comunicação

O Arcanjo no ar: avaliação do primeiro ano

O site O Arcanjo no ar fez aniversário no dia da Festa de São Miguel, 29 de setembro passado. Para que este espaço seja cada vez melhor, nós queremos ouvir sua opinião e comentários – use o formulário no final da página para enviar sua mensagem!

Festa de São Miguel 2009 - Um ano do site O Arcanjo no ar

Nas últimas semanas gravamos entrevistas com representantes da comunidade sobre o primeiro ano dO Arcanjo:

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CEBs: fermento do Reino

Pe. Jaime Carlos Patias

Dois acontecimentos significativos marcarão a vida da Igreja no mês de julho: o Mutirão Latino-Americano e Caribenho de Comunicação (Porto Alegre, dias 12 a 17) e o 12º Intereclesial das CEBs – Comunidades Eclesiais de Base (Porto Velho, dias 21 a 25). O Mutirão busca promover diálogos sobre processos de comunicação à luz da cultura solidária e o Intereclesial, escutando o grito da Amazônia, refletirá sobre ecologia e Missão. Ambos os eventos buscam caminhos para estabelecer uma sociedade mais justa e comprometida com a liberdade e a paz. As CEBs nasceram há dois mil anos com a Boa Notícia da Ressurreição de Jesus reacendendo em todos os corações a chama da esperança. É Deus que se comunica com a humanidade gerando transformação.

Os primeiros cristãos “Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações” (At 2,42). Por isso, a casa aparece como espaço importante de encontro da família e da comunidade – Igreja. Os Evangelhos mostram Jesus e seus discípulos passando pelas casas. Os Atos dos Apóstolos falam de casas acolhedoras, a serviço da evangelização: a casa de Tabita, de Cornélio, de Lídia, de Priscila e Áquila… Também Paulo, hóspede de tantas casas, recordará a acolhida recebida nas igrejas reunidas nas casas: “Saúdem os irmãos de Laodicéia, como também Ninfas e a igreja que se reúne na casa dele” (Col 4,15).

Nas casas, os primeiros cristãos eram abastecidos na fé e encorajados a sair para a Missão. Não faltavam problemas e conflitos internos e externos, marcados sobretudo, pela perseguição do império romano descrita no livro do Apocalipse.

Com o passar do tempo, sobretudo a partir do século IV depois de Cristo, com o imperador Constantino, a Igreja que antes se reunia nas casas ou mesmo nas catacumbas, com a liberdade religiosa, cede lugar à Igreja dos grandes templos e das liturgias pomposas, afastada da vida e da realidade do povo. Surgem as estruturas paroquiais e diocesanas como resposta aos desafios postos ao longo da história.

Ao mesmo tempo não faltaram vozes proféticas como São Francisco de Assis, Santa Clara, Santo Antônio e tantos outros, determinados a reconstruir a Igreja. Este período irá até o século XX, com a convocação, do Papa João XXIII, para o Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965). “A Igreja está com cheiro de mofo. Precisamos abrir suas portas e janelas para que ela entre de ar novo no mundo”, dizia o Papa João preocupado em retomar a fidelidade ao projeto de Jesus. É aqui que renascem as CEBs, grupos de pessoas simples que voltam a se reunir para pensar juntos a sua realidade à luz da Palavra de Deus. As CEBs “converteram-se em centros de evangelização e em motores de libertação e desenvolvimento” (Puebla, 96). Hoje este valho e sempre novo modo de ser Igreja continua mais vivo e necessário do que nunca, justamente porque a Igreja ainda carrega o peso de suas estruturas caducas que já não favorecem a transmissão da fé.

Preocupada com a conversão pastoral e renovação missionária a Conferência de Aparecida, propõe fazer das paróquias “comunidades de comunidades” (cf. 309, 517 e 179) e transformá-las de comunidades de manutenção em “centros de irradiação missionária em seus próprios territórios” e “lugares de formação permanente”. Na busca de soluções, Aparecida reconhece a importância das CEBs, um modo de ser Igreja do passado, do presente e do futuro. O Mutirão de Comunicação e Intereclesial são momentos de graça para reafirmar o compromisso com o projeto de Deus na história. A comunicação da Boa Notícia de Jesus Ressuscitado continua ecoando nas comunidades como fermento na construção do Reino.

Quem você pensa estar enganando?

Venicio A. de Lima

Os últimos dados sobre a circulação média de jornais divulgados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) para o mês de abril, e o tipo de jornalismo que continua sendo praticado pelos principais jornalões brasileiros, trouxeram à memória uma música de Paul Simon, muito popular nos anos 1970.

Lançada em 1973, mesmo ano das audiências do caso Watergate no Congresso dos EUA, o refrão de Loves me like a rock (”gosta de mim tanto quanto um rock”) repetia: ”who do you think you´re fooling?” (quem você pensa que está enganando?).

