vocação

Paulo, pedagogo dos cristãos

Cardeal Odilo Pedro Scherer

A “Conversão de São Paulo”, comemorada como festa patronal na Arquidiocese de São Paulo, nos convida a descobrir no Apóstolo um exímio educador dos cristãos na fé em Cristo. O Apóstolo não apenas se interessou em anunciar o Evangelho e dar início a comunidades cristãs, mas também as acompanhava, dando-lhos respaldo e formação cristã.

Nas suas Cartas, encontramos passagens com a exposição, aprofundamento e defesa da fé; em outras, ele vai às consequências do Evangelho para a vida pessoal, familiar e comunitária. Em outras ainda, aparecem correções de erros e desvios no caminho do cristão, bem como exortações vigorosas para progredir e amadurecer no caminho da fé.

Ninguém nasce cristão completo, mas aprende-se a sê-lo; não basta ter, um dia, recebido a fé cristã: é preciso dar passos, aprofundar e ampliar a experiência da fé, aprender mais sobre o “mistério da fé” abraçado, perseverar e produzir os frutos da fé. São Paulo nos dá o exemplo de verdadeiro pai e educador na fé para suas comunidades.

Ele não apresenta um código de regras para a vivência cristã, mas coloca diante dos fieis as referências fundamentais, a partir das quais eles devem modelar a cada passo a sua vivência na fé: precisam deixar a maneira antiga de viver e conformar a vida ao Evangelho (cf Ef 4,22); abandonar o homem velho e revestir-se do homem novo (23s). A vida cristã é feita de escolhas: “não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa maneira de pensar (…), segundo a vontade de Deus” (cf Rm 12).

Uma referência constante nessa formação do cristão é seu relacionamento novo com Deus. Uma mudança substancial realizou-se na vida de quem foi batizado e o fiel deve tratar com Deus como “filho querido”, e não mais como alguém distante e estranho a Deus; não deve mais comportar-se como se nunca tivesse conhecido a Deus (Ef 4,17s). Os cristãos são chamados mesmo a serrem “imitadores de Deus, como filhos queridos (cf Ef 5,1s). Daí decorre que a dignidade e a santidade são a única forma de vida que lhes convém: “procedei como filhos da luz (…), discerni o que agrada ao Senhor” (5,9-10).

Outra referência fundamental para a educação na fé é a vida nova em Cristo. Quem foi batizado, tornou-se filho de Deus pela fé em Cristo, revestiu-se de Cristo, tornou-se um só em Cristo, com os outros batizados, e tem a mesma esperança por causa da promessa de Deus realizada por meio de Cristo (cf Gl 3,26-29). A vida cristã é um constante “estar em Cristo” e perseverar nele.

Por isso, Paulo convida a levar vida digna da vocação cristã, de acordo com esta nova condição recebida por graça de Deus (cf Ef 4,1), a “buscar as coisas do alto” e a não mais viver apenas para as coisas terrenas (cf Cl 3,1). Ele próprio diz que o sentido de sua vida mudou totalmente depois de encontrar Cristo: “para mim, agora, o viver é Cristo” (cf Fl, 1,21). “Quem está em Cristo é uma nova criatura” (cf 2Cor 5,17).

A terceira referência para a educação do cristão é a relação com a comunidade de fé. O cristão não vive isolado, nem crê sozinho, de maneira individualista: ele precisa crescer como membro do corpo de Cristo, cada um dando a sua contribuição para o crescimento da Igreja (cf Ef 4,1ss). Os dons que cada um recebeu do Espírito Santo devem ser colocados a serviço do “corpo de Cristo, do qual todos somos todos membros (cf 1Cor 12). Cada um deve ajudar a edificar o templo de Deus, mas ver bem com que material está construindo (cf 1Cor 3,10). A boa qualidade da vida cristã é pedida a todos.

Enfim, Paulo exorta ao esforço cotidiano, a não desanimar, mas a perseverar na fé: “Aquele que começou em vós a boa obra há de levá-la a bom termo” (cf Fl 1,6).

Mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

“Vocações, testemunho da verdade”. Este é o tema da mensagem do papa Francisco, divulgada nesta quinta-feira, 16, para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado em 11 de maio deste ano.

Na mensagem o papa, o papa diz que “toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho”. Segundo Francisco, “quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus”.

Leia a íntegra do texto abaixo:

Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

“Vocações, testemunho da verdade”

Amados irmãos e irmãs!

1. Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (…). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que «a messe é grande». Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a ação eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um destes «colaboradores de Deus», trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: «Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo» (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele.

2. Muitas vezes rezamos estas palavras do Salmista: «O Senhor é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-Lhe, somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho» (Sal 100/99, 3); ou então: «O Senhor escolheu para Si Jacob, e Israel, para seu domínio preferido» (Sal 135/134, 4). Nós somos «domínio» de Deus, não no sentido duma posse que torna escravos, mas dum vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece para sempre, «porque o seu amor é eterno!» (Sal 136/135, 1). Por exemplo, na narração da vocação do profeta Jeremias, Deus recorda que Ele vigia continuamente sobre a sua Palavra para que se cumpra em nós. A imagem adotada é a do ramo da amendoeira, que é a primeira de todas as árvores a florescer, anunciando o renascimento da vida na Primavera (cf. Jr 1, 11-12). Tudo provém d’Ele e é dádiva sua: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, mas – tranquiliza-nos o Apóstolo – «vós sois de Cristo e Cristo é de Deus» (1 Cor 3, 23). Aqui temos explicada a modalidade de pertença a Deus: através da relação única e pessoal com Jesus, que o Batismo nos conferiu desde o início do nosso renascimento para a vida nova. Por conseguinte, é Cristo que nos interpela continuamente com a sua Palavra, pedindo para termos confiança n’Ele, amando-O «com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças» (Mc 12, 33). Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus. É «um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs» (Discurso à União Internacional das Superioras Gerais, 8 de maio de 2013). Por isso, todos somos chamados a adorar Cristo no íntimo dos nossos corações (cf. 1 Ped 3, 15), para nos deixarmos alcançar pelo impulso da graça contido na semente da Palavra, que deve crescer em nós e transformar-se em serviço concreto ao próximo. Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projeto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração.

3. Também hoje Jesus vive e caminha nas nossas realidades da vida ordinária, para Se aproximar de todos, a começar pelos últimos, e nos curar das nossas enfermidades e doenças. Dirijo-me agora àqueles que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que «são espírito e são vida» (Jo 6, 63). Maria, Mãe de Jesus e nossa, repete também a nós: «Fazei o que Ele vos disser!» (Jo 2, 5). Far-vos-á bem participar, confiadamente, num caminho comunitário que saiba despertar em vós e ao vosso redor as melhores energias. A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que «por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35)?

4. Amados irmãos e irmãs, viver esta «medida alta da vida cristã ordinária» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31) significa, por vezes, ir contra a corrente e implica encontrar também obstáculos, fora e dentro de nós. O próprio Jesus nos adverte: muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22). Todas estas dificuldades poder-nos-iam desanimar, fazendo-nos optar por caminhos aparentemente mais cômodos. Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. «Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!» (Homilia na Missa para os crismandos, 28 de Abril de 2013). A vós, Bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs, peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, «exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31).

Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja «boa terra» a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós. Com estes votos e pedindo-vos que rezeis por mim, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Janeiro de 2014

Francisco

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

Ser Padre em São Paulo: Alegria em servir!

Ser Padre em São PauloO que é mesmo vocação?

Vocação é um chamado de Deus. Ele chama cada um pelo nome e confia uma missão para ser realizada na vida. Na Igreja, alguns homens são chamados para serem ministros ordenados de Jesus Cristo a serviço do Povo de Deus.

Qual é a missão do Cristão?

É amar e seguir Jesus Cristo. É ser sal da terra e luz deste mundo (cf. Mt 5, 13-16), vivendo a verdade que Cristo veio revelar. É seguir os passos de Jesus e seu exemplo através do Evangelho.

Como aprender a ser cristão?

A família e a Igreja são escolas de vida cristã. Nessas comunidades devem prevalecer a fé e o amor no único Deus e a esperança na realização das promessas de Cristo.

Como os cristãos vivem sua vocação?

O exercício das virtudes teologais: Fé, Esperança e Amor, faz-nos viver na cidade de tal modo que nos empenhemos em transformá-la em moradia de irmãos. O sonho cristão é ver realizado, no mundo, a vontade de Deus: que todos tenha vida em abundância (cf. Jo 10,10). A vocação do cristão deve promover o bem comum, lutando pela justiça e defendendo a dignidade e os direitos de todo ser humano, a partir de Jesus Cristo.


Como o padre vive sua missão em São Paulo?

Muitos são os aspectos da missão do padre na cidade, entre eles: animar a comunidade no seguimento de Jesus, presidir à celebração da Missa, ministrar os sacramentos, anunciar a palavra de Deus também através da mídia (jornal rádio, TV, Internet etc), ser sinal de comunhão com toda a Igreja, testemunhar, pela entrega radical de sua vida, o amor a Jesus Cristo, na oração e no serviço preferencial aos mais pobres e necessitados.

O que é preciso para ser um padre? Por onde começar?

Em primeiro lugar, É Deus quem chama. Ele nos escolhe primeiro. Chama cada um pelo nome. É preciso aprender a ouvir Deus. Para ser padre, é necessário ser um bom católico e amar a Igreja.

A família pode ajudar?

A família pode mostrar ao jovem que a vocação e missão do padre é algo bom e desejável; isso ajuda muito o jovem na hora de sua decisão. É fundamental estar engajado em uma comunidade e ali ajudar a atender as suas necessidades. É assim que o jovem vai descobrindo e exercitando seus dons, no grupo de jovens, na liturgia, no serviço aos pobres, na amizade etc. Quando surge uma dúvida sobre vocação, é hora de procurar o pároco ou o bispo e expor-lhes seus sentimentos e suas inquietações.

Pastoral Vocacional?

A Pastoral Vocacional é o trabalho feito por uma equipe de pessoas – bispo, padres, diáconos, religiosos(as) e leigos(as) –  que tem por objetivo ajudar e orientar os jovens no processo de discernimento vocacional. São realizados encontros de despertar vocacional com os interessados e um acompanhamento personalizado com cada candidato, através de entrevistas e conversas regulares.

E depois?

Se forem percebidos sinais autênticos de vocação e o interessado desejar seguir adiante, ele irá para o Seminário Propedêutico, quer dizer, introdutório. O tempo nesta casa é de um ano. Para entrar, é preciso que o jovem tenha concluído o Ensino Médio (antigo 2º grau) ou esteja concluindo. As atividades da casa incluem o estudo, a vida comunitária, o acompanhamento individual, a vida de oração, a formação humana, cristã e afetiva e o trabalho pastoral etc.

Ser Padre em São Paulo

E os passos seguintes?

A Filosofia

O candidato presta vestibular para a Faculdade de Filosofia e, uma vez aprovado, durante 3 anos, passa a morar no Seminário de Filosofia, que fica na Freguesia do Ó. Nesse período, além dos estudos acadêmicos, há a convivência, a oração, a formação humana, cristã e afetiva e o desenvolvimento de um trabalho pastoral sistemático.

A Teologia

Os quatro anos de estudo de Teologia e a vivência de cada etapa do processo formativo habilitam o seminarista a pedir a ORDENAÇÃO, isto é, a tornar-se padre. Uma vez ordenado, ele fará parte do clero da Arquidiocese de São Paulo, para servir a Igreja e o povo de Deus no serviço em uma das paróquias e comunidades das seis Regiões Episcopais, a saber: Sé, Ipiranga, Lapa, Santana, Belém e Brasilândia.

Ser Padre em São Paulo é bom demais.
Responda ao chamado que Deus está te fazendo!

Você já pensou em ser sacerdote?

Diante do batizado se abre a possibilidade de ser sacerdote, dedicar toda sua vida a Deus, no serviço ao seu povo, através da pregação do Evangelho, da liturgia e na caridade pastoral. A vocação sacerdotal, como todas as vocações, não é iniciativa da pessoa, mas de Deus. Três palavras são fundamentais na vocação sacerdotal: Deus chama, consagra e envia.

Todo o processo da vocação para o sacerdócio exige um longo caminho de discernimento, desde a consciência do chamado, a promoção vocacional, o acompanhamento, os anos de seminário até a ordenação sacerdotal. É um caminho que implica uma série de qualidades: amor a Jesus Cristo, amor ao Evangelho, amor à Igreja e ao povo de Deus e comunhão com o bispo e com o papa.

É importante lembrar que, para o sacerdócio, há a exigência do celibato. O dom do celibato, sinal da disponibilidade plena ao serviço de Deus na Igreja, condição para receber e viver o Sacramento da Ordem na Igreja Católica Apostólica Romana. Portanto, somente os que acolhem este dom, com amor, alegria e dedicação, podem ser sacerdotes.

E como fazer para ser sacerdote? Se você sente esse chamado, procure o seu pároco e ou bispo e peça uma orientação, um acompanhamento inicial. Ele o ajudará no discernimento vocacional e, depois, na devida preparação.

Aqui, na Arquidiocese de São Paulo, você poderá ter essas e outras informações no CVA – Centro Vocacional Arquidiocesano ou com os padres coordenadores regionais da PV nos endereços abaixo. Entre em contato!

ANIMAÇÃO VOCACIONAL

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo

Dom Edmar Peron
Bispo Referencial para a Pastoral Vocacional Arquidiocesana

Promotor Vocacional: Pe. Messias de Moraes Ferreira
Telefone: (11) 3104-1795
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Belém: Pe. Alexandre Ferreira Santos
Telefone: (11) 3061-8956
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Brasilândia: Pe. Adriano Robson Rodrigues
Telefone: (11) 3935-6638
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Ipiranga: Pe. Messias de Moraes Ferreira
Telefone: (11) 3104-1795
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Lapa: Pe. Flavio Heliton da Silva
Telefone: (11) 3768-4308
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Santana: Pe. Antonio Laureano
Telefone: (11) 2979-5558
E-mail: [email protected]

Região Episcopal Sé: Pe. Domingos Geraldo Barbosa de Almeida Jr.
Telefone: (11) 3826-4999
E-mail: [email protected]

Escola Diaconal: Diácono Ailton Machado Mendes
Telefone: (11) 3104-1795
E-mail: [email protected]

Informações:

CVA – Centro Vocacional Arquidiocesano
(de segunda a sexta-feira – das 9h às 12h e das 13h às 17h)
Rua Filipe de Oliveira, 36 – 6º andar – 01001-010 – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3104-1795 – Fax: (11) 3104-2668
E-mail: [email protected]
http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br
http://facebook.com/cvasp1

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Jesus, Mestre Divino, que chamastes os apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Dai coragem às pessoas convidadas. Dai força para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade. Amém.

Papa Francisco encontra o clero de Roma

“Mesmo agora que sou Papa me sinto ainda um sacerdote”. Esta é uma das passagens chaves do diálogo que o Papa Francisco teve, na manhã desta segunda-feira, com os sacerdotes da Diocese de Roma, a sua Diocese, reunidos na Basílica São João de Latrão. A acolher o Papa, 20 minutos antes do previsto, foi o Cardeal Vigário Agostino Vallini, que na sua saudação comentou como este encontro tenha sido programado pelo novo Bispo de Roma, logo após ter sido eleito.

“O que é o cansaço para um Sacerdote, para um Bispo e mesmo para o Bispo de Roma?” O Papa Francisco desenvolveu o seu pronunciamento introdutivo, detendo-se neste questionamento. E confiou que a inspiração lhe veio após ler a carta enviada por um sacerdote idoso, que justamente lhe falava sobre este cansaço, um “cansaço no coração”. “Existe – disse o Papa – um cansaço do trabalho e isto todos conhecemos. Chegamos de noite, cansados de trabalhar e passamos diante do Tabernáculo para saudar o Senhor. Sempre – advertiu – é necessário passar pelo Tabernáculo”:

“Quando um sacerdote está em contato com o seu povo, se cansa. Quando um padre não está em contato com o seu povo, se cansa, mas mal e para dormir deve tomar um comprimido, não? Ao invés disso, aquele que está em contato com o povo – que de fato o povo tem tantas exigências, tantas exigências! Mas são as exigências de Deus, não? – este cansa realmente e não tem necessidade de tomar comprimidos”.

Existe, porém, um “cansaço final” – prosseguiu Francisco – que se vê antes do “crespúsculo da vida” onde “existe a luz escura e o escuro um pouco luminoso”. É “um cansaço que vem no momento em que deveria existir o triunfo”, mas ao invés disto “vem este cansaço”. Isto – afirmou – acontece quando “o sacerdote se questiona sobre sua existência, olha para trás, ao caminho percorrido e pensa nas renúncias, aos filhos que não teve e se pergunta se não errou, se a sua vida “falhou”. É justamente sobre o “cansaço do coração” de que o sacerdote escrevia na carta.

O Papa citou então, o cansaço em tantas figuras bíblicas, de Elias a Moisés, de Jeremias até João Batista. Este último, afirmou, na “escuridão da prisão” vive o “escuro de sua alma” e manda os seus discípulos perguntarem a Jesus se Ele é realmente aquele que estão esperando. O que pode fazer então um sacerdote que vive a experiência de João Batista? Rezar, “até dormir diante do Tabernáculo, mas estar ali”. E depois “procurar a proximidade com os outros padres, e sobretudo, com os bispos”:

“Nós, Bispos, devemos ser próximos aos sacerdotes, devemos ser caridosos com o próximo e os mais próximos são os sacerdotes. Os mais próximos do Bispo são os sacerdotes. (aplausos). Vale também o contrário, eh! (risos e aplausos): o mais próximo dos padres deve ser o bispo, o mais próximo. A caridade para com o próximo, o mais próximo é o meu bispo. O Bispo diz: os mais próximos são os meus padres. É bonita esta troca, não? Isto, acredito, é o momento mais importante da proximidade,entre o bispo e os sacerdotes: este momento sem palavras, porque não existem palavras para este cansaço”.

A partir deste ponto, iniciou-se o diálogo do Papa Francisco com os sacerdotes, aos quais pediu para sentirem-se livres para perguntar qualquer coisa. Respondendo à primeira pergunta, o Papa Francisco disse que no serviço pastoral, não deve se “confundir a criatividade com fazer alguma coisa nova”. A criatividade – afirmou – “é buscar o caminho para que o Evangelho seja anunciado” e isto “não é fácil”. Criatividade “não é somente mudar as coisas”. É uma outra coisa, vem do Espírito e se faz com a oração e se faz falando com os fiéis, com as pessoas. O Papa, então, recordou uma experiência vivida quando era Arcebispo de Buenos Aires. Com um sacerdote, disse, procurava entender como tornar a sua igreja mais acolhedora:

“Ah, se passa tanta gente aqui, talvez seria bonito que a igreja ficasse aberta durante todo o dia…Boa idéia! Também seria bonito que tivesse sempre um confessor à disposição, alí…Boa idéia! E assim foi”.

