exclusão

VÍDEO: Homilia do Pe. Julio em 08/11/2015 – 32º Domingo do Tempo Comum

VÍDEO: Homilia do Pe. Julio em 08/11/2015 – 32º Domingo do Tempo Comum

Assista à reflexão do Pe. Julio Lancellotti no 32º Domingo do Tempo Comum, celebrado em 08/11/2015, Dia Nacional da Juventude. A liturgia apresenta no Livro dos Reis o caso de uma viúva que passava por muita dificuldade, mas supera a miséria com a partilha, como conta o profeta Elias.

No Evangelho, Jesus critica duramente os doutores da lei. No templo, ele observa as pessoas que dão esmolas e destaca com ironia uma viúva pobre que doa duas moedas, tudo o que possuía.

Gravação realizada na missa das 10h na capela da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo.

Homenagem aos nordestinos e repúdio à discriminação

“É vergonhoso e indigno de quem segue a cruz de Jesus estar falando contra os nordestinos”. Com essa frase, o Pe. Julio repudiou a discriminação e o preconceito que se espalharam nos últimos dias, em especial nas redes sociais.

No final da missa das 18h do domingo de Finados, ele agradeceu a presença de dona Maria, nascida em Pernambuco, e aproveitou para homenagear os nordestinos:

O Papa Francisco e a economia política da exclusão

Leonardo Boff

Quem escuta as várias intervenções do bispo de Roma e atual Papa, se sente em casa e na América Latina. Ele não é eurocêntrico, nem romanocêntrico e muito menos vaticanocêntrico. Ele é ele mesmo, um pastor que “veio do fim do mundo”, da periferia da velha cristandade européia, decadente e agônica (só 24% dos católicos são europeus); provem do cristianismo novo que se elaborou ao longo de 500 anos na América Latina com um rosto próprio e sua teologia.

O Papa Francisco não conheceu o capitalismo central e triunfante da Europa mas o capitalismo periférico, subalterno, agregado e sócio menor do grande capitalismo mundial. O grande perigo nunca foi o marxismo mas a selvageria do capitalismo não civilizado. Esse tipo de capitalismo gerou no nosso Continente latino-americano uma escandalosa acumulação de uns poucos à custa  da pobreza e da exclusão das grandes maiorias do povo.

Seu discurso é direto, explícito, sem metáforas encobridoras, como costuma ser o discurso oficial e equilibrista do Vaticano que coloca o acento mais na segurança e na equidistância do que na verdade e na clareza da própria posição.

A posição do Papa Francisco é claríssima: a partir  dos pobres e excluidos:”não devem subsistir dúvidas nem explicações que debilitem” esta opção já “que existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres”(Exortação n.48). De forma contundente denuncia:”o sistema social e econômico é injusto em sua raiz(n.59); “devemos dizer não a uma economia da exclusão e da desigualdade social; esta economia mata…o ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora; os excluidos não são  os ‘explorados’ mas resíduos e ‘sobras”(n. 53).

Não se pode negar: esse tipo de formulação do Papa Francisco lembra o magistério dos bispos latino-ameriacanos de Medelin (1968), Puebla (1979) e Aparecida (2005) bem como  o pensamento comum da teologia da libertação. Esta tem como seu eixo central a opção pelos pobres, contra a sua pobreza e em favor da vida e da justiça social.

Há uma afinidade perceptível com o economista Karl Polanyi que, por primeiro, denunciou a “Grande Transformação”(título do livro de 1944) ao fazer da economia de mercado  uma sociedade de mercado. Nesta tudo vira mercadoria, as coisas mais sagradas e as mais vitais. Tudo é objeto de lucro. Tal sociedade se rege estritamente pela competição, pela regência do individualismo e pela ausência  de qualquer limite. Por isso nada respeita e cria um caldo de violência, intrínseca à forma como ela  se constrói e funciona, duramente criticada pelo Papa Francisco (n. 53). Ela gestou um efeito atroz. Nas palavras do Papa: “desenvolveu uma globalização da indiferença; tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios; já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos em cuidar deles”(n.54). Numa palavra, vivemos tempos de grande desumanidade, impiedade e crueldade. Podemos nos considerar ainda civilizados se por civilização entendermos  a humanização do ser humano? Na verdade, regredimos à primitivas formas de barbárie.

Conclusão final que o Pontífice deriva desta inversão:”não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”(n.204). Destarte ataca o coração ideológico e falso do sistema imperante.

Onde vai buscar alternativas? Não vai beber da esperada Doutrina Social da Igreja. Respeita-a mas observa:”não podemos evitar de ser concretos para que os grandes princípios sociais não fiquem meras generalidades que não interpelam ninguém”(n.182). Vai buscar na prática humanitária do Jesus histórico. Não entende sua mensagem como regra, engessada no passado, mas como inspiração que se abre para a história sempre cambiante. Jesus é alguém que nos ensina a viver e a conviver a “reconhecer o outro, curar as feridas, construir pontes, estreitar laços e ajudar-nos a carregar as cargas uns dos outros”(n.67). Personalizando seu propósito diz:”a mim interessa procurar que, quantos vivem escravizados por uma mentalidade individualista, indiferente e egoista, possam libertar-se dessas cadeias indignas e alcancem um estilo de vida e de pensamento mais humano, mais nobre, mais fecundo que dignifique a sua passagem por esta terra”(n.208). Esta intenção se assemelha àquela da Carta da Terra que aponta valores e princípios para uma nova Humanidade que habita com amor e cuidado o planeta Terra.

O sonho do Papa Francisco atualiza o sonho do Jesus histórico, o do Reino de justiça, de amor e de paz. Não estava na intenção de Jesus criar uma nova religião, mas pessoas que amam, se solidarizam, mostram misericórdia, sentem a todos como irmãos e irmãs porque todos filhos e filhas no Filho.

Esse tipo de cristianismo não tem nada de proselitismo mas conquista pela atração de sua beleza e profunda humanidade. São tais valores que irão salvar a humanidade.

Igreja lança campanha mundial contra a fome e a pobreza

A CNBB e a Cáritas Brasileira lançaram no dia dos Direitos Humanos, 10/12, a campanha mundial contra a fome, a pobreza e a desigualdade cujo tema no Brasil é “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”.

Mesmo o Brasil sendo a sexta mais rica economia do mundo, segundo o IBGE, a desigualdade ainda é evidente. Cerca de 57 milhões de pessoas estão em situação de pobreza no país e este é um problema que se estende no mundo todo.

“Temos como matar a fome no mundo, mas, para isso, é preciso matar primeiro a ganância”, afirmou dom Flávio Giovenale, presidente da Cáritas Brasileira. “A campanha mundial quer relembrar a meta estabelecida pelas Nações Unidas de reduzir pela metade o número de pessoas que vivem em extrema pobreza, até 2015”, completou. A concentração de renda na mão de poucos, a má distribuição de comida, o monopólio de terras para plantio e a falta de condições para se adquirir alimentos para a subsistência são apenas alguns dos fatores que fazem com que a miséria seja um problema crônico da atualidade. “Nosso grande desafio é, sem dúvidas, sensibilizar e levar as pessoas a ajudarem uns aos outros. Despertar a consciência da cooperação no sentido da promoção do ser humano como um todo”, disse a Pastora Cacielen Nobre, da Igreja Presbiteriana Unida e integrante da Comissão Teológica do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

A caminhada é longa, mas o primeiro passo já foi dado. “Não queremos somente pão. Queremos justiça e paz para todos e todas”, finalizou Dom Flávio.

Leia mais no site da campanha: http://caritas.org.br/campanha-mundial

Assista à mensagem do Cardeal Óscar Rodriguez Maradiaga, presidente da Caritas Internacional:

VÍDEOS: Coroa do Advento e Homilia do Pe. Julio

Começou no domingo, 1º/12, o Advento, tempo de preparação para o Natal, início do novo Ano Litúrgico. Na celebração desse dia, acende-se a primeira vela da Coroa do Advento, voltada para o sul:

Assista à reflexão do Pe. Julio na missa das 18h:

Primeira vela da Coroa do Advento é acesa na missa das dez, na Capela da Universidade São Judas Tadeu

VÍDEO: D. Claudio Hummes preside missa da festa de São Miguel

Dom Claudio Hummes, cardeal arcebispo emérito de São Paulo, presidiu a missa das 18h no dia da festa de São Miguel Arcanjo, celebrada em 29/09/2013, 26º Domingo do Tempo Comum, com transmissão ao vivo pelo site O Arcanjo no ar.

No início da cerimônia, Pe. Julio Lancellotti, pároco da igreja São Miguel, acolheu Dom Claudio:

Assista à íntegra da homilia de Dom Claudio:

No final da celebração, o Pe. Julio convidou integrantes da Casa de Oração do Povo da Rua a abraçar Dom Claudio e pediu para que ele leve cartas e mensagens da comunidade ao Papa Francisco:

É hora de mudar! Conheça a Cúpula dos Povos na Rio+20

A cidade do Rio de Janeiro recebe em junho representantes de vários países do mundo para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O evento acontece 20 anos depois da Rio 92, encontro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Em paralelo ao evento oficial, a sociedade civil realiza entre os dias 15 e 23 de junho a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, que pretende “transformar o momento numa oportunidade para tratar dos graves problemas enfrentados pela humanidade e demonstrar a força política dos povos organizados”.

O tema da Cúpula é Venha reinventar o mundo, um chamado à participação para as organizações e movimentos sociais do Brasil e do mundo. Veja mais detalhes no vídeo produzido pelo Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social e pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz – CNBB:

Para saber mais, visite o site oficial da Cúpula dos Povos (cupuladospovos.org.br) e leia o documento “O que está em jogo na Rio+20

Conheça também a página no Facebook.

Reportagem denuncia: moradores de rua sofrem violência e desrespeito em São Paulo

Moradores de rua de São Paulo sofrem agressões da Guarda Civil Metropolitana, são espancados por seguranças particulares, desrespeitados e marginalizados. O Vigário Episcopal para o Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, Pe. Julio Lancellotti, denuncia: essas ações fazem parte de uma política de “limpeza”.

Assista aos flagrantes de violência registrados pela série Homens sem Sobrenome, no programa Conexão Repórter, do SBT:

Parte 1:

Parte 2:

Parte 3: