missões

Terço dos Homens será na sexta-feira, 05/10, às 20h30

Na sexta-feira, dia 05/10, será realizado o Terço dos Homens a partir das 20h30 na igreja São Miguel Arcanjo. No sábado, 06/10, às 15h haverá reunião da Equipe de Liturgia da comunidade. Veja nos avisos da semana, momento em que o Pe. Julio Lancellotti falou dos desafios do mês que começa (mês das missões) e dos santos celebrados no período, além de agradecer pela participação na festa de São Miguel:

Batizado de outubro de 2011 na Capela São Judas Tadeu

Na Capela da Universidade São Judas Tadeu, no domingo, 23/10/11, foram batizadas mais 19 crianças. André Machado B. Faiola, Bruno Peron Rosa Jorge e Maria Eduarda Rosa Jorge, Bernardo B. Magalhães, Eduardo Martins, Emily Secundino,  Fernanda O. Amendola,  Fernando Vicente, Gabriel Secundino, Heitor Karchiloft, Hugo Guaitoli Barbosa, Lourenço de Freitas, Manuela P. Castanheira, Marcelo T. da Fonseca, Maria Luiza Lima, Murilo Graziani Bueno, Pedro Henrique, Pedro Machado B. Faiola, Tainá Marina Quispel e Yuri A. Eckhardt Yanamoto.

Domingo das Missões. Homenageando as missionárias, a Irmã Maria José fez um pequeno relato da atuação da congregação de religiosas a que pertence e sua atuação no mundo. Já a jornalista Madeleine, mãe do Lourenço, falou de sua atuação na África, como colaboradora da ONU, salientando as dificuldades em Angola, inclusive nas condições mais básicas de saúde.

O Padre Julio pediu que as famílias alimentem a fé das crianças ba tizadas, especialmente para que olhem para o próximo e nesse o mais fraco. Lembrou que nossa sociedade cuida muito dos cãezinhos, inclusive levando-os para passear, mas poucos são aqueles que levam um idoso para uma simples caminhadinha.

Os papais do Hugo, a Danieli e o Damien receberam os sacramentos do matrimônio.

O batizado revelou muita emoção e alegria, como mostram as fotos,  por Carlos A. Beatriz

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões

Neste domingo dedicado às missões, me dirijo, sobretudo a vós, irmãos no ministério episcopal e sacerdotal, e também aos irmãos e irmãs do Povo de Deus, a fim de vos exortar a reavivar em si a consciência do mandato missionário de Cristo para que “todos os povos se tornem seus discípulos” (Mt 28,19), seguindo as pegadas de São Paulo, o apóstolo dos gentios.

“As nações caminharão à sua luz” (Ap 21, 24). O objetivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, pois Nele encontramos a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.

É nesta perspectiva que os discípulos de Cristo espalhados pelo mundo trabalham, se dedicam, gemem sob o peso dos sofrimentos e doam a vida. Reitero com veemência o que muitas vezes foi dito pelos meus predecessores: a Igreja não age para ampliar o seu poder ou reforçar o seu domínio, mas para levar a todos Cristo, salvação do mundo. Pedimos somente nos colocar a serviço da humanidade, sobretudo daquela sofredora e marginalizada, porque acreditamos que “o compromisso de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo… é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade” (Evangelii nuntiandi, 1), que “apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e de sua própria existência”(Redemptoris missio, 2).

1. Todos os povos são chamados à salvação.

Na verdade, a humanidade inteira tem a vocação radical de voltar à sua origem, que é Deus, somente no Qual ela encontrará a sua plenitude por meio da restauração de todas as coisas em Cristo. A dispersão, a multiplicidade, o conflito, a inimizade serão repacificadas e reconciliadas através do sangue da Cruz e reconduzidas à unidade.

O novo início já começou com a ressurreição e a exaltação de Cristo, que atrai a si todas as coisas, as renova, as tornam participantes da eterna glória de Deus. O futuro da nova criação brilha já em nosso mundo e acende, mesmo se em meio a contradições e sofrimentos, a nossa esperança por uma vida nova. A missão da Igreja é “contagiar” de esperança todos os povos. Por isto, Cristo chama, justifica, santifica e envia os seus discípulos para anunciar o Reino de Deus, a fim de que todas as nações se tornem Povo de Deus. É somente nesta missão que se compreende e se confirma o verdadeiro caminho histórico da humanidade. A missão universal deve se tornar uma constante fundamental na vida da Igreja. Anunciar o Evangelho deve ser para nós, como já dizia o apóstolo Paulo, um compromisso impreterível e primário.

2. Igreja peregrina

A Igreja Universal, sem confim e sem fronteiras, se sente responsável por anunciar o Evangelho a todos os povos (cfr. Evangelii nuntiandi, 53). Ela, germe de esperança por vocação, deve continuar o serviço de Cristo no mundo. A sua missão e o seu serviço não se limitam às necessidades materiais ou mesmo espirituais que se exaurem no âmbito da existência temporal, mas na salvação transcendente que se realiza no Reino de Deus. (cfr. Evangelii nuntiandi, 27).

Este Reino, mesmo sendo em sua essência escatológico e não deste mundo (cfr. Jo 18,36), está também neste mundo e em sua história é força de justiça, paz, verdadeira liberdade e respeito pela dignidade de todo ser humano. A Igreja mira em transformar o mundo com a proclamação do Evangelho do amor, “que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir e… deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo” (Deus caritas est, 39). Esta é a missão e o serviço que, também com esta Mensagem, chamo a participar todos os membros e instituições da Igreja.

3. Missão ad gentes

A missão da Igreja é chamar todos os povos à salvação realizada por Deus em seu Filho encarnado. É necessário, portanto, renovar o compromisso de anunciar o Evangelho, fermento de liberdade e progresso, fraternidade, união e paz (cfr. Ad gentes, 8). Desejo “novamente confirmar que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja”(Evangelii nuntiandi, 14), tarefa e missão que as vastas e profundas mudanças da sociedade atual tornam ainda mais urgentes. Está em questão a salvação eterna das pessoas, o fim e a plenitude da história humana e do universo. Animados e inspirados pelo Apóstolo dos Gentios, devemos estar conscientes de que Deus tem um povo numeroso em todas as cidades percorridas também pelos apóstolos de hoje (cfr. At 18, 10). De fato, “a promessa é em favor de todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar “(At 2,39).

Toda a Igreja deve se empenhar na missão ad gentes, enquanto a soberania salvífica de Cristo não está plenamente realizada: “Agora, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso” (Hb 2,8).

4. Chamados a evangelizar também por meio do martírio

Neste dia dedicado às missões, recordo na oração aqueles que fizeram de suas vidas uma exclusiva consagração ao trabalho de evangelização. Menciono em particular as Igrejas locais, os missionários e missionárias que testemunham e propagam o Reino de Deus em situações de perseguição, com formas de opressão que vão desde a discriminação social até a prisão, a tortura e a morte. Não são poucos aqueles que atualmente são levados à morte por causa de seu “Nome”. É ainda de grande atualidade o que escreveu o meu venerado predecessor papa João Paulo II: “A comemoração jubilar descerrou-nos um cenário surpreendente, mostrando o nosso tempo particularmente rico de testemunhas, que souberam, ora dum modo ora doutro, viver o Evangelho em situações de hostilidade e perseguição até darem muitas vezes a prova suprema do sangue” (Novo millennio ineunte, 41).

A participação na missão de Cristo, de fato, destaca também a vida dos anunciadores do Evangelho, aos quais é reservado o mesmo destino de seu Mestre. “Lembrai-vos do que eu disse: nenhum empregado é maior do que seu patrão. Se perseguiram a mim, vão perseguir a vós também” (Jo 15,20). A Igreja se coloca no mesmo caminho e passa por tudo aquilo que Cristo passou, porque não age baseando-se numa lógica humana ou com a força, mas seguindo o caminho da Cruz e se fazendo, em obediência filial ao Pai, testemunha e companheira de viagem desta humanidade.

