Domingo de Ramos

Programação da Semana Santa 2015

O Domingo de Ramos, celebrado dia 29/3, marca o início da Semana Santa. No final das missas, o Pe. Julio detalhou a programação desse período especial:

  • Segunda-feira, 30/03confissão a partir das 20h na igreja Nossa Senhora do Bom Conselho (Rua da Mooca, 3911)
  • Terça-feira, 31/03terço na igreja São Miguel Arcanjo, às 15h
  • Quarta-feira, 01/04Missa dos Santos Óleos, às 20h no Colégio Nossa Senhora de Lourdes
  • Quinta-feira, 02/04Missa do Lavapés, às 20h na igreja São Miguel
  • Sexta-feira, 03/04Ofício da Paixão na igreja São Miguel, às 15h e procissão às 19h30
  • Sábado, 04/04Missa da Vigília Pascal, na igreja São Miguel, às 20h
  • Domingo, 05/04Missas de Páscoa nos horários normais (7h30 e 18h na igreja São Miguel e 10h na capela da Universidade São Judas Tadeu)

VÍDEO: Homilia do Pe. Julio no Domingo de Ramos

Assista à íntegra da pregação do Pe. Julio Lancellotti no Domingo de Ramos, celebrado em 13/04/2014. O Evangelho traz a Paixão de Cristo segundo Mateus, narrativa da entrada de Jesus em Jerusalém, a traição, prisão, julgamento e morte.

Gravação realizada na missa das 18h na igreja São Miguel Arcanjo.

Programação da Semana Santa

As celebrações da Semana Santa na igreja São Miguel Arcanjo têm início na quinta-feira, 18/04, com a Missa do Lava-pés às 20h, seguida de adoração. No dia seguinte, haverá o Ofício da Paixão, às 15h, e procissão pelas ruas do bairro às 19h30. O Tríduo culmina com a Vigília Pascal, celebrada no sábado, a partir das 20h, aberta com a bênção do fogo novo. No domingo de Páscoa, as missas serão celebradas nos horários normais (7h30 e 18h na igreja São Miguel e 10h na capela da Universidade São Judas Tadeu). Veja mais detalhes nos avisos da semana:

Gravação realizada na missa das 18h de 13/04, Domingo de Ramos.

A Semana Santa começa na Quaresma

Dom Edmar Peron

Para muitas pessoas, a Quaresma termina no Domingo de Ramos, quando se tem início a Semana Santa. Contudo, não é esse o ensinamento da Igreja, especialmente no documento sobre a preparação e celebração das festas pascais, de 16 de janeiro de 1988, chamado Paschalis Sollemnitatis, n. 27: “Na Semana Santa a Igreja celebra os mistérios da salvação, levados a cumprimento por Cristo nos últimos dias da sua vida, a começar pelo seu ingresso messiânico em Jerusalém. O tempo quaresmal continua até a Quinta-feira Santa. A partir da missa vespertina “da Ceia do Senhor” tem início o tríduo pascal”. O documento explicita, portanto, que (a) na Semana Santa fazemos memória de Cristo, nosso Salvador, desde sua entrada em Jerusalém até a sua ressurreição, passando pela crucifixão, morte e sepultura; e que (b) a Quaresma só termina quando damos início à celebração da Ceia do Senhor, ao anoitecer da Quinta-feira Santa.

Esses últimos dias da Quaresma incluem duas importantes celebrações: o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor e a Missa do Crisma.

O Domingo de Ramos antecede a grande solenidade da Páscoa e dá início à Semana Santa; esse Domingo une num todo o mistério do triunfo real de Cristo (comemorado pela bênção e procissão com ramos bentos) e o anúncio da paixão (Liturgia da Palavra da Missa).

Nesse dia, em que a Igreja recorda a entrada do Cristo em Jerusalém para realizar o seu mistério pascal, somos convidados a demonstrar nossa fé, reconhecendo a Cristo como nosso Rei Redentor. Participando da procissão, como o povo aquele dia em Jerusalém, também nós vamos ao encontro do Senhor. Os ramos – abençoados para serem levados em procissão – conservados em nossas casas, nos recordam a vitória de Cristo e nossa vida de discípulos missionários. Durante essa celebração, as comunidades católicas de todo o Brasil realizam uma coleta como gesto concreto da Campanha da Fraternidade, esse ano, para sustentar projetos contra o tráfico humano.

O hino a Cristo Rei, proposto para a procissão, nos leva a cantar, no refrão: “Glória, louvor e honra a ti, Cristo rei, redentor!” E as estrofes desse hino relacionam a nossa ação com aquela dos que aclamavam a Cristo, que entrava em Jerusalém: eles levavam “seus ramos e suas palmas”, e nós hoje, oferecemos “nossos hinos, nossas almas”; eles festejaram a entrada de Jesus “que ao Calvário conduzia”, mas agora que ele reina, “bem maior é nossa alegria”.

E a Missa do Crisma, nesses dias que antecedem a Páscoa, é uma manifestação da comunhão dos presbíteros com o próprio bispo, no único e mesmo sacerdócio e ministério de Cristo; nela, o bispo, concelebrando com o seu presbitério, consagra o santo Crisma e benze os outros óleos. Esses santos óleos devem ser acolhidos nas paróquias, de modo a serem usados na noite da vigília pascal, para a celebração dos sacramentos da iniciação cristã. Momento oportuno será a procissão de entrada da missa da Ceia do Senhor, na noite da Quinta-feira Santa.

Preparemo-nos para celebrar esses dias santos que concluem a Quaresma e nos introduzem no Tríduo Pascal.

Domingo de Ramos na comunidade

No próximo domingo, dia 13/04, haverá bênção de ramos na missa das 7h30. Às 9h30, a comunidade fará procissão de ramos da igreja São Miguel até a capela da Universidade São Judas Tadeu, seguida de missa às 10h. Às 18h, será celebrada a missa da tarde. Nesse dia, tem início a Semana Santa.

Na sexta-feira, 11, haverá via sacra na capela a partir das 20h. Veja mais detalhes e outras informações nos avisos da semana:

Gravação realizada na missa das 18h de 06/04/2014, na igreja São Miguel Arcanjo.

Programação da Semana Santa 2013

Na quarta-feira, as paróquias e comunidades da Região Belém celebram a Missa dos Santos Óleos, às 19h30 no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, na Água Rasa (veja como chegar).

Tríduo Pascal na igreja São Miguel Arcanjo:

Quinta-feira
20h – Missa da Ceia do Senhor e Lavapés

Sexta-feira
15h – Celebração da Paixão
19h – Procissão

Sábado
20h – Vigília Pascal

Domingo de Páscoa
7h30 – Missa na igreja São Miguel
10h – Missa na capela da Universidade São Judas
18h – Missa na igreja São Miguel

Papa Francisco pede resposta dos católicos às feridas que atingem a humanidade

O Papa Francisco alertou hoje no Vaticano para as “feridas” que atingem a humanidade e pediu uma resposta dos católicos, a partir da “alegria” da sua fé.

“Olhemos à nossa volta…Tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade: guerras, violências, conflitos econômicos que atingem quem é mais fraco, sede de dinheiro, de poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação”, disse, na homilia da missa do Domingo de Ramos, celebração que dá início à Semana Santa.

O Papa sublinhou que “ninguém pode levar” o dinheiro consigo e, num tom pessoal, lembrou um ensinamento da sua avó a este respeito: “A mortalha não tem bolsos”.

Francisco recordou que Jesus despertou “muitas esperanças”, especialmente nas pessoas “humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo” e soube compreender as “misérias humanas”.

“Por favor, não deixem que vos roubem a esperança. Não deixem que roubem a esperança, aquela que Jesus nos dá”, apelou.

O Papa aludiu ainda aos “pecados pessoais” como “as faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação”, frisando que é possível “vencer o mal” que existe em cada um e no mundo.

“Não devemos acreditar naquilo que o Maligno nos diz: não podes fazer nada contra a violência, a corrupção, a injustiça, contra os teus pecados! Não devemos jamais habituar-nos ao mal”, apelou.

Neste contexto, Francisco convidou os católicos a olhar “não só para o alto, para Deus, mas também para baixo, para os outros, para os últimos”.

“Não devemos ter medo do sacrifício. Pensai numa mãe ou num pai: quantos sacrifícios! Mas por que os fazem? Por amor. E como os enfrentam? Com alegria, porque são feitos pelas pessoas que amam.

O sucessor de Bento XVI desafiou os fiéis a viverem a “alegria” da sua fé, por considerar que um cristão não “poder ser nunca” um homem ou mulher “triste”.

“Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo”, pediu, defendendo a importância de “levar a vitória da Cruz de Cristo a todos e por toda a parte”, sem medo de ir ao encontro dos outros.

Segundo o Papa, a alegria dos cristãos nasce do fato de terem encontrado “uma pessoa, Jesus”, que os acompanha “mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis… e há tantos”.

O Papa foi acolhido por dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro, onde abençoou os ramos colocados junto ao obelisco.

“Abraçada com amor, a cruz de Cristo não leva à tristeza, mas à alegria”, declarou, na sua homilia.

Neste domingo, recorda-se a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém, seis dias antes da sua morte, na qual, segundo o relato dos Evangelhos, foi saudado por uma multidão com ramos de palmeiras e oliveiras como sinal de alegria e paz.

A Semana Santa, o ciclo litúrgico mais importante do calendário católico, recorda os momentos que antecederam a prisão e execução de Jesus e culmina na Páscoa, na qual se celebra a ressurreição de Cristo.

Fonte: Agência Ecclesia

Mensagem de Dom Odilo para a Semana Santa e a Páscoa

Aos irmãos bispos auxiliares
Aos sacerdotes e diáconos religiosas/os, consagradas/os e
leigos/as da Arquidiocese de São Paulo

Caríssimos/as,

Estou de volta, em São Paulo, e tenho a alegria de saudar a todos e de lhes dirigir uma palavra, depois dos eventos vividos em Roma, nessas últimas semanas, e que culminaram na eleição de Papa Francisco, no dia 13 de março, e na solene Missa de início de seu Pontificado, na festa de São José, 19 de março. Não preciso lhes escrever muito, pois certamente puderam acompanhar tudo pelos Meios de Comunicação.

Agradeço as orações pela Igreja, para que o Espírito de Deus lhe manifestasse a sua luz; e por nós, do Colégio Cardinalício, para que fôssemos dóceis às suas inspirações.

Foram dias de profunda experiência da fé eclesial. A renúncia do Papa Bento XVI e a eleição do Papa Francisco, durante o Ano da Fé, ajudaram-nos a aprofundar nossa fé na Igreja e a melhor nos sentirmos parte dela: “creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica”. Tenho a certeza de que saímos todos fortalecidos na fé e mais dispostos para testemunhar aos outros a alegria da nossa pertença à Igreja Católica!

E agora rezemos muito pelo Papa Francisco, para que ele tenha a abundância dos dons do Espírito Santo no exercício do seu serviço de Sucessor do Apóstolo Pedro; que a Igreja toda e também a humanidade o sigam no rumo que está indicando, fiel a Cristo e ao Evangelho. Desde o nome “Francisco”, assumido por ele, até seus primeiros gestos e palavras, estão indicando para um clima novo na Igreja, marcado pela fé autêntica, bondade, alegria, simplicidade, misericórdia, serviço, missão, cuidado, ternura; todos esses conceitos têm sido frequentes nas falas do novo Papa nesses primeiros dias de seu Pontificado. Que ele seja abençoado e também seja uma bênção para a Igreja e a humanidade inteira.

Com o Domingo de Ramos, iniciamos a celebração da Páscoa de Cristo, que também é nossa Páscoa. Esta é a celebração central de toda a nossa Liturgia Cristã. Desejo, por isso, convidar a todos os caríssimos filhos da Arquidiocese de São Paulo para uma intensa participação no clima de fé e piedade, que deve caracterizar as celebrações da Semana Santa e da Páscoa. Neste Ano da Fé, aprofundemos nossa vivência do grande “Mistério pascal”, que se desdobra nos vários “Mistérios da Fé”, celebrados ao longo desses dias de graça.

No Domingo de Ramos, tomemos nova consciência de que somos nós os discípulos, que hoje o testemunham em nossa Cidade e o acompanham nos momentos de glória e também de rejeição, desprezo e condenação à morte. Não tenhamos medo nem vergonha de manifestar nossa fé e pertença a Cristo e à sua Igreja!

A todos os caros padres, desejo manifestar meu apreço e saudação pela recordação da instituição do sacerdócio ministerial, como celebramos na Quinta Feira Santa. Que tenham todos muita alegria em doar sua vida no serviço ao Evangelho e aos irmãos; que Deus recompense cada um pela sua dedicação generosa ao povo.

Vivamos intensamente o solene Tríduo Pascal, que tem início com a Missa vespertina da Quinta Feira Santa; agradeçamos os dons preciosos da Eucaristia e do Sacerdócio Ministerial cristão, instituídos por Jesus Cristo na última ceia. Depois, recolhamo-nos em oração e na escuta atenta da Palavra de Deus, fazendo jejum e penitência. Quanta coisa bonita a Igreja nos convida a celebrar!

Seja o Tríduo Pascal a ocasião para um verdadeiro “retiro espiritual” para todos. E não deixemos de acolher com gratidão a misericórdia de Deus através do perdão sacramental, celebrando a Páscoa com o coração renovado. Neste Ano da Fé, não deixemos de pedir perdão a Deus pelos pecados contra a fé da Igreja, pela nossa pouca fé ou até pelo desleixo em cultivar melhor a fé recebida no nosso Batismo.

Procuremos valorizar muito a celebração da solene Vigília Pascal, no Sábado Santo.

Nela celebramos a grande obra de Deus, manifestada na criação e na redenção, mas revelada plenamente na ressurreição de Cristo; durante a Vigília Pascal, renovemos de modo solene nossa fé, com toda a Igreja, e testemunhemos de maneira contagiante nossa alegria pascal no Domingo da Ressurreição de Cristo.

Enfim, desejo lembrar que no Domingo de Ramos realizamos em todas as nossas igrejas a coleta da Campanha da Fraternidade (“fraternidade e juventude”), como gesto concreto de nossa conversão quaresmal; e na Sexta Feira Santa, junto com a comemoração da Paixão do Senhor, fazemos em todas as igrejas a coleta em favor dos cristãos que vivem nos “lugares santos”, ou seja, nos “lugares bíblicos”, onde Deus se revelou a Abraão e aos seus descendentes, onde Jesus nasceu, viveu e deu a vida por nós; nesses lugares, atualmente, os cristãos são poucos e encontram muitas dificuldades para ali permanecerem e darem o testemunho da fé cristã. A Igreja pede nosso gesto generoso para ajudá-los. Ambas as coletas sejam encaminhadas pelas paróquias para as Cúrias, nas Regiões Episcopais, como de costume.

Encerrando faço votos de feliz e abençoada Páscoa para todos! Jesus Cristo está vivo e está no meio de nós! Que a alegria do Senhor Ressuscitado seja a nossa força! Deus abençoe a todos!

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo