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VÍDEO: Homilia do Pe. Julio em 20/09/2015 – 25º Domingo do Tempo Comum

VÍDEO: Homilia do Pe. Julio em 20/09/2015 – 25º Domingo do Tempo Comum

Assista à reflexão do Pe. Julio Lancellotti no 25º Domingo do Tempo Comum, celebrado em 20/09/2015. Nesse dia, a liturgia propõe aos cristãos “um banho de Evangelho”. Jesus chama a atenção dos discípulos que para ser o primeiro é preciso ser o último e aquele que serve, especialmente os mais fracos e fragilizados.

Gravação realizada na missa das 18h na igreja São Miguel Arcanjo, em São Paulo.

Angelus: não devemos reduzir o Reino de Deus a uma ‘igrejinha’

Domingo é dia de Oração Mariana. O Papa Francisco, da janela do seu escritório, dirigiu-se à Praça São Pedro lotada de fiéis e peregrinos, e falou de fazer Igreja num sentido amplo e para todos. Nada de fazer ‘igrejinhas’, de modo particular.

O Pontífice começou o Angelus lembrando do Evangelho de Mateus deste domingo, quando Jesus fala da resposta que vem dada ao convite de Deus, representado por um rei, para participar de uma festa de casamento. Um convite que tem três características fundamentais: a gratuidade, a amplidão e a universalidade.

Os convidados são tantos, continua o Papa, mas acontece alguma coisa de surpreendente: nenhum dos escolhidos aceita participar da festa, “pois tem algo a fazer. Na verdade, alguns demonstram indiferença, estranheza e até chateação. Deus é bom conosco, nos oferece gratuitamente a sua amizade, a sua alegria, a salvação, mas, tantas vezes, não acolhemos os seus donos, colocamos em primeiro lugar as nossas preocupações materiais, os nossos interesses.” Alguns convidados, continua o Pontífice, até mesmo maltratam e matam os servos que levam o convite. Mas, não obstante a falta de adesão aos chamados, o projeto de Deus não se interrompe.

“Diante da recusa dos primeiros convidados, Ele não desanima, não suspende a festa, mas repropõe o convite, ampliando, além do limite racional, e envia os seus servos nas praças e nas encruzilhadas das estradas para juntar aqueles que encontram. Trata-se de pessoas normais, pobres, abandonados e deserdados, até mesmo, bons e ruins – até os ruins são convidados -, sem distinção. E a sala se enche de ‘excluídos’. O Evangelho encontra uma acolhida inesperada em tantos outros corações.”

A qualquer um, afirma o Papa Francisco, “se dá a possibilidade de responder” ao convite de Deus. E vice-versa, “nenhum, tem o direito de se sentir privilegiado ou de reivindicar um convite exclusivo”: “Tudo isso nos induz a vencer o hábito de nos colocarmos comodamente no centro, come faziam os chefes dos sacerdotes e os fariseus. Isso não se deve fazer: nós precisamos nos abrir às periferias, reconhecendo que até quem está nas margens, até mesmo aquele que é rejeitado e desprezado da sociedade é objeto da generosidade de Deus.”

E ter uma generosidade como aquela de Deus, que chega a enxergar quem normalmente é invisível, impede, insiste o Papa, de insistir num outro tipo de erro:

“Todos somos chamados a não reduzir o Reino de Deus aos limites da ‘igrejinha’: a nossa ‘igrejinha’… Não serve isso! Mas a dilatar a Igreja às dimensões do Reino de Deus. Somente uma condição: vestir o vestido de noiva, isto é, testemunhar a caridade concreta a Deus e ao próximo.” (AC)

Fonte: News.Va

Ser Padre em São Paulo: Alegria em servir!

Ser Padre em São PauloO que é mesmo vocação?

Vocação é um chamado de Deus. Ele chama cada um pelo nome e confia uma missão para ser realizada na vida. Na Igreja, alguns homens são chamados para serem ministros ordenados de Jesus Cristo a serviço do Povo de Deus.

Qual é a missão do Cristão?

É amar e seguir Jesus Cristo. É ser sal da terra e luz deste mundo (cf. Mt 5, 13-16), vivendo a verdade que Cristo veio revelar. É seguir os passos de Jesus e seu exemplo através do Evangelho.

Como aprender a ser cristão?

A família e a Igreja são escolas de vida cristã. Nessas comunidades devem prevalecer a fé e o amor no único Deus e a esperança na realização das promessas de Cristo.

Como os cristãos vivem sua vocação?

O exercício das virtudes teologais: Fé, Esperança e Amor, faz-nos viver na cidade de tal modo que nos empenhemos em transformá-la em moradia de irmãos. O sonho cristão é ver realizado, no mundo, a vontade de Deus: que todos tenha vida em abundância (cf. Jo 10,10). A vocação do cristão deve promover o bem comum, lutando pela justiça e defendendo a dignidade e os direitos de todo ser humano, a partir de Jesus Cristo.


Como o padre vive sua missão em São Paulo?

Muitos são os aspectos da missão do padre na cidade, entre eles: animar a comunidade no seguimento de Jesus, presidir à celebração da Missa, ministrar os sacramentos, anunciar a palavra de Deus também através da mídia (jornal rádio, TV, Internet etc), ser sinal de comunhão com toda a Igreja, testemunhar, pela entrega radical de sua vida, o amor a Jesus Cristo, na oração e no serviço preferencial aos mais pobres e necessitados.

O que é preciso para ser um padre? Por onde começar?

Em primeiro lugar, É Deus quem chama. Ele nos escolhe primeiro. Chama cada um pelo nome. É preciso aprender a ouvir Deus. Para ser padre, é necessário ser um bom católico e amar a Igreja.

A família pode ajudar?

A família pode mostrar ao jovem que a vocação e missão do padre é algo bom e desejável; isso ajuda muito o jovem na hora de sua decisão. É fundamental estar engajado em uma comunidade e ali ajudar a atender as suas necessidades. É assim que o jovem vai descobrindo e exercitando seus dons, no grupo de jovens, na liturgia, no serviço aos pobres, na amizade etc. Quando surge uma dúvida sobre vocação, é hora de procurar o pároco ou o bispo e expor-lhes seus sentimentos e suas inquietações.

Pastoral Vocacional?

A Pastoral Vocacional é o trabalho feito por uma equipe de pessoas – bispo, padres, diáconos, religiosos(as) e leigos(as) –  que tem por objetivo ajudar e orientar os jovens no processo de discernimento vocacional. São realizados encontros de despertar vocacional com os interessados e um acompanhamento personalizado com cada candidato, através de entrevistas e conversas regulares.

E depois?

Se forem percebidos sinais autênticos de vocação e o interessado desejar seguir adiante, ele irá para o Seminário Propedêutico, quer dizer, introdutório. O tempo nesta casa é de um ano. Para entrar, é preciso que o jovem tenha concluído o Ensino Médio (antigo 2º grau) ou esteja concluindo. As atividades da casa incluem o estudo, a vida comunitária, o acompanhamento individual, a vida de oração, a formação humana, cristã e afetiva e o trabalho pastoral etc.

Ser Padre em São Paulo

E os passos seguintes?

A Filosofia

O candidato presta vestibular para a Faculdade de Filosofia e, uma vez aprovado, durante 3 anos, passa a morar no Seminário de Filosofia, que fica na Freguesia do Ó. Nesse período, além dos estudos acadêmicos, há a convivência, a oração, a formação humana, cristã e afetiva e o desenvolvimento de um trabalho pastoral sistemático.

A Teologia

Os quatro anos de estudo de Teologia e a vivência de cada etapa do processo formativo habilitam o seminarista a pedir a ORDENAÇÃO, isto é, a tornar-se padre. Uma vez ordenado, ele fará parte do clero da Arquidiocese de São Paulo, para servir a Igreja e o povo de Deus no serviço em uma das paróquias e comunidades das seis Regiões Episcopais, a saber: Sé, Ipiranga, Lapa, Santana, Belém e Brasilândia.

Ser Padre em São Paulo é bom demais.
Responda ao chamado que Deus está te fazendo!

Você já pensou em ser sacerdote?

Diante do batizado se abre a possibilidade de ser sacerdote, dedicar toda sua vida a Deus, no serviço ao seu povo, através da pregação do Evangelho, da liturgia e na caridade pastoral. A vocação sacerdotal, como todas as vocações, não é iniciativa da pessoa, mas de Deus. Três palavras são fundamentais na vocação sacerdotal: Deus chama, consagra e envia.

Todo o processo da vocação para o sacerdócio exige um longo caminho de discernimento, desde a consciência do chamado, a promoção vocacional, o acompanhamento, os anos de seminário até a ordenação sacerdotal. É um caminho que implica uma série de qualidades: amor a Jesus Cristo, amor ao Evangelho, amor à Igreja e ao povo de Deus e comunhão com o bispo e com o papa.

É importante lembrar que, para o sacerdócio, há a exigência do celibato. O dom do celibato, sinal da disponibilidade plena ao serviço de Deus na Igreja, condição para receber e viver o Sacramento da Ordem na Igreja Católica Apostólica Romana. Portanto, somente os que acolhem este dom, com amor, alegria e dedicação, podem ser sacerdotes.

E como fazer para ser sacerdote? Se você sente esse chamado, procure o seu pároco e ou bispo e peça uma orientação, um acompanhamento inicial. Ele o ajudará no discernimento vocacional e, depois, na devida preparação.

Aqui, na Arquidiocese de São Paulo, você poderá ter essas e outras informações no CVA – Centro Vocacional Arquidiocesano ou com os padres coordenadores regionais da PV nos endereços abaixo. Entre em contato!

ANIMAÇÃO VOCACIONAL

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo

Dom Edmar Peron
Bispo Referencial para a Pastoral Vocacional Arquidiocesana

Promotor Vocacional: Pe. Messias de Moraes Ferreira
Telefone: (11) 3104-1795
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Belém: Pe. Alexandre Ferreira Santos
Telefone: (11) 3061-8956
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Brasilândia: Pe. Adriano Robson Rodrigues
Telefone: (11) 3935-6638
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Ipiranga: Pe. Messias de Moraes Ferreira
Telefone: (11) 3104-1795
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Lapa: Pe. Flavio Heliton da Silva
Telefone: (11) 3768-4308
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Santana: Pe. Antonio Laureano
Telefone: (11) 2979-5558
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Sé: Pe. Domingos Geraldo Barbosa de Almeida Jr.
Telefone: (11) 3826-4999
E-mail: [email protected]

Escola Diaconal: Diácono Ailton Machado Mendes
Telefone: (11) 3104-1795
E-mail: [email protected]

Informações:

CVA – Centro Vocacional Arquidiocesano
(de segunda a sexta-feira – das 9h às 12h e das 13h às 17h)
Rua Filipe de Oliveira, 36 – 6º andar – 01001-010 – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3104-1795 – Fax: (11) 3104-2668
E-mail: [email protected]
http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br
http://facebook.com/cvasp1

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Jesus, Mestre Divino, que chamastes os apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Dai coragem às pessoas convidadas. Dai força para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade. Amém.

Episcopado é serviço, não honra: diz o Papa Francisco

Amem os presbíteros e os diáconos, os pobres e os indefesos e velem com amor pelo rebanho inteiro. Foram algumas das exortações feitas na tarde desta quinta-feira pelo Papa Francisco durante a missa – na Basílica de São Pedro – de ordenação episcopal do presidente da Pontifícia Academia Eclesiástica, Dom Giampiero Gloder, e do núncio apostólico na República de Gana, Dom Jean-Marie Speich. O Santo Padre leu o texto da homilia ritual, prevista no Pontifical Romano para o rito da Ordenação episcopal, fazendo espontaneamente alguns acréscimos.

Papa: “Quereis pregar, com fidelidade e perseverança, o Evangelho de Cristo?”

Eleitos: “Sim, quero!”

Seguindo a antiga tradição dos santos padres, essas e outras perguntas foram dirigidas aos dois ordenandos, antes da homilia da celebração.

Os bispos, “custódios e dispensadores dos ministérios de Cristo” – disse o Papa Francisco –, são chamados a seguir o exemplo do Bom Pastor e a servir ao povo de Deus.

Como se recorda no Pontifical Romano, ao bispo “compete mais o servir do que o dominar”:

“De fato, Episcopado é o nome de um serviço, não de uma honra. Sempre em serviço, sempre a serviço.”

Após exortar a anunciar a Palavra em toda ocasião, oportuna e inoportuna – como se lê no Pontifical Romano –, o Santo Padre recordou a centralidade da oração:

“Um bispo que não reza é um bispo na metade do caminho. E se não reza ao Senhor acaba no mundanismo.”

O serviço alimentado pela Palavra – acrescentou o Pontífice – deve ser orientado pelo amor:

“Amem, amem com amor de pai e de irmão todos aqueles que Deus lhes confiou. Em primeiro lugar, amem os presbíteros e os diáconos. São seus colaboradores, são, para vocês, os mais próximos dos próximos. Jamais façam um presbítero esperar, esperar uma audiência, respondam imediatamente. Estejam próximos deles. Mas amem também os pobres, os indefesos e aqueles que precisam de acolhimento e de ajuda. Tenham grande atenção por aqueles que não pertencem ao único rebanho de Cristo, porque também estes lhes foram confiados no Senhor. Rezem muito por eles.”

Além de servir e amar, os bispos são chamados a velar “pelo rebanho inteiro”, em nome do Pai, de seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo que dá vida à Igreja, concluiu o Papa Francisco. (RL)

Fonte: News. Va

Outubro missionário

Estamos em pleno mês de outubro, “mês das missões” para a Igreja. Muitas iniciativas, por toda parte, recordam-nos que somos um povo missionário, chamado a viver “em estado permanente de missão”.

O papa Francisco, no final da Jornada Mundial da Juventude do Rio, enviou os jovens para serem missionários do Evangelho no meio do mundo. “Ide, sem medo, para servir!”, foi com essas três palavras que fez o envio de mais de 3 milhões de missionários para os quatro cantos do mundo.

O cristão, discípulo de Jesus Cristo, não pode perder de vista o mandato missionário feito por Jesus na origem da Igreja: “Ide, pregai o Evangelho a toda criatura” (cf. Mc 16,15). Essa ordem de Cristo não cessou de valer, nem pode ser ignorada: somos um “povo em missão”. Temos uma boa notícia para anunciar a todos; muitos ainda não a conhecem e também têm o direito de se alegrar com a “Boa Nova da salvação”.

A vida do cristão é uma constante resposta a esse “ide”, de Jesus, que também prometeu: “Eu estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (cf. Mt 28,20). E o Papa encorajou os jovens: “Ide, sem medo!” Sim, apesar de a Mensagem ser bela e de grande esperança, ela é também desafiadora e chama à conversão.

Ela vai muitas vezes contra a lógica e as tendências dominantes do ambiente circunstante. Por isso, os discípulos missionários podem ser tentados de medo e de desânimo, sobretudo diante das cruzes, renúncias e martírios a que estão expostos. A superação do medo vem da certeza de que ele os acompanha e também já passou por isso: “O Reino de Deus sofre violência e só os corajosos o alcançam” (cf. Mt 11,12).

O medo pode tomar jeito de respeito humano, acomodação ou desânimo. A vida cristã sem brilho e ardor é como fogueira apagada, que não atrai nem comunica mais calor; pior que isso, tende a virar apenas cinza… A Igreja missionária precisa recobrar o ardor da fé e a chama da esperança; foi assim que os santos e os mártires tornaram-se os maiores missionários, que continuam a atrair para Jesus Cristo mesmo depois de terem deixado este mundo. O “medo” leva a desprezar e ocultar o dom recebido; foi isso que fez o “servo mau e preguiçoso” do Evangelho; ao responder ao seu senhor que lhe pedia contas da moeda emprestada, ele alegou: “Tive medo do senhor e escondi na terra o talento que me confiaste” (cf. Mt 25, 25-26).

O anúncio do Evangelho do Reino de Deus é um grande serviço prestado ao próximo, quer considerado individualmente, quer comunitariamente. O serviço ao próximo lembra o que fez Jesus: “Veio para servir, e não para ser servido” (cf. Mt 20,28). Há muitos modos de se colocar a serviço do próximo. O anúncio claro do Evangelho é um serviço inestimável aos outros; quem acende uma luz e ilumina o caminho da sociedade com a sabedoria da Palavra de Deus está oferecendo a coisa mais importante do mundo.

Neste mês missionário, no qual também recordamos Nossa Senhora do Rosário, aprendamos dela a nos colocar a serviço de todos. Ela, sem medo, disse: “Eis-me aqui, eu sou a serva do Senhor” (cf. Lc 1,38). Em sua disposição para acolher, sem medo, o convite para servir a Deus e a humanidade, ela deu ao mundo o Salvador… Nossa Senhora interceda pela Igreja missionária!

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
@DomOdiloScherer

Papa Francisco diz às religiosas: “O verdadeiro poder é o serviço”

Delegações de religiosas de todo o mundo foram recebidas pelo Papa Francisco na manhã desta quarta-feira, 08 de maio, na Sala Paulo VI, no Vaticano. As 800 irmãs, delegadas de 1900 diferentes Congregações, se reuniram nos últimos dias na Assembleia Plenária da União Internacional das Superioras Gerais, em Roma. Com elas, estava também o Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica, a quem Papa Francisco agradeceu logo no início de seu discurso. Dom João esteve domingo, 05, na Assembleia, participando de um debate e celebrando uma missa para as irmãs.

Centralidade de Cristo, autoridade como serviço de amor, e ouvir a Mãe-Igreja. Estas foram as três principais indicações sugeridas pelo Papa às religiosas, ao se dirigir a elas. “O que seria da Igreja sem vocês? Faltaria o carinho, a maternidade, a ternura, a intuição das mães. Queridas irmãs, fiquem certas de que eu as acompanho de perto, rezo por vocês, mas por favor, rezem também por mim!”, pediu Francisco.

O Papa também lembrou que “adorar e servir são dois comportamentos que não se separam, mas caminham sempre juntos; e disse que obediência é ouvir a vontade de Deus e aceitar que a obediência passe através das mediações humanas”. E completou: “Lembrem-se que a relação autoridade/obediência se insere no contexto maior do mistério da Igreja e constitui uma atuação especial de sua função mediadora”.

Outra questão recomendada para a reflexão das religiosas foi a pobreza, que – disse – não è a pobreza teórica: “A pobreza teórica não nos interessa, a pobreza se aprende tocando a carne de Cristo pobre”; e insistiu na necessidade de que as religiosas sejam espiritualmente fecundas e neste sentido, ‘sejam mães’ e não ‘solteironas’.

Avançando, Papa Francisco passou ao segundo elemento no exercício da autoridade: o serviço, que teve seu ápice luminoso na cruz. “Para o homem – especificou – quase sempre a autoridade è sinônimo de posse, mas a autoridade como serviço è sinônimo de amor, significa entrar na lógica de Jesus que se inclinou para lavar os pés aos pobres. Quem quiser ser grande será servidor e antes ainda, escravo”.

Após criticar comportamentos carreiristas de homens e mulheres da Igreja, que usam o povo como trampolim para suas ambições pessoais, pediu às religiosas que exerçam autoridade compreendendo, amando, ajudando, abraçando todos, especialmente quem se sente excluído, nas periferias existenciais do mundo humano.

“È impossível – acrescentou – que uma consagrada e um consagrado não sintam com a Igreja, e a eclesialidade é uma das dimensões constitutivas de sua vocação, é um carisma fundamental para a Igreja. O ‘sentir com a Igreja’ – explicou – se expressa na fidelidade ao magistério, em comunhão com os pastores e com o bispo de Roma, sinal de unidade visível”.

“O anúncio – reafirmou o Pontífice, citando Paulo VI – não é jamais um ato isolado ou de grupo. A evangelização se realiza graças a uma inspiração pessoal, em união com a Igreja e em nome dela”.

 

Novo Papa diz que “verdadeiro poder” é “serviço” aos outros

Francisco preside à missa da inauguração do pontificado e deixa apelos aos responsáveis políticos em favor dos mais fracos

Octávio Carmo, enviado da Agência ECCLESIA ao Vaticano

Cidade do Vaticano, 19 mar 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que o “verdadeiro poder” deve ser “serviço”, com especial atenção aos pobres e fracos, apelando ao compromisso neste sentido de quem tem cargos políticos ou económicos.

“Não esqueçamos nunca que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar cada vez mais naquele serviço que tem o seu cume luminoso na Cruz”, afirmou, na homilia da missa que marca o início solene do seu pontificado, na Praça de São Pedro, perante dezenas de milhares de pessoas.

A intervenção papal deixou um apelo direto aos que “ocupam cargos de responsabilidade” no campo económico, político ou social, e a todos “os homens e mulheres de boa vontade”.

“Queria pedir, por favor (…): sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”, referiu Francisco.

O Papa convidou os católicos a “cuidar carinhosamente” de todas as pessoas, “especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia”.

Ele próprio, precisou, deve “abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos”.

Francisco chegou ao local por volta das 08h50 (menos uma em Lisboa), a bordo de um automóvel descoberto, para cumprimentar os fiéis que o esperavam desde as primeiras horas da manhã.

O Papa acenou à multidão, sorridente, beijou algumas das crianças e, ao sair do papamóvel, cumprimentou um doente paralítico, sob os aplausos dos presentes.

A homilia evocou a solenidade de São José, que a Igreja Católica assinala anualmente neste dia 19, elogiando a “discrição” com que o esposo de Maria viveu a sua vida, “com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender”.

O primeiro Papa do continente americano, de 76 anos, declarou que o exemplo de José deve inspirar os católicos a ser sensíveis às “pessoas que lhe estão confiadas” e a “saber ler com realismo os acontecimentos”.

O sucessor de Bento XVI falou também da necessidade de proteger “a beleza da criação”, a exemplo de Francisco de Assis (c.1181-1226), que o inspirou na escolha do nome para o pontificado.

“Guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura”, acrescentou.

A ternura, disse o Papa, “não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário”, e permite abrir um “horizonte de esperança” perante os “tantos pedaços de céu cinzento do mundo de hoje.

“Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim”, concluiu.

O Papa argentino, primeiro do continente americano, agradeceu a presença de representantes de outras Igrejas cristãs, representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas, bem como aos chefes de Estado e de Governo, num total de 132 delegações oficiais.

A celebração começou com a entrega do anel do pescador, em prata dourada, e do pálio petrino, insígnias oficiais do Papa.

Beato Anchieta, o companheiro de Jesus

Gilda Carvalho

Como podemos fazer de nossa vida um testemunho vivo da comunhão com Cristo? José de Anchieta o fez. Jesuíta, apóstolo, missionário, Anchieta vai cumprir um papel fundamental na colonização de nosso país, onde viveu por 44 anos, participando ativamente da vida da colônia que surgia, evangelizando índios, cuidando de doentes, escrevendo a história daqueles dias sob a forma de cartas e poemas, fundando colégios e cidades.

Anchieta talvez tenha sido um dos jesuítas mais bem preparados que chegaram ao Brasil Colônia, enviados pela Companhia de Jesus para evangelizar as novas terras descobertas. Humilde, mesmo quando foi feito Provincial, continuou trabalhando como enfermeiro em hospitais e evangelizando os índios, tarefa que se dedicava com paciência e alegria. Aqui aprendeu a língua tupi e, através dela, comunicava-se com os habitantes da terra, transmitindo-lhes a mensagem do Evangelho. Escreveu diversas peças de teatro com as quais realizava o seu trabalho de evangelização.

O amor por Deus movia Anchieta em tudo o que fazia. Doente de um mal doloroso, não se deixava alquebrar pelos reveses de seus próprios sofrimentos. Antes, ia ao encontro do outro, oferecendo-se ao serviço fosse esse o cuidar de doentes, o cozinhar, o escrever, o evangelizar. Viveu, enfim, em últimas conseqüências, o ideal de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus: Em tudo amar e servir!

E este ideal só o vive aquele que se une irremediavelmente a Cristo. O desejo de levar a Boa Nova de Jesus Cristo a toda criatura fez com que Anchieta superasse todas as limitações: as suas e as de seu tempo. Ao olhar o tamanho de sua obra resta-nos pensar sobre o que seria o Brasil hoje se ele não tivesse andado por essas terras. Dessa forma, temos a dimensão da importância de seu trabalho, da sua capacidade de construir e, mais, da intensidade de sua vida de oração. Esta última é, sem dúvida, determinante para todo o empreendimento de Anchieta em nosso país.

Homem cheio do Espírito encontra na oração a forma de melhor distribuir e oferecer ao povo local seus talentos que a todos disponibiliza. Só aquele que vive em Cristo e por Cristo é capaz de construir e deixar bons frutos. E aqui, vemos a marca da adesão de Anchieta à proposta de Seu Senhor: a Ele servia e amava, a tudo e a todos, através de seus inúmeros dons e de sua disponibilidade.

Tal como Jesus de Nazaré, superava a si próprio para ir ao encontro do outro. Não havia sol, chuva, doença ou distância. Lá ia Anchieta, o “santinho corcós”, no dizer da poeta. Como Jesus percorreu os caminhos da Palestina, assim Anchieta fez em nosso país. Não morreu martirizado como o Mestre, mas soube como entregar sua dores ao Pai e Nele encontrar forças para continuar.

Anchieta morreu em 09 de junho de 1597, em Reritiba, no Espírito Santo, cidade que hoje leva o seu nome. Ainda em suas exéquias, foi proclamado Apóstolo do Brasil pelo Bispo D. Bartolomeu Simões Pereira. Respeitado por pessoas de todas as raças e classes sociais, continuou sendo venerado após sua morte. Por sua intercessão, atribuem-se milagres. Em 22 de junho de 1980 foi beatificado pelo papa João Paulo II e caminha-se hoje para a consolidação do processo de sua canonização definitiva.

Durante a Guerra contra os índios tamoios, Anchieta foi feito refém dos índios enquanto Pe. Nóbrega negociava a paz com os portugueses. Durante o período em que durou sua prisão, o Beato sofreu muitas violências morais, sem, contudo, perder a fé e deixar de acreditar que tudo passaria e o Espírito de Deus faria reinar a paz. E assim se sucedeu. Por ter experimentado o cativeiro e a violência, Anchieta é venerado como protetor contra todas as formas de violência. E é dessa devoção particular, que fica como texto sugerido para nossa oração, pedindo ao Apóstolo do Brasil que interceda por nós junto ao Senhor, para que a paz volte a reinar em nossas cidades:

Oração do Manto

Beato Anchieta, cujo coração abrasado pelo amor ao próximo buscou com afinco aliviar os males do corpo e da alma de todos os que estivessem necessitados, aliviai-nos hoje das aflições deste mundo tão conturbado.

E assim como vosso santo manto tantas vezes vos protegeu do sol, do frio, dos ventos, das tempestades e dos perigos da selva, nas incansáveis andanças por terras do Brasil em nome do Senhor, rogamos também neste momento a vossa proteção. Recolhei-nos de agora em diante sob ele. Abrigai, envolvei, agasalhai e protegei o nosso corpo dos perigos que diariamente estamos sujeitos a enfrentar, fazendo com que possamos nos tornar invisíveis diante da agressão e da violência de um assalto e de um seqüestro. Abrigai também a nossa razão, o nosso entendimento, o nosso coração e a nossa alma para que reconfortados, fortalecidos e interiormente harmonizados possamos construir a nossa existência neste mundo, como o fizestes, “para a maior glória de Deus”.

Beato Pe. Anchieta, a vós que num ato de coragem, tão próprio da vossa infinita bondade e do vosso amor ao próximo, vos tornastes refém dos indígenas, em nome da paz entre todos os irmãos, rogamos também que abrandeis hoje o coração de todos aqueles que nos tornam diariamente reféns do temor em decorrência dos seus atos de desmando cruel. Dai-lhes discernimento!

Tríduo Pascal – a nossa Páscoa – Quinta-feira Santa

Ceia do Senhor

É considerada véspera da Sexta-Feira Santa.

Jesus, seguindo o costume de seus irmãos judeus, celebrava todos os anos a Páscoa em memória dos acontecimentos do Êxodo. Às vésperas de ser entregue e condenado à morte, Jesus celebrou a Páscoa com um sentido próprio a partir de sua morte na cruz. Sua morte é Páscoa: mostra a intervenção do Pai que salva a humanidade pelo amor de seu Filho, amor este levado às últimas consequências. “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Antecipadamente, ele celebrou em forma de ceia pascal o que iria acontecer no calvário no dia seguinte.

Ele tomou o pão e o vinho celebrados na Páscoa e aplicou-os a si mesmo. Nessa ceia, é costume bendizer a Deus sobre o pão sem fermento que é partido e distribuído; Jesus viu nesse gesto o sacrifício do seu corpo imolado na cruz e dado como alimento. Nela, toma-se vinho e come-se o cordeiro sacrificado, cujo sangue selou a primeira aliança entre Deus e o povo e também poupou da morte os primogênitos. Jesus é o novo cordeiro que tira o pecado do mundo, seu sangue redentor derramado na cruz perdoa todo pecado.

Ao celebrar pela última vez a Páscoa judaica com seus apóstolos, Jesus institui o memorial de sua Páscoa (Paixão, Morte e Ressureição), a Eucaristia como o sacramento por excelência, que expressa o significado de sua entrega como cumprimento do projeto do Reino de Deus. Na última ceia há uma antecipação celebrativa, sacramental, do sacrifício de expiação do pecado que acontece na cruz. Essa é a celebração sacramental nova, memorial do novo êxodo pascal de Cristo.

Sua entrega consciente àqueles que podiam matá-lo significou o enfrentamento do mal deste mundo pelo Filho de Deus. Jesus combate o mal pela raiz e ensina-nos que o amor deve ser levado às últimas consequências: “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).

Lava-pés

O gesto do lava-pés está muito presente na sociedade no tempo de Jesus, visto que se andava a pé. O primeiro gesto de acolhida numa casa era oferecer água para lavar os pés. O estranho é ver Jesus lavando os pés. Dessa forma, o gesto se reveste do valor da humildade, do serviço, do despojamento. Porque o comum era que um serviçal o realizasse.

Jesus, o Filho de Deus encarnado, entende sua vida e sua missão como serviço de amor à humanidade. Ele se doa inteiramente. “Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais assim como eu fiz para vós” (Jo 13,14-15). Assim, o Reino de Cristo só pode ser recebido e instaurado com o serviço de amor. E a entrega da sua vida na cruz será o cume desta entrega, da sua vida colocada a serviço da humanidade. Assim, os três elementos se orientam mutuamente: o sacrifício na cruz, o serviço e a humildade de lavar os pés, e o pão partido. Isto é Eucaristia.

Celebração litúrgica

Ritos iniciais
Liturgia da Palavra
1ª leitura: Ex 12,1-8.11-14 – Primeira Páscoa
Sl 115 – O cálice por nós abençoado
2ª leitura: 1Cor 11,23-26 – O que eu recebi vos transmiti
Evangelho: Jo 13,1-15 – Lave-pés
Lava-pés
Liturgia Eucarística
Transladação do Santíssimo Sacramento


Tríduo Pascal – a nossa Páscoa

Paulinas