Às Igrejas antigas como as de recente fundação, recordo que são colocadas pelo Senhor como sal da terra e luz do mundo, chamadas a irradiar Cristo, Luz do mundo, até os extremos confins da terra. A missão ad gentes deve ser a prioridade de seus planos pastorais.

Agradeço e encorajo as Pontifícias Obras Missionárias pelo indispensável trabalho a serviço da animação, formação missionária e ajuda econômica às jovens Igrejas. Por meio destas instituições pontifícias, se realiza de forma admirável a comunhão entre as Igrejas, com a troca de dons, na solicitude recíproca e na comum projetualidade missionária.

5. Conclusão

O impulso missionário sempre foi sinal de vitalidade de nossas Igrejas (cfr. Redemptoris missio, 2). É preciso, todavia, reafirmar que a evangelização é obra do Espírito, e que antes mesmo de ser ação, é testemunho e irradiação da luz de Cristo (cfr. Redemptoris missio, 26) através da Igreja local, que envia os seus missionários e missionárias para além de suas fronteiras. Rogo a todos os católicos para que peçam ao Espírito Santo que aumente na Igreja a paixão pela missão de proclamar o Reino de Deus e ajudar os missionários, as missionárias e as comunidades cristãs empenhadas nesta missão, muitas vezes em ambientes hostis de perseguição.

Ao mesmo tempo, convido todos a darem um sinal crível da comunhão entre as Igrejas, com uma ajuda econômica, especialmente neste período de crise que a humanidade está vivendo, a fim de colocar as jovens Igrejas em condições de iluminar as pessoas com o Evangelho da caridade.

Guie-nos em nossa ação missionária a Virgem Maria, Estrela da Evangelização, que deu ao mundo Cristo, luz das nações, para que leve a salvação “até aos extremos da terra” (At 13,47). A todos, a minha bênção.

Cidade do Vaticano, 29 de junho de 2009

BENEDICTUS PP. XVI

Avisos de 11/10/2009

Nesta segunda-feira, dia de Nossa Senhora Aparecida, a missa das 18h será realizada na igreja Nossa Senhora da Boa Morte, na Rua do Carmo, esquina com Tabatinguera, centro de São Paulo. A celebração estava prevista para ocorrer na igreja São Miguel.

Veja abaixo os avisos de 11/10/2009:

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Missão e abertura eclesial

Dom Demétrio Valentini *

Este é o domingo das missões. Um dos sintomas mais positivos de renovação eclesial se encontra no despertar da consciência missionária. A missão leva a Igreja a superar seus limites, para colocar-se a serviço do Evangelho, relativizando estruturas e deixando de lado interesses institucionais.

O clima salutar para a Igreja é sempre o amplo horizonte descortinado por Cristo em sua última recordação aos discípulos: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a todas as criaturas.. estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mc 16,15 e Mt 28, 20).

O Evangelho tem irresistível destinação universal. Ele não pode ser detido, ele não deve ficar enclausurado. Esta dinâmica inata do Evangelho aparece na própria vida de Jesus, e no caminhar posterior da Igreja. E precisa retomar hoje novo impulso!

Jesus passou por sucessivas superações de limites, que pretendiam impedi-lo de levar adiante sua missão evangelizadora.

Primeiro se libertou das resistências de Nazaré, que impediam o anúncio da mensagem libertadora. “Não há profeta sem honra, exceto em sua pátria e em sua casa… Não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mt 13,58).

“Deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum” (Mt 4, 13), encruzilhada que permitia acesso a todas as direções da Galiléia. Lá, ele saiu do espaço fechado da sinagoga, para se encontrar com as multidões. (Cfr Mc1, 29 e ss).

Quando queriam detê-lo em Cafarnaum, levantou de madrugada e se pôs resolutamente a caminho da missão: “Vamos a outros lugares, às aldeias da vizinhança, a fim de pregar também ali, pois foi para isto que eu saí” (Mc 1, 38).