A circulação dos jornalões

Dados do IVC revelam que a Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo perderam, respectivamente, 10,84%, 7,75% e 16,93% de circulação média diária em abril de 2009, se comparada aos números de abril de 2008.

Nenhum deles atinge a circulação de 300 mil exemplares diários. Os números arredondados são, respectivamente, 289 mil, 259 mil e 214 mil exemplares (role a página e veja aqui matéria ”Circulação de jornais cai 6,7% em abril”).

Se supusermos que cada exemplar é lido, em média, por quatro (?) pessoas, o maior jornalão brasileiro teria hoje cerca de 1 milhão, 156 mil leitores/dia. Isto significa atingir potencialmente cerca de 0,604% do total estimado da população brasileira, que é de 191.231.246 habitantes (cf. IBGE, em 4/6/2009).

Considerando esses números em perspectiva histórica, verifica-se que, apesar do crescimento da população alfabetizada, há uma tendência clara de queda nos últimos anos. No ano 2000, a Folha tinha uma circulação média de 429.476 exemplares/dia, O Globo de 334.098 e O Estado de S. Paulo, 391.023.

Por outro lado, a pesquisa sobre ”O Futuro da Mídia”, recentemente divulgada, revela que, entre nós, ler jornais (impressos ou online) é apenas a 10ª fonte de entretenimento preferida (ver ”A mudança sem retorno”).

Na verdade, os dados do IVC apenas confirmam o que já se sabia: os jornalões, cada vez mais, circulam apenas entre parcela muito reduzida da elite letrada brasileira.

Apesar disso, os números não parecem assustar o representante da Associação Nacional de Jornais (ANJ), que considera ”a situação passageira (…), reflexo da situação da economia (sic)”. E, paradoxalmente, também não parecem incomodar aos próprios jornalões.

Jornalismo de insinuação (e de exclusão)

O tipo de cobertura jornalística praticado pelos jornalões aparentemente não se interessa em conquistar novos leitores.

Em princípio, uma cobertura equilibrada, que represente todos os lados envolvidos nas questões, seria aquela capaz de conquistar credibilidade e atrair o maior número de leitores – vale dizer, contemplar leitores de diferentes opiniões.

Se, no entanto, a cobertura jornalística obedece sempre a um mesmo ”enquadramento” para diferentes notícias – ”enquadramento” perceptível até mesmo para um leitor menos atento -, o que ela faz é reforçar, diariamente, a opinião dos atuais (poucos) leitores.

Ao mesmo tempo, excluem-se eventuais novos leitores que não se alinhem com o ”enquadramento” da cobertura.

Outra possibilidade, creio, mais remota, seria o jornal crescer dentro do universo de leitores potenciais que também se sentiriam reforçados com o ”enquadramento” já praticado.

Poucos quilômetros

Tomemos um pequeno, mas emblemático, exemplo: a cobertura oferecida pelo jornal O Globo na terça-feira (2), sobre o comportamento comparado dos presidentes da França e do Brasil em relação aos parentes das vítimas, tão logo se soube do desaparecimento do Airbus da Air France (o tema foi tratado neste Observatório em ”Air France, voo 447 – As tragédias da mídia).

A ”má vontade” da cobertura política dos jornalões em relação ao presidente da República, seu partido e seus aliados, embora não consensual, é certamente conhecida e reconhecida.

Não me refiro, por óbvio, à fiscalização das atividades do Executivo, nem às denúncias fundadas de corrupção, nem aos editoriais, nem à opinião de colunistas e/ou articulistas.

Refiro-me tão somente à rotina diária da cobertura política.

Uma nota de capa de O Globo tinha como título ”Sarkozy vai e Lula manda vice”. Uma matéria interna (pág. 9) tinha como título ”Sarkozy consola parentes; Lula estava longe”.

Seria difícil negar que esses títulos – estatisticamente mais lidos do que o conteúdo das matérias – insinuam que o presidente brasileiro, ao contrário de seu colega francês, foi omisso e não deu a importância que deveria ao acidente, mandando o vice representá-lo e permanecendo longe dos acontecimentos.

Os leitores que se derem ao trabalho de ler, tanto a nota quanto a matéria interna, no entanto, ficarão sabendo: que o presidente do Brasil soube do desaparecimento do Airbus depois de chegar a El Salvador, que visitava, em viagem oficial, para as solenidades de posse de seu novo presidente (aliás, casado com uma brasileira); que ele cancelou sua participação no almoço comemorativo ”por estar abalado com a tragédia”; e que ele pediu ao presidente em exercício para deslocar-se de Brasília ao Rio de Janeiro, para se encontrar com os familiares.

Nem a nota, nem a matéria de O Globo, todavia, informam ao leitor que o Palácio do Eliseu, onde estava o presidente da França (aliás, país de origem da Air France e membro-sede do consórcio franco-germânico-espanhol – European Aeronautic Defence and Space Company (EADS) – fabricante do Airbus A330-200), fica a poucos quilômetros do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, onde Sarkozy se reuniu com os familiares das vítimas.

“Who do you think you´re fooling?”

O jornalismo de insinuação, ao ”dar a entender de modo sutil ou indireto” uma interpretação tendenciosa, fere o princípio básico do jornalismo que é seu compromisso com a verdade. Sua prática desrespeita o leitor e, por óbvio, é condenável em qualquer circunstância.

Utilizar o jornalismo de insinuação até mesmo na cobertura de uma tragédia das proporções do acidente do voo 447 da Air France, com o objetivo de atingir politicamente um presidente da República cujos índices de aprovação, em todas as camadas sociais, estabelecem recordes históricos, não parece revelar a intenção de ampliar o número de leitores ou aumentar a circulação do jornal.

Na hipótese inversa, estaríamos supondo que os jornalões ainda acreditam que seus leitores (antigos e/ou novos) são incapazes de fazer a distinção entre a insinuação dos títulos, a omissão de informações na matéria e a verdade dos fatos.

Se for esse o caso, valeria repetir para os jornalões, o refrão da musica de Paul Simon: ”Who do you think you´re fooling?”.

E a resposta só poderia ser uma: os jornalões estão enganando (fooling) a si mesmos. O resultado desse tipo de jornalismo, junto a outras causas, está revelado, ainda mais uma vez, nos últimos números divulgados pelo IVC.

[Autor/organizador, entre outros, de ”A mídia nas eleições de 2006” Editora Fundação Perseu Abramo – 2007. Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa]

São Paulo, Apóstolo

Antônio Mesquita Galvão

Paulo de Tarso é uma figura notável. Depois do Deus Trino e da Virgem Maria, ele é a pessoa mais importante do cristianismo. Eu sempre digo, como seria difícil falar em Jesus, pregar o evangelho, pensar em Igreja e desenvolver uma atitude missionária se não tivéssemos o modelo cristão que ele nos deixou.

Em uma audiência geral do fim de junho de 2008, o papa Bento XVI citou a vida de Paulo de Tarso como proposta de ensinamento para nós, cristãos do terceiro milênio. O papa destacou a sua originalidade, além do fato de Paulo compartilhar sua cultura e o ambiente em que vivia.

Diante de aproximadamente oito mil fiéis, Bento XVI destacou a tripla formação de Paulo (judaica, helenista e romana), anunciando que proferirá novas alocuções, no decorrer do período 2008/2009 a respeito do apóstolo, em alusão ao “Ano Paulino”, quando se comemora dois mil anos de seu nascimento. “Ao grande apóstolo é consagrado este ano litúrgico porque ele é uma figura distinta e inimitável, mas sempre estimulante diante de nós, como exemplo de grande abertura à humanidade e às suas culturas”, afirmou o papa.

Nessa alocução, o papa ilustrou ao público a relação entre São Paulo e o seu ambiente romano, onde os judeus eram minoria (na Roma antiga, não chegavam a 3% da população), e também falou das várias passagens de sua vida, como seus famosos discursos em Atenas, que teriam influenciado correntes estóicas daquele tempo.

Um dos livros que mais me impressionou foi “Os santos que abalaram o mundo” (R. Füllop-Miler, 1948) no qual o autor destaca a vida e obra de cinco santos: Antão, Agostinho, Francisco, Inácio e Teresa de Jesus. Sem querer ser polêmico, me permito discordar de uma nominata da qual Paulo de Tarso não faça parte. É impossível falar de cristianismo sem citar a pessoa e a obra de São Paulo, chamado com muita propriedade de o maior depois do Único. Ele, mais do que ninguém abalou o mundo.

A teologia paulina é um tratado, especial e privilegiado sobre a graça de Deus. Lá encontramos inúmeras referências ao dom da salvação, gratuitamente colocado à disposição de quem crê pelo Deus rico em misericórdia, que nos arrancou da morte e nos deu vida.

São Paulo é um comunicador por excelência. Ele rompe o círculo vicioso da pregação religiosa de seu tempo, em que os sacerdotes não saiam dos templos. Ele saiu para ir onde o povo estava. Por esta razão, o papa Paulo VI disse certa vez que, se São Paulo vivesse hoje, certamente seria jornalista. Dentro dessa perspectiva é preciso ler sua obra como uma reportagem que nos relata a grandeza de Deus, assim como o grande amor do gesto redentor de Cristo.

Assim como um crítico especializado tenta, através de apologias, nos convencer do valor de um livro, de um filme ou de uma ideologia qualquer, assim o apóstolo viveu, viajou, pregos, fundou igrejas e deixou documentos para mostrar a todos a eficácia do evangelho da salvação.

Compreender Paulo e sua obra é sedimentar nosso conhecimento sobre o cristianismo.

Novas tecnologias, novas relações

Dom Orani João Tempesta

Neste domingo, dia 24 de maio, comemoramos o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Isso foi indicado pelo decreto “Inter Mirifica” do Concílio Vaticano II, um dos dois primeiros documentos conciliares a serem aprovados e promulgados. Foi o único dia criado pelo Concílio.

A simplicidade desse documento sobre as comunicações facilitou o posterior desenvolvimento e aprofundamento dessa questão no âmbito da Igreja. Ele abriu caminho para um novo tempo na compreensão desse tema no âmbito eclesial. O fato de ter sido o primeiro decreto aprovado pelo Concílio é um sinal eloquente sobre a importância que o tema já exercia na sociedade como, aliás, o comprovamos hoje.

Aqui no Brasil houve um tempo em que, por decisão da Assembléia dos Bispos do Brasil, esse dia era celebrado a 5 de maio, Dia Nacional das Comunicações. Como, porém, não teve a repercussão desejada, a mesma CNBB em uma outra Assembléia resolveu retornar às comemorações no dia apontado mundialmente. O dia escolhido é o sétimo domingo do Tempo Pascal, que no Brasil coincide com a celebração solene da Ascensão do Senhor.

Embora coincida com uma solenidade, celebrar nesse dia as comunicações sociais é fácil, pois a liturgia nos lembra a necessidade de irmos pelo mundo afora anunciando o Evangelho a toda criatura. Ao recordar a nossa missão permanente é claro que contemplamos que ela também deva se desenvolver, sabendo utilizar-se dos modernos meios de comunicação.

É claro que esse dia mundial não é apenas para pensar utilitariamente nos meios de comunicação, mas também para refletir sobre a comunicação como um processo importante da vida humana e que influencia cada vez mais a sociedade.

A partir da solicitação conciliar e da promulgação desse decreto, para comemorar essa data, todos os anos o Papa escreve uma mensagem, na qual sempre aprofunda um dos aspectos de nossa comunicação.

Neste ano o tema é “Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”. O Papa Bento XVI recorda justamente essa discussão aos que ele chama de “geração digital”. A constatação é óbvia: com as novas tecnologias hoje existentes o tipo de relacionamento entre as pessoas está modificado. E a pergunta que se faz diante dessa constatação é como se pode hoje promover uma cultura de respeito, diálogo e amizade dentro dessa nova realidade?

Recorda o Papa: “a facilidade de acesso a celulares e computadores juntamente com o alcance global e a onipresença da internet criaram uma multiplicidade de vias por meios das quais é possível enviar, instantaneamente, palavras e imagens aos cantos mais distantes do mundo: trata-se claramente de uma possibilidade impensável para as gerações anteriores”. E o Papa irá contemplar todos esses aspectos da interligação rápida e ver a importância da amizade, respeito e diálogo principalmente com relação à juventude, que tem mais facilidade nesse mundo de “redes”: “estas redes podem facilitar formas de cooperação entre povos de diversos contextos geográficos e culturais, permitindo-lhes aprofundar a comum humanidade e o sentido de corresponsabilidade pelo bem de todos”.

Este documento, apela aos jovens e é veemente: “senti-vos comprometidos a introduzir na cultura desse novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais se apóia a vossa vida”, e a “vós, jovens, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste ‘continente digital’, sabendo assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho aos jovens de vossa idade”.

Aproveito o ensejo para cumprimentar a todos os que no Brasil trabalham em nossas comunidades na Pastoral da Comunicação e também a todos os comunicadores dos diversos e inúmeros veículos de comunicação que fazem disso a sua faina diária.

Sabedores da importância dessa área, o nosso desejo é que saibam valorizar-se cada vez mais, fazendo uma comunicação que dignifique o ser e a vida humana, propondo, através desse trabalho, um mundo mais justo e humano onde a paz aconteça! É muito importante a área comunicacional hoje, e, com isso, cresce mais ainda a nossa responsabilidade em construir e não destruir as pessoas e o mundo. É neste âmbito que se joga o futuro de nosso planeta, por isso a importância de um dia como esse para refletirmos sobre os passos já dados e sobre os rumos a tomar para o futuro de nossas vidas.

Dom Aloísio Lorscheider: a testemunha fiel

Dom Manoel Edmilson da Cruz

Falar em breves palavras sobre a riqueza da personalidade de Dom Aloísio é tarefa muito difícil, deter-me-ei, porém, sobre a importância dele para a Igreja como Ministro do Senhor. Sendo assim, será preciso apenas mencionar seus principais títulos acadêmicos, diplomas, honrarias, condecorações, pluricidadania; sua invejável condição de poliglota (fala fluentemente alemão, português, latim, italiano, espanhol, Francês, inglês, entende o flamengo, conhece muito bem o grego e o hebraico e suponho que também o aramaico); os diversos ministérios e os serviços extraordinários prestados com a competência de verdadeiro teólogo na vivência exemplar dos votos religiosos, na cátedra magisterial de Universidade em Roma; no convento, como franciscano, em Províncias Religiosas da sua Ordem no Brasil e em Portugal; ou do Mestre na fé como Bispo diocesano em Santo Ângelo, RS, e Arcebispo Metropolitano e Cardeal Arcebispo em Fortaleza e no Ceará; Presidente da Comissão Episcopal de Doutrina (CED), Coordenador do Secretariado de Teologia e Ecumenismo da CNBB, para todo o Brasil; Secretário Geral, depois Presidente dessa mesma Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; Vice-Presidente e depois Presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e da Cáritas Internacional, com atuação também nas Américas e no Mundo; Co-Presidente do CELAM por ocasião de Assembléia Geral, ou melhor, de Conferência Geral; altíssimos encargos, missões e ministérios na Igreja (apontado, inclusive, para o Sumo Pontificado); sua destacada participação no Concílio Vaticano II e em todos os subseqüentes Sínodos dos Bispos, ordinários e extraordinários, e nas Conferências Gerais de Medellín, Puebla e Santo Domingo.

Tudo isso resume um pouco a sua vida e de relance demonstra-lhe a grandeza. Por muitos outros ângulos, porém, poder-se-á apreciar a beleza e o esplendor de sua imagem caleidoscópica. Algumas perguntas, despretensiosas e singelas, ajudar-nos-ão neste sentido.

Estas, por exemplo: Quem por acaso viu alguma vez Dom Aloísio irritado? Quem não recebeu dele um incentivo para o bom desempenho de um cargo, de uma missão? Quem foi por ele constrangido a assumir algum trabalho? Quando foi que se viu Dom Aloísio fazer alusão a merecimento próprio, seu, pessoal, ou citar seus grandes feitos e iniciativas?

Por outro lado, não há como esquecer comportamentos dele que não se possa deixar de admirar em profundidade. Assim, na sua primeira diocese de Santo Ângelo, ao percorrer a pé três suarentas léguas para atender a enfermo em estado grave. No sertão do Ceará, sob raios de sol esbraseante, a confessar uma pobre penitente, ambos sentados numa tora de madeira ao abrigo de um simples guarda-sol. Era ele todos os anos invariavelmente o primeiro a sentar-se no confessionário ainda pela madrugada para ouvir em confissão os romeiros em Canindé durante a festa de São Francisco. Isto, sempre, até quando com a saúde já abalada, até no dia seguinte a sua volta de São Paulo após a sua primeira cirurgia do coração.

Seus grandes feitos de construtor: a conclusão da bela Catedral de Fortaleza a construção e a ampliação de seminários, as escolas comunitárias da periferia da capital, as 382 casas populares (180 só na praia das goiabeiras).

Suas grandes iniciativas: a fundação do Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos (CDPDH); a criação do Mensageiro da Fraternidade ambos dotados da infra-estrutura necessária e em pleno funcionamento; a descentralização da Arquidiocese com a criação das Regiões Episcopais metropolitanas e interioranas de Pastoral, a criação de novas e numerosas Pastorais correspondentes aos desafios pastorais dos nossos tempos, às quais soube sempre imprimir uma linha de pastoral em plena sintonia com o Concílio Vaticano II; o seu cuidado incansável com a formação dos Sacerdotes, Religiosos e Leigos (ITEP e ICRE); a partilha e a entrega de propriedades rurais da Igreja aos seus moradores.

Sua atuação constante junto aos Meios de Comunicação Social: visitas às Emissoras de TV e Jornais, encontros com jornalistas e telecomunicadores; entrevistas, coletivas de imprensa, conferências etc.

Sua presença junto aos presos políticos que ele visitava e confortava.

Seu diálogo respeitoso e freqüente com as Autoridades, especialmente como mediador em casos de conflitos.

Por aí se percebe a figura do Bispo “feito de coração modelo para o rebanho (forma factus gregis ex animo)”, segundo a inspirada palavra da Sagrada Escritura (1Pd 5, 4).

Não era freqüente ver-se Dom Aloísio prostrado longas horas diante de Jesus no sacrário. Nele o permanente era o trabalho às vezes prolongado noite adentro, o atendimento às pessoas, sempre atencioso e amigo, a reflexão, a redação de textos e documentos, que novos rumos iam imprimindo às diversas Pastorais, novas luzes que iluminavam o céu da caminhada em rigorosa fidelidade ao Evangelho e à melhor tradição da Santa Igreja.

É aqui que se percebe um vislumbre da sua santidade. Basta confrontar reflexão, textos de sua autoria, atitudes, a coerência em toda a sua vida: sua vida toda ela uma oração! Dá para entender a alegria, a serenidade, a paz que ele transmite. Atado com arame farpado por algum tempo como refém e a seguir, preso com outros reféns em meio aos seqüestradores e a ameaças, em fuga perigosa e tresloucada, dentro de um carro-forte, nos entrechoques entre disparos da Polícia e seqüestradores, Dom Aloísio extenuado, por um instante sequer perdeu a sua paz; mesmo nesse estado, ele ainda transmitia paz aos companheiros e companheiras de martírio!

Resultado, tudo isto, de rigoroso método, de um ritmo de trabalho que pouca gente, mesmo entre os grandes, é capaz de acompanhar. Quem o viu jamais sentado a uma mesa participando de algum jogo de salão, tão recomendável a todos nós? É por isso que Dom Aloísio sempre nos ensina, porque Dom Aluísio constantemente aprende. Com Cristo Mestre, com São Francisco de Assis, seu guia e modelo de vivência.

Tão bem qualificado ao vir do sol, o Nordeste, o Ceará foram para ele uma grande escola. Foi aqui que ele viveu de verdade a Teologia da Libertação: no contato com as favelas; escutando as pessoas; hospedando em sua casa camponeses analfabetos e desdentados, almoçando com eles à sua mesa, vivenciando integralmente a evangélica opção preferencial, não excludente, pelos pobres; assumindo atitudes coerentes nos pátios de fábricas, entre trabalhadores em greve; no meio das favelas e das ocupações, diante da polícia em caso de despejos. Atitudes coerentes sim, sempre coerentes!

Alguns exemplos: “em setembro de 1983, ao ser convidado pela TV Globo e TV Verdes Mares para celebrar uma Eucaristia de abertura da Campanha de Ajuda aos Atingidos pela Seca, o Pastor e Profeta escreve uma belíssima página de compromisso com os empobrecidos”. Nega-se a ratificar a Campanha com a sua presença ‘As orientações pastorais da Igreja do Brasil, referendadas pela Santa Sé, não favorecem o tipo de Campanha que está sendo feita. A posição da Igreja é muito clara: o problema não é o fenômeno da seca, mas o de um sistema de vida todo impregnado de espírito materialista, que produz ricos cada vez mais ricos à custa de pobres cada vez mais pobres. Infelizmente, as campanhas de ajuda aos Atingidos pelas Secas, organizadas em grande estilo, fazem perder de vista este problema fundamental, criando a ilusão de que passada a seca tudo voltará ao seu normal’. Após outras considerações conclui: ‘é por esta razão que a Igreja no Ceará através da Arquidiocese de Fortaleza não poderá colaborar nesta Campanha’. “Não se pode viver de costas para os problemas do povo” (Dom Aloísio às Religiosas – 1985).

No IV Encontro Regional do Clero ele verbaliza a sua experiência: “Assim deve ser nossa prática pastoral: encarnada na vida do povo, quenótica, esvaziada de si mesmo, entregue nas mãos de Deus e do povo simples, sem temer as tensões, aprendendo a conviver com os conflitos, crescendo na fé”.

Daí as ameaças de morte, a matança de cães de guarda da sua casa, o atentado à bomba (ou ameaça?) lançando contra a sua residência.

É este o Dom Aloísio que o Ceará guarda no coração como uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma presença viva de São Francisco de Assis: o Cardeal Arcebispo, o Mestre, o Amigo dos pobres, o Pastor e o Profeta. Por toda este imensa graça do céu que nos foi dada, bendito seja Deus!

Um grupo de colaboradores e amigos está publicando em Recife toda a obra escrita de Dom Helder Câmara, por muitos considerado o maior profeta da Igreja do século XX. A esse propósito assim se manifesta o conhecido teólogo e escritor Pe. José Comblin: “Eu sou daqueles que tem a convicção de que os escritos de Dom Helder ainda serão fonte de inspiração na América Latina daqui a mil anos. Pois, ele lançou sementes destinadas a produzir uma messe abundante nesta nova época do cristianismo que esta começando agora. As suas sucessiva conversões sinalizam de certa maneira a futura trajetória da Igreja nesta nova época da História da Humildade”. Daí, a sugestão: não seria o caso de a Igreja do Ceará, quem sabe a Universidade, imitar esse bom exemplo e publicar toda a obra escrita do nosso Dom Aloísio?

A singela obra agora publicada, iniciativa do padre Geovane Saraiva, nosso bom amigo, já é um grande passo nessa direção, já é uma boa contribuição. Meus aplausos!

Antes da palavra final, assim nos fala a palavra de Deus: “Quem é sábio brilhará como a luz no firmamento; quem ensina à multidão os caminhos da justiça, fulgirá como as estrelas pelos séculos eternos” (Dn 12,3).

Fale também um poeta: “As pedras assacadas contra Deus ao contacto do céu tomam-se estrelas”.

Por fim, uma conclusão – uma intuição de outro santo, o nosso querido e humilde Dom Geraldo Nascimento, Bispo auxiliar de Fortaleza: “Se olharmos a vida e missão de Dom Aloísio como aprendizado ganharemos mais (ele escrevia em 1987, no Jubileu Episcopal do homenageado), do que ele com nossas homenagens e palavras”.

Dom Aloísio viveu e continua vivendo do integralmente o seu lema episcopal: “Na Cruz a Salvação e a Vida” (In Cruce Salus et Vita).

Bendito seja Deus admirável nos seus santos!

O milagre da comunicação

Marcelo Barros

Mergulhados em um mundo de comunicação rápida, no qual o telefone celular e a internet nos ligam, em tempo real, ao mundo inteiro, facilmente nos esquecemos de que, em termos de comunicação, em poucos 30 anos, o mundo viveu uma transformação que, em milênios, não conhecia. Estes novos meios de comunicação plasmaram uma nova cultura social e deram mais agilidade e eficiência aos meios de comunicação social clássicos como a imprensa e mesmo o rádio e a televisão.

Em todos os fóruns e debates da sociedade democrática, a função dos meios de comunicação social tem sido tema de reflexão e debates. A ONU considera o dia 3 de maio como “dia internacional da liberdade dos meios de comunicação”. Houve épocas nas quais a censura vinha de governos ditatoriais e de regimes políticos repressivos. Hoje, a censura mais freqüente vem dos interesses econômicos e sociais dos proprietários das empresas de comunicação, assim como das agências internacionais de notícias, não poucas vezes, propriedade dos mesmos conglomerados do petróleo e das indústrias de armamentos.

No Brasil, o dia 5 de maio foi instituído como Dia Nacional das Comunicações. Poucas pessoas sabem que nesta data, em 1865, nascia em Mimoso, perto de Cuiabá (MT), uma grande figura das telecomunicações brasileiras: o Marechal Rondon. O nome deste grande brasileiro, descendente de índios Terena, Bororo e Guaná, é lembrado quando se trata de defesa dos povos indígenas e da integração do território nacional, mas poucas pessoas o ligam às telecomunicações. Em 1955, quando Cândido Mariano da Silva Rondon completava 90 anos, passou a ser homenageado como Patrono das Comunicações do Brasil. Talvez sua origem o impelisse a uma comunicação mais humana com os indígenas. “Morrer, se preciso for. Matar, nunca” – era o seu lema. Com ele, Rondon ganhou projeção e reconhecimento internacionais. Este princípio deveria servir para nortear a pauta dos meios de comunicação em uma sociedade que convive mais com a guerra do que com a paz e acaba achando mais natural a competição do que a colaboração entre pessoas e povos.

Quem acompanha os noticiários no Brasil sabe como a maioria destes privilegia a violência. É como se informar significasse explorar incansavelmente e de modo insensível os crimes e doenças que atacam a sociedade. Uma criança que foi jogada de um edifício ou um filho que mata os pais proporcionam matérias para a repetição cotidiana de reportagens sensacionalistas, cenas chocantes e comentários infelizes, pelo menos por quinze dias. Até surgir um novo crime ou escândalo. Ao mesmo tempo, quase sempre continua forte uma campanha de criminalização de movimentos populares e uma publicidade extremamente negativa de qualquer governo que, na América Latina, pretenda transformar a sociedade. Quem se deixa informar e formar por estes meios de comunicação tende a pensar que, no Brasil, só existem corrupção política e violência nas ruas e que a sociedade está perdida. De fato, ficam ignorados e desconhecidos tantos exemplos de ética no trato da coisa pública e na vida pessoal, assim como muitas pessoas admiráveis na dedicação aos outros. As conquistas sociais e morais da sociedade civil são negadas.

No mundo religioso, as Igrejas e grupos espirituais independentes têm se servido dos meios de comunicação. Estúdios substituem templos e misturam-se reality-show, ficção e liturgia. A fé se torna objeto de espetáculos religiosos televisivos, sejam cultos neo-pentecostais ou missas-show de padres pop. Entretanto, a fé nunca pode ser objeto de publicidade. As Igrejas não se edificam espiritualmente baseadas em cultos de massa que exploram sentimentos, mas não pedem compromisso comunitário. Como evangelho é a boa noticia de que, apesar de tudo, o projeto divino de paz e justiça começa a se realizar neste mundo, muitas vezes, é fora do universo religioso que jornalistas cumprem a função de verdadeiros evangelizadores e fazem com que os meios de comunicação cumpram sua função de fazer deste mundo uma fraternidade humana em comunhão com o universo.

São Paulo, Apóstolo

Antônio Mesquita Galvão

Paulo de Tarso é uma figura notável. Depois do Deus Trino e da Virgem Maria, ele é a pessoa mais importante do cristianismo. Eu sempre digo, como seria difícil falar em Jesus, pregar o evangelho, pensar em Igreja e desenvolver uma atitude missionária se não tivéssemos o modelo cristão que ele nos deixou.

Em uma audiência geral do fim de junho de 2008, o papa Bento XVI citou a vida de Paulo de Tarso como proposta de ensinamento para nós, cristãos do terceiro milênio. O papa destacou a sua originalidade, além do fato de Paulo compartilhar sua cultura e o ambiente em que vivia.

Diante de aproximadamente oito mil fiéis, Bento XVI destacou a tripla formação de Paulo (judaica, helenista e romana), anunciando que proferirá novas alocuções, no decorrer do período 2008/2009 a respeito do apóstolo, em alusão ao “Ano Paulino”, quando se comemora dois mil anos de seu nascimento. “Ao grande apóstolo é consagrado este ano litúrgico porque ele é uma figura distinta e inimitável, mas sempre estimulante diante de nós, como exemplo de grande abertura à humanidade e às suas culturas”, afirmou o papa.

Nessa alocução, o papa ilustrou ao público a relação entre São Paulo e o seu ambiente romano, onde os judeus eram minoria (na Roma antiga, não chegavam a 3% da população), e também falou das várias passagens de sua vida, como seus famosos discursos em Atenas, que teriam influenciado correntes estóicas daquele tempo.

Um dos livros que mais me impressionou foi “Os santos que abalaram o mundo” (R. Füllop-Miler, 1948) no qual o autor destaca a vida e obra de cinco santos: Antão, Agostinho, Francisco, Inácio e Teresa de Jesus. Sem querer ser polêmico, me permito discordar de uma nominata da qual Paulo de Tarso não faça parte. É impossível falar de cristianismo sem citar a pessoa e a obra de São Paulo, chamado com muita propriedade de o maior depois do Único. Ele, mais do que ninguém abalou o mundo.

A teologia paulina é um tratado, especial e privilegiado sobre a graça de Deus. Lá encontramos inúmeras referências ao dom da salvação, gratuitamente colocado à disposição de quem crê pelo Deus rico em misericórdia, que nos arrancou da morte e nos deu vida.

São Paulo é um comunicador por excelência. Ele rompe o círculo vicioso da pregação religiosa de seu tempo, em que os sacerdotes não saiam dos templos. Ele saiu para ir onde o povo estava. Por esta razão, o papa Paulo VI disse certa vez que, se São Paulo vivesse hoje, certamente seria jornalista. Dentro dessa perspectiva é preciso ler sua obra como uma reportagem que nos relata a grandeza de Deus, assim como o grande amor do gesto redentor de Cristo.

Assim como um crítico especializado tenta, através de apologias, nos convencer do valor de um livro, de um filme ou de uma ideologia qualquer, assim o apóstolo viveu, viajou, pregos, fundou igrejas e deixou documentos para mostrar a todos a eficácia do evangelho da salvação.

Compreender Paulo e sua obra é sedimentar nosso conhecimento sobre o cristianismo.

Arquidiocese de São Paulo faz peregrinação dos comunicadores

D. Odilo Scherer na Peregrinação dos Comunicadores
Foto: Wanderley Oliveira

O cardeal arcebispo de São Paulo, D. Odilo Pedro Scherer, deu início à peregrinação dos comunicadores da Arquidiocese em entrevista coletiva no Pátio do Colégio, ponto de encontro para o evento.

D. Odilo falou da importância de usar os diversos veículos de comunicação para a evangelização. Segundo ele, “São Paulo Apóstolo era um grande comunicador, que não dispunha dos meios atuais, mas tinha o ‘fogo’ da mensagem, da boa nova”.

Ele saudou ainda os diversos grupos que atuam nessa área, em particular as congregações criadas por inspiração de São Paulo, como os Paulinos e as Paulinas.

Os comunicadores presentes fizeram perguntas sobre o papel dos meios e os desafios da evangelização. Segundo D. Odilo, “a Internet é vital para nós, mas é importante que os sites da Igreja atuem também em rede para fortalecer a comunicação da boa nova”.

Veja abaixo trecho da coletiva:


Em seguida, os participantes seguiram até a Catedral da Sé, onde celebraram a missa, que teve como animador o Pe. Zezinho.

Na homilia, D. Odilo falou da importância da comunicação e deu “boas notícias” aos participantes. A primeira é “Deus é rico em misericórdia. Digam isso ao mundo, comuniquem isso para todos!”, pediu o cardeal.

Outra boa notícia, segundo o arcebispo, é que “Deus ama este mundo loucamente e fica muito triste com o que a humanidade faz de ruim. Tanto que enviou seu único filho para nos resgatar”.

Ele lembrou novamente que São Paulo foi um dos grandes comunicadores da boa nova, que ousou ir ao areópago de Atenas para falar de Jesus Cristo. “Hoje, nós na Igreja, precisamos imitar São Paulo!” Dirigindo-se aos comunicadores, pediu: “não tenham medo de ir a todos os areópagos!”

Assista à homilia de D. Odilo: