Comblin

José Profeta

Pe. Alfredo J. Gonçalves

De uns tempos para cá, os profetas estão fora de moda. Prevalece o espetáculo recheado de câmeras, holofotes e microfones. Em tempo de mídia, a visibilidade do fantástico ganha terreno sobre o silêncio da semente e do fermento. Com frequência se confunde mudança com show ilusionista, profusamente iluminado e ruidoso, com luzes, sons e imagens. José Comblin viveu, lutou e morreu para mostrar que a profecia continua viva e ativa. E que o Evangelho só é Boa Nova na exata medida em que se faz profecia renova em cada contexto histórico. E, ainda, que profetizar e evangelizar é promover a libertação integral do ser humano.

Três características marcam o movimento profético no Antigo Testamento: memória, denúncia e anúncio. A memória está associada a um reiterado “lembra-te” que remonta à abertura do decálogo: “Eu sou Iahewh teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão” (Ex 20,2). O decálogo, por sua vez, vem precedido do código da aliança. Assim, os profetas procuravam, em primeiro lugar, trazer para o contexto do reinado e do exílio o espírito de libertação fundamentado na memória do êxodo. Ali se encontram suas raízes. Em outras palavras, se foste escravo no Egito, como podes agora submeter teus próprios irmãos ao mesmo regime? Enquanto sob o Faraó, os hebreus eram subjugados por uma nação estrangeira, agora era o próprio Estado de Israel que escravizava seu povo através de pesados impostos e do trabalho de corvéia. Contra isso se insurgem o movimento profético, retomando e atualizando as exigências do Deus que os tirou da condição de escravos.

Um Deus que “vê a aflição, ouve o clamor, conhece o sofrimento e desce para libertar” marca profundamente a experiência religiosa do Povo de Israel. Ou seja, esse povo vivenciou o contato vivo com um Deus único: atento, sensível e solidário com as condições de vida e trabalho dos oprimidos. Numa palavra, um Deus que caminha pelo deserto da história pessoal e coletiva. Os profetas tentam reviver e recriar essa mesma experiência num novo contexto de opressão e exploração.

Aqui entra em cena a segunda palavra chave do movimento profético. A denúncia tem uma força devastadora em figuras como Isaías, Jeremias, Amós, Oséias e Miquéias. Na mira de seus ataques estão os poderosos dos reinados do Norte e do Sul. São os “chefes da casa de Jacó e magistrados da casa de Israel”, na medida em que desconhecem o “direito e a justiça”, “comeram a carne de meu povo, arrancam-lhe a pele, quebram-lhe os ossos, cortaram-no como carne na panela” (Mq 3,1-3). Aos mesmos chefes e magistrados, o profeta acusa: “vós que detestais o direito, que torceis o que é reto; vós que edificais Sião com sangue e Jerusalém com injustiça” (Mq 3,9-10). Mas estão também na mira os líderes religiosos: “seus chefes julgam por suborno, seus sacerdotes ensinam por salário e seus profetas vaticinam por dinheiro” (Mq 3,11).

A veemência de Miquéias irá repetir-se nos demais representantes do profetismo vetero-testamentário. Sobrecarregados de tributos, os camponeses gemiam sob o reinado. O templo representava uma espécie de coração político e econômico da Israel, para o qual convergiam os esforços dos trabalhadores em forma de numerosos impostos. Daí a dureza das palavras proféticas contra chefes e magistrados, de um lado, falsos profetas e sacerdotes, de outro, todos circulando na órbita do tempo e de seus rendimentos. Daí também as profecias sobre a destruição do tempo e do exílio.

A denúncia, porém, vinha acompanhada por um anúncio. Este se expressa de forma particular nos poemas de Isaías sobre a “Nova Jerusalém”. “Vou criar novos céus e nova terra” – diz o profeta – “nela não se tornará a ouvir choro nem lamentação. Já não haverá ali criancinhas que vivam apenas alguns dias, nem velhos que não completem a sua idade; com efeito, o menino morrerá com cem anos”. E prossegue: “Os homens construirão casas e as habitarão; plantarão videiras e comerão seus frutos (…). A duração da vida do meu povo será como os dias de uma árvore, os meus eleitos consumirão eles mesmos o fruto do trabalho de suas mãos” (Is 65,17-25).

A imagem de Isaías, que se repete com outras cores e graus nas páginas de vários profetas, será retomada pelo Apocalipse, no capítulo 21: “Vi então um céu novo e uma nova terra (…). Eis a tenda de Deus com os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo, e Ele, Deus-com-eles, será seu Deus. Ele enxugará toda lágrima de seus olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor e nem dor haverá mais. Sim! As coisas antigas se foram!” (Ap 21,1-4).

Nas últimas décadas da história brasileira, poucas pessoas representam esse tríplice terreno da profecia como o belga José Comblin. Memória viva, denúncia vigorosa e anúncio de esperança e liberdade – assim se poderia resumir sua trajetória histórica. Ele que seguramente já conhece “o novo céu e a nova terra”, deixa-nos muitas veredas para trilhar o caminho da fonte e da Boa Nova. José está vivo! O profeta com sotaque estrangeiro e com nome e alma brasileira, segue entre nós. Sua fala mansa e seus escritos proféticos seguem clamando por justiça. Nosso ponto final resume-se a um muito obrigado José!

Como o profeta Amós, Padre José Comblin incomodava

Frei Carlos Mesters, O.Carm.

Padre José Comblin morreu. Um bispo o criticou, como: “Comblin, homem cansado e pessimista”. O pessoal das Comunidades por onde ele andava não o chamava de Comblin, mas sim de “Padre José”. Padre Comblin incomodava as pessoas de poder, mas era amado pelos pobres que o acolhiam carinhosamente como Padre José.

Padre José Comblin nasceu na Bélgica nos anos 20 do século passado e nos anos 50 veio trabalhar e anunciar a Boa Nova aqui no Brasil. O profeta Amós era de Judá no Sul e foi trabalhar e anunciar a Boa Nova de Deus em Israel no Norte, no santuário de Betel. Amasias, o sacerdote de Betel, não gostou e denunciou o profeta junto ao rei Jeroboão, dizendo que já não se podia tolerar as palavras de Amós. E mandou dizer ao próprio Amós: “Ó, seu profeta, vá embora daqui. Retire-se para sua terra Judá. Vá ganhar sua vida por lá com suas profecias. Mas não me venha mais fazer suas profecias aqui em Betel, pois isto aqui é o santuário do Rei e o templo do Rei”. Amós mandou dizer: “Eu não sou profeta nem filho de profeta. Sou camponês, criador de gado e cultivador de sicômoros. Foi Javé que me tirou de trás do rebanho e me ordenou, ‘Vá profetizar ao meu povo Israel’!” (Amós 7,10-15).

Como o profeta Amós, Padre José Comblin incomodava aos homens do poder no tempo da ditadura e foi expulso várias vezes. Incomodava também aos que exercem o poder na Igreja. Alguns deles chegaram a dizer que já não se podia tolerar as coisas que ele dizia, e eles proibiram a fala dele várias vezes em vários lugares.

Como o profeta Amós, Padre José, ele mesmo, nunca se apresentou como profeta. Ele se apresentava como ser humano cristão e sacerdote, cumpridor fiel do seu dever. Posso testemunhar: convidado para falar nas comunidades e nos grupos do CEBI, Padre José convencia as pessoas pela simplicidade do seu jeito de conversar e dialogar, pelo testemunho da sua sinceridade e profundidade de vida e pela quantidade enorme de informações de que dispunha para confirmar as coisas que dizia e as denúncias que fazia.

Mesmo ausente ele continua presente. Como o profeta Amós, “seu corpo foi sepultado em paz, mas o seu nome viverá através das gerações” (Eclo 44,14). Eternamente grato.

Lições que aprendi com Pe Comblin: liberdade e a história

Jung Mo Sung

O falecimento do Pe Comblin nos faz enfrentar uma realidade inevitável: a primeira geração (provavelmente a mais criativa e rigorosa) da teologia da libertação está aos poucos chegando ao limite da vida. Uma forma de homenagear pessoas como Comblin é continuar a tarefa de uma reflexão crítica séria comprometida com a causa dos pobres e também de divulgar o seu pensamento para novas gerações de estudante de teologia ou de agentes pastorais.

Pensando nisso é que resolvi escrever este pequeno texto. Mas é uma tarefa muito difícil escrever em uma página o que significou a pessoa e a obra de Pe Comblin para as igrejas cristãs na América Latina e também para muitos não cristãos que conheceram, por exemplo, o seu livro “A ideologia de segurança nacional”. Por isso, eu quero simplesmente compartilhar algumas idéias de Comblin que me marcaram nos últimos 30 anos.

Se há uma palavra que marcou a minha leitura da vastíssima obra de Comblin é a liberdade. Ele disse: “Segundo a Bíblia, a liberdade é mais do que uma qualidade, um atributo de ser humano: é a própria razão de ser de humanidade.” E a afirmação de Paulo de Tarso, “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou (Gal 5,1)” pode ser visto como o mote que guiou a sua obra. Esta busca de liberdade, que impulsiona a luta pela libertação, não pode ser confundida com uma visão moderna burguesa da liberdade. “Não é livre aquele que diz que faz o que quer, mas, na realidade, não sabe resistir à pressão dos desejos, tornando-se escravo dos objetos que excitam o seu desejo.” Nestes casos, a liberdade pressupõe a libertação dos desejos individuais e a sua realização no assumir o serviço e a causa em favor dos mais pobres.

A sua reflexão crítica não era direcionada somente à visão burguesa da vida e da liberdade, mas também a outras teses presentes no nosso meio. Já na década de 1960, quando muitos do cristianismo de libertação estavam descobrindo o marxismo e o utilizando nas análises sociais e nas propostas políticas, Comblin criticava filosofias da história que anunciam um caminhar necessário da história humana para a erupção do Reino da Liberdade (marxismo) ou para “cristificação do universo” (inspirado em Teilhard de Chardin), quando começaria a verdade história humana, plena de harmonia. A sua crítica constituía em duas idéias centrais: a) a liberdade não pode nascer da necessidade; isto é, se a histórica caminha necessariamente para um ponto, este não é liberdade porque processos históricos necessários não podem gerar a liberdade, pois não haveria opção de não chegar; b) esta visão de que após a “revolução final” iniciaria a verdadeira história humana é um mito que desqualifica a história humana a uma pré-história.

A sua reflexão a partir da liberdade se aplica também sobre a noção de Deus. Para ele, a tradição bíblica difere da tradição Greco-Ocidental que busca em Deus o fundamento da ordem atual ou da nova ordem a surgir necessariamente (Deus como motor criador da nova ordem). “Na Bíblia, todavia, tudo é diferente porque Deus é amor. O amor não funda ordem, mas desordem. O amor quebra toda estrutura de ordem. O amor funda a liberdade e, por conseguinte, a desordem. O pecado é conseqüência do amor de Deus.”

“Que Deus é amor e que a vocação humana é a liberdade são as duas faces da mesma realidade, as duas vertentes do mesmo movimento”. Segundo esta forma de ver Deus e o sentido da existência humana, Deus não é mais um ser todo-poderoso que impõe sobre o mundo a sua vontade conduzindo a história para um fim já pré-estabelecido. Uma visão presente não somente em setores conservadores, mas também em diversos setores considerados “progressistas” e eco-socialmente engajados. Deus vem ao mundo como alguém que se fez impotente diante do ser humano livre: “esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana” (Fl 2,7).

Para Comblin lutar pela libertação e uma vida de liberdade não é lutar por um mundo sem mal, pois não é possível vivermos a liberdade sem a possibilidade do mal e do pecado. Deus fez o mundo tal que o pecado é uma possibilidade inevitável. Por isso, ele retoma um texto bíblico muito citado por Juan Luis Segundo, “Já estou chegando e batendo à porta. Quem ouvir minha voz e abrir a porta, eu entro em sua casa e janto com ele, e ele comigo” (Ap 3,20) e diz: “se ninguém abrir, Deus aceita a derrota sabendo que sua criação fracassou. Deus criou um mundo que podia fracassar.”

Essas palavras mostram uma característica de Comblin que sempre admirei: a sua coragem profética de dizer coisas que podem contrariar nossos desejos românticos, desejos que nos levam para fora da história humana e do ser humano real. Assim, ele cumpriu com a sua obra um dos propósitos da teologia da libertação: ser uma reflexão crítica sobre o mundo idolátrico e também sobre a nossa religiosidade e experiência de fé, a serviço da liberdade-libertação dos mais pobres.

 

Fotos de arquivo do O Arcanjo no Ar – na Casa de Oração do Povo da Rua – lançamento do livro A Profecia na Igreja,  do Padre Comblin – març/2009.

José Comblin: Bruxelas, 22/03/1923, Bahia, 27/03/2011

José Oscar Beozzo

É com tristeza que comunico a vocês que, na manhã de hoje, domingo, dia 27 de março, depois de completar 88 anos, nesta semana, faleceu no interior da Bahia, onde estava assessorando grupos de base, o amigo e mestre de todos nós, José Comblin.

Levantou-se cedo, tomou banho, aprontou-se, mas não apareceu para a oração da manhã. Procuram-no e o encontraram-no sentado no quarto e já morto.

Rezemos por ele que dedicou praticamente toda sua vida ao povo e à Igreja da América Latina, no Brasil, no Chile e no Equador e em centenas de assessorias por todos os países. Ele veio para o Brasil em 1958, junto com o Pe. Michel Schooyans e o Pe. Laga, todos doutores por Lovaina, mas que foram dar aulas no seminário menor, para onde os mandou o Bispo Paulo de Tarso!

Esteve conosco antes da Conferência de Aparecida, analizando a situação e dando- nos todo apoio, para as iniciativas do Fórum.

Perdemos um mestre e um guia inquieto e exigente como os velhos profetas, denunciando sempre nossas incoerências na fidelidade aos preferidos de Deus: o pobre, o órfão, a viúva, o estrangeiro. Trabalhou por uma Igreja profética a serviço destes últimos nas nossas sociedades.

Que ele siga nos inspirando e acompanhando.

Sentiremos e muita sua falta.

