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Beatificação de Dom Oscar Romero e avisos da semana

No final da missa, homenagem à família do Samuel, que foi batizado, à família do Jorge Lucas, que recebeu a primeira eucaristia e contato com a Tereza para desejar o pleno restabelecimento da saúde.

Pe. Julio comentou sobre a beatificação de Dom Oscar Romero, ocorrida na véspera, dia 23 de maio, e sobre a biografia lançada pelas Paulinas.

No encerramento da celebração, a comunidade cantou Povo Novo, de Zé Vicente:

Gravações realizadas no final da missa das 18h de 24/05/2015, na igreja São Miguel Arcanjo, em São Paulo.

O Papa para a beatificação de D. Romero – Construiu a paz

«D. Romero construiu a paz com a força do amor», testemunhando «a fé com a sua vida até ao extremo». Foi o perfil espiritual traçado pelo Papa Francisco por ocasião da beatificação do arcebispo assassinado em 1980 enquanto celebrava a missa. No sábado, 23 de Maio, em San Salvador, o rito foi presidido, em representação do Pontífice, pelo cardeal Amato, prefeito da Congregação para as causas dos santos.

Mas o Papa quis unir-se aos milhares de fiéis presentes na celebração também com uma carta enviada ao actual sucessor de Romero, D. Escobar Alas, na qual recordou a atenção privilegiada do novo beato pelos últimos de El Salvador. «Nesse bonito país centro-americano, banhado pelo Oceano Pacífico, o Senhor concedeu um bispo zeloso», escreveu Francisco. De facto, ele «em tempos de convivência difícil, soube guiar, defender e proteger o seu rebanho, permanecendo fiel ao Evangelho e em comunhão com toda a Igreja», comprometendo-se em particular pelos pobres e marginalizados. Eis porque a beatificação constitui uma «festa para a nação salvadorenha e também para os países irmãos latino-americanos».

Depois, actualizando o testemunho do novo beato, o Papa evidenciou que a sua voz continua «a ressoar hoje para nos recordar que a Igreja é família de Deus, onde não pode ter divisão» e que «a fé em Jesus, correctamente entendida e assumida até às últimas consequências, gera artífices de paz e solidariedade». Eis a exortação a «quantos têm D. Romero como amigo na fé», invocando-o «como protector e intercessor», a fim de que «encontrem nele a força e a coragem» de trabalhar para «uma ordem social mais justa e digna». Aliás «é o momento favorável para uma verdadeira reconciliação nacional». E o Papa quis participar nas esperanças dos salvadorenhos, unindo-se às suas orações, «a fim de que brote a semente do martírio» de D. Romero e «se fortaleçam nos autênticos caminhos os filhos e as filhas dessa nação» que tem «o nome do divino Salvador».

Por sua vez, o cardeal Amato evidenciou que o mártir Romero é «luz das nações». De facto, «se os seus perseguidores desapareceram na sombra do esquecimento e da morte – disse durante o rito – a memória de Romero continua a dar conforto a todos os menosprezados».

Fonte: News.Va

Papa reconhece Dom Oscar Romero como mártir

Papa reconhece Dom Oscar Romero como mártir

O Papa Francisco autorizou, nesta terça-feira, a promulgação do decreto concernente ao martírio do arcebispo de San Salvador, em El Salvador, Dom Oscar Arnulfo Romero Galdámez, assassinado em 24 de março de 1980 enquanto presidia a uma celebração eucarística.

O arcebispo italiano postulador da Causa, Dom Vincenzo Paglia, falará nesta quarta-feira ao meio-dia e meia, hora local, na Sala de Imprensa da Santa Sé, sobre a Beatificação, proximamente, do arcebispo salvadorenho.

Entrevistado pela Rádio Vaticano, Dom Paglia – que é também presidente do Pontifício Conselho para a Família – expressa seus sentimentos:

Dom Vincenzo Paglia:- Estou realmente comovido porque depois de tantos anos, finalmente, se chega à conclusão deste longo processo, desta longa causa, e a alegria é redobrada. Não somente porque os pareceres foram unânimes, tanto da parte dos teólogos quanto da parte dos cardeais, mas também porque há um “quid providencial” no fato de Romero estar prestes a ser declarado Beato pelo primeiro Papa sul-americano da história. Um Papa que pede uma Igreja pobre para os pobres, o que Romero viveu até a efusão do sangue. É uma alegria que significa também uma grande responsabilidade para todos: ainda hoje testemunhas como Romero continuam presentes para dizer que o amor até o limite extremo, o de dar a vida, é aquilo que transforma o mundo e que dá esperança.”

RV: O processo que chega agora à promulgação do decreto reconhecendo o martírio de Dom Romero foi bastante longo. O que o senhor pode nos dizer a esse propósito?

Dom Vincenzo Paglia:- “O processo foi longo, meticuloso e superou todo tipo de problema e, graças a Deus, também todo tipo de oposição.”

RV: O que a Beatificação – proximamente – de Dom Romero, tem a dizer à Igreja de hoje?

Dom Vincenzo Paglia:– “Vejo Romero como um mártir da Igreja que brotou do Concílio, querida por aquela assembleia dos Padres conciliares que pediam que se tomasse o caminho do bom samaritano, colocando-se ao lado dos pobres e dos mais fracos, dos muitos meio mortos, e Romero se fez tão próximo destes que ele mesmo acabou morrendo.”

RV: Qual o maior ensinamento deixado por Dom Romero?

Dom Vincenzo Paglia:– “Era um homem de oração, um homem de Deus, um homem da Igreja, um homem das santas Escrituras, um homem de tradições profundas, que escolheu ficar no meio dos pobres, sabendo que o Reino de Deus, como diz Jesus, está no meio dos mais pobres e caminha com eles. É o ensinamento que une a figura de Romero aos muitos mártires de hoje e ao Papa Francisco, que busca levar-nos todos para o caminho de proximidade e de amor aos mais pobres.”

RV: Há uma frase ou um pensamento de Dom Romero que o senhor gostaria partilhar conosco?

Dom Vincenzo Paglia:– “Quando lhe pediram que se afastasse da arquidiocese porque circulavam vozes preocupantes concernentes à incolumidade sua, ele disse: o pastor está com o povo, sobretudo quando o povo é oprimido, jamais foge, mesmo que custe a vida.” (RL)

Fonte: Rádio Vaticano


Assista abaixo a uma seleção de vídeos sobre D. Oscar Romero:

Beatificados 522 mártires: discípulos que aprenderam ‘amar até o extremo’

‘O Papa Francisco participou via satélite, domingo, 13 de outubro, da maior beatificação coletiva da história da Igreja. A cerimônia em que foram beatificados 522 mártires em ‘odium fidei’ se realizou em Tarragona, na região espanhola da Catalunha, e foi presidida pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos e representante do Papa, Cardeal Angelo Amato. Cerca de trinta mil pessoas participaram da celebração.

Francisco iniciou sua mensagem com o tradicional ‘bom dia’ e prosseguiu em seu estilo, dirigindo aos presentes a pergunta “Quem são os mártires?”, ao que respondeu: “São cristãos conquistados por Cristo, discípulos que aprenderam bem o sentido do ‘amar até o extremo’, que levou Jesus à Cruz. Não existe ‘amor a prestação, amor a porção’. Quando se ama, se ama até o fim”.

Na mensagem, o Papa refletiu sobre o ‘sentido’ de ser mártir: “É preciso sempre morrer um pouco para sairmos de nós mesmos, do nosso egoísmo, do nosso bem-estar, de nossa preguiça, de nossas tristezas e nos abrir a Deus, aos outros e especialmente aos que mais necessitam de nós. […] Imploremos a intercessão dos mártires para sermos cristãos concretos, cristãos de obras e não de palavras; para não sermos cristãos medíocres, cristãos ‘envernizados’ de cristianismo, mas sem substância. Peçamos aos mártires ajuda para mantermos sólida a nossa fé a fim de que, em meio às dificuldades, sejam fermento de esperança e artífices de fraternidade e solidariedade”.

Também na oração mariana do Angelus, na Praça São Pedro, o Papa homenageou os “mártires assassinados por sua fé durante a guerra civil espanhola da década de trinta do século passado”, e disse: “Louvamos o Senhor por estas corajosas testemunhas, e por sua intercessão, suplicamos que liberte o mundo de todas as violências”.

Fonte: NEWS.VA

À sombra das tuas asas

Pe. Geovane Saraiva

O Papa João Paulo II, no discurso aos Bispos do Brasil, em Fortaleza, aos 10 de julho de 1980 falou com veemência do homem de Deus: “Como não evocar aqui em Fortaleza a figura admirável de Dom Antônio de Almeida Lustosa, que repousa nesta Catedral e deixou nesta Diocese a imagem luminosa de um sábio e de um santo”.

Dom Antônio de Almeida Lustosa nasceu em 1886 e foi ordenado padre em 1912, bispo de Uberaba de (1925-1928), bispo do Corumbá de (1928-1931) e faleceu em 1974, com 88 anos de idade, que segundo o Escritor e Médico Vinícius Barros Leal, foi um “homem profundamente de Deus, que se colocou muito além de um religioso comum, com seu comportamento fundamentado na ética, decidido no caminho do bem, repleto de serenidade e equilíbrio, bondade e disciplina, nunca perdendo um só minuto do seu precioso tempo”, tem um recado muito importante e atual, para nós povo de Deus, nos nossos dias.

Viveu sua fé, numa atitude de escuta e contemplação, a partir da Palavra de Deus. Através das visitas pastorais, procurou realizar a vontade de Deus, imitando o Bom Pastor, no maravilhoso dom de sua riqueza interior e convicção permanente, no seu zelo, mansidão e prudência, acompanhada da virtude da caridade, que para ele era transbordante, no convívio com suas ovelhas, na dura realidade vivida por elas na nossa Arquidiocese de Fortaleza.

Na sua atividade de pastor da Igreja de Fortaleza (1941-1963), envolvida, evidentemente, em fervorosas preces e meditações, na nossa realidade do nosso Ceará, castigada e marcada pelo sofrimento das conseqüentes secas, desenvolveu um apostolado prodigioso, nas obras e gestos concretos, dando o melhor de si mesmo, não obstante seu aspecto doentio, oriundo da malária, na austeridade da missão pastoral, nas viagens e desobrigas pela floresta amazônica, na qualidade de bispo da Arquidiocese de Belém do Pará (1931-1941).

Dom Lustosa foi um homem sábio e santo, com toda a sua vida e o que ele produziu através da sua palavra falada e escrita, indo ao encontro do mistério que ela professava, revelado no conhecimento, inspirado nas coisas do alto. A sabedoria de suas palavras e o exemplo de sua vida, na busca da retidão e santidade, tendo sua origem no Filho de Deus, que é a sabedoria encarnada do Pai, com certeza, convenceu e encorajou muitas pessoas a viverem a sua fé.

A Arquidiocese de Fortaleza, tendo a frente o Senhor Arcebispo, Dom José Antônio, abriu e encerrou o processo local de beatificação e canonização, remetendo-o a Roma, onde se encontra a causa da beatificação do salesiano Dom Antônio de Almeida Lustosa, conhecido como o “bispo brasileiro da justiça social”. Homem que viveu intimamente unido a Deus, sempre preocupado com o bem-estar das pessoas. Foi pai e amigo de todos, especialmente dos empobrecidos do seu tempo, praticando a caridade, no seu modo simples e santo de viver, até seus últimos dias de vida.

Resta para nós, povo de Deus rezar e divulgar a vida e a missão do amado Servo Dom Lustosa, que foi fiel a Deus em tudo e tinha como lema: “Sub umbra alarum tuarum”, referindo-se ao salmo l7: “Guardai-me como a pupila dos olhos, esconde-me à sombra de tuas asas, longe dos ímpios que me oprimem, dos inimigos mortais que me cercam”.

Dom Lustosa, ao assumir seu múnus de bispo e pastor da Arquidiocese de Fortaleza disse: “Continuarei aqui simplesmente a trabalhar pelo Pai Nosso: Santificado seja o Vosso nome! Venha a nós o Vosso Reino, o programa de um bispo é sempre o mesmo: cumprir o seu dever”. “Dignai-vos SENHOR, aceitar a caminha da do nosso Dom Lustosa rumo ao altar. Ele que em vida soube ser vosso servo (…).

Igreja proclama Bem-Aventurada Dulce dos Pobres

Da enviada especial do jornal O SÃO PAULO a Salvador, Karla Maria

Mais de 70 mil pessoas testemunharam a beatificação de Irmã Dulce, o “Anjo Bom da Bahia”, na tarde deste domingo (22), em Salvador (BA).

Nem a chuva e o cansaço impediram que o Parque das Exposições fosse palco desse momento histórico, não só para a Arquidiocese de São Salvador da Bahia, como para toda a Igreja Católica, disse dom Lorenzo Baldisseri, núncio apostólico no Brasil, durante a cerimônia de beatificação, que foi presidida pelo arcebispo emérito de Salvador, cardeal dom Geraldo Majella Agnelo, representante do papa Bento 16 e do prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato.

Concelebrou a missa o arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, além de diversos bispos, entre os quais, o arcebispo emérito de São Paulo, cardeal dom Cláudio Hummes.

A presidente Dilma Rousseff marcou presença na cerimônia, acompanhada pelo presidente do Senado Federal, José Sarney, e pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Outros políticos e doadores das Obras Sociais da Irmã Dulce, que registraram em 2010 5,6 milhões de atendimentos gratuitos, marcaram presença, mas o destaque foi a participação dos devotos que em mais de 400 caravanas de todo o Brasil, desembarcaram em Salvador demonstrar o carinho pela beata, já conclamada a santa.

A cerimônia começou com a leitura do pedido de beatificação, feito pelo dom Murilo. “O arcebispo metropolitano de São Salvador da Bahia e primaz do Brasil pede a vossa eminência reverendíssima de proclamar bem-aventurada a venerável serva de Deus Dulce Lopes Pontes, professa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus”, solicitou o prelado.

Logo em seguida, o bispo da Diocese de Irecê (BA), dom Tommaso Cascianelli, leu uma resumida biografia da Bem-Aventurada e, dom Geraldo, a carta apostólica na qual o papa autoriza a beatificação. No documento, Bento 16 afirmou que “tendo consultado a Congregação das Causas dos Santos, por nossa autoridade apostólica, damos a faculdade para que a venerável serva de Deus Dulce Lopes Pontes […] seja chamada de hoje em diante com o nome de bem-aventurada, com sua festa fixada no dia 13 de agosto”.

Após a leitura, a foto de Irmã Dulce foi descerrada, levando a multidão a euforia. Paralelamente, a miraculada Cláudia Cristiane Santos de Araújo, seu marido Francisco Assis de Araújo e o filho Gabriel entraram em procissão para apresentar aos fiéis a relíquia da nova beata. A sobrinha de Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, e a voluntária mais antiga das Obras Sociais da freira, Iraci Lordello, também entraram em procissão.

Na homília, o cardeal Majella, enfatizou que viver a santidade não é privilégio para algumas pessoas, mas é dever de todo cristão batizado. “Eu não disse alguns, disse todos os cristãos. Estamos celebrando a santidade que o Senhor deseja ver reproduzida em cada um de Seus filhos. Todos os fiéis devem ser santos em sua conduta moral, devem agir em conformidade com que o são: filhos de Deus”, ressaltou dom Geraldo, que foi responsável pelo pedido de abertura do processo de canonização da beata,no ano 2000.

Em pronunciamento realizado no Vaticano, após a recitação da oração mariana “Regina Coeli”, na manhã do domingo, o papa Bento 16 afirmou que estava junto aos brasileiros na alegria pela beatificação de Irmã Dulce.

“Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa, desejo também associar-me à alegria dos pastores e fiéis congregados em Salvador, na Bahia, para a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes, que deixou atrás de si um prodigioso rastro de caridade, a serviço dos últimos, levando o Brasil inteiro a venerar os desamparados”, disse, em português.

Sobre Irmã Dulce

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes nasceu em Salvador (BA) no dia 26 de maio de 1914. Conhecida como Irmã Dulce, o ‘Anjo bom da Bahia’, foi uma religiosa católica brasileira. Ela notabilizou-se por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e aos necessitados. Após a beatificação, será chamada de ‘Bem-aventurada Dulce dos Pobres’.

A religiosa começou a praticar caridade aos 13 anos, ajudando mendigos que moravam nas ruas da capital baiana. Aos 18, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição. Dedicou toda sua vida à caridade.

Em 2000, foi realizada a abertura do Processo Canônico sobre a sua vida, virtudes e fama de santidade. A graça obtida pela intercessão de Irmã Dulce, em 2003, foi examinada primeiramente no Brasil e reconhecida pelos peritos médicos como um caso que não pôde ser explicado pelos meios da ciência. Os peritos e os cardeais da Congregação para as Causas dos Santos foram unânimes no reconhecimento deste milagre, constando que se tratava de um caso extraordinário de cura.

Em abril de 2009, foram reconhecidas suas virtudes heróicas e ela foi declarada Venerável pelo Vaticano. Em junho de 2010, seu corpo foi exumado e transferido junto às suas relíquias, últimos atos antes da beatificação.

A vida da Irmã Dulce em vídeo

A TV Canção Nova resgata a história da Irmã Dulce, o “anjo bom do Brasil”, em quatro vídeos, desde a infância, a fé e o envolvimento com os pobres até as obras sociais que ela inspirou.

>> Parte 1 – Infância e adolescência

>> Parte 2 – Trabalho com os pobres

>> Parte 3 – Uma vida de oração

>> Parte 4 – Obras sociais

“Beatificação de Irmã Dulce nos faz mergulhar na profundidade de nossa fé”, afirma CNBB

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o povo cristão exultam de alegria pelo reconhecimento por parte da Igreja Católica das virtudes da Irmã Dulce – Anjo Bom da Bahia – e por sua beatificação no próximo dia 22 de maio, em Salvador, sua terra natal”. Essas são algumas palavras do texto divulgado pelos bispos participantes da 49ª Assembleia Geral da CNBB, em homenagem a beatificação de Irmã Dulce.

Segundo os bispos, Deus chamou a jovem Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes para um serviço especial junto ao seu povo, os baianos, em particular “os pobres, os doentes, também pessoas rejeitadas por serem portadoras de necessidades especiais. Deixando tudo, tornou-se religiosa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e designada para um serviço em sua cidade”.

A nota dos bispos destaca a espiritualidade de Irmã Dulce e a sua devoção por Nossa Senhora. “Sua espiritualidade era nutrida pela Eucaristia, oração, Palavra de Deus, e devoção a Nossa Senhora. A confiança na Providência Divina que se lhe manifestava em diversas ocasiões e, muitas vezes, de forma surpreendente, nunca lhe trazia constrangimento em estender as mãos para pedir ajuda a fim de saciar a fome de pão e saúde aos que a procuravam e a encorajava para seguir adiante vendo em cada sofredor o próprio Cristo Jesus.

Os bispos destacam também a escolha feita pelo papa Bento XVI na beatificação da Irmã baiana. “O papa Bento XVI, ao fazer o reconhecimento das virtudes da Irmã Dulce, nos exorta a assumirmos nossa fé, em gestos concretos, ‘para que todos tenham vida e vida em abundância’ (Jô 10,10).

Beatificação

O papa Bento XVI assinou o decreto que conclui o processo de beatificação de Irmã Dulce no dia 10 de dezembro de 2010. Irmã Dulce é a primeira baiana a tornar-se beata e agora está a um passo da canonização. O título de santa só poderá ser conferido após a comprovação de mais um milagre intercedido pela religiosa e reconhecido pelo Vaticano.

A causa da beatificação de Irmã Dulce foi iniciada em janeiro do ano 2000 por dom Geraldo Majella, bispo emérito de Salvador. Desde junho de 2001, o processo tramitava na Congregação das Causas dos Santos do Vaticano.

Bispos assinam petição para beatificação de dom Luciano

O arcebispo de Mariana e presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, anunciou para os bispos reunidos na 49ª Assembleia da Conferência que a partir de agosto a arquidiocese de Mariana dará início ao processo de beatificação de dom Luciano Mendes de Almeida, morto no dia 27 de agosto de 2006. Dom Geraldo solicitou que os bispos assinassem a petição da beatificação a ser encaminhada à Santa Sé ao que os mais de 300 bispos responderam com uma sonora salva de palmas, pondo-se prontos para atender ao pedido.

Segundo dom Geraldo, somente após a aprovação do pedido pela Santa Sé é que a arquidiocese poderá instalar o tribunal que conduzirá o processo de beatificação. O tempo determinado para entrar com o pedido de instauração do processo de beatificação de uma pessoa é de cinco anos após sua morte.

Dom Luciano Mendes de Almeida

Dom Luciano foi arcebispo de Mariana durante 18 anos (1988 a 2006). Antes, atuou na Região Belém como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Foi secretário e presidente da CNBB por dois mandatos consecutivos em cada uma das funções. Estimado por todo o episcopado brasileiro, dom Luciano ficou conhecido especialmente pelo seu amor aos pobres e excluídos e pela defesa dos direitos humanos.

Na opinião do Pe. Julio, a beatificação de dom Luciano Mendes será sinal de justiça a um bispo servidor, despojado. defensor e amigo dos pobres e indefesos.

Ouça entrevista à Rádio 9 de Julho de dom Angélico Sandalo Bernardino, que trabalhou com dom Luciano: