comunicação

Capela da Universidade São Judas Tadeu comemora 29 anos

A capela da Universidade São Judas Tadeu completa 29 anos no dia do padroeiro, 28/10/2014, com missa presidida pelo Pe. Julio Lancelotti a partir das 20h. Nos avisos paroquiais da semana, Pe. Julio convida a comunidade a participar da celebração.

No sábado, 1º/11, haverá reunião de Liturgia e Pastoral, às 15h, na igreja São Miguel.

Domingo, dia de Finados, as missas serão nos horários normais: 7h30 e 18h na São Miguel, e às 10h na capela.

Ao divulgar a mensagem do Sínodo dos Bispos sobre a Família, Pe. Julio fez duras críticas a alguns veículos de comunicação.

Assista a essas e outras notícias nos avisos paroquiais:

Missa de Nossa Senhora de Fatima

A missa em louvor a Nossa Senhora de Fátima será celebrada nesta segunda-feira, 13/05, às 20h na capela da Universidade São Judas Tadeu. No domingo, a comunidade fez procissão pelas ruas do bairro (veja aqui).

Ainda em maio, a Igreja celebra o Corpus Christi no dia 30. Haverá missa de manhã na Catedral da Sé e às 15h na capela da São Judas. Veja mais detalhes nos avisos da semana:

Papa Francisco: “Quero uma Igreja pobre, para os pobres”

Com informações da Rádio Vaticano

O Papa Francisco defendeu neste sábado, 16/03, uma Igreja pobre, para os pobres. E explicou porque escolheu o nome Francisco ao ser eleito no Conclave. O Pontífice se  encontrou com jornalistas e profissionais de comunicação na Sala Paulo VI, no Vaticano.

O papa iniciou com um breve discurso, agradecendo todos pelo serviço realizado nos dias passados, na cobertura do Conclave.

“Vocês trabalharam!” – exclamou, recebendo um imediato aplauso. Disse ainda que a Igreja e a mídia estão juntas para comunicar a verdade, a bondade e a beleza: “Todos nós somos chamados a comunicar esta tríade, essencial”.

Ele explicou porque “o Bispo de Roma quis se chamar Francisco”. Disse que no Conclave estava sentado ao lado do arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, “um grande amigo, grande amigo”.

“Quando a coisa ficou “mais perigosa” – prosseguiu – ele me confortava, e quando os votos chegaram a dois terços, momento em que há o aplauso habitual porque o Papa é eleito – ele me abraçou, me beijou e disse “não se esqueça dos pobres”.

“Aquela palavra entrou aqui – disse, indicando a cabeça – ‘os pobres, os pobres’. Aí, pensei em Francisco de Assis e depois, nas guerras. E Francisco é o homem da paz, o homem que ama e tutela a Criação… neste momento em que nosso relacionamento com o meio-ambiente não é tão bom, né?”

Francisco é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre… “Ah, como gostaria de uma Igreja pobre e pelos pobres!”

Depois de saudar pessoalmente alguns jornalistas, o Papa Francisco abençoou todos os presentes.

Comunicação digital e a Igreja

O fenômeno da midiatização do sagrado está cada vez mais presente nos meios de comunicação. Hoje existe uma coisa chamada “ciber-religião” que se resume a experiências religiosas que ocorrem no ciberespaço e na cibercultura. Acredito que a Igreja Católica precisa melhorar muito neste campo. A sociedade contemporânea vive em um mundo que é multiplataforma (equipamentos) e digital. A cultura das pessoas e, especificamente, a dos jovens, modificou-se profundamente. Hoje, o jovem está no Facebook, Youtube, Twitter, Orkut, Blogs, iPhones etc. As informações são obtidas muito mais de modo digital do que nos meios convencionais. Tudo isso apresenta um enorme desafio para a Igreja Católica, que deve comunicar com os técnicos e linguagem da mídia, a mensagem evangélica de uma maneira rápida, contemporânea e adequada.

Quando Jesus falou sobre o Reino de Deus, Ele usou elementos da cultura e ambiente daquela época: o rebanho, a figueira, o banquete, as sementes, a festa do casamento, o joio e o trigo etc. Nós não podemos falar hoje como falávamos trinta ou até vinte anos atrás. Hoje a cabeça do jovem e sua percepção é outra. O Beato João Paulo ll definiu os mass media como “o primeiro areópago dos tempos modernos” declarando que “não é suficiente, portanto, usá-los para difundir a mensagem cristã, mas é necessário integrar a mensagem nesta ‘nova cultura’ criada pelas modernas técnicas de comunicação”. No ano passado, no Dia Mundial das Comunicações, o Papa Bento XVl afirmou “que a web (rede) não é mais instrumento, mas um ambiente de vida” e convidou as pessoas “não a usar bem a rede, mas a viver bem no tempo da rede”. Precisamos, portanto, transmitir profissionalmente a mensagem cristã por todas as plataformas.

No site, o público pode acessar uma rádio online, participar de fóruns e chats, ler artigos, adquirir produtos na loja virtual e até fazer cursos à distância. Há igrejas não católicas que perceberam logo a importância do ciberespaço e da cibercultura para comunicar e difundir suas mensagens religiosas. Houve enorme sucesso neste investimento por eles. A Igreja Católica precisa entrar nestes espaços com seus programas de evangelização. O depósito da verdade cristã precisa ser transmitido por todas as plataformas disponíveis. Estes programas, levando em consideração a lógica da rede e suas potentes metáforas que trabalham sobre o imaginário, devem incluir: leituras e explicações Bíblicas; o modo de compreender a Igreja e a comunhão eclesial; eventos litúrgicos; orientações sobre os sacramentos e os temas clássicos da teologia moral católica. A Igreja precisa enfrentar com coragem os novos desafios que o ciberespaço e a cibercultura nos trouxeram para compreender e usar as várias plataformas na comunicação digital por fins de evangelização.

*É missionário redentorista, prof. da UFC e assessor da CNBB Reg. NE1

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Documento final do III Encontro de Blogueir@s: Nada Além da Constituição!

A participação de quase 300 ativistas digitais de todo o país, no III Encontro Nacional de Blogueiro@s, realizado entre os dias 25 e 27 de maio em Salvador, na Bahia, consolidou o primeiro ciclo do mais importante movimento digital do Brasil, iniciado em agosto de 2010.

Surgido como uma reação aos monopólios de mídia, que se baseiam num modelo usurpador quase que exclusivamente voltado à defesa dos interesses do grande capital em detrimento das aspirações populares, o movimento nacional dos Blogueiros e Blogueiras Progressistas desdobrou-se em inúmeros encontros municipais, regionais e estaduais, além de três encontros nacionais (São Paulo, Brasília e Salvador) e um internacional, realizado, em outubro de 2011, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná.

Neste curto espaço de tempo, este movimento ganhou legitimidade política e enorme dimensão social. Foi capaz de influir fortemente no debate sobre a necessidade de se democratizar a comunicação no Brasil. Em suma, temos saído vitoriosos nesta guerra dura contra a mídia ainda hegemônica. Lutamos com as armas que temos, todas baseadas na crescente força da blogosfera e das redes sociais.

O principal reflexo dessa atuação, ao mesmo tempo organizada e fragmentada, tem sido o incômodo permanente causado nos setores mais conservadores e reacionários da velha mídia nacional, um segmento incapaz não apenas de racionalizar a dimensão do desafio que tem pela frente, mas totalmente descolado das novas realidades de comunicação e participação social ditadas, inexoravelmente, pelas novas tecnologias. Apegam-se, de forma risível, a um discurso tardiamente articulado de defesa das liberdades de imprensa e de expressão, conceitos que mal entendem, mas que confundem, deliberadamente, para manipular o público em favor de interesses inconfessáveis. Posam, sem escrúpulo algum, de defensores de uma liberdade que não passa, no fim das contas, da liberdade de permanecerem à frente dos oligopólios de comunicação que tantos danos têm causado à democracia brasileira. Para tal, chegam a pregar abertamente restrições à internet, apavorados que estão com a iminente ruína de um modelo de negócios em franca crise em todo o mundo, com a queda de tiragem da mídia impressa e da audiência da radiodifusão, com consequências diretas no processo de captação de receita publicitária.

Para tornar ainda mais nítida e avançada a discussão sobre a democratização da comunicação no Brasil, o III BlogProg decidiu concentrar suas energias, daqui em diante, em duas questões fundamentais.

A primeira é a luta por um novo marco regulatório das comunicações assentado em uma Lei de Mídia capaz de estabelecer formalmente a questão da comunicação como um direito humano essencial. Neste sentido, o III BlogProg decidiu interagir com a campanha do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Campanha esta que visa pressionar o governo federal, de modo a desencadear de imediato o debate sobre este tema estratégico para toda a sociedade brasileira.

A segunda batalha decisiva é a de reforçar a defesa da ação da blogosfera e das redes sociais diante do constante ataque de setores conservadores estimulados e financiados pela velha mídia. Trata-se de um movimento articulado, inclusive, no Congresso Nacional, com o objetivo de criar obstáculos e amarras capazes de cercear a livre circulação de ideias pela internet, além de criminalizar o ativismo digital. Em outro front, cresce a judicialização da censura, feita com a cumplicidade de integrantes do Poder Judiciário, utilizada para tentar asfixiar financeiramente blogs e sítios hospedados na rede mundial de computadores. Mais preocupante é o aumento de casos de violência contra Blogueiros e ativistas digitais em todo o país, inclusive com assassinatos, como no caso dos Blogueiros Edinaldo Filgueira, do Rio Grande do Norte, e Décio Sá, do Maranhão.

A nossa luta, portanto, não é a luta de um grupo, mas de toda a sociedade pela neutralidade e pela liberdade na rede. É pela implantação de uma cultura solidária e democrática do uso e da difusão das informações. É uma luta pela igualdade das relações desse uso com base única e exclusivamente no que diz e manda a Constituição Federal, a mesma Carta Magna que proíbe tanto o monopólio da comunicação como a propriedade de veículos de comunicação por parte de políticos – duas medidas solenemente ignoradas pelas autoridades, pelos agentes da lei e, claro, pelos grupos econômicos que há décadas usufruem e se locupletam desse estado de coisas.

Para tanto, este III Encontro adota – como norte para orientar a nova fase da luta – uma ideia simples e direta: Nada além da Constituição!

As bandeiras da liberdade de informação e de expressão, assim como a da universalização do acesso à banda larga, são nossas. Qualquer tentativa de usurpá-las – ainda mais por parte de quem jamais defendeu a democracia no Brasil – é uma manipulação inaceitável.

Manchetes de Natal

Dom Demétrio Valentini

Pelas manchetes dos grandes jornais, ficamos sabendo das notícias importantes do dia. Assim ao menos parece. E se não for verdade, a própria manchete vira noticia. Vira verdade, porque divulgada pelos grandes meios de comunicação. A versão do fato vira o fato.

Quais serão as manchetes dos grandes jornais no Natal deste ano? Ou dizendo de outra maneira, o que convém divulgar no Natal, para que se torne notícia importante?

Que Jesus nasceu em Belém, parece manchete já desgastada. Ao menos já não ajuda para causar impacto positivo no mercado.

Mas não deixa de ser interessante a diferença de critérios para classificar a importância das noticias. Pois o “Evangelho”, como “Boa Notícia”, continua produzindo manchetes. E quais seriam estas manchetes, para termos neste Natal um noticiário consistente?

O próprio Jesus nos dá as dicas.

Tomemos o relato de Lucas, o “repórter” que melhor descreveu os acontecimentos relativos ao nascimento de Jesus em Belém de Judá. Segundo ele, a maior notícia do mundo tinha passado despercebida aos olhos dos escribas e sacerdotes de Jerusalém, e também dos habitantes de Belém.

Todos estes tinham dormindo tranqüilos na noite de Belém. Perderam a maior manchete, de validade permanente em todos os tempos. E assim deixaram de ser protagonistas da maior notícia que o mundo até hoje pode receber, formulada de tantas maneiras, mas todas elas contendo esta verdade tão importante: “De tal modo Deus amou o mundo, que enviou o seu Filho Unigênito, não para condenar o mundo, mas para salvar o mundo!”.

Pois bem, quais são as manchetes sugeridas pelo próprio Jesus, ele mesmo vítima do silêncio da grande imprensa?

Segundo a reportagem de Lucas, João Batista, intrigado com a falta de notícias a respeito daquele que ele mesmo tinha apontado como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, mandou dois dos seus discípulos para perguntar a Jesus: “És tu aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?”

Percebemos como a falta de notícias tinha produzido uma angústia tão grande em João, que entrou em crise de fé.

Ainda de acordo com Lucas (Lc 7, 19-23), Jesus não desfez a crise de João. Só deu pistas para ele próprio sair da crise. E aí encontramos as verdadeiras manchetes sugeridas por Jesus. Lucas insiste em dizer que, “nesta hora, Jesus curou de doenças e de enfermidades a muitas pessoas, e fez muitos cegos recuperarem a vista”.

Depois, em cima dos fatos, propôs as manchetes a serem levadas a João: “Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os surdos ouvem, os paralíticos andam, os leprosos são limpos, os mortos ressuscitam, e a Boa Notícia é anunciada aos pobres. E feliz quem não se escandaliza de mim”.

Pois bem, que salvador é este que perde tempo com os estropiados da vida?

Na verdade, as pequenas ações, sinais verdadeiros da chegada do Reino de Deus, ainda continuam fora das manchetes oficiais.

Mas com certeza, se fizermos pequenos gestos de bondade e de misericórdia, mesmo que não sejam divulgados, estaremos também participando do maior evento da história, e com Jesus seremos protagonistas do seu reino, que não vem de forma ostensiva, mas se mostra por pequenos sinais, que estão ao nosso alcance.

O Arcanjo inicia novas transmissões ao vivo pela Internet

No domingo, 16/10, o site “O Arcanjo no ar” começou a usar novas ferramentas que permitem transmitir ao vivo celebrações e outros eventos de interesse da comunidade. Na missa das 18h, foram transmitidos pela web a homilia e os avisos finais, em que o Pe. Julio Lancellotti convidou os participantes para a celebração de São Judas Tadeu, na capela da Universidade dia 28, a partir das 19h30. Ele falou também do comportamento da imprensa e citou a eleição para os Conselhos Tutelares em São Paulo:

httpv://www.youtube.com/watch?v=SahIka0J7kc

 

Evangelização e Comunicação

D. Odilo Pedro Scherer

Nesta semana acontece no Rio de Janeiro o Mutirão Nacional da Comunicação. Já na semana passada, de 12 a 16, mais de 70 bispos de várias dioceses do Brasil também participaram de um seminário sobre a comunicação no Rio de Janeiro, promovido pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, a CNBB e a Arquidiocese do Rio de Janeiro. O encontro teve como tema: “Comunicação e evangelização no contexto das transformações culturais provocadas pelas novas tecnologias”.

Foi um fato inédito; até agora, não se tinha notícia de um encontro tão numeroso de bispos da nossa Igreja, destinado especificamente a essa temática. Evidentemente, não se tratou de formação técnica sobre as novas modalidades de comunicação, mas de uma ocasião para confrontar a missão dos pastores da Igreja com esse novo e maravilhoso universo, suas imensas possibilidades, mas também seus desafios, problemas e riscos.

Antes de tudo, existe o fato inquestionável da multiplicidade enorme de novos meios e possibilidades de comunicação, suscitados, sobretudo, pelo avanço da informática e das novas tecnologias da informação. Isso também coloca à disposição da missão da Igreja um precioso instrumental; seria grave não fazer bom uso de tantas possibilidades para a promoção da vida e da missão da Igreja.

Mas não podemos ter uma visão ingênua do mundo da comunicação: nesse universo existe muita coisa que precisa ser vista com olhar crítico, não propriamente os meios, que são possibilidades, mas o uso que deles se faz. De modo especial na internet, há muito veneno, que deve deixar alertas pais e educadores; crianças e adolescentes ficam expostos a numerosos riscos, se não houver atenta vigilância e orientação.

Mas também os adultos deverão fazer um uso responsável desses meios maravilhosos, evitando que se tornem um atrapalho nas relações interpessoais e no convívio social. Contatos e comunidades cibernéticas não podem tomar o lugar das relações humanas e comunitárias reais e diretas com as pessoas próximas, nem substituí-las. Seria uma pena passar horas trocando mensagens com pessoas distantes e não brindar com uma palavra sequer as pessoas do convívio próximo. Pior ainda, se os meios fossem usados para promover desonestidades, ódio, violência e toda sorte de caminhos de corrupção e imoralidade.

No entanto, para a Igreja, a comunicação não é só questão de ter e usar meios e tecnologias de comunicação: mais importante ainda é o conteúdo e a qualidade da nossa comunicação. Temos para comunicar a Boa Nova de Cristo e do Reino de Deus ao mundo e precisamos fazer isso muito bem. O uso dos meios de comunicação para a evangelização não pode ser reduzido a uma informação neutra, mas precisa ser acompanhado pelo testemunho contagiante: “vós sereis minhas testemunhas” (cf Lc 24,48), recomendou Jesus aos apóstolos, depois de os enviar para anunciar o Evangelho a todos os povos (cf Mt 28,19).

O papa Bento 16 tem recomendado com frequência a evangelização através da internet. Não é apenas mais um poderoso “meio” de comunicação, que pode facilitar e ampliar muito a nossa capacidade de evangelização; de fato, trata-se de um novo “ambiente” a ser evangelizado. Mais que “usar” a internet, precisamos estar “na” internet. De fato, a “rede” é como uma imensa e sofisticada praça, muito frequentada por gente que interage com toda sorte de mensagens; todos os “discursos” imagináveis podem ser encontrados nesta praça e há plateia para cada um deles. Alguns podem ser muito belos e construtivos, contribuindo para a dignificação do homem e a edificação do bem comum; outros, nem tanto; e, infelizmente, esta praça também é frequentada por companhias nada recomendáveis e até nocivas…

A Igreja não pode estar ausente no mundo da internet, com seu anúncio e testemunho. E isso precisa ser feito de muitas maneiras, para alcançar o maior número de interessados.