Esta – acrescentou – é uma ‘corajosa criatividade’. Também em relação aos cursos em preparação ao Batismo “é necessário superar o obstáculo dos pais e das mães que trabalham toda a semana e no domingo gostariam de repousar”. Então, é necessário “buscar novos caminhos”, como uma “missão no bairro” promovida pelos leigos. E esta é a “conversão pastoral”. A Igreja, “também o Código de Direito canônico nos dá tantas, tantas possibilidades, tanta liberdade para buscarmos estas coisas”. É necessário – destacou – procurar os momentos de acolhida, quando os fiéis devem ir à paróquia por um motivo ou outro. E criticou severamente quem, numa paróquia, está mais preocupado em pedir dinheiro por um certificado que pelo Sacramento e assim “afastam as pessoas”. É necessário, ao invés disto, “a acolhida cordial”: “que aquele que venha à igreja se sinta como na sua casa. Se sinta bem. Que não se sinta explorado”:

“Um sacerdote, uma vez – não da minha Diocese, de uma outra -, me dizia: ‘Mas, eu não faço pagar nada, nem mesmo as intenções da Missa. Tenho alí uma caixa e eles deixam aquilo que querem. Mas Padre: tenho quase o dobro do que tinha anteriormente. Porque as pessoas são generosas, e Deus abençoa estas coisas’.

“Se, ao invés disto, a pessoa vê que existe um interesse econômico, então se afasta”, observou Francisco. O Papa então, respondeu a quem lhe perguntava como ele se define agora, visto que, como Arcebispo de Buenos Aires, gostava definir-se simplesmente como ‘sacerdote’:

“Mas, eu me sinto padre, é sério. Eu me sinto padre, sacerdote, é verdade, bispo…Me sinto assim, não! E agradeço ao Senhor por isto. (aplausos) Teria medo de sentir-me um pouco mais importante, não! Isto sim, tenho medo disto, pois o diabo é esperto, eh!, é esperto e te faz sentir que agora tu tem poder, que tu pode fazer isto, que tu podes fazer quilo…mas sempre girando, girando em volta, como um leão – assim diz São Pedro, não! Mas graças a Deus, isto não perdi, ainda, não! E se vocês virem que eu perdi isto, por favor, me digam e se não puderem me dizer privadamente, digam publicamente, mas digam: ‘Olha, converta-te!’, porque está claro, não?” (aplausos)|

Após, o Santo Padre falou sobre os sacerdotes misericordiosos. Um padre enamorado – disse – deve sempre recordar-se do primeiro amor, de Jesus, “retornar àquela fidelidade que permanece sempre e nos espera”. Para mim, isto é “o ponto-chave de um sacerdote enamorado: que tenha a capacidade de voltar à recordação do primeiro amor”. E acrescentou: “uma Igreja que perde a memória, é uma Igreja eletrônica: não tem vida”. Assim, é necessário guardar-se dos padres rigorosos e negligentes. O sacerdote misericordioso – afirmou – é aquele que diz a verdade mas acrescenta: “Não te apavores, o Deus bom te espera, Caminhemos juntos”. A isto acrescentou: “devemos tê-lo sempre sob os olhos: acompanhar. Ser companheiros de caminho”. “A conversão sempre se faz assim – disse – a caminho e não no laboratório”.

“A verdade de Deus é esta verdade, digamos assim dogmática, para dizer uma palavra, ou moral, mas acompanhada do amor e da paciência de Deus, sempre assim”.

“Na Igreja – acrescentou – existem certos escândalos mas também tanta santidade e esta é maior. E existe também esta “santidade cotidiana”, escondida, “aquela santidade de tantas mães e de tantas mulheres, de tantos homens que trabalham todo o dia pela família”. Palavras estas acompanhadas de um encorajadora convicção:

“Eu ouso dizer que a Igreja nunca esteve tão bem como hoje. A Igreja não cai: estou seguro disto, estou seguro!”

O Papa então, voltou ao tema das periferias existenciais, retomando as suas palavra sobre “conventos vazios” e a generosidade para com os mais necessitados. Por fim, refletiu sobre o tema da família, e em particular sobre a delicada questão da nulidade dos matrimônios e sobre as segundas uniões. Um problema – recordou – que Bento XVI tinha no seu coração. “O problema – disse – não pode ser reduzido à questão do fazer a comunhão ou não, porque quem coloca o problema somente nestes termos não entende qual é o verdadeiro problema”.

“É um problema grave” – observou – “de responsabilidade da Igreja em relação às famílias que vivem esta situação”. A Igreja – afirmou ainda – neste momento deve fazer alguma coisa para resolver os problemas das nulidades matrimoniais. Um tema sobre o qual falará com o grupo dos 8 Cardeais que se reunirão nos primeiros dias de outubro, no Vaticano. E será tratado também no próximo Sínodo dos Bispos, pois é uma verdadeira periferia existencial” Por fim, o Papa Francisco recordou que no próximo 21 de setembro recorre o 60º aniversário de sua vocação ao sacerdócio. (JE)

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

A vocação de todos

A primeira e essencial vocação de todas as pessoas é o chamado à vida e a alcançar a salvação. A compreensão cristã sobre a vida nos leva a afirmar que ninguém nasceu, sem que isso fosse também do conhecimento de Deus. Deus já nos conhecia até mesmo antes que fôssemos formados no seio da mãe (cf Sl 139,15-16). Se Deus chama à existência uma pessoa, não é para a frustração dessa mesma pessoa e a perda de sua existência no nada; mas é para que ela alcance a plenitude da vida, o que significa, na linguagem bíblica e cristã, a “salvação eterna”. O homem não é capaz de dar a si mesmo a salvação: em última análise, recebe-a de Deus quando a busca e acolhe de coração sedento e aberto.

Santo Agostinho, recordado no dia 28 de agosto, resume esta busca, a incapacidade do homem de salvar a si mesmo e a sua realização plena em Deus no seu célebre pensamento: “Tu nos fizeste, Senhor, para ti e nosso coração anda inquieto até que não repousa novamente em ti”. O homem tenta dar a si mesmo a satisfação plena de sua existência; é compreensível que o faça e não poderia deixar de fazê-lo, sem frustrar o sentido de sua existência.