Assim, livre para evangelizar, Jesus empreendeu a grande empreitada de ir rompendo resistências, subvertendo hierarquias, derrubando preconceitos, desmascarando hipocrisias, proclamando a nova ordem do Reino de Deus.

A serviço do Evangelho empenhou por completo sua vida, até o seu testemunho final, colocando para sempre o fundamento da perenidade de sua mensagem, sempre atual e indispensável para a humanidade, ” em todos os lugares e em todos os tempos”.

São Paulo, o escolhido para levar o Evangelho às Nações, percebeu o lance estratégico que precisava ser feito, para libertar o Evangelho das amarras do judaísmo, para assim ser aceito pelos gentios. Com isto se abriu o caminho para o vasto campo de missão no império romano. A boa semente acolhida no fértil terreno da cultura greco-latina foi produzindo frutos copiosos, que caracterizam até hoje as feições da Igreja de Cristo.

Mas aí está hoje a nova encruzilhada para a Igreja. Ela não pode repetir os condicionamentos de Nazaré, de Cafarnaum e da circuncisão. A cultura ocidental, que soube acolher o Evangelho, não pode agora se tornar uma redoma, que condiciona a expansão do Evangelho para o mundo inteiro.

Enclausurada em suas feições históricas européias, a Igreja perdeu impulso, e se esfacelou por questiúnculas internas, desde a ruptura com os ortodoxos no início do segundo milênio, passando pelo terremoto da reforma protestante, até o atual momento de intensa fragmentação pentecostal.
A Igreja precisa recuperar os ares da missão, para romper as amarras da cultura ocidental em que ela se fechou.

Se São Paulo retomasse hoje os caminhos da missão, não seria mais um “macedônio” que lhe apareceria em sonho, chamando-o para pregar o Evangelho em terras européias. Seria certamente um tibetano, um chinês, um vietnamita, afinal se levantaria um coro pluriforme de diferentes raças e culturas, ansiosas por acolherem as sementes genuínas do Evangelho de Jesus.

O Evangelho de Cristo está solto, exclama São Paulo. Nenhuma cultura pode aprisioná-lo. Em vista da destinação universal do Evangelho, é preciso relativizar as feições européias da Igreja. É urgente desocidentalizar o Evangelho, para que ele possa ser acolhido por outras culturas e aí produzir novos frutos para o Reino e novas expressões da Igreja de Cristo.

* Bispo de Jales, São Paulo.

Mês de outubro

Neste mês, muitos fatos nos chamam a atenção.

Outubro é o mês das Missões, somos todos chamados a ser missionários e discípulos do Senhor Jesus.

No mês das Missões e do Sínodo dos bispos para a “Palavra de Deus” em Roma, nosso cardeal arcebispo é Presidente Delegado do Sínodo, o que para nós é uma grande alegria.

Este mês também trouxe o resultado das eleições, vereadores eleitos, suplentes, muitas surpresas que levam a pensar que as comunidades estão cada vez mais apolíticas, que os votos são individualistas e que estamos perdendo o senso comunitário de nossas ações.

Os vereadores eleitos mostram o poder da mídia, das igrejas evangélicas que se posicionam politicamente, dos movimentos desencarnados e do recuo e desmobilização dos movimentos sociais.

A cidade não se conhece, não se vê como um todo; o centro não conhece a periferia e não se compromete com seus problemas e desafios.

O segundo turno está aí, parece que já decidido, é a cara da cidade!

Hoje, mais um morador de rua foi queimado, no lindo e aprazível Tatuapé, que se orgulha de seu progresso e beleza.

Fato doloroso e simbólico.

O povo da rua é queimado no Tatuapé, na Mooca, bairros onde o nível de rejeição aos pobres e excluídos é grande. Graças a Deus, nesses bairros muitos se mobilizam em defesa da Vida e da Paz!

A Missão, a Palavra de Deus e o compromisso de fé devem e precisam nos impulsionar para um maior compromisso com a vida dos desprotegidos e excluídos.

Seguir Jesus é arriscado porque é um ato de amor, o amor é perigoso porque passa pela cruz, único caminho da ressureição.

Pe. Júlio Lancellotti