Ano da Fé

A santidade é para todos

Cardeal Odilo Pedro Scherer

Quase no fim do Ano da Fé, a celebração da solenidade litúrgica de Todos os Santos nos deu a ocasião para recordar um dos artigos finais da Profissão de Fé da Igreja: “Creio na comunhão dos santos”. O Catecismo da Igreja Católica explica bem essa afirmação de nossa fé nos parágrafos 946 a 987.

A Igreja possui um “patrimônio comum”, do qual todos participamos: a santidade, dom do Espírito Santo dado aos discípulos de Cristo. Todos contribuímos para esse patrimônio com nossa vida santa e todos somos por ele também beneficiados. Na Igreja, ninguém é herói solitário: estamos em boa companhia!

Isso nos leva a ter uma atenção especial aos santos e santas, que são as testemunhas excelsas de Cristo; a Igreja, ao proclamar um santo, confirma que sua vida foi uma interpretação exemplar da vida cristã e um testemunho luminoso do Evangelho do Reino de Deus no mundo. E como os dons de Deus são inumeráveis, há também numerosas formas de santidade e de vidas santas. Cada santo, a seu modo, é um exemplo de vida segundo o Evangelho e pode ser imitado pelos outros, sem medo de errar.

Nossos santos católicos não são mitos criados pela fantasia humana. São pessoas que viveram num tempo e num espaço, tiveram uma história pessoal, que pode ser conhecida e verificada; eles são os membros da Igreja, que já chegaram lá, onde todos nós queremos chegar um dia. Mas pela “comunhão dos santos”, eles continuam ligados a nós e nós, a eles. Eles são mestres de vida cristã, testemunhas e exemplos de perseverança na fé, muitas vezes vivida em meio a inumeráveis dificuldades. Muitos deles morreram martirizados, proclamando essa fé, que também nós professamos.

Penso, por isso, que a vida dos santos seja parte importante da Catequese e da iniciação à vida cristã. Eles já percorreram a estrada que nós somos chamados a percorrer; eles foram discípulos exemplares de Cristo, foram bons cristãos e viveram de modo exemplar as virtudes, que também nós somos chamados a viver.

Gosto de retomar a Carta Apostólica Novo millennio ineunte (No início do novo milênio, 2001), do papa João Paulo 2º. É breve, iluminada, programática. Ali se diz que a santidade é a prioridade das prioridades pastorais: “Não hesito em dizer que o horizonte para o qual deve tender todo o caminho pastoral é a santidade” (cf. n. 30).

A santidade é a vocação universal dos batizados, conforme nos ensina o Concílio, ao falar da Igreja (cf. Lumen Gentium, cap. V). A santidade não é uma ilustração opcional à vida cristã, mas a sua própria meta; pela fé e pelo Batismo, estamos em comunhão com aquele que é o santo e a fonte de toda santidade. A santidade é uma das qualidades da Igreja e deve também ser a marca de todos os seus membros: “Esta é a vontade de Deus a vosso respeito: a vossa santificação” (1Ts 4,3). É a vocação de todos os batizados.

A programação pastoral deve ser marcada pela busca da santidade. Por isso, diz ainda João Paulo 2º na mesma Carta Apostólica: “Perguntar a um catecúmeno – queres o Batismo? – significa ao mesmo tempo perguntar-lhe – queres ser santo?” (n. 32). A santidade, portanto, não é apenas para alguns poucos, mas para todos os discípulos de Cristo.

E o papa Francisco, na homilia da solenidade de Todos os Santos, voltou a lembrar que a santidade tem um caminho, um rosto e um nome: Jesus Cristo. Estar em comunhão com Ele, seguir seus passos, imitar seu exemplo – eis o jeito da santidade.

Dom Odilo convida para o encerramento do Ano da Fé, no Domingo de Cristo Rei

A todos os Leigos/as e às suas organizações eclesiais na Arquidiocese de São Paulo

Caríssimos/as,

Aproxima-se o encerramento do Ano da Fé – marcado para o Domingo de Cristo Rei, neste ano, dia 24 de novembro. Ao mesmo tempo que os saúdo com a paz de Cristo, desejo escrever-lhes uma palavra sobre a celebração conclusiva do Ano da Fé.

No Domingo de Cristo Rei, celebra-se no Brasil o Dia dos Leigos; todos os batizados são “filhos do Reino de Cristo e de Deus”. Ao mesmo tempo que acolhemos o Reino de Deus como suprema graça, somos todos chamados a participar da edificação do Reino de Deus neste mundo mediante nossa vida na fé.

Ao longo deste ano, todos nós fomos encorajados a reavivar nossa fé cristã católica. Vários foram os objetivos propostos: aprofundar a experiência da fé mediante o renovado encontro pessoal e comunitário com Deus; fortalecer as raízes da nossa fé, mediante a instrução e o estudo das razões que temos para crer e dos conteúdos da nossa fé; testemunhar nossa fé publicamente; renovar a profissão de nossa fé e praticar as obras da fé.

Nossa fé é pessoal, mas também de toda a grande comunidade da Igreja, que professa essa mesma fé em toda parte. Temos a mesma fé dos apóstolos, dos mártires, dos grandes pregadores e missionários, dos santos do passado e de hoje! Não estamos sós; ao contrário, estamos em muito boa companhia!

Frutos muito desejados do Ano da Fé são a alegria e o encanto da fé; a firmeza e a perseverança na fé; o interesse em progredir na fé e em produzir os seus frutos, mediante a vida santa; a transmissão da fé, com renovado interesse e ardor. A fé, de fato, é um precioso dom de Deus, mas é também a nossa resposta a esse dom. Sem nosso esforço e dedicação na vivência da fé, ela enfraquece e pode até se extinguir em nós. E, sem a luz da fé, a vida perde o rumo e fica sem o brilho da esperança.

No encerramento do Ano da Fé, continuemos a pedir, com insistência, como os apóstolos: “Senhor, aumentai a nossa fé!” (cf Lc 17,5). Pela fé somos salvos: a fé, como sincera e firme aceitação de Deus e adesão a Ele e como vida na fé. Que nossa fé se fortaleça, cresça e produza frutos abundantes, nutrida por nossos encontros frequentes com Deus: na sua Palavra viva e eficaz; na oração pessoal e comunitária; na participação da Missa dominical; na prática das virtudes humanas e cristãs, especialmente da caridade e da justiça.

E permaneçamos unidos à Igreja, pois assim não estaremos sozinhos, mas contaremos com a ajuda de tantos irmãos. Destaco também a necessidade de se instruir e de conhecer melhor a fé; sem isso, há o risco de não valorizar a fé da Igreja e até de a abandonar. O que não se conhece, não se ama; o que não se ama, facilmente se deixa de lado e abandona. O Catecismo da Igreja Católica, ou o seu Compêndio, são instrumentos preciosos para a instrução e o conhecimento da nossa fé, da fé da Igreja Católica. Nós precisamos valorizar e usar com frequência o Catecismo.

Para o encerramento do Ano da Fé, no Dia dos Leigos, 24 de novembro, convido todos os leigos da Arquidiocese, especialmente aqueles ligados às diversas organizações do laicato (Pastorais, Associações, Movimentos, Novas Comunidades e outros grupos). A Missa solene na Catedral Metropolitana, no Domingo de Cristo Rei, será às 11h.

Durante a Missa, faremos uma solene renovação da Profissão de Fé; faremos também o renovado envio missionário de todos os leigos e de suas organizações, para participarem ativamente da transmissão da fé e da edificação do mundo, segundo Deus, pelo seu testemunho da fé.

No Domingo de Cristo Rei, todos também podem obter a graça especial da indulgência plenária, observadas as condições que a Igreja normalmente põe: arrependimento dos pecados e confissão sacramental, participação da Santa Missa, renovação da Profississão de Fé e oração nas intenções do Papa e da vida e da missão Igreja.

Enfim, meus queridos irmãos em Cristo, agradeçamos a Deus o dom precioso da fé cristã; por ela, estamos em comunhão com Deus e nos sabemos amados por Ele. Quem tem fé, peça a perseverança fiel, até ser chamado para “ver” Deus face a face! E seja generoso em testemunhar a transmitir a fé aos outros. E quem não tem fé, ou tem pouca, continue a procurar e a pedir esse dom. Deus não nega sua luz, nem esconde seus caminhos a quem os procura de coração sincero!

Com o Domingo de Cristo Rei, encerra-se o Ano Litúrgico e inicia-se a Campanha Nacional para a Evangelização, que se prolonga até o 3º Domingo do Advento. Isso nos diz que a fé por nós professada, supõe também nosso esforço missionário e evangelizador para que a Boa Nova do amor salvador do nosso Deus, chegue a toda a humanidade. Deus quer que todos cheguem ao conhecimento da fé e sejam salvos.

Deus os conserve firmes, perseverantes e operosos na fé! Sua graça os acompanhe!

“Ó Deus, concedei-nos a graça de uma fé firme, num coração renovado e perseverante, para vos conhecermos como Deus vivo e verdadeiro e Aquele que enviastes, Jesus Cristo! Guiados pelo Espírito Santo, possamos progredir no caminho da fé com o coração repleto de alegria e ser para os outros testemunhas do vosso amor, atraindo-os para vós!”

Card. Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo

Vida além da morte: o meu Redentor vive!

Cardeal Odilo Pedro Scherer

Na comemoração de Finados, como costuma acontecer todos os anos, os cemitérios vão encher-se de gente visitando os túmulos dos falecidos, deixando flores ou algum outro sinal do afeto e da saudade que continuam a unir quem segue vivendo com quem já não está mais aqui. Dia de reflexão, de procura de respostas para as muitas interrogações que a vida e a morte suscitam…

Também os fiéis católicos vão aos cemitérios, levam flores e manifestam seu pesar pela morte dos familiares e amigos… Mas eles são convidados nessa ocasião, mais ainda neste Ano da Fé, a manifestar a fé da Igreja no que diz respeito à vida e à morte. Qual é a luz especial que nossa fé traz para iluminar esse lado da existência, sobre o qual pairam tantas dúvidas? As respostas da fé cristã são muitas e luminosas.

Antes de tudo, nós cremos no Deus vivo, também chamado “o Vivente”, que é a origem de toda vida, o “Amigo da vida”. Não cremos num deus “objeto” ou “coisa”, nem num deus “energia” ou força mecânica cega. Cremos no Deus que é “pessoa”, que se relaciona e se comunica, que ama e se compadece; que vive e que dá a vida. Ele concedeu ao homem também ter o “sopro da vida”.

Diz-nos ainda nossa fé que Deus nos chama à vida por um ato de bondade e benevolência. Não é o homem quem dá a vida a si mesmo: recebe-a. Por isso, acolhemos com profundo respeito e gratidão a vida que temos e também a vida do próximo. Não somos nós os senhores absolutos da vida e da nossa existência; somos agraciados por esse dom divino. Devemos, zelar o melhor que podemos pela vida, pela qual deveremos dar contas a Deus.

Nossa fé nos fala da morte corporal: ela pertence à presente ordem da realidade, na qual tudo ainda é precário e provisório; não vivemos a realidade definitiva de nossa existência, mas caminhamos para ela. Para além da morte corporal, existe o Deus da vida, não sujeito às realidades precárias deste mundo. Ele nos chama a si, a confiar nele, para recebermos dele o dom da vida eterna e da felicidade plena.

“Creio na ressurreição da carne e na vida eterna” – assim professamos no Credo da Igreja. Nossa fé não se refere apenas à sobrevivência da alma espiritual; a expressão “ressurreição da carne” fala da pessoa na sua inteira condição humana. “Toda carne verá a salvação de Deus” (cf. Lc 3,6) – isso significa que todos os seres humanos verão a salvação de Deus. Quando São João afirma, no prólogo de seu Evangelho, que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (cf. Jo 1,14), isso significa que o Filho eterno de Deus assumiu nossa condição de “carne”, ou seja, sujeitou-se à precariedade deste mundo e se fez solidário conosco.

Nossa fé na ressurreição da carne, baseia-se na fidelidade de Deus a si mesmo e à sua obra; Deus não nos chamou à vida para nos descartar, em seguida; mas, para que possamos ter vida em plenitude. E o Filho de Deus, Jesus Cristo, viveu “na carne” e passou à vida glorificada através da ressurreição “da carne”; Ele é a garantia da vida futura glorificada também para nós, que continuamos a viver na presente precariedade da existência.

Em Cristo ressuscitado, também nós, de alguma forma, já ressuscitamos para uma vida nova (cf. Ef 2,6). Por isso, os túmulos dos cristãos, geralmente, estão marcados por uma cruz, lembrando Cristo Salvador, mediante o qual nós esperamos ser salvos da morte para participar, com ele, da vida plena.

No Ano da Fé, não tenhamos receio de afirmar nossa fé no Dia de Finados e de dizer, como o justo Jó: “Eu creio que o meu Redentor vive e que, por fim, ele se levantará sobre o pó… E com meus olhos eu verei a Deus” (cf. Jó, 19, 25-27).

Missão: nova evangelização

Cardeal Odilo Pedro Scherer*

O Domingo das Missões, no Ano da Fé, recorda-nos que a verdadeira obra missionária da Igreja é fruto da fé: o desejo de anunciar e de partilhar a experiência gratificante da fé nasce da alegria de crer e da consciência sobre a preciosidade do dom recebido, que não deve ser escondido nem conservado somente para si. Eis o motivo porque no esforço da nova evangelização, a Igreja convidou a todos os seus filhos a celebrarem o Ano da Fé. Sem refazer-se na origem da fé, que é o encontro com Deus por meio de Jesus Cristo, não haverá ardor missionário nem renovação da Igreja. Na linguagem da Conferência de Aparecida, isso significa que, para ser missionários, é preciso, antes de tudo, ser discípulos.

Recentemente, na audiência concedida aos membros do Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização, o papa Francisco resumiu em três pontos as necessidades mais prementes da nova evangelização: o primado do testemunho, a urgência de ir ao encontro dos outros e um projeto pastoral centrado no essencial.

O anúncio do Evangelho é confrontado hoje, muitas vezes, com a indiferença de quem já não lhe dá importância e não tem interesse em ouvi-lo. Como despertar nos corações um renovado interesse pela mensagem da salvação? Aqui entra o papel do testemunho de quem crê. É muito importante que os cristãos mostrem a sua fé através de convicções firmes, da vida coerente com ela, da alegria e da serenidade que ela traz. Mostrem, por outro lado, que a fé muda a pessoa para melhor e a torna humanamente rica de virtudes.

Esse testemunho fará com que outras pessoas se interroguem sobre as razões da fé, da alegria, da luz e da fortaleza que ela traz; a fé não livra magicamente de todos os problemas, mas oferece vigor e compreensão nova para as várias situações da vida, mesmo dos sofrimentos. A fé traz consigo a esperança revigorante e a caridade operosa. Hoje, como no passado, esses testemunhas fidedignos da fé são muito necessários para atrair para Jesus Cristo e para a beleza do encontro com Deus!

A nova evangelização também é a renovada busca do encontro com quem perdeu a fé e o sentido profundo da vida. Isso faz parte da própria razão de ser da Igreja: o Filho saiu do Pai e veio ao mundo, ao encontro da humanidade, para lhes trazer a vida; da mesma forma, ele enviou os discípulos ao encontro de todos os povos para lhes levar a Boa Nova da salvação. Cada cristão, fiel a Cristo, também tem a vocação de ir ao encontro dos outros, de dialogar com quem pensa diversamente de nós, ou que perdeu a fé.

Ninguém está excluído da esperança, da vida e do amor de Deus. A Igreja é enviada ao mundo para levar a todos esta esperança,especialmente a quem está sufocado por condições de vida adversas e, por vezes, desumanas. Em toda parte, faz falta o “oxigênio do Evangelho”, o sopro do Espírito de Cristo ressuscitado, que reacende a fé e a esperança nos corações. Disse o papa Francisco: “a Igreja é a casa onde as portas estão sempre abertas, não apenas para que cada um entre, encontre acolhida e possa respirar amor e esperança, mas também para que nós possamos sair e levar aos outros esse amor e essa esperança; o Espírito Santo nos impele a sair do nosso recinto e a nos conduz às periferias da humanidade”.

Isso, porém, não se improvisa, mas requer o esforço comum de um projeto pastoral voltado para o essencial e que seja centrado no essência, ou seja, em Jesus Cristo. “Não devemos nos perder em tantas coisas secundárias e supérfluas, mas é preciso concentrar-se sobre a realidade fundamental, que é o encontro com Cristo e a sua misericórdia e seu amor, e com o amor aos irmãos” (cf. L’Osservatore Romano, ed de 14/15.10.2013).

*Arcebispo de São Paulo
@DomOdiloScherer

Carta pela evangelização dos jovens no Brasil

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, enviou carta aos padres e responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil. No texto, o bispo deseja que o Dia Nacional da Juventude (DNJ), a ser celebrado no final deste mês missionário, atinja o maior número possível de adolescentes e jovens.

Evangelização dos jovens no Brasil

Confira o texto na íntegra:

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

“Educá-los na missão, a sair, a pôr-se em marcha, a estar sempre nas ruas pela fé. Assim fez Jesus com seus discípulos: não os manteve apegados a Ele como a galinha aos pintinhos; os enviou. […] Empurremos os jovens para que saiam.”
(Francisco, 27/07/2013)

Chegou, mais uma vez, o “Mês Missionário”. Já é tradição dedicarmos este mês à reflexão sobre esta dimensão que faz parte de nossa vida cristã. Nenhum cristão pode abrir mão de ser missionário, uma vez que esta realidade é intrínseca ao Batismo. Podemos atuar missionariamente de maneiras diferentes, mas todos acolhem o mesmo mandato de Jesus Cristo: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).

Há tempo estou percebendo – e me alegrando! – que os conceitos “missão” e “missionário” vêm sendo acolhidos normalmente pelas novas gerações. “Ser missionário” ou “fazer missão” ou algo deste gênero, já não remete mais à ideia exclusiva dos louváveis missionários e missionárias, quase sempre sacerdotes e consagrados, que se deslocavam de terras estrangeiras para conviver e servir à evangelização em nosso país, principalmente nos lugares mais desafiadores. Hoje, com muita naturalidade, os jovens estão se apropriando destes termos e buscando formas novas de fazerem valer esta sua vocação batismal. Isto é maravilhoso! Saibamos valorizar esta realidade para que eles possam, ali onde vivem, testemunhar mais fortemente ao mundo a gratuidade do serviço em prol dos mais desfavorecidos, sofredores e esquecidos de nossa realidade.

Na JMJ Rio 2013 nossos jovens foram, de maneira intensa e celebrativa, provocados a entenderem e vivenciarem este chamado. Certamente voltaram para suas casas, comunidades, grupos, paróquias, escolas, animados em fazer valer o que o Papa Francisco soube tão bem motivar. E agora nos vem uma dúvida: o que eles estão encontrando em nossos ambientes? Não basta Jesus Cristo enviar estes seus jovens discípulos, nem o Papa motivá-los à missão se eles não forem colocados em situação de desenvolvimento deste mandato. Há muita energia de amor e serviço concentrada no coração e nos sonhos dos jovens, aguardando ocasiões propícias para sua propagação. A fala do Papa na Catedral do Rio foi muito direta aos adultos, evangelizadores e educadores da juventude: cabe a nós a responsabilidade de educar os jovens para a missão, empurrando-os às ruas para que sejam protagonistas de uma nova história, a partir da fé em Jesus Cristo e de sua vivência eclesial.

Como obedecer ao Sucessor de Pedro, concretizando isto que ele nos pede?  Estamos no fim do “Ano da Juventude” e do “Ano da Fé”. Esta bonita coincidência é, para nós brasileiros, provocação de Deus a um trabalho mais consistente e criativo para que os jovens, convictos e formados à luz da fé, se tornem profetas proativos na realidade sociocultural em que se encontram. Assim, não percamos o precioso momento das nossas Assembleias e Reuniões de avaliação e planejamento que acontecem normalmente agora, por exemplo, em nossas Paróquias, Dioceses, Regionais, Pastorais, Congregações Religiosas, Movimentos para operacionalizarmos algumas das propostas contempladas no Texto-base da Campanha da Fraternidade 2013 e, principalmente, nas 8 Linhas de Ação do Documento 85, “Evangelização da Juventude – Desafios e Perspectivas Pastorais”. Ali encontramos uma riqueza imensa de reflexões e sugestões que, acrescida a este contexto juvenil pelo qual estamos passando, proporcionarão novos tempos aos nossos jovens, às nossas comunidades, à sociedade.

As celebrações litúrgicas deste mês, embelezadas pela comemoração de grandes apóstolos, evangelistas, santos e santas se tornam, também, ocasião propícia para apresentar aos jovens, de maneira criativa, estes testemunhos missionários.  Santa Terezinha do Menino Jesus – Padroeira das Missões – aumente em nós a consciência missionária de nossa vida cristã! São Francisco de Assis – Protetor dos Desamparados – nos ajude a crescer na sensibilidade e nos gestos concretos de amor junto aos mais abandonados de nossos ambientes!

Nossa Senhora Aparecida – Mãe amada do Brasil – interceda pela nossa conversão pastoral a favor da cultura da acolhida às juventudes que estão ao nosso redor! Que o DNJ (Dia Nacional da Juventude) a ser celebrado no final deste mês missionário atinja o maior número possível de adolescentes e jovens que estão sob sua responsabilidade, para que neles sejam fortalecidos os nobres sonhos de Deus de vida plena para todo seu povo.

Com estima e orações,

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

Fonte: CNBB

Encontro de Catequese para o Ano da Fé será sexta-feira, 13

Na sexta-feira, 13, a comunidade realiza o encontro de catequese de adultos, como parte das reflexões sobre o Ano da Fé. Será às 20h na igreja São Miguel. Veja nos avisos da semana, que traz também informações sobre a eleição para o Conselho Participativo Municipal, sobre São Pedro Claver, cujo dia é celebrado em 9 de setembro, e sobre a Festa de São Miguel Arcanjo, que acontece dia 29, último domingo do mês:

VÍDEOS: Peregrinação da Região Belém à Catedral da Sé

A Região Belém fez peregrinação no dia 1º de setembro como parte da programação do Ano da Fé. Os peregrinos se concentraram no Páteo do Colégio, local de fundação de São Paulo, e saíram em caminhada até a Catedral da Sé, onde houve missa, presidida por Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo.

Peregrinação da Região Belém à Catedral da Sé

Na acolhida, Iracema Silva, secretária de pastoral da Região, resgatou a memória das testemunhas da fé, homens e mulheres que marcaram a vida da Igreja de São Paulo.

Assista à homilia de Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo:

No final da celebração, Dom Edmar Peron convidou os participantes a renovar, celebrar, viver e testemunhar a fé, rompendo os limites físicos da Igreja e levando-a para as ruas.

Foto: Equipe da Paróquia São Miguel do Conquista

Região Belém fará peregrinação à Catedral da Sé dia 1º/9

Como parte das comemorações do Ano da Fé, a Região Belém fará peregrinação à Catedral da Sé dia 1º de setembro. A concentração será no Páteo do Colégio, a partir das 14h, encerrando com missa presidida por Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo.

Nos avisos da semana, Pe. Julio falou desse evento e dos Conselhos Participativos que serão eleitos nas subprefeituras da capital:

Peregrinações do Ano da Fé

Neste segundo semestre de 2013, a Arquidiocese de São Paulo, por ocasião do Ano da Fé, convida seus fiéis a realizarem diversas peregrinações para a Catedral da Sé. Por início serão a dos padres, no sábado, 3.

Como em agosto a Igreja do Brasil celebra o mês de oração pelas vocações e a terceira semana é dedicada à oração pelas vocações de especial consagração a Deus na Vida Religiosa Consagrada e nas demais formas de consagração da vida ao Reino de Deus, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, convida os religiosos para, no dia 17, sábado, às 15h, realizarem a sua peregrinação para a Catedral.

Em carta convite endereçada a todos os religiosos/as membros de Institutos de Vida Consagrada, Sociedades de Vida Apostólica e demais membros de Comunidades de especial Consagração a Deus na Arquidiocese de São Paulo, dom Odilo convoca à participação na celebração.

Leia a íntegra do convite

“Minhas queridas irmãs e irmãos, convido com insistência todos a participarem dessa manifestação pública de nossa fé católica. Será também um testemunho que ajudará a edificar na fé tantos irmãos nossos. Quem, por motivos particulares, estiver impedido de unir-se a nós nesta peregrinação à Catedral da Sé, una-se espiritualmente e também renove sua profissão de fé e a alegria de sua consagração a Deus” destaca, no convite, o arcebispo.

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

Papa Francisco lança primeira Encíclica: Lumen Fidei (A Luz da Fé)

Caríssimos e caríssimas,

Acabo de chegar de Roma, onde participei de várias reuniões. E, apenas de volta, tenho a alegria de lhes remeter o texto da 1ª Encíclica do Papa Francisco: Lumen fidei (A Luz da Fé): o próprio Papa Francisco já havia dito que ela seria escrita “a quatro mãos”, pois Bento XVI a tinha deixado encaminhada antes de renunciar. Era sabido que Bento XVI queria escrever uma encíclica também sobre a fé, depois das que escreveu sobre a caridade (Deus Caritas est) e sobre a esperança (Spe salvi). Mas coube ao Papa Francisco nos presentear com esse texto belo e importante sobre a fé, justo no Ano da Fé! Desejo a todos que o leiam com alegria e gratidão.

É um motivo a mais para que vivamos intensamente nossa fé e a renovemos ao longo deste Ano da Fé. Teremos, a partir de agosto, vários momentos especiais para fazê-lo, sobretudo com as peregrinações que serão feitas para a Catedral Metropolitana, onde se fará a renovação pública e solene da profissão de fé em vários grupos, conforme já foi divulgado na Carta Pastoral que lhes escrevi (“Senhor, aumentai a nossa fé!”).

Que Deus nos dê a graça de uma fé firme e perseverante, de uma esperança alegre e de uma caridade operosa!

E que a Semana Missionária, que está às portas, seja por todos vivida e aproveitada como uma graça de Deus em nossa Arquidiocese. Teremos jovens representantes de 58 países diversos, hospedados em nossas paróquias, colégios, conventos e, sobretudo, nas casas das famílias. Deus abençoe a todos!

Card. Dom Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

Leia a versão em português de Portugal da 1ª Encíclica do Papa Francisco: Lumen fidei (A Luz da Fé):

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