No entanto, cedo ou tarde, percebe que é incapaz de resolver esta questão existencial. As atitudes, então, podem ser várias: resignar-se a uma vida sem sentido; deixar-se levar pelas sensações de cada momento, julgando ser essa a melhor forma de “aproveitar o aproveitável” de uma existência sem sentido; abafar a voz interior e afogar o grito da alma numa desenfreada busca dos prazeres da vida; rebelar-se e esbravejar contra Deus e contra todos aqueles que poderiam ter culpa pelo seu estado de infelicidade…

Santo Agostinho também passou por isso: “Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu, meu Deus, por ti suspiro dia e noite! Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu, fora. Eu te procurava e lançava-me, nada belo, ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu, não contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existissem em ti. Chamaste, clamaste, rompeste a minha surdez; brilhaste, resplandeceste e afugentaste a minha cegueira. Exalaste perfume e eu respirei. Provei-te e tenho mais fome e sede. Tocaste-me e ardi de tua paz.” (Confissões de S.Agostinho).

O chamado de Deus só pode ser percebido, quando se está atento. Muitas coisas nos distraem e desviam nossa atenção, não deixando perceber o chamado de Deus e a silenciosa e forte atração que ele exerce sobre a existência humana. Desde Adão e Eva, a grande tentação do homem foi sempre a de dar ouvidos e de seguir a voz de “alguém outro”, que se propõe no lugar de Deus em nossa vida. São as idolatrias, que existem hoje como no passado. Já nos tempos bíblicos soava a advertência: “hoje, não fecheis os vossos corações, mas ouvi a voz do Senhor” (cf Sl 95,7).

O papa Bento XVI, na encíclica sobre a Esperança (Spe salvi), refere-se a um dos dramas mais sérios do nosso tempo, que é a falta de esperança: o homem ainda espera algo mais da existência, que vá além do que ele se pode dar aqui na terra? Muitos não esperam nada de Deus, nem mesmo a “salvação eterna”. Por isso mesmo, uma existência sem esperança acaba não tendo um motivo alto para viver, lutar e aprimorar a vida e a convivência.

O homem é chamado a se lançar para além dos próprios limites. O papa Francisco exortou os jovens em várias ocasiões, durante a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, a não perderem a esperança e a não deixarem que lhes fosse roubada a esperança. O homem só pode ter esperança verdadeira quando se abre para Deus. Então, sim, será capaz de olhar para além dos próprios limites.

Publicado em O SÃO PAULO, edição de 20 de agosto de 2013
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
@DomOdiloScherer

Cardeal Raymundo Damasceno, na reflexão sobre o mês vocacional: “Jesus nunca deixa ninguém sozinho!”

O presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, publicou um artigo em que apresenta uma reflexão sobre o mês vocacional, celebrado pela Igreja no Brasil em agosto. No texto, ele parte da vocação fundamental de cada cristão à santidade, “que recebemos no dia em que fomos batizados”.

A seguir, a íntegra do texto:

Agosto: mês vocacional

No Brasil o mês de agosto é sempre uma oportunidade para que possamos refletir sobre o chamado que Deus nos faz para vivermos de um modo mais concreto a nossa vocação à santidade, que recebemos no dia em que fomos batizados.

Na primeira semana, lembramos a vocação sacerdotal, refletimos sobre a sua importância para a Igreja e rezamos ao Senhor da messe para que envie operários, de modo que não faltem padres para cuidar das mais diversas comunidades espalhadas pelo Brasil.

Em seguida, recordamos a vocação religiosa. Nossa mente se volta para os homens e mulheres que se consagraram a Deus através dos conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência para viverem em comunidade segundo o carisma de seus fundadores e servirem à Igreja e ao povo de Deus nos mais diferentes serviços, sejam de natureza religiosa ou social. Lembramo-nos também dos missionários e missionárias que deixaram suas terras e foram para os locais mais distantes no serviço do Reino de Deus, anunciando Jesus Cristo aos que ainda não O conhecem.

Há também outra vocação que não pode ser esquecida: a dos fiéis leigos e leigas que, através do exercício de ministérios não ordenados, se fazem presentes nas comunidades eclesiais e no mundo e se dedicam à evangelização na família, no trabalho profissional e no seu ambiente social, para santificar o mundo e fazer com que ele deixe de ser a cidade dos homens para tornar-se a cidade de Deus. Dentre os diferentes ministérios leigos, o último domingo de agosto destaca a catequese, comemorando o dia dos catequistas.

Grandes santos são lembrados neste mês, como: São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, padroeiro dos párocos; São Lourenço, padroeiro dos diáconos; Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação dos Missionários Redentoristas; São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas; Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina e, de modo especial, nossa Santa Mãe do Céu, Maria Santíssima, que é recordada na solenidade da sua Assunção, nos apontando o feliz destino de todos os que dizem “Sim” a Deus.

O tema vocacional é, de modo especial, voltado para os jovens. É um apelo para que todos procurem ouvir a voz de Deus e dizer sim ao seu chamado para servirem concretamente ao seu Reino.

Rezemos para que a Mãe Aparecida abençoe a Igreja, e, especialmente, os jovens, a fim de que sejam fiéis no seguimento de Jesus Cristo e obedientes ao mandato de seu Fundador e Mestre: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”. O Papa Francisco, em sua homilia da Santa Missa para a 28ª JMJ, afirma: “Não tenham medo! Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai a nossa frente e nos guia. Ao enviar seus discípulos em missão, Jesus prometeu: “Eu estou com vocês todos os dias” (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus nunca deixa ninguém sozinho! Sempre nos acompanha.”

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida (SP)
Presidente da CNBB

Fonte: CNBB

Não nascer em vão

Pe. Geovane Saraiva

Todo ser humano, por decisão de Deus, entra neste mundo com uma vocação, primeira e fundamental, que é a sua própria existência. Vocação para ser gente, para ser criatura humana. Por isso mesmo é muito importante pensar naquilo que nos é proposto durante a trajetória de nossa vida. Cícero, o maior orador romano, ao tratar sobre a idade da vetustez, que significa mais do que velhice ou idade avançada; quer dizer reverência e respeitabilidade, afirmou: “Vivi de tal forma, que sinto não ter nascido em vão”.

Já Dom Helder Câmara gostava de dizer: “Feliz da pessoa que atravessa a vida tendo mil razões para viver”. À medida que a pessoa humana entende que é necessário percorrer com muita disposição o seu percurso natural, interiormente cresce, encontra-se consigo mesmo e se integra na comunidade em que reside, dando sua contribuição através do serviço, do anúncio e do testemunho.

Concretamente, constatamos esse tipo de procedimento com facilidade em nossas comunidades, que nos faz compreender as pessoas que querem viver a sua vocação, de tal maneira, que desejam tomar como suas as palavras de Cícero, na certeza de que no final chegará à recompensa, promessa do próprio Deus. É claro que as pessoas procuram tesouros de felicidade, bem estar e realização. Agora, uma coisa é importante e necessária, ter clara consciência do tesouro que está escondido, dentro de nós.

Quando afirmamos que a vida não foi em vão é porque temos na mente a recompensa, que supõe o merecimento, frequente nas palavras e ações de Jesus, ao falar da vida eterna como uma promessa, como uma dádiva do Pai para os que nele professam sua fé. É um dom, que de alguma maneira é preciso ser conquistado, tendo na mente e no coração o que disse Jesus: “Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele” (1Jo 3, 1-2)

Pessoas que vivem assim compreendem em profundidade o Reino de Deus, na sua beleza e na sua preciosidade, como tão bem nos assegura o Filho de Deus: “O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Depois, cheio de alegria, ele vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo (Mt, 13, 44). Para vivermos bem, na concórdia e em harmonia com Deus, com o mundo e com nossos semelhantes, urge perseguir esse ideal, preenchendo nosso coração, sedento e ávido de felicidade.

O Reino nos aponta para a eternidade. É tarefa nossa fazer de tudo, mas de tudo mesmo para descobrir seu valor inigualável, maior tesouro que podemos encontrar como aspiração mais profunda, porque nele está nossa motivação e nossa razão pela qual somos capazes compreender e discernir o relativo do absoluto, de compreender os mistérios do Reino com dom gratuito, e por isso mesmo, o nosso esforço gigantesco, de sempre mais tê-lo conosco.

São Mateus, no seu Evangelho, usa a expressão “reino dos céus” mais de trinta vezes, querendo dizer, quase sempre: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3, 2). Descobrir os mistérios do Reino significa ter mente, ouvidos e olhos abertos para o novo, para o que ainda não conhecemos e que não devemos colocar nossas seguranças e convicções, no nosso modo pensar e agir, como algo absoluto. Quando depositamos confiança e expectativas nas pessoas, o risco de se decepcionar é grande. Podemos pensar o Reino de Deus como um jardim. No jardim, no dizer do Poeta Mário Quintana, “o segredo é não cuidar das borboletas, mas sim do jardim, para que as borboletas venham até você”. Por analogia, segredo é cuidar do tesouro, um maravilhoso dom, que é o próprio Deus.

É deste modo que haverá mais gente querendo usar de seus dons e talentos, não para explorar seus semelhantes, mas usando-os para fazer o bem, como uma esperança de ver seus sonhos utopias de um mundo justo, terno e solidário transformado em realidade. Pensemos na célebre frase do grande Santo Agostinho: “Meu coração está inquieta, enquanto em vós não descansar”, seguros de que não nascemos em vão.

Palavra que chama e faz ser

José Lisboa Moreira de Oliveira

Aqui no Brasil, já faz um bom tempo, o mês de setembro é “o mês da Bíblia”. Os liturgistas, de um modo geral, não gostam disso. Eles acreditam que esses meses temáticos costumam desviar a atenção das pessoas das propostas da liturgia dominical, particularmente dos temas propostos pelas leituras bíblicas de cada domingo. Não tiro a razão dos liturgistas, embora acredite, também por experiência própria, que seja possível conciliar as duas coisas. Creio, porém, que o mais grave nessa história toda, especialmente no que diz respeito ao mês da Bíblia, é saber que na Igreja Católica são necessários meses temáticos para despertar as comunidades para dimensões tão essenciais da vida cristã como, por exemplo, a vivência da Palavra, a vocação e a missão. Elas e cada um dos seus membros deveriam viver tais dimensões de forma bem espontânea e natural.

Aproveitando, então, do mês da Bíblia quero propor uma reflexão sobre a relação profunda que existe entre Palavra de Deus e Vocação. O Concílio Vaticano II não só nos devolveu o acesso à Palavra como também deixou bem claro que a Palavra de Deus é palavra que chama, convoca e reúne a comunidade dos chamados e das chamadas.

O Concílio nos devolveu a Palavra porque, infelizmente, durante quase um milênio, o povo católico ficou impedido de ter acesso direto à Bíblia. Essa tinha se tornado propriedade particular da hierarquia. O povo não lia a Bíblia. Por essa razão uma das grandes revoluções provocadas por Lutero, na Reforma do século XVI, foi a tradução da Bíblia para o alemão, a língua falada por seus patrícios. Por ocasião da realização do Vaticano II (1962-1965) a situação era ainda tão crítica que o referido Concílio teve de fazer a seguinte afirmação: “É preciso que os fiéis tenham amplo acesso à Sagrada Escritura” (DV, 22). Em seguida recomendava que se fizesse “traduções esmeradas e fiéis nas várias línguas, sobretudo a partir dos textos originais dos Livros Sagrados”. Quase na conclusão da Constituição sobre a Revelação Divina o Concílio volta a insistir sobre a importância da leitura assídua da Bíblia, do contato íntimo com as Escrituras e do estudo profundo da Palavra. Cita, então, uma afirmação atribuída a São Jerônimo: “Desconhecimento das Escrituras é desconhecimento de Cristo” (DV, 25).

O Vaticano II também explicitou a relação entre Palavra e Vocação ao deixar bem claro que os desígnios divinos a respeito da salvação da humanidade e de cada pessoa foram manifestados plenamente na Revelação, cujo ápice é a pessoa de Jesus Cristo (DV, 2). As Escrituras Divinas, por ser “palavra do próprio Deus” (DV, 21), manifestada numa linguagem humana (DV, 13), nos fazem ouvir a voz do Espírito (DV, 21). Portanto, uma Palavra que chama, que convoca. A partir dessas indicações do Concílio Vaticano II os documentos e textos vocacionais posteriores irão destacar a relação profunda entre Palavra de Deus e Vocação. O Documento Conclusivo do 2º Congresso Internacional das Vocações, realizado em Roma no ano de 1981, fez uma síntese dessa questão usando os seguintes termos: “A Palavra de Deus tem relações profundas com cada vocação. É Palavra que chama e que faz ser. Todo encontro com a Palavra de Deus é um momento propício para a proposta vocacional. O crente, que se deixa penetrar pela Palavra de Deus, adquire uma nova consciência da sua própria vocação; permanece em diálogo com Deus; sente-se interpelado com força; descobre caminhos mais empenhativos, em ordem a cooperar com o Senhor Jesus para o advento do Reino” (nº 25).

Porém, essa relação entre Palavra e Vocação não é algo mágico e milagroso. Infelizmente, hoje, passamos para um outro extremo. Vendem-se pilhas e mais pilhas de bíblias. Grupos fundamentalistas transformaram a Bíblia em desodorante: levam-na debaixo do braço para qualquer lugar. Bíblias são vistas até mesmo em cima de vasos sanitários! Entre os grupos conservadores católicos aqui no Brasil a tradução da Bíblia mais usada é a pior que existe, feita antes do Vaticano II, sem aqueles critérios de tradução estabelecidos pelo próprio Concílio. Nesses grupos há uma leitura fundamentalista da Palavra, onde as Divinas Escrituras são distorcidas e lidas de qualquer jeito. Não há interpretação da Bíblia, dos seus modos diferentes de se expressar, como quis o Vaticano II (DV, 12). Passou-se da veneração das Escrituras (DV, 21) para a pura e simples idolatria do livro da Bíblia, desacompanhada das explicações necessárias e verdadeiramente indispensáveis para um autêntico conhecimento da Palavra (DV, 25). Usa-se a Bíblia para tudo, inclusive para se falar as maiores baboseiras e asneiras.

De que modo, então, a leitura, a meditação e o estudo da Palavra se tornam interpelação, provocação e convocação de Deus? De que modo a leitura da Bíblia pode se tornar uma leitura vocacional, possibilitando ouvir de modo claro o chamado divino?

Antes de tudo, e sem dúvida alguma, quando essa leitura é feita a partir do chão da realidade. Isso porque, como nos lembra muito bem o Guia Pedagógico de Pastoral Vocacional (Paulus, 1983), Deus chama através dos fatos e dos acontecimentos da vida e da realidade (pp. 22-23). Assim sendo, uma leitura desencarnada da Bíblia, sem ligação com a história e a realidade, não leva a um discernimento vocacional. Quanto a isso é preciso muita atenção neste momento, pois o atual contexto social e eclesial não nos ajuda a fazer esse tipo de leitura. Como nos tempos do jovem Samuel também hoje “a palavra do Senhor é rara” e as “visões”, isto é, a capacidade de lê-la a partir da história, não é muito freqüente (1Sm 3,1). Por isso muita gente lê a Bíblia e continua insensível aos apelos divinos, uma vez que faz tal leitura completamente desconectada da história, da vida concreta.

Hoje é muito comum ver pessoas, inclusive jovens, carregando a Bíblia o tempo inteiro e, ao mesmo tempo, andando como tontas para lá e para cá, sem saber o que, de fato, querem da vida. Não recebem a revelação da palavra do Senhor (1Sm 3,7) porque vivem sonolentas, desconectadas da vida concreta. São exageradamente religiosas, passando o tempo todo “deitadas no Templo” (1Sm 3,4), mas incapazes de perceber os apelos de Deus, tão gritantes a ponto de fazer “tinir os ouvidos” (1Sm 3,11). É que tais apelos só podem ser ouvidos a partir do momento em que o vocacionado ou vocacionada se liga de verdade com a história real dele e dela e da humanidade.

Por esse motivo, uma segunda exigência para a leitura vocacional da Bíblia é a participação na vida de comunidade. Não basta ler a Bíblia por conta própria. É indispensável fazer uma leitura comunitária, em mutirão, deixando-se interpelar pelas vozes de outras pessoas. De fato, como afirma o Guia pedagógico de pastoral vocacional, é na comunidade “que os apelos concretos são sentidos, é na comunidade que se encontram os caminhos de canalização da resposta” (p. 53). Quem não se coloca em sintonia com outras vozes e outras interpretações, corre o risco de ler a Bíblia de cabeça para baixo, ou seja, de não entender absolutamente nada daquilo que ela propõe e pede.

Isso quer dizer que uma leitura vocacional da Bíblia supõe um discípulo ouvinte, uma pessoa que escuta, que se deixa interpelar (Is 50,4-5). Não pode ouvir o chamado divino a pessoa que lê a Bíblia já com a intenção explícita e com a pretensão de que a Palavra diga o que ela quer ouvir. Precisamos ler a Bíblia completamente desarmados, numa atitude de escuta total. De acordo com o Guia Pedagógico de Pastoral Vocacional, a escuta é a primeira atitude do vocacionado ou da vocacionada. Escuta-se Deus, procura-se entender os apelos de sua Palavra e esse gesto nos permite olhar a vida com realismo e com profundidade, nela reconhecendo os sinais do chamado divino (pp. 43-44). Trata-se de uma leitura bíblica na qual o vocacionado ou a vocacionada não fala e não diz a Deus o que quer. Apenas coloca-se numa atitude de total sintonia: “Fala, o teu servo escuta” (1Sm 3,10). Porém, para sintonizar-se plenamente com a voz de Deus a pessoa vocacionada precisa conectar-se com a realidade, particularmente com a realidade do enfraquecido, de onde o Senhor “faz surgir uma palavra” (Is 50,4) que provoca, ou seja, que chama para a missão.

Disso nasce uma outra exigência que é o anúncio da Palavra. Para que a leitura e meditação da Palavra suscitem inquietação e provoquem uma resposta corajosa é indispensável que ela seja proclamada na catequese. É preciso fazer ecoar a Palavra no coração das pessoas, suscitando o desejo de acolher o chamado divino. De acordo com o Documento Conclusivo do 2º Congresso Internacional das Vocações, isso significa que nas comunidades cristãs deve existir uma sólida catequese capaz de realmente saber guiar as pessoas, “especialmente os jovens, a considerar a vida cristã como resposta ao chamado de Deus” (nº 25). O que, infelizmente, não acontece na quase totalidade das comunidades cristãs, uma vez que não existe um processo sério e permanente de formação catequética. O que existe na verdade são momentos fragmentados, pedaços desconectados e superficiais de “aulas de catequese” para a primeira comunhão, para a crisma e assim por diante. É muito difícil encontrar na Igreja Católica um itinerário catequético que, como queria João Paulo II, leve a pessoa do nascimento até a morte ao encontro profundo com Cristo que chama.

Por fim, é indispensável que os vocacionados e as vocacionadas sejam ajudados por uma Antropologia Vocacional capaz de levá-los a superar as resistências humanas aos apelos da Palavra. O próprio Jesus, na parábola do Semeador (Mt 13,3-23), deixa bem claro que tanto no coração humano como no interior dos “intestinos eclesiásticos” podem existir situações existenciais e estruturas capazes de impedir total ou parcialmente uma resposta generosa ao chamado. Assim sendo, seria mera ilusão pensar que seja suficiente colocar o vocacionado ou vocacionada em contato com a Bíblia para que ela perceba e responda ao chamado divino. Sem cuidar dessa dimensão antropológica da vocação, a simples leitura bíblica não resolve nada. A semente da Palavra será sufocada, esturricada, pela ausência de raízes humanas profundas (cf. Mt 13,6) que permitem à pessoa acolher com liberdade e responsabilidade os apelos divinos.

Conclui-se então que a relação entre Palavra e Vocação é real, profunda e essencial. Mas a conexão entre ambas não é um ato de mágica no qual um “palhaço” qualquer faz acontecer o que parece impossível. Mesmo que tais “palhaços” estejam revestidos de vestes religiosas ou clericais. Os que insistirem em continuar com suas “mágicas” serão mais tarde decepcionados quando os espectadores deixarem de ser infantis e perceberem que tudo não passa de um truque fajuto para arrebanhar pessoas e encher conventos e seminários. De fato somente aquele que ouve a Palavra e a compreende pode produzir fruto (Mt 13,23). Não esqueçamos de que os “mágicos” da animação vocacional só produzem ouvintes da Palavra que “se iludem a si mesmos” (Tg 1,22). E isso, hoje, é um sério problema, pois, em muitos lugares, a Igreja não passa de um mero palco na penumbra onde muitos palhaços fazem mágicas fajutas para iludir os fiéis! Falta a conexão entre Palavra e História, entre fé e vida, entre religião e solidariedade. Falta catequese séria e maior cuidado com a dimensão humana da vocação.

Convocados por Jesus

Gilda Carvalho
[email protected]

O sentido da palavra “vocação” vem do verbo latino vocare, que significa chamar. Esse chamado é revestido de um sentido de escolha. É Deus quem escolhe a cada um de nós, é Ele próprio quem nos convoca e nos envia. E a Igreja, tradicionalmente, celebra o mês de agosto como o “Mês das Vocações”, em um convite a que seus fiéis reflitam sobre esse tema e rezem para que elas sejam suscitadas sempre mais.

Muitas vezes pensamos em vocação como aquela exclusiva e particular de sacerdotes e religiosos (as), esquecendo-nos que vocacionados somos todos nós, batizados. Pelo Batismo passamos a fazer parte desse corpo de convocados pelo Senhor. Portanto, viver a vocação – leiga ou religiosa – é assumir ser parte desse corpo e, assim, testemunhá-lo aos outros. Esta é nossa maior vocação!

O desafio de viver integralmente a vocação é o desafio do descobrir-se. É, pois, imprescindível o conhecimento de si próprio para poder, assim, colocar dons a serviço. Sem essa experiência de ver-se a si mesmo é impossível responder plenamente ao chamado do Senhor. Somos convocados por Deus a responder ao Seu amor e só poderemos fazê-lo se estivermos conscientes de nossas possibilidades.

Em diversas ocasiões, Jesus vai nos chamar para colaborarmos com a Sua Missão. É Ele quem nos chama a atenção pela pouca quantidade de operários para a messe. Também será Jesus que enviará, na pessoa dos apóstolos, cada um de nós às ovelhas perdidas, ensejando que cada um possa contribuir com a construção do Reino. O Evangelho deve ser lido de forma atualizada, de modo que possamos tirar dele proveito para nossas vidas. Que ousemos ser apóstolos hodiernos para que possamos continuar a obra daqueles que nos precederam em amor e serviço ao Senhor.

A Igreja nos pede que rezemos para que sejam enviados operários para a messe do Senhor. E qual não será essa messe senão as nossas próprias vidas, senão a história humana tão conturbada, senão as realidades com as quais nos defrontamos e que precisam ser transformadas para que já possamos viver o Reino de Deus? Nosso Deus é um Deus encarnado na história e na vida do homem. Também é um Deus que não age sozinho: quer o homem fazendo parte da construção de seu plano de amor. Cabe, pois, a cada um – homem e mulher, religioso ou leigo – responder a esta convocação recebendo-a em seu coração como um convite amoroso de um Pai: que nos chama para o trabalho e que nos oferece de herança a Sua glória.

Em 2003, divulgou-se uma oração pelo Ano Vocacional que nos convida a uma reflexão sobre todas as vocações, leigas e religiosas, fazendo-nos olhar para nosso batismo e (re)descobrir o maravilhoso chamado que nele existe. Ainda que decorridos tantos anos, suas palavras não perderam o sentido e mantém a atualidade. Rezemos, pois, por todas as vocações da Igreja.

Ó Trindade amada, Pai Filho e Espírito Santo, vós chamais os homens e as mulheres para serem santos e santas no amor.
Fazei brotar em nossas comunidades aquela variedade de vocações, de serviços e de ministérios, segundo a riqueza da graça recebida no batismo.
Que a vossa Igreja, Povo de Deus, Assembléia dos chamados, seja fiel à sua vocação.
Animai os jovens vocacionados e vocacionadas.
Dai, aos cristãos leigos e leigas, coragem, audácia e firmeza, para que, no cotidiano da vida, construam a justiça, a solidariedade e a paz.
Às irmãs e aos irmãos da vida consagrada, dai coerência e transparência, para serem, nesta terra, sinal do vosso amor e da vossa ternura.
Olhai para os nossos diáconos; sejam eles imagens vivas do Cristo Servo.
Que os nossos padres e bispos, segundo o exemplo de Cristo, Bom Pastor, cuidem, com carinho e amor, de todas as pessoas a eles confiadas.
Fazei, enfim, que todos os batizados, sob o olhar carinhoso da Mãe Aparecida, a vocacionada do Pai, com renovado ardor missionário, avancem, sem medo, pelos caminhos da justiça e da solidariedade, a serviço da vida e da esperança, na busca do Reino definitivo.
Amém.