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Estudos bíblicos recomeçam dia 30/11, às 17h

Paróquia fará estudos bíblicos sobre os evangelhos da infância de Jesus a partir do dia 30/11. Os encontros serão realizados durante três domingos, às 17h, na igreja São Miguel Arcanjo.

No Tempo do Advento, a comunidade terá um cartaz com imagem do Menino Jesus para distribuir para os moradores preparando o Natal.

Nos avisos paroquiais da semana, o Pe. Julio Lancellotti voltou a falar da necessidade de apoiar a reforma política por eleições limpas.

Igreja reforça campanha por “Eleições Limpas”

Comunidades de todo o país vão coletar assinaturas para o projeto de iniciativa popular que pretende mudar o processo eleitoral. Entre as propostas estão o fim das doações de empresas para as campanhas, a eleição de deputados em dois turnos, sendo o primeiro deles sem nomes de candidatos, mas com base em propostas dos partidos, e a maior participação das mulheres.

A campanha é organizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e outras entidades como o MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), que protagonizou os projetos bem sucedidos da Ficha Limpa e da Lei 9840, contra a corrupção eleitoral.

Nos avisos paroquiais da semana, o Pe. Julio Lancellotti falou da importância de participar da iniciativa. Ele lembrou ainda que a partir do dia 30 a comunidade vai retomar os estudos bíblicos, agora com foco nos evangelhos da infância. Os encontros serão aos domingos, às 17h, na igreja São Miguel Arcanjo. Recomendou também assistir ao filme “Irmã Dulce”, que estreia nos próximos dias.

Assista essas e outras notícias:

Para saber mais sobre a campanha pela reforma política democrática e eleições limpas, clique aqui.

Com o objetivo de conquistar a Reforma Política para o Brasil, campanha Eleições Limpas é lançada em Brasília

Campanha Eleições Limpas (MCCE, CNBB e OAB)O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançaram ontem (24) em Brasília (Distrito Federal) a Campanha Eleições Limpas. A iniciativa tem por objetivo conquistar a Reforma Política para o Brasil e apresenta como proposta a adoção de eleições feitas em torno de projetos e não de candidatos, além da democratização de todo o processo eleitoral.

Durante a apresentação da proposta, representantes das entidades explicaram à sociedade o conteúdo do projeto de lei, que prevê o fim do financiamento de campanhas por empresas privadas, maior liberdade de expressão dos cidadãos em relação ao debate eleitoral, além da supressão de regras que limitam o trabalho da imprensa. Outra ideia é a de que a eleição para o Legislativo seja feita em dois turnos: o primeiro seria voltado para a definição do número de cadeiras por partido para posteriormente a escolha dos candidatos de cada lista partidária ser realizada.

Na ocasião, O MCCE, organização social que liderou a conquista da Lei da Ficha Limpa, defendeu a importância de temas da agenda pública, como a reserva de parte do orçamento do governo federal e do PIB para a saúde educação, controle dos gastos públicos e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor em favor dos usuários dos serviços públicos.

Para que o projeto seja oficialmente apresentado ao Congresso e comece a tramitar, é necessário o apoio de 1% do eleitorado do país. Segundo os organizadores, será preciso 1,6 milhão de assinaturas para a iniciativa. A coleta pode ser feita presencialmente ou de forma eletrônica, através da página www.eleicoeslimpas.org.br.

No site da campanha também é possível ler o projeto da iniciativa na íntegra e imprimir fichas de assinaturas para os interessados que queiram divulgar a ideia e recolher os nomes de seus amigos, parentes e contatos.

Segundo Sandro Meireles, assessor de comunicação do MCCE, a proposta é um apoio às manifestações que ocorreram em todo o Brasil nas últimas semanas em protesto por melhores condições de vida e o fim da corrupção.

“Depois dos caras pintadas de 1992 nunca houve tantas mobilizações com tanta intensidade como as que estão acontecendo nos últimos dias, e isso serviu para mostrar a postura real da população, são uma demonstração sobre o que elas querem realmente para o país, acabar com a corrupção, aprofundar o processo democrático no país e o fim dos gastos exorbitantes para obras que não visam o interesse da maioria do povo. Acho que isso que está acontecendo pode gerar com o tempo mudanças significativas no Brasil”, acredita.

O evento aconteceu em um momento em que a atual situação do sistema político brasileiro abre caminho para a corrupção e para uma representação política que, em muitos casos, não atende às necessidades da população.

Para saber mais informações acesse: http://www.mcce.org.br/site/index.php

Conselho Permanente da CNBB reflete sobre Reforma Política

Na sessão de trabalhos do Conselho Permanente da tarde desta quinta-feira, 20 de junho, dom Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Educação e Cultura, coordenou a apresentação do trabalho da comissão que acompanha, em nome da Conferência, o processo de discussão sobre a Reforma Política.

Padre Geraldo Martins, assessor de Política, fez um rápido histórico de como está o tratamento ao tema dado pelo Congresso Nacional nas proposta de leis (PLs) apresentadas até agora. As iniciativas variadas culminaram no relatório de uma comissão da Câmara que resume esse caminho na apresentação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) e de um PL que reuniriam os principais pontos divulgados sobre Reforma Política como, por exemplo, o financiamento público das campanhas.

No âmbito da participação da Sociedade Civil, o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) assume os principais temas da Reforma Eleitoral. O Movimento propõe, em resumo, dois pontos: financiamento público exclusivo de campanhas e o chamado “Voto Transparente” que seria a eleição em dois turnos sendo que no primeiro turno definiria o voto pelos partidos ou coligações e o segundo, o eleitor votaria numa lista dos partidos de acordo com as vagas que cada partido ou coligação consegue no primeiro turno. A Plataforma dos Movimentos Sociais também foi lembrada por reunir pontos específicos já conhecidos da Reforma Política incluindo a Comunicação e o Poder Judiciário.

O Supremo Tribunal Federal, informou padre Geraldo, está promovendo audiências públicas sobre financiamento de campanhas. A primeira delas, foi realizada no dia 17 de junho, e contou com a participação da CNBB por meio da intervenção de dom Leonardo Steiner, secretario geral da Conferência.

Fonte: CNBB

Quem tem medo do 11º Ministro?

Chico Whitaker

A história da Lei da Ficha Limpa, que ainda não terminou, é um roteiro de novela, das mais emocionantes. Cheia de suspenses, de momentos de alegria e de tristeza, de sorrisos e de esbravejamentos, de surpresas e de alívios. E ela está tendo direito até a um último capitulo: dentro de certo tempo, para quebrar o empate em que se encontram, os “bons” e os “maus” vão se enfrentar, na sala majestosa da mais alta Corte do país, sob as vistas dos poucos que lá poderão entrar mas também pela televisão em todo o Brasil, como uma novela de sucesso.

Quando ela começou, como Iniciativa Popular de Lei, era bem menor o número dos que a acompanhavam. Grande parte das pessoas que dela tomavam conhecimento não acreditava que sequer pudesse seguir adiante, embora um fato auspicioso tenha marcado seu lançamento: o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, autor da proposta, obteve a adesão unânime -chame-se a atenção, unânime- da Assembléia Geral da CNBB. O que asseguraria que a coleta de assinaturas alcançaria todos os rincões do país, pela capilaridade que tem a Igreja Católica.

Uma vez iniciada, ela começou a encontrar resistências, algumas esperadas, outras inesperadas: entre as primeiras a de juristas e advogados, uns indignados outros preocupados com o atentado ao principio universal da presunção de inocência que se estaria pretendendo perpetrar; entre as segundas, a de movimentos sociais que temiam que a nova lei tornasse seus lideres inelegíveis, em tempos em que se tenta criminalizar sua ação. Mas devagar a coleta foi avançando, com tomadas de posição que permitiam a superação de muitas dúvidas.

Quando um ano e meio depois se atingiu o mínimo do milhão e trezentas mil assinaturas necessárias, o projeto foi entregue à Câmara, em ato com boa repercussão na mídia. E novos personagens entraram em cena: jornais e televisões. Estes atiçavam os brios dos parlamentares e da Mesa da Câmara: o projeto irá para a gaveta, sairá da gaveta?

O problema de ter que tramitar como Iniciativa Parlamentar foi resolvido rapidamente, com mais de vinte parlamentares o assinando imediatamente. Surgiram então veementes resistências, de onde pouco se esperava, criando novas áreas de tensão, que levantavam a duvida até sobre o interesse do governo no projeto.

Com todos esses ingredientes a novela ganhou uma audiência maior, permitindo que a coleta de assinaturas ainda continuasse. Foram logo conseguidas mais 400.000 , e outras 400.000 com a entrada no cenário de uma organização internacional especializada em mobilizações pela Internet. O fato estava consumado, a batata quente estava nas mãos dos nossos congressistas.

Criou-se então o suspense com a nuvem da dúvida surgida no dia mesmo da entrega: o projeto levado ao Congresso propunha que só com uma condenação em primeira instância os candidatos já se tornariam inelegíveis. Se fosse esta a norma, dizia-se claramente no Congresso, ele dificilmente seria aprovado.

Ano legislativo terminando, férias, as emoções só reapareceram quando a Câmara retomou suas atividades, com um movimento de surpresa do Presidente da Casa: constituir um Grupo de Trabalho, não previsto no seu Regimento Interno, que preparasse um substitutivo englobando o projeto de Iniciativa Popular e outros dez que já tramitavam na Câmara sobre o mesmo tema – o primeiro deles dos idos de 1993. O Grupo de Trabalho começou bem, convocando a sociedade para uma Audiência Pública. Mas com o assunto já bem mais presente na mídia, seus comentaristas começaram a levantar suspeitas: nossos espertos parlamentares estavam fazendo uma hábil manobra para desvirtuar totalmente a proposta que tinha chegado da sociedade, e apresentar um substitutivo que descaracterizaria totalmente seu propósito moralizante.

O novo suspense durou um mês, o tempo estabelecido para que o Grupo de Trabalho realizasse sua tarefa. Ao final, para surpresa geral, e apesar de fortes resistências dentro do próprio Grupo, a emenda saiu melhor que o soneto: foi possível aproveitar muito do que se propunha nos dez projetos -e até do que se levantou na Audiência Pública- e o projeto original terminou por ser aprimorado, resolvendo inclusive o obstáculo das condenações somente em primeira instância: seriam consideradas aquelas decididas por um colégio de juízes, o que equivaleria a uma primeira ou a uma segunda instância, segundo o caso. O MCCE, que acompanhava de perto as discussões, considerou que o substitutivo correspondia ao que se buscava, para alívio geral.

O ambiente começou a ficar de novo quente quando o substitutivo foi levado ao plenário. Um pedido de urgência urgentíssima para sua votação não conseguiu a adesão dos dois maiores partidos da Casa e tudo parecia que ia desandar, pelos prazos exigidos pela tramitação então necessária. Chegou-se, no entanto, ao acordo de mandá-lo para a Comissão de Constituição e Justiça, dando-lhe um mês para examiná-lo; terminado esse prazo, seria dada a urgência urgentíssima ao eventual novo substitutivo discutido na Comissão, quer ela o tivesse aprovado ou não.

Foi a fase de maior tensão da novela. A CCJ naturalmente abordaria a própria constitucionalidade do projeto, e o relator que fosse designado poderia enterrá-lo de vez. Esse tema já havia provocado muita discussão e até posicionamentos indiretos de Ministros do STF, que mais cedo ou mais tarde teriam que dar seu veredicto sobre isso.

De novo para surpresa geral, o relator designado, do partido do governo, conseguiu elaborar, com a aprovação do MCCE, um projeto ainda melhor, contendo detalhes que eliminavam as resistências que persistiam. Estas já se organizavam para que o projeto não saísse da CCJ. Mas o gongo tinha soado e ele teve que ser mandado ao Plenário da Câmara sem a aprovação dessa Comissão. Para alivio geral de todos os espectadores da novela, os dois grandes partidos cumpriram seu compromisso de lhe dar urgência urgentíssima.

Daí para a frente, a tramitação foi rápida: o assunto já estava bem debatido, as posições estavam definidas, e tanto na Câmara como depois no Senado contou-se com o apoio de uma maioria maior do que a exigida para uma Lei Complementar, como era o caso dessa Lei. O texto do substitutivo vindo da CCJ foi totalmente aprovado e rejeitados todos os destaques apresentados, com emendas modificativas. Como se dizia na Câmara que era mais fácil uma vaca voar do que esse projeto ser aprovado, oito meses depois dele ter entrado no Congresso a vaca visivelmente voou.

No Senado, no entanto, um pequeno susto chamou a atenção de todos os que vinham acompanhando a novela, tornando-os de novo apreensivos: a aprovação de uma pequena emenda, da qual se poderia dizer que não era anódina e tinha endereço certo, obrigaria o projeto a voltar para a Câmara, se fosse considerada de mérito. Mas como foi interpretada como emenda de redação, tudo terminou em paz, para que se pudesse entrar no segundo capitulo da novela, em que um novo e importante ator entrou no palco: o Tribunal Superior Eleitoral.

Seu Presidente, recém empossado, criou um enorme suspense levantando a questão fundamental: seria ele constitucional ou não? Mas, em sucessivos julgamentos de casos concretos, o TSE resolveu essa e outras duas questões, com um quorum de 5 a 2, o que não deixava margem a dúvidas: constitucional, sim; compreendendo condenações anteriores à lei, sim; valendo já na eleição de 2010, sim.

O capitulo final da novela é o que estamos vivendo agora: os condenados pelo TSE apelaram ao STF, como lhes faculta a Lei. A primeira parte desse capítulo foi bastante emocionante, com cada Ministro tomando sua posição, um após outro, em dois longos julgamentos acompanhados pela TV em todo o Brasil, e manifestações do lado de fora do prédio do Supremo. Muita gente ficou estupefata com comportamentos distantes do que se esperaria de calmos Magistrados. Tivemos direito até a cenas explícitas de partidarização. E o empate de 5 a 5 nos dois julgamentos obrigou o futuro surgimento, no enredo, de um personagem ainda desconhecido: o 11º Ministro, que está por ser designado pelo Presidente da República.

O suspense agora criado é ainda maior: nesse capitulo poderá ser jogado por terra todo esse imenso e custoso esforço feito pela sociedade brasileira e pelos setores do Congresso Nacional que o honraram. Se o 11º Ministro ou Ministra se colocar ao lado do pelotão dos cinco contrários ao projeto, ele sozinho -ou ela sozinha- terá tido mais poder que o próprio Presidente da República, que promulgou a Lei. Depois desse voto de desempate o previsível é que os prejudicados pelas decisões anteriores pedirão imediatamente a anulação das mesmas. E o sonho de moralização política que essa Lei carrega consigo virará fumaça e se desfará no ar.

Se batatas quentes existem, esta que caiu nas mãos de Lula é muito mais do que simplesmente quente. A última sessão do STF mostrou que não é assim tão neutro nomear um Ministro do Supremo. E o modo como a novela pode terminar faz com que até se possa pensar em uma nova proposta para a Reforma Política: introduzir a possibilidade de “impeachment” dos Ministros dessa Corte, pelo enorme poder que têm e que pode ser desvirtuado em prejuízo de toda a sociedade.

Não nos resta outra alternativa senão a de “acordar” Lula -embora seja mais do que provável que ele já esteja ciente disso- para o significado da indicação que deve fazer. Na sociedade brasileira há muita gente que lhe dá a possibilidade de escolher um 11º Ministro ou Ministra que não venha a carregar, o resto de sua vida, a responsabilidade de um imenso crime de “lesa-esperança”, o que vem a ser o mesmo que “lesa-futuro”. Sendo que o mínimo que se poderá dizer é que, se não o fizer, terá perdido uma oportunidade de fechar luminosamente seu mandato.

Projeto Ficha Limpa aguarda sanção presidencial

MCCE
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral

Após a luta pela aprovação do projeto Ficha Limpa no Congresso Nacional, a sociedade brasileira está agora a um passo de ter em sua legislação a lei da Ficha Limpa, faltando apenas a sanção presidencial. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) ressalta que a mobilização nacional conquistada com essa campanha deve permanecer, cobrando tanto a sanção da lei quanto sua aplicação ainda nas eleições de 2010.

No último dia 19/05, o projeto de lei da Ficha Limpa foi aprovado no Senado Federal e já seguiu, nesse mesmo dia, para a sanção presidencial. Após uma semana, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral aguarda que a promulgação da lei ocorra o quanto antes. “Estamos correndo contra o tempo para que a lei valha nas eleições de 2010 e esperamos essa compreensão da Presidência da República após seis meses de luta no Congresso Nacional”, ressalta a secretária executiva do MCCE, Cristiane Vasconcelos.

Para o MCCE, o projeto não deixará de afetar os políticos já condenados. Como esclarece o membro do Movimento, Márlon Reis, no artigo de sua autoria “Ficha Limpa e a polêmica dos tempos verbais”, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) já havia deliberado sobre o assunto quando em decisão do ministro Carlos Velloso, colocou: “Inelegibilidade não constitui pena. Possibilidade, portanto, de aplicação da lei de inelegibilidade, Lei Compl. nº 64/90, a fatos ocorridos anteriormente a sua vigência (MS nº 22087-2, Rel.: Min. Carlos Velloso)”.

Visto isso, e com a necessidade de termos a lei promulgada até o início de junho, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral lança mais uma campanha de mensagens da sociedade a seus governantes, desta vez, direcionadas à Presidência da República. Alguns endereços disponíveis no site www.presidencia.gov.br são: [email protected] e o link Fale com o presidente. Há ainda opção de envio de mensagens no Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/).

Qualquer cidadão ou cidadã pode mandar sua mensagem pedindo a celeridade da sanção presidencial, última ação que nos falta para a criação da lei. A campanha Ficha Limpa foi lançada em 2008. Dois anos depois, o MCCE acredita que a sociedade brasileira conseguiu entender a importância de se considerar a vida pregressa dos candidatos como forma de melhorar o cenário eleitoral e político do país – além de ter sido a força maior que levou à aprovação deste projeto no Congresso.

Seminário sobre o projeto Ficha Limpa

No próximo dia 1º de dezembro, às 14h, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) realiza o seminário “Ficha Limpa em Questão – para discutir é preciso conhecer”.

O evento acontece na sede da CNBB, com o objetivo de discutir e esclarecer o conteúdo do Projeto de Lei da Ficha Limpa e seus pontos mais polêmicos. O seminário será destinado aos parlamentares e a jornalistas convidados. Confirmações de presença pelo telefone: (61) 2193-9746 ou pelo e-mail [email protected].

O projeto com 1,3 milhão de assinaturas da Campanha Ficha Limpa foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer no dia 29 de setembro. Participaram da ocasião integrantes do MCCE e parlamentares da Câmara e do Senado Federal.

Para pressionar a votação e aprovação do Projeto no Congresso, o MCCE prepara uma grande mobilização da Câmara dos Deputados, no dia 9 de dezembro. Nesta data se comemora o Dia Mundial de Combate à Corrupção. Na ocasião, serão entregues mais assinaturas do Projeto de Lei de iniciativa popular que ainda chegam diariamente ao escritório do MCCE.

Mandacaru florido e ficha limpa

Maria Clara Lucchetti Bingemer

O Congresso recebeu recentemente uma proposta para impedir a candidatura dos políticos com a ficha suja na Justiça. O projeto tem apoio de 1,3 milhão de assinaturas.

Os documentos com as assinaturas foram colocados em frente ao Congresso Nacional. É o resultado do esforço de voluntários de vários pontos do país, que percorreram com grande sacrifício zonas inóspitas em busca das assinaturas para dar força e credibilidade à proposta e esperança de que seja aprovada.

À Frente da coleta de assinaturas está o Movimento Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral (MNCCE), do qual faz parte a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A palavra desta se fez ouvir pela boca de seu secretário-geral, Dom Dimas de Lara Barbosa: “O nosso objetivo é lutar cada vez mais pela ética na política e a ética no trato da coisa pública”.

Faz sentido. Se o Evangelho, de cujo anúncio a Igreja é encarregada e portadora, pretende instaurar o Reino da paz e da justiça, a luta política, por uma polis onde reine o bem e de onde a corrupção esteja cada vez mais banida e extraditada deve ser um componente constitutivo e constante.

O projeto proíbe que políticos que já tenham uma condenação em processo proposto pelo Ministério Público disputem eleições. A regra valerá para condenações em segunda instância por crimes graves, tais como corrupção, desvio de verba pública, tráfico de drogas, homicídio e estupro. “O objetivo da sociedade brasileira, expressada nesse projeto de iniciativa popular, é realizar profundas mudanças no cenário eleitoral, permitindo que, cada vez mais, a política seja identificada como uma atribuição para pessoas de bem”, explicou Marlon Reis, do Movimento Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral.

Como suspira e deseja o Brasil chegar a esse ponto em que a política seja, de fato, o exercício da arte de praticar o bem, de administrar harmoniosamente os bens da criação e exercer o poder como serviço da justiça e da paz. Os últimos e lamentáveis episódios que afogaram o Senado – que deveria ser a mais respeitável das casas – num mar de lama inimaginável e lamentável colocaram esse ideal a uma distância aparentemente inalcançável.

Há um travo amargo e descrente na boca de cada brasileiro que vê seu país mergulhar cada vez mais fundo no descrédito feito de irresponsáveis e nefastos conluios e a cada dia desperta lendo nos jornais uma notícia mais hedionda de novas catástrofes éticas, não sabendo mais em quem confiar, para onde dirigir seu voto, a quem encarregar de governar seu país.

A notícia de que o projeto da ficha limpa conseguiu recolher mais de um milhão de assinaturas é alentadora e refrescante como a brisa suave de que fala a Bíblia judaica que sinalizava a presença de Deus para o profeta Elias. O ar se purifica, respira-se melhor, os olhos voltam a brilhar. Faz bem sabermos que a sociedade civil não está totalmente passiva e abúlica, resignada a deixar-se afogar em lama e podridão. E que a Igreja volta a assumir seu papel profético no seio dessa sociedade.

Mas, não vamos negar, faz mais bem ainda ver os cidadãos comuns, simples, os eleitores, trabalhadores, pessoas honestas e honradas que só têm por si sua dignidade e sua honestidade, se levantando e clamando por seus direitos, com esforço e sacrifício. Vamos admitir: é de arrepiar ouvir o comovente depoimento de Arimatéia Dantas, do Piauí, que dá bem a medida do que foi essa mobilização voluntária: “Nós percorremos o calor do Piauí, e era um sofrimento, tinha lugares que só tinha mandacaru e a gente colhendo assinaturas”.

Como no xote de Luis Gonzaga, “mandacaru quando ‘fulora’ na seca é sinal que a chuva chega no sertão”. Só tinha mandacaru, mas mandacaru floresceu com a chegada dos voluntários que colhiam assinaturas porque acreditam que o Brasil pode mudar e ser governado por políticos de ficha limpa. Ave Arimatéia, Dom Dimas e todos que levaram adiante essa campanha. E esperemos que o Congresso esteja à altura e colabore nessa floração tão desejada e esperada.

Campanha Ficha Limpa ultrapassa 400 mil assinaturas e prepara 3ª Mobilização Nacional

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) contabilizou cerca de 410 mil assinaturas em seu último balanço oficial da Campanha Ficha Limpa. A iniciativa do MCCE precisa chegar a 1,3 milhão de assinaturas para enviar à Câmara dos Deputados o Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos. Para incentivar ainda mais a coleta de assinaturas, o
Movimento realizará a 3ª Mobilização Nacional no segundo turno das eleições, 26/10.

Após a realização da 2ª Mobilização Nacional, que aconteceu entre os dias 1º e 5 de outubro, o MCCE divulga o novo balanço da Campanha Ficha Limpa. O Movimento contabilizou cerca de 410 mil assinaturas nesta semana. As Mobilizações são momentos nos quais o MCCE, junto com os Comitês 9840 municipais e estaduais, concentra ações na coleta de assinaturas. Na última semana de outubro, o Movimento promoverá a 3ª Mobilização Nacional, que desta vez acontecerá no domingo, 26/10, segundo turno das eleições.

Nesse dia, Comitês 9840 e voluntários da Campanha Ficha Limpa se mobilizarão, mais uma vez, pela coleta de assinaturas, principalmente em locais próximos às seções eleitorais. O MCCE contará, assim como no primeiro turno, com o apoio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que enviará comunicado a todos os magistrados envolvidos no processo do próximo dia 26. A orientação do Movimento é de que a coleta seja feita do lado de fora das seções eleitorais e somente depois que o eleitor votar.

O Projeto de Lei pretende alterar a Lei de Inelegibilidades tornando inelegíveis:

* As pessoas com condenação em primeira ou única instância por crimes como: racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas; e no caso dos detentores de foro privilegiado, com denúncia recebida por um tribunal;
* Parlamentares que tenham renunciado para fugir de cassações;
* Pessoas condenadas por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa.

E mais:

* Estender o período que impede a candidatura, que passaria a ser de oito anos;
* Tornar mais rápidos os processos judiciais sobre abuso de poder nas eleições, fazendo com que as decisões sejam executadas imediatamente, mesmo que ainda caibam recursos.

Qualquer pessoa pode participar da Campanha Ficha Limpa coletando assinaturas durante e após as mobilizações. No site do MCCE (www.mcce.org.br) está disponível o modelo de formulário do abaixo-assinado. Basta imprimir, coletar as assinaturas e depois enviar para o endereço do Comitê Nacional do MCCE em Brasília.

Uma boa novidade para quem está coletando assinaturas: um link disponibilizado no site da Justiça Eleitoral permite a obtenção de dados do título de qualquer eleitor e eleitora do país, a partir do nome completo e da data de nascimento. A novidade traz mais facilidade e praticidade para os militantes e voluntários que atuam na coleta de assinaturas. Desde o início da Campanha constatava-se a dificuldade na obtenção do número do título de eleitor, visto que esta é uma exigência para validar a participação dos eleitores e eleitoras no abaixo-assinado.

A Campanha Ficha Limpa não tem prazo para finalizar a coleta de assinaturas e continuará até alcançar a meta de 1,3 milhão de assinaturas.

Mobilização em São Paulo

Sete cidades do Estado de São Paulo terão segundo turno: Bauru, Guarulhos, Mauá, Santo André, São Bernardo, São José do Rio Preto e São Paulo. Em todas elas serão organizados postos para coleta de assinaturas próximos às seções eleitorais.

Também está sendo ampliada a rede de postos fixos para coleta de assinaturas. Hoje há, no total, 17 postos fixos nas cidades de Bertioga, Guarujá, Guarulhos, Piracicaba e São Paulo (veja abaixo a relação completa). A coordenação da Campanha está incentivando esta ação especialmente em empresas, escolas e paróquias.

Entidades que apóiam a Campanha localmente, como a OAB-SP, PUC-SP, a Associação para o Desenvolvimento da Intercomunicação e a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, estarão reunidas para tratar das ações da 3° Mobilização Nacional da Campanha Ficha Limpa no dia 20/10 (segunda-feira), às 19h 30, na sede da Comissão Justiça e Paz, Cúria Metropolitana (Av. Higienópolis, 890).

Mais informações sobre a Campanha Ficha Limpa em São Paulo podem ser obtidas no blog http://campanhafichalimpasp.blogspot.com.

Postos para coleta de assinaturas da Campanha Ficha Limpa em São Paulo

São Paulo
. Casa do Advogado da Lapa – Rua Afonso Sardinha, 13 (Lapa) . De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
. Sala do Advogado/Fórum Lapa – Rua Clemente Alvares, 120 (Lapa) . De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h
. Sala do Advogado/Fórum Nossa Senhora do Ó – Rua Tomaz Ramos Jordão, 101 (Freguesia do Ó) . De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
. Sala do Advogado Polícia Federal – Rua Hugo Dantola, 95 (Lapa) . De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h (acesso restrito a advogados, estagiários, delegados e funcionários da instituição)
. Projeto O Autor na Praça – Espaço Plínio Marcos – Praça Benedito Calixto (Pinheiros). Aos sábados, a partir das 14h
. Instituto Cultural Chile – Brasil – R. Cerro Corá, 645 (Alto de Pinheiros) – De segunda a sexta-feira, das 11h às 14h/15h 30 às 18h; sábado, das 10h às 12h
. Tiffany Instituto (cabeleireiro) – Av. Água Fria, 1.769 (Água Fria). De segunda a sábado, a partir das 8h
. Avenida Paulista, em frente ao prédio da Gazeta (Jardim Paulista) . Às sextas-feiras, das 17h 30 às 19h 30
. PUC-SP – Rua Ministro de Godói, nº. 969, Perdizes – Prédio ERBM – Térreo (ao lado da Central de Cópias da PUC/SP) . De segunda a sexta-feira, das 11h às 14h 30 e das 18h às 20h, ou no PAC (Setor de Atendimento Comunitário), no mesmo endereço e andar do Prédio ERBM, sala 63 G, também de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h