Vinde adoremos. Todos permanecem um momento adorando em silêncio, de joelhos. Depois, os fiéis se aproximam em procissão e beijam a cruz.

Comunhão

Neste dia, não se celebra a Eucaristia; apenas se distribui o pão sagrado na missa vespertina anterior. Todos se retiram em silêncio.


Tríduo Pascal – a nossa Páscoa

Paulinas

Tríduo Pascal – a nossa Páscoa – Quinta-feira Santa

Ceia do Senhor

É considerada véspera da Sexta-Feira Santa.

Jesus, seguindo o costume de seus irmãos judeus, celebrava todos os anos a Páscoa em memória dos acontecimentos do Êxodo. Às vésperas de ser entregue e condenado à morte, Jesus celebrou a Páscoa com um sentido próprio a partir de sua morte na cruz. Sua morte é Páscoa: mostra a intervenção do Pai que salva a humanidade pelo amor de seu Filho, amor este levado às últimas consequências. “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Antecipadamente, ele celebrou em forma de ceia pascal o que iria acontecer no calvário no dia seguinte.

Ele tomou o pão e o vinho celebrados na Páscoa e aplicou-os a si mesmo. Nessa ceia, é costume bendizer a Deus sobre o pão sem fermento que é partido e distribuído; Jesus viu nesse gesto o sacrifício do seu corpo imolado na cruz e dado como alimento. Nela, toma-se vinho e come-se o cordeiro sacrificado, cujo sangue selou a primeira aliança entre Deus e o povo e também poupou da morte os primogênitos. Jesus é o novo cordeiro que tira o pecado do mundo, seu sangue redentor derramado na cruz perdoa todo pecado.

Ao celebrar pela última vez a Páscoa judaica com seus apóstolos, Jesus institui o memorial de sua Páscoa (Paixão, Morte e Ressureição), a Eucaristia como o sacramento por excelência, que expressa o significado de sua entrega como cumprimento do projeto do Reino de Deus. Na última ceia há uma antecipação celebrativa, sacramental, do sacrifício de expiação do pecado que acontece na cruz. Essa é a celebração sacramental nova, memorial do novo êxodo pascal de Cristo.

Sua entrega consciente àqueles que podiam matá-lo significou o enfrentamento do mal deste mundo pelo Filho de Deus. Jesus combate o mal pela raiz e ensina-nos que o amor deve ser levado às últimas consequências: “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).

Lava-pés

O gesto do lava-pés está muito presente na sociedade no tempo de Jesus, visto que se andava a pé. O primeiro gesto de acolhida numa casa era oferecer água para lavar os pés. O estranho é ver Jesus lavando os pés. Dessa forma, o gesto se reveste do valor da humildade, do serviço, do despojamento. Porque o comum era que um serviçal o realizasse.

Jesus, o Filho de Deus encarnado, entende sua vida e sua missão como serviço de amor à humanidade. Ele se doa inteiramente. “Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais assim como eu fiz para vós” (Jo 13,14-15). Assim, o Reino de Cristo só pode ser recebido e instaurado com o serviço de amor. E a entrega da sua vida na cruz será o cume desta entrega, da sua vida colocada a serviço da humanidade. Assim, os três elementos se orientam mutuamente: o sacrifício na cruz, o serviço e a humildade de lavar os pés, e o pão partido. Isto é Eucaristia.

Celebração litúrgica

Ritos iniciais
Liturgia da Palavra
1ª leitura: Ex 12,1-8.11-14 – Primeira Páscoa
Sl 115 – O cálice por nós abençoado
2ª leitura: 1Cor 11,23-26 – O que eu recebi vos transmiti
Evangelho: Jo 13,1-15 – Lave-pés
Lava-pés
Liturgia Eucarística
Transladação do Santíssimo Sacramento


Tríduo Pascal – a nossa Páscoa

Paulinas

Tríduo Pascal – a nossa Páscoa – O êxodo é Páscoa

A Páscoa é comemorada como festa de primavera. Lembremo-nos de que no hemisfério norte as estações do ano acontecem ao contrário das nossas. Quando lá é primavera, para nós é outono. No Oriente, os judeus se alegram com a chegada da primavera, pois brotam os trigais e os primeiros cachos de uva, e nascem as ovelhas, e por isso, desde antigamente, já era costume oferecer a Deus o pão e o cordeiro imolado.

No tempo de Moisés ainda quando os hebreus estavam no Egito, essa festa primaveril ganha sentido a partir da experiência do “êxodo”, uma palavra que significa “saída” e se refere à libertação do povo de Deus da escravidão egípicia. Eis a situação e os acontecimentos:

– o povo sofre a opressão do Faraó e os duros trabalhos pesados (cf. Ex 1,11-22);
– Deus suscita Moisés para libertá-los (cf. Ex 3,15-22);
– Moisés insiste com o Faraó para que deixe o povo partir do Egito para prestar um culto em liberdade (cf. Ex 7-11);
– naquela noite memorável, os hebreus comeram o pão sem fermento e marcaram as portas com o sangue do cordeiro imolado, que os protegeu do anjo irado e poupou da morte os primogênitos hebreus (cf. Ex 12).

No êxodo, Deus vem ao encontro da escravidão de seu povo para libertá-lo; essa ação divina acontece na história, isto é, em um tempo e espaço geográfico determinados. O êxodo é a Páscoa propriamente dita. “Essa mesma noite do Senhor deve ser observada por todos os israelitas, por todas as gerações” (Ex 12,42). “Toda a comunidade de Israel celebrará a Páscoa” (Ex 12,47). Isso é um memorial.

Tríduo Pascal – a nossa Páscoa
Paulinas

Tríduo Pascal – a nossa Páscoa – Introdução

Por meio da Morte e Ressureição, Jesus Cristo realizou de uma vez por todas a misteriosa vontade de Deus Pai e cumpriu a promessa de salvação em favor da humanidade, decaída pelo pecado. A esse maravilhoso acontecimento de salvação chamamos Mistério Pascal e o celebramos de modo particular na Semana Santa, que tem seu ponto alto no Tríduo Pascal.

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressureição do Senhor começa com a missa verpertina na Ceia do Senhor, possui seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as vésperas do Domingo da Ressureição.

O Tríduo Pascal resplandece como o ápice de todo o ano litúrgico: os três dias são considerados como único mistério, segundo a expressão de Santo Agostinho – santíssimo tríduo do Crucificado, Sepultado e Ressuscitado -, que se prolonga por cinquenta dias como um dia de Páscoa, como extensão daquele domingo que nunca deverá acabar.

Em nossa história presente, o próprio Cristo ressuscitado, vivo e vivificador, segue atuando em nós. Todos os outros acontecimentos da história acontecem uma vez e depois passam, são engolidos pelo passado. Já o Mistério Pascal de Cristo não pode permanecer somente no passado, mas aprticipa da eternidade divina, abraça todos os tempos e se mantém permanentemente presente (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1.085).

Tríduo Pascal – a nossa Páscoa
Paulinas

Texto: Antonio Francisco Lelo