Um abraço fraterno para todos vocês. Rezemos pelo Comblin, sua família e as igrejas e comunidades que o acolheram, em especial, Talca de Dom Larrain, no Chile, Dom Proaño em Riobamba, no Equador e, no Brasil, Recife do Dom Helder, Paraíba do Dom José Maria Pires e agora Dom Cappio, em Barra, no sertão da Bahia, onde estava residindo.

Foto de arquivo do O Arcanjo no Ar – na Casa de Oração do Povo da Rua – lançamento do livro A Profecia na Igreja,  do Padre Comblin – març/2009.

Uma mina de ouro

Pe. Geovane Saraiva

“Sou daqueles que tem a convicção de que os escritos de Dom Helder ainda serão fonte de inspiração na América Latina, daqui a mil anos”. Esta afirmação do teólogo Padre José Comblin nos ajuda compreender, a vida do artesão da paz, Dom Helder Câmara, nascido para o que é mais elevado, as coisas maiores.

Sua vida é uma mina de ouro que precisa ser explorada. Ele, como cidadão universal, andou pelos diversos caminhos do Planeta e, com sua voz profética e seu profundo amor por este mundo em que vivemos, obra do Criador e Pai, com a criatura marcada pela dor, angústia e sofrimento, mas, ao mesmo tempo, cheia de amor, garra, sonhos e esperança. Ele, no seu centenário de nascimento, ensina-nos a ver e a descobrir a verdadeira face do Cristo nos nossos semelhantes. Para ele, pobre verdadeiramente pobre era aquele que não tem amor para dar, difundir e semear.

Dom Helder Câmara nasceu no dia 7 de fevereiro de 1909. Aos nove anos, fez a sua primeira comunhão e, aos quatorze, ingressou no Seminário da Prainha, em Fortaleza – CE. No dia 15 de agosto de 1931, com vinte e dois anos foi ordenado sacerdote. Exerceu seu ministério sacerdotal, por cinco anos em sua cidade natal, entre letrados e operários. Em 1936, partiu para o Rio de Janeiro, aí desempenhou, entre outras funções, o cargo de Diretor Técnico de Ensino da Religião na Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Em 1948, foi agraciado com o título de monsenhor. Em 1950, expôs ao amigo Monsenhor Montini, futuro Papa Paulo VI seus planos de fundar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – da qual se tornou Secretário Geral, de 1952 a 1964. Em 1952, foi nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro. Em 1955, organizou o famoso Congresso Eucarístico Internacional da capital fluminense. Fundou, também, o Banco da Providência e a Cruzada São Sebastião, indo ao encontro dos pobres e favelados. Trabalhou, incansavelmente, pela fundação do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM – do qual foi vice-presidente de 1958 a 1964.

Em 1964, nomeado arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife, tomou posse no dia 12 de abril do mesmo ano, início do regime militar. Começou dizendo: “Quem estiver sofrendo, no corpo ou na alma; quem, pobre ou rico, estiver desesperado, terá lugar no coração do bispo”. Passou, então, a desenvolver, com grande relevância, ações sociais junto às comunidades carentes e a lutar pelos direitos humanos. Ficou, mundialmente, conhecido como o arauto dos “sem vez e sem voz”. Durante o Regime Militar, de 1964 a 1983, sua voz se calou e ficou sem ser ouvida, pois foi proibida e censurada na Mídia.

Bispo da não-violência, da ternura e da solidariedade denunciou, em Paris, em 1970, num profético e contundente discurso, as práticas de torturas aos presos políticos em nosso Brasil. Dom Helder, homem de Deus, foi um dos grandes místicos dos nossos tempos, que, com sua palavra, sensibilizava e entusiasmava as multidões de todos os credos, de todas as raças, culturas e ideologias. Dizia que Deus para ele “era e só podia ser amor”, esforçando-se para viver o que anunciava, fazendo-se nosso irmão e acreditando na possibilidade da conversão de todos.

Dom Helder tem vinte e três livros publicados, sendo dezenove deles traduzidos para dezesseis idiomas. Seus títulos, suas homenagens e suas condecorações que, recebidos em todo mundo, somam 692. Após completar noventa anos, no dia 27 de agosto de 1999, foi chamado para a casa do Pai.

Esta extraordinária figura humana, patrimônio da humanidade, por seus dons e talentos colocados a serviço do próximo será sempre uma referência marcante na história do povo brasileiro. A sociedade, mais do que nunca, nos dias de hoje, necessita de referenciais como Dom Helder, para que possa aspirar por liberdade, justiça e paz. Que humanidade saiba sonhar. Dizia ele: “Ai do mundo se não fosse a utopia, ai do mundo se não fossem os sonhadores!”. Que Dom Helder nos inspire o desejo sempre maior de gostar de viver e de lutar pelo dom maravilhoso da vida.