Irmã Dulce

Filme sobre Irmã Dulce estreia nos cinemas

Filme sobre Irmã Dulce estreia nos cinemas

Estreou nos cinemas o filme “Irmã Dulce”, que conta a emocionante história da religiosa brasileira que foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, chamada em vida de “Anjo Bom da Bahia” e beatificada pela Igreja em 2011 com o título de Dulce dos Pobres.

Dirigido por Vicente Amorim, o filme mostra que único objetivo de Irmã Dulce era confortar os necessitados, cuidar dos doentes, amparar os miseráveis – a qualquer custo, com a ajuda de quem fosse. Capaz de atravessar Salvador de madrugada para dar colo a um menino de rua ou de pedir verba a um político em pleno palanque, Irmã Dulce enfrentou inimigos externos – o preconceito, o machismo – e um interno: uma doença respiratória incurável. Passou por eles com obstinação, alegria, amor e fé e construiu uma obra que, até hoje, só cresce, como cresce a devoção por ela.

No filme, Irmã Dulce é interpretada em diferentes fases de sua vida pelas atrizes Bianca Comparato e Regina Braga. Também fazem parte do elenco atores como Gracindo Jr., Zezé Motta, com participações de Irene Ravache e Glória Pires.
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Assista ao trailer do filme

Assista ao depoimento do Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB

Assista ao depoimento de Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA) e primaz do Brasil


Elenco
Bianca Comparato/Regina Braga – Irmã Dulce
Gracindo Jr. – Dr. Augusto (pai de Irmã Dulce)
Malu Valle – Madre Fausta
Zezé Motta – Mãe Menininha
Alice Assef – Dulcinha (irmã de Irmã Dulce)
Fabio Lago – Neco

Ficha técnica
Direção: Vicente Amorim
Produtora: Iafa Britz
Produtora Executiva: Camila Medina
Diretor de Fotografia: Gustavo Hadba
Direção de Arte: Daniel Flaxman
Roteiro: L.G. Bayão e Anna Muylaert
Distribuição: Downtown Filmes e Paris Filmes

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

Irmã Dulce: o filme

Dom Murilo S.R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia (BA) e Primaz do Brasil

Um filme sobre Irmã Dulce? Quando a questão foi colocada, pensei logo nas vantagens e nos riscos. Vantagens: Jesus disse que a luz precisa ser colocada no alto, para que ilumine o ambiente em que está. Ora, a vida de Irmã Dulce é rica de ensinamentos. Pequena e frágil, sensível à miséria humana, não procurou desculpas para ficar recolhida a seu convento.Pelo contrário, foi à luta, dedicou-se aos pobres e doentes e multiplicou-se em pessoas que podiam ajudá-la. Riscos: o valor da vida de Irmã Dulce se baseia especialmente na sua simplicidade. Um filme não iria idealizar essa vida, romanceá-la ou, mesmo, esvaziá-la? Lembrei-me logo de outra religiosa, também pequena, frágil e doente: Bernadete de Soubirous, vidente de Lourdes (1858). Pouco antes de seu falecimento, alguém lhe perguntou: “Quando se escrever sobre os acontecimentos da Gruta de Lourdes, o que você gostaria que fosse escrito?” Ela respondeu: “A verdade. Somente a verdade”.

A verdade se impõe; a verdade ilumina; a verdade liberta. Um filme sobre Irmã Dulce só teria sentido se fosse expressão da verdade de sua vida. Não fosse verdadeiro, os primeiros a criticá-lo seriam os que a conheceram. É comum encontrarmos pessoas que fazem um comentário sobre um encontro que tiveram com Irmã Dulce; com a descrição da reação que ela teve diante de um problema; com a recordação de uma resposta sua, quando diante de um desafio. Vê-se, pois, que um filme sobre ela não poderia ser uma exaltação gratuita nem, muito menos, uma caricatura de sua vida. Por isso, as Obras Sociais de Irmã Dulce colocaram como exigência, para a concessão da licença para a produção de um filme sobre a vida de Irmã Dulce, que o roteiro fosse previamente aprovado por seus responsáveis. Afinal, não poderia prevalecer a chamada “lógica do mercado”, que prioriza o que agrada mais, o que vende melhor, o que causa maior sucesso.

É verdade que, com isso, os problemas não estavam resolvidos. Outras questões nasciam: como traduzir na linguagem do cinema a riqueza dos detalhes da vida de Irmã Dulce? Se a intenção fosse fazer um documentário, tudo seria mais fácil. Mas como apresentar o olhar de Deus sobre sua vida? Tarefa difícil, mas que não podia ser ignorada, especialmente desde que a Igreja, reconhecendo a heroicidade das virtudes dessa religiosa, a beatificou. Como esquecer a tarde memorável do dia 22 de maio de 2011, quando se tornou oficial uma certeza que já estava arraigada no coração dos baianos: a de que o testemunho do “Anjo Bom da Bahia” poderia ser levado em consideração por quem quisesse seguir Jesus Cristo, particularmente em sua dedicação por aqueles que a sociedade costuma ignorar?

Os desafios e as preocupações diante da perspectiva do filme “Irmã Dulce” não paravam por aí. Mas era preciso avançar. Assim, algumas convicções se impuseram: o que fosse retratado deveria ser verdadeiro; aceitar-se que nenhum filme sobre Irmã Dulce seria completo e lembrar que uma obra artística é a expressão de um ponto de vista. Tomadas as decisões, as filmagens começaram.

Agora, a obra está pronta. Mais alguns dias e o filme “Irmã Dulce” estará nas telas de cinema de todo o Brasil. O que dizer dele? Estou feliz com o resultado. Sinto-me livre para dizer mais: o filme superou minhas expectativas. “Irmã Dulce” é um filme que eu gostaria de ter feito, se fosse cineasta.

Cumprimento aqui todos os que trabalharam em função desse filme. Não destaco nomes, para não cometer injustiças. Numa obra como essa, de muitas mãos, os aplausos devem ser para todos. Não sei o que a própria Irmã Dulce diria, se visse esse filme sobre a sua vida. É possível, até, que ela saísse na metade da exibição: vendo determinada cena, possivelmente se lembraria de algum pedido que um pobre lhe fez no dia anterior, de um rosto que ela viu no corredor de seu hospital (“Será que aquela senhora já foi atendida?…”) ou de um médico com quem ela precisava falar com urgência. Que o filme esperasse; quem precisa de alguma ajuda, não pode esperar…

Igreja reforça campanha por “Eleições Limpas”

Comunidades de todo o país vão coletar assinaturas para o projeto de iniciativa popular que pretende mudar o processo eleitoral. Entre as propostas estão o fim das doações de empresas para as campanhas, a eleição de deputados em dois turnos, sendo o primeiro deles sem nomes de candidatos, mas com base em propostas dos partidos, e a maior participação das mulheres.

A campanha é organizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e outras entidades como o MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), que protagonizou os projetos bem sucedidos da Ficha Limpa e da Lei 9840, contra a corrupção eleitoral.

Nos avisos paroquiais da semana, o Pe. Julio Lancellotti falou da importância de participar da iniciativa. Ele lembrou ainda que a partir do dia 30 a comunidade vai retomar os estudos bíblicos, agora com foco nos evangelhos da infância. Os encontros serão aos domingos, às 17h, na igreja São Miguel Arcanjo. Recomendou também assistir ao filme “Irmã Dulce”, que estreia nos próximos dias.

Assista essas e outras notícias:

Para saber mais sobre a campanha pela reforma política democrática e eleições limpas, clique aqui.

Igreja proclama Bem-Aventurada Dulce dos Pobres

Da enviada especial do jornal O SÃO PAULO a Salvador, Karla Maria

Mais de 70 mil pessoas testemunharam a beatificação de Irmã Dulce, o “Anjo Bom da Bahia”, na tarde deste domingo (22), em Salvador (BA).

Nem a chuva e o cansaço impediram que o Parque das Exposições fosse palco desse momento histórico, não só para a Arquidiocese de São Salvador da Bahia, como para toda a Igreja Católica, disse dom Lorenzo Baldisseri, núncio apostólico no Brasil, durante a cerimônia de beatificação, que foi presidida pelo arcebispo emérito de Salvador, cardeal dom Geraldo Majella Agnelo, representante do papa Bento 16 e do prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato.

Concelebrou a missa o arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, além de diversos bispos, entre os quais, o arcebispo emérito de São Paulo, cardeal dom Cláudio Hummes.

A presidente Dilma Rousseff marcou presença na cerimônia, acompanhada pelo presidente do Senado Federal, José Sarney, e pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Outros políticos e doadores das Obras Sociais da Irmã Dulce, que registraram em 2010 5,6 milhões de atendimentos gratuitos, marcaram presença, mas o destaque foi a participação dos devotos que em mais de 400 caravanas de todo o Brasil, desembarcaram em Salvador demonstrar o carinho pela beata, já conclamada a santa.

A cerimônia começou com a leitura do pedido de beatificação, feito pelo dom Murilo. “O arcebispo metropolitano de São Salvador da Bahia e primaz do Brasil pede a vossa eminência reverendíssima de proclamar bem-aventurada a venerável serva de Deus Dulce Lopes Pontes, professa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus”, solicitou o prelado.

Logo em seguida, o bispo da Diocese de Irecê (BA), dom Tommaso Cascianelli, leu uma resumida biografia da Bem-Aventurada e, dom Geraldo, a carta apostólica na qual o papa autoriza a beatificação. No documento, Bento 16 afirmou que “tendo consultado a Congregação das Causas dos Santos, por nossa autoridade apostólica, damos a faculdade para que a venerável serva de Deus Dulce Lopes Pontes […] seja chamada de hoje em diante com o nome de bem-aventurada, com sua festa fixada no dia 13 de agosto”.

Após a leitura, a foto de Irmã Dulce foi descerrada, levando a multidão a euforia. Paralelamente, a miraculada Cláudia Cristiane Santos de Araújo, seu marido Francisco Assis de Araújo e o filho Gabriel entraram em procissão para apresentar aos fiéis a relíquia da nova beata. A sobrinha de Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, e a voluntária mais antiga das Obras Sociais da freira, Iraci Lordello, também entraram em procissão.

Na homília, o cardeal Majella, enfatizou que viver a santidade não é privilégio para algumas pessoas, mas é dever de todo cristão batizado. “Eu não disse alguns, disse todos os cristãos. Estamos celebrando a santidade que o Senhor deseja ver reproduzida em cada um de Seus filhos. Todos os fiéis devem ser santos em sua conduta moral, devem agir em conformidade com que o são: filhos de Deus”, ressaltou dom Geraldo, que foi responsável pelo pedido de abertura do processo de canonização da beata,no ano 2000.

Em pronunciamento realizado no Vaticano, após a recitação da oração mariana “Regina Coeli”, na manhã do domingo, o papa Bento 16 afirmou que estava junto aos brasileiros na alegria pela beatificação de Irmã Dulce.

“Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa, desejo também associar-me à alegria dos pastores e fiéis congregados em Salvador, na Bahia, para a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes, que deixou atrás de si um prodigioso rastro de caridade, a serviço dos últimos, levando o Brasil inteiro a venerar os desamparados”, disse, em português.

Sobre Irmã Dulce

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes nasceu em Salvador (BA) no dia 26 de maio de 1914. Conhecida como Irmã Dulce, o ‘Anjo bom da Bahia’, foi uma religiosa católica brasileira. Ela notabilizou-se por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e aos necessitados. Após a beatificação, será chamada de ‘Bem-aventurada Dulce dos Pobres’.

A religiosa começou a praticar caridade aos 13 anos, ajudando mendigos que moravam nas ruas da capital baiana. Aos 18, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição. Dedicou toda sua vida à caridade.

Em 2000, foi realizada a abertura do Processo Canônico sobre a sua vida, virtudes e fama de santidade. A graça obtida pela intercessão de Irmã Dulce, em 2003, foi examinada primeiramente no Brasil e reconhecida pelos peritos médicos como um caso que não pôde ser explicado pelos meios da ciência. Os peritos e os cardeais da Congregação para as Causas dos Santos foram unânimes no reconhecimento deste milagre, constando que se tratava de um caso extraordinário de cura.

Em abril de 2009, foram reconhecidas suas virtudes heróicas e ela foi declarada Venerável pelo Vaticano. Em junho de 2010, seu corpo foi exumado e transferido junto às suas relíquias, últimos atos antes da beatificação.

A vida da Irmã Dulce em vídeo

A TV Canção Nova resgata a história da Irmã Dulce, o “anjo bom do Brasil”, em quatro vídeos, desde a infância, a fé e o envolvimento com os pobres até as obras sociais que ela inspirou.

>> Parte 1 – Infância e adolescência

>> Parte 2 – Trabalho com os pobres

>> Parte 3 – Uma vida de oração

>> Parte 4 – Obras sociais

“Beatificação de Irmã Dulce nos faz mergulhar na profundidade de nossa fé”, afirma CNBB

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o povo cristão exultam de alegria pelo reconhecimento por parte da Igreja Católica das virtudes da Irmã Dulce – Anjo Bom da Bahia – e por sua beatificação no próximo dia 22 de maio, em Salvador, sua terra natal”. Essas são algumas palavras do texto divulgado pelos bispos participantes da 49ª Assembleia Geral da CNBB, em homenagem a beatificação de Irmã Dulce.

Segundo os bispos, Deus chamou a jovem Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes para um serviço especial junto ao seu povo, os baianos, em particular “os pobres, os doentes, também pessoas rejeitadas por serem portadoras de necessidades especiais. Deixando tudo, tornou-se religiosa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e designada para um serviço em sua cidade”.

A nota dos bispos destaca a espiritualidade de Irmã Dulce e a sua devoção por Nossa Senhora. “Sua espiritualidade era nutrida pela Eucaristia, oração, Palavra de Deus, e devoção a Nossa Senhora. A confiança na Providência Divina que se lhe manifestava em diversas ocasiões e, muitas vezes, de forma surpreendente, nunca lhe trazia constrangimento em estender as mãos para pedir ajuda a fim de saciar a fome de pão e saúde aos que a procuravam e a encorajava para seguir adiante vendo em cada sofredor o próprio Cristo Jesus.

Os bispos destacam também a escolha feita pelo papa Bento XVI na beatificação da Irmã baiana. “O papa Bento XVI, ao fazer o reconhecimento das virtudes da Irmã Dulce, nos exorta a assumirmos nossa fé, em gestos concretos, ‘para que todos tenham vida e vida em abundância’ (Jô 10,10).

Beatificação

O papa Bento XVI assinou o decreto que conclui o processo de beatificação de Irmã Dulce no dia 10 de dezembro de 2010. Irmã Dulce é a primeira baiana a tornar-se beata e agora está a um passo da canonização. O título de santa só poderá ser conferido após a comprovação de mais um milagre intercedido pela religiosa e reconhecido pelo Vaticano.

A causa da beatificação de Irmã Dulce foi iniciada em janeiro do ano 2000 por dom Geraldo Majella, bispo emérito de Salvador. Desde junho de 2001, o processo tramitava na Congregação das Causas dos Santos do Vaticano.