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Igreja reforça campanha por “Eleições Limpas”

Comunidades de todo o país vão coletar assinaturas para o projeto de iniciativa popular que pretende mudar o processo eleitoral. Entre as propostas estão o fim das doações de empresas para as campanhas, a eleição de deputados em dois turnos, sendo o primeiro deles sem nomes de candidatos, mas com base em propostas dos partidos, e a maior participação das mulheres.

A campanha é organizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e outras entidades como o MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), que protagonizou os projetos bem sucedidos da Ficha Limpa e da Lei 9840, contra a corrupção eleitoral.

Nos avisos paroquiais da semana, o Pe. Julio Lancellotti falou da importância de participar da iniciativa. Ele lembrou ainda que a partir do dia 30 a comunidade vai retomar os estudos bíblicos, agora com foco nos evangelhos da infância. Os encontros serão aos domingos, às 17h, na igreja São Miguel Arcanjo. Recomendou também assistir ao filme “Irmã Dulce”, que estreia nos próximos dias.

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Tem início a Campanha da Fraternidade 2014

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade de 2014 nesta Quarta-feira de Cinzas, dia 5 de março, em sua sede em Brasília (DF). Este ano, a campanha aborda o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).

Representantes do governo e entidades da sociedade civil marcaram presença na solenidade, entre eles: o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso; o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcello Laverene Machado; e a secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Márcia Bencke.

O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, presidiu a cerimônia. Segundo dom Leonardo, a Igreja inicia um “tempo de conversão” em se tratando da Quaresma. No Brasil, a Conferência dos Bispos apresenta a Campanha da Fraternidade “como itinerário de libertação pessoal, comunitária e social”.

Para dom Leonardo Steiner, a CF 2014 quer contribuir na identificação das práticas do tráfico humano em suas várias formas. “O tráfico humano de hoje é, certamente, fruto da cultura que vivemos. A Campanha da Fraternidade, ao trazer à luz um verdadeiro drama humano deseja despertar a sensibilidade de todas as pessoas de boa vontade”, explicou.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, disse que o governo se une à CNBB e às demais entidades na luta contra o tráfico de pessoas. Para o ministro, o Estado deve reagir frente a essa realidade. “É inaceitável um crime como o tráfico humano e que pessoas sejam tratadas como objetos, como escravos. Não importa a modalidade deste crime. Ele tem que ser objeto de uma reação muito forte da sociedade moderna, do Estado moderno”, disse.

Mensagem do papa

O papa Francisco enviou mensagem por ocasião da abertura da campanha no Brasil. O texto foi lido pelo secretário executivo da CF 2014, padre Luiz Carlos Dias.

De acordo com o papa, não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria.  “Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc”, disse.  O papa se dirigiu aos fiéis, exortando sobre a problemática do tráfico de pessoas. “Queridos brasileiros, tenhamos a certeza: Eu só ofendo a dignidade humana do outro, porque antes vendi a minha”, lembrou o papa.

Dignidade humana

Para a secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Márcia Bencke, é necessário debater a temática do tráfico humano de forma aberta e coerente. “A Campanha da Fraternidade nos coloca um grande desafio de falar honestamente das hierarquias econômicas, sociais e culturais, que acabam legitimando esse tipo de exploração humana”, apontou a pastora.

O representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcello Laverene Machado, destacou que a OAB reconhece a CNBB como uma parceira de lutas em defesa da dignidade humana. “A Campanha da Fraternidade vai chamar a atenção para essa grande chaga que é a opressão, o abandono, em uma sociedade estruturada sob bases injustas, visando apenas o consumismo e o capitalismo. Que cada brasileiro nesta campanha, lute pelo desaparecimento do tráfico humano”, concluiu.

Fonte: CNBB

Com o objetivo de conquistar a Reforma Política para o Brasil, campanha Eleições Limpas é lançada em Brasília

Campanha Eleições Limpas (MCCE, CNBB e OAB)O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançaram ontem (24) em Brasília (Distrito Federal) a Campanha Eleições Limpas. A iniciativa tem por objetivo conquistar a Reforma Política para o Brasil e apresenta como proposta a adoção de eleições feitas em torno de projetos e não de candidatos, além da democratização de todo o processo eleitoral.

Durante a apresentação da proposta, representantes das entidades explicaram à sociedade o conteúdo do projeto de lei, que prevê o fim do financiamento de campanhas por empresas privadas, maior liberdade de expressão dos cidadãos em relação ao debate eleitoral, além da supressão de regras que limitam o trabalho da imprensa. Outra ideia é a de que a eleição para o Legislativo seja feita em dois turnos: o primeiro seria voltado para a definição do número de cadeiras por partido para posteriormente a escolha dos candidatos de cada lista partidária ser realizada.

Na ocasião, O MCCE, organização social que liderou a conquista da Lei da Ficha Limpa, defendeu a importância de temas da agenda pública, como a reserva de parte do orçamento do governo federal e do PIB para a saúde educação, controle dos gastos públicos e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor em favor dos usuários dos serviços públicos.

Para que o projeto seja oficialmente apresentado ao Congresso e comece a tramitar, é necessário o apoio de 1% do eleitorado do país. Segundo os organizadores, será preciso 1,6 milhão de assinaturas para a iniciativa. A coleta pode ser feita presencialmente ou de forma eletrônica, através da página www.eleicoeslimpas.org.br.

No site da campanha também é possível ler o projeto da iniciativa na íntegra e imprimir fichas de assinaturas para os interessados que queiram divulgar a ideia e recolher os nomes de seus amigos, parentes e contatos.

Segundo Sandro Meireles, assessor de comunicação do MCCE, a proposta é um apoio às manifestações que ocorreram em todo o Brasil nas últimas semanas em protesto por melhores condições de vida e o fim da corrupção.

“Depois dos caras pintadas de 1992 nunca houve tantas mobilizações com tanta intensidade como as que estão acontecendo nos últimos dias, e isso serviu para mostrar a postura real da população, são uma demonstração sobre o que elas querem realmente para o país, acabar com a corrupção, aprofundar o processo democrático no país e o fim dos gastos exorbitantes para obras que não visam o interesse da maioria do povo. Acho que isso que está acontecendo pode gerar com o tempo mudanças significativas no Brasil”, acredita.

O evento aconteceu em um momento em que a atual situação do sistema político brasileiro abre caminho para a corrupção e para uma representação política que, em muitos casos, não atende às necessidades da população.

Para saber mais informações acesse: http://www.mcce.org.br/site/index.php