Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

Arquidiocese reflete sobre frutos do Congresso de Leigos

Fernando Geronazzo

Os delegados das oficinas temáticas do 1º Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo, realizado durante o ano de 2010, participaram de um reencontro com o cardeal arcebispo dom Odilo Pedro Scherer nesta quinta-feira (16), no Centro de Pastoral São José, na zona leste da capital paulista.

A reunião realizada nas proximidades do Dia Nacional do Leigo, comemorado na Solenidade de Cristo Rei, domingo (20), teve como principal objetivo de avaliar a caminhada das diversas propostas apresentadas pelo congresso que mobilizou o laicato arquidiocesano no ano passado, e estudar as ações na articulação dos leigos para o próximo ano.

Dom Odilo refletiu com os delegados sobre as urgências apresentadas pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprovadas em maio pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para 2011-2015, aprofundadas, em outubro, na Assembleia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1 (dioceses do Estado de São Paulo).

O cardeal chamou a atenção para a importância de os planos de ação do laicato corresponderem às seguintes urgências da Igreja – “em estado permanente de missão; casa de iniciação à vida cristã; lugar de animação bíblica da vida pastoral; comunidades de comunidades; a serviço da vida plena para todos”.

Na assembléia do Sul 1 foi acrescentada uma 6ª urgência – “evangelização da juventude” – em vista da preparação da jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2013, no Rio de Janeiro. “Essas seis urgências merecem uma atenção especial para que possamos investir durante os próximos anos na evangelização e darmos passos concretos”, afirmou o arcebispo.

Em seguida, por grupos, os delegados se reuniram, a partir da proposta de cada oficina, para refletir sobre o que de fato progrediu um ano após o congresso.

Após essa avaliação, foi constatado que muitas propostas estão sendo encaminhadas, como a formação de um grupo de jornalistas católicos, proposto pela oficina de comunicação; a realização de formações de temas como a leitura orante da Bíblia, promovida pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs); o mapeamento de todas as atividades ambientais realizadas nas paróquias e comunidades, como foi sugerido pela oficina sobre ecologia.

Também foram avaliadas dificuldades, como na articulação entre os professores e profissionais da educação. Para isso, a Pastoral da Educação propõe um cadastramento de todos os professores que vivem nas paróquias, para que esses possam colocar-se a serviço da comunidade.

Outro fruto nascido do congresso foi a articulação do conselho de leigos nas regiões episcopais. Hoje já existem ramificações do Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo (Clasp) nas regiões Lapa, Santana, Sé e em alguns lugares, como na Região Ipiranga e Belém, começam a crescer as articulações do laicato nos setores.

No mundo do trabalho, abordado por duas oficinas, os empresários cristãos formaram uma rede de comunicação do grupo por meio de um site (www.empresariocristao.org.br), que já ultrapassou os 1.500 acessos mensais inclusive do exterior. Já a oficina realizada pelos trabalhadores criou duas comissões para a elaboração de subsídios sobre a Doutrina Social da Igreja e sobre a historia dos sindicatos.

Dos 15 projetos apresentados pelas pastorais sociais, a maioria está encaminhada, como o fortalecimento do Fórum das Pastorais Sociais e das regiões episcopais, o mapeamento da ação social na Arquidiocese e a realização do 1º Seminário Arquidiocesano das Pastorais Sociais, em junho,e a participação na 5ª Semana Social Brasileira, realizada no início desse mês. Porém, os delegados afirmaram que ainda existem desafios como articular as diversas entidades sociais para dar atendimento à população nas situações de grandes urgências, como enchentes e desastres.

Já o acompanhamento e apoio aos conselhos tutelares, da implantação da Lei Ficha Limpa e de casos polêmicas como a construção do Rodoanel são os frutos da oficina sobre responsabilidades públicas.

Os delegados da oficina sobre o anúncio querigmático estão em fase de criação da Associação Nova Evangelização, que dará suporte para iniciativas como a escola de formação para leigos.

Articulação dos agentes da saúde, padronização da preparação par ao sacramento do Matrimônio e a criação de grupos de leigos de acordo com sua área de atuação na sociedade também são propostas das oficinas que estão caminhando.

Dom Odilo manifestou sua alegria por ver que as propostas das oficinas estão caminhando. “São os frutos do Congresso de Leigos que começam a aparecer pouco a pouco”, destacou o cardeal, afirmando que muitas dessas iniciativas talvez não teriam sido despertadas se não houvesse o congresso. “Os leigos estão caminhando nos seus espaços, nas suas competências, sentindo-se chamados justamente a ser parte da vida e da missão da Igreja nos vários âmbitos”.

O cardeal também reforçou o convite para a celebração do Dia Nacional do Leigo, neste domingo, às 11h, na Catedral da Sé.

Leigos e leigas no protagonismo da evangelização

Dom Milton Kenan Junior

A expressão não é nova, ela surge na Conferência de Santo Domingo (1992): “Que todos os leigos sejam protagonistas da Nova Evangelização, da promoção humana e da cultura cristã.” (n.97) (…) “Um laicato, bem-estruturado com formação permanente, maduro e comprometido, é o sinal de Igrejas Particulares que têm tomado muito a sério o compromisso da Nova Evangelização.” (n.103).

Hoje, talvez, precisássemos recuperar a intuição que o Episcopado Latino-americano assumiu, na Conferência de Santo Domingo, quando fala do “protagonismo dos leigos”; embora na Conferência de Aparecida essa expressão não apareça nenhuma vez. Falar de protagonismo, é falar do lugar de importância que os leigos têm na ação evangelizadora, é falar do seu papel insubstituível, imprescindível, na transformação da realidade que vivemos, marcada pela exclusão e pela violência.

Os leigos são protagonistas, afirmaram os bispos em Santo Domingo, ou seja, são os agentes principais no esforço da Igreja em dialogar com o mundo e apresentar os valores do Evangelho num tempo de tantos contra-valores.

Nesse sentido, o Documento de Aparecida e agora o das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, DGAE 2011-2015, ressaltam dois princípios de grande valor e importância.

O primeiro princípio é o da corresponsabilidade. Leigos e Leigas devem participar, como sujeitos, com vez e voz, na elaboração dos programas pastorais, nos centros de discussão e decisão nas Igrejas Particulares. Referindo-se ao projeto pastoral da Diocese, o Documento de Aparecida afirma: “Os leigos devem participar do discernimento, da tomada de decisões, do planejamento e da execução.” (n.371). Não podem, portanto, verem reduzida a sua participação apenas ao momento de encaminhar e realizar os programas, mas sentirem-se participantes desde o início, por força da sua condição de cristão batizado, habilitado pelos sacramentos do Batismo e da Confirmação, a participar plenamente da vida da Igreja.

É ainda o Documento de Aparecida que esclarece: “A evangelização do Continente, dizia-nos o papa João Paulo II, não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos. Hão de ser parte ativa e criativa na elaboração e execução de projetos pastorais a favor da comunidade. Isso exige, da parte dos pastores, maior abertura de mentalidade para que entendam e acolham o “ser” e o “fazer” do leigo na Igreja, que por seu batismo e sua confirmação é discípulo e missionário de Jesus Cristo.” (n.213).

As DGAE 2011-2015 ressaltam: “Os leigos, corresponsáveis com o ministério ordenado, atuando nessas assembleias, conselhos e comissões, tornam-se cada vez mais envolvidos no planejamento, na execução e na avaliação de tudo que a comunidade vive e faz.” (n.104.c).

O segundo princípio é o da missão. Os Documentos do Episcopado Latino-americano afirmam exaustivamente que o campo específico da ação dos leigos e leigas é o das realidades onde vivem e trabalham, ou seja, é o mundo da família, do trabalho, da cultura, da política, do lazer, da arte, da comunicação, da universidade etc.

Em função disso, “a formação dos leigos e leigas deve contribuir, antes de mais nada, para sua atuação como discípulos missionários no mundo, na perspectiva do diálogo e da transformação da sociedade. É urgente uma formação específica para que possam ter incidência significativa nos diferentes campos, sobretudo ‘no vasto mundo da política, da realidade social e da economia, como também da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos meios de comunicação e de outras realidades abertas à evangelização’ (EN 70).” (DAp 283).

As DGAE 2011-2015 incentivam a participação social e política dos cristãos leigos e leigas nos diversos níveis e instituições, nos Conselhos de Direitos, em campanhas e outras iniciativas que busquem efetivar a convivência pacífica, no fortalecimento da sociedade civil, e de controle social. Destaca também a participação na busca de políticas públicas que ofereçam as condições necessárias ao bem-estar de pessoas, famílias e povos; e a formação de pensadores e pessoas que estejam nos níveis de decisão evangelizando com especial atenção e empenho. (cf. n.115-117).

Entre os diversos espaços em que a presença dos leigos e leigas, hoje, é imprescindível destacam-se: o mundo universitário, o mundo da comunicação, e a presença pastoral junto dos políticos e formadores de opinião no mundo do trabalho, dirigentes sindicais e comunitários (n.117).

Há, portanto, no pensamento dos bispos latino-americanos e brasileiros uma condição e uma exigência para o protagonismo dos leigos. A condição é de que leigos e leigas possam ocupar o lugar que lhes cabe na vida das comunidades, sentindo-se, de fato, como sujeitos corresponsáveis na elaboração e realização de projetos e programas de evangelização. E a exigência é a sua atuação evangélica nas realidades onde vivem e atuam, para que à semelhança do fermento possam levedar toda realidade humana com a força do Evangelho.

Este é o grande desafio que hoje não só leigos e leigas enfrentam, mas todo o corpo eclesial: superar o conceito de leigo como inferior, subalterno e destinatário da ação evangelizadora; e formar leigos e leigas para que possam, nas realidades que lhe são específicas, agir como agentes eclesiais, discípulos missionários de Jesus Cristo.

Ao falar do protagonismo dos leigos é indispensável falar de verdadeira conversão pastoral, como é proposta pelo Documento de Aparecida, no espírito da comunhão e libertação (cf. n.368), ultrapassando uma pastoral de mera conversão para uma pastoral decididamente missionária (n.370).

Oxalá leigos e leigas possam exercer seu protagonismo na vida de nossas comunidades eclesiais e assumirem com renovado entusiasmo sua missão nas realidades onde, na sua maioria e na maior parte do seu tempo, estão. Isso exige coragem! O Espírito de Deus certamente não lhes faltará!

As urgências da Evangelização

Dom Odilo Pedro Scherer

No sábado passado, dia 29, tivemos nossa assembleia arquidiocesana de pastoral; ao mesmo tempo que avaliamos o caminho feito ao longo de 2011, marcado pelo destaque pastoral – “Paróquia, comunidade de comunidades” –, começamos a pensar o caminho pastoral da Arquidiocese em 2012.

O levantamento feito sobre as paróquias, ainda que incompleto, revelou que há muitas coisas boas acontecendo; ao mesmo tempo, notamos que elas precisam aprofundar o processo de conversão pastoral – “paróquia, torna-te o que tu és!” –, para serem comunidades de comunidades onde a vida e a missão da Igreja sejam realidades sempre mais perceptíveis e eficazes. De fato, é nas comunidades paroquiais que o rosto e o jeito da Igreja aparece mais concretamente. Ou fica descaracterizado.

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015 nos ajudarão a dar passos no próximo ano; tentaremos levar a sério as urgências pastorais nelas apontadas, tomando consciência delas e respondendo a elas com o desejo de ser fiéis à missão da Igreja aqui, concretamente, em nossa Arquidiocese, conforme é propósito do nosso 10º Plano de Pastoral: “Ser Igreja discípula e missionária na cidade de São Paulo”.

A primeira urgência é que precisamos ser uma Igreja em estado permanente de missão. Não se faz missão apenas de vez em quando, pois a Igreja é missionária por sua própria natureza e por vontade de seu fundador: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19). Devemos passar de uma pastoral apenas de conservação para uma pastoral decididamente missionária, em todas as iniciativas e em todos os momentos da vida das nossas comunidades, onde a preocupação missionária esteja sempre presente.

Outra urgência é fazer com que a Igreja, em nossas paróquias, seja “casa de iniciação à vida cristã”. É fato que a maioria dos nossos batizados nunca fez uma verdadeira iniciação à vivência cristã e eclesial e, por isso, sente-se distante da fé e da vida da Igreja, não se identificando com elas. Como superar isso, a não ser através de um envolvimento multiforme, intenso, alegre, verdadeiro e gratificante na experiência da fé e da vida eclesial? Nossas comunidades precisam ser esses espaços e “lugares” da experiência cristã, que leva a ser discípulos missionários de Cristo.

A terceira urgência mostrada pelas Diretrizes é fazer a animação bíblica da pastoral e da vida da Igreja. Esta tem sua base na Palavra de Deus e não num discurso que ela mesma produz, ou que ela inventa conforme o gosto e as tendências do momento. A Igreja e cada cristão precisam orientar-se pela Palavra de Deus e nela buscar continuamente o fundamento e a força do seu agir no mundo. Temos muito que trabalhar para que a Palavra de Deus seja mais conhecida, acolhida e vivida! Desconhecer a Escritura é desconhecer a Cristo, já dizia São Jerônimo.

A quarta urgência nos confirma naquilo que estamos procurando fazer: que nossas paróquias sejam, de fato, comunidades de comunidades. O individualismo da cultura atual pode tomar conta também da vida cristã; no entanto, nós somos cristãos, não apenas individualmente, mas membros da “família de Deus”, que se manifesta nas muitas expressões do viver comunitário da Igreja. As paróquias precisam continuar a formar mais comunidades; pequenas comunidades dentro da grande comunidade, onde seja mais real este “viver como irmãos”, que aprendemos de Jesus no Evangelho.

Quinta urgência é trabalhar para a vida plena para todos. Jesus disse que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância”; hoje, a vida humana e a da natureza, dom de Deus e casa que nos abriga e sustenta, estão ameaçadas de muitas formas, são desprezadas e até esmagadas. A fé no Deus da vida nos leva a valorizar, defender e amar a vida.em todas as suas expressões mas, de maneira especial, a vida humana. E, com esta urgência, acrescentamos ainda a atenção especial à juventude. A evangelização da juventude é crucial para o presente e o futuro da Igreja e da sociedade. E temos uma ocasião ímpar para fazê-lo, mediante a preparação da Jornada Mundial da Juventude de 2013, no Rio de janeiro.

Começa em Aparecida a assembleia dos bispos

Teve início na manhã desta quarta-feira, 4, e segue até o próximo dia 13, a 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento acontece pela terceira vez no Santuário Nacional de Aparecida. As duas anteriores, 2ª e 8ª aconteceram nos anos de 1954 e 1967, respectivamente.

Dois temas centrais serão discutidos este ano: o primeiro as eleições da nova presidência da CNBB e Comissões Episcopais, e o segundo a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o quadriênio (2011-2015).

Desta vez o evento ocupa, temporariamente, o espaço do Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, ao lado do Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP). São 16.500 metros quadrados divididos em 40 salas e o auditório principal com 450 lugares para as principais discussões do evento, segundo informou o engenheiro da Lótus Empreendimentos, empresa que gerencia e implanta projetos para o local da Assembleia, Eric Pelogia Pieri.

Cerca de 400 funcionários do Santuário Nacional de Aparecida trabalham para a realização do acontecimento. Os mais de 300 bispos presentes na Assembleia estão hospedados em quatro hotéis da cidade, próximos ao Santuário Nacional. “Nós acabamos de concluir a penúltima fase do Centro de Eventos. Ele ainda terá uma última fase para ficar totalmente concluído. Está sendo utilizada boa parte de estrutura móvel que ainda ficará assim até a próxima Assembleia de 2012”, disse o responsável pela estrutura do local e ecônomo do Santuário Nacional, padre Luiz Cláudio Alves de Macedo.

Ao todo há cinco empresas envolvidas com a estrutura da 49ª AG. Segundo o engenheiro da Lótus Eric Pelogia, a estrutura física com divisórias foi pensada para a melhor circulação e aproveitamento de espaço do evento. “Como é um local temporário, nós optamos por usar divisórias que deu um aspecto visual e de ocupação do espaço muito bom. Nós (Lótus) coordenamos as empresas contratadas, cada uma na sua especificidade: montagens, instalações, informática”, explicou o engenheiro.

Ao longo da 49ª AG terá à disposição dos bispos uma equipe médica que realizará campanhas de vacinação e todos os tipos de atendimento: simples, de urgência e emergência. A equipe é formada por dois médicos (um em cada turno) e duas técnicas em enfermagem que estarão de plantão ao longo de todo o evento. Uma UTI móvel também está à disposição da equipe. A primeira campanha de vacinação contra a gripe tem início hoje, 4. A equipe é coordenada pelo médico Dr. Francisco Roberto Monteiro, gerente do Departamento Médico do Santuário.

Expectativas

O subsecretário adjunto geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, padre Antônio Silva da Paixão (Nequinho) disse estar animado com o local da Assembleia, principalmente porque o novo local trouxe o evento para junto do povo. “O ambiente é muito acolhedor e, ao lado disso tem toda a mística própria do lugar que vai favorecer o desenvolvimento desta Assembleia. Ao mesmo tempo temos outra riqueza que é a proximidade com o romeiros que vêm de todas as partes do Brasil em busca das bênçãos de Nossa Senhora Aparecida”, disse Nequinho.

Futuro

O reitor do Santuário Nacional de Aparecida, padre Darci José Nicioli, antecipou o andamento dos trabalhos da estrutura fixa da Assembleia Geral da CNBB, que, segundo ele, deverá começar a ocupar o novo espaço a partir de 2013. “A estrutura física da Assembleia está sendo construída na Cidade do Romeiro que fica a 800 metros da Basílica. São 180 mil metros quadrados e 330 apartamentos que deverão hospedar todos os envolvidos com o evento. Em 2015 toda a estrutura estará concluída”, antecipou o reitor.

Assembleia da CNBB começa dia 4 em Aparecida

Começa, na próxima quarta-feira, 4, em Aparecida (SP), a 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Esta será a terceira vez que a CNBB faz sua Assembleia em Aparecida. As duas anteriores aconteceram em 1954 e 1967, respectivamente, 2ª e 8ª Assembleias.

Dois temas marcarão, de forma especial, a assembleia deste ano: as eleições e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Serão eleitos, para um mandato de quatro anos, o presidente, vice-presidente e secretário geral.

Além destes, os bispos elegerão, também para um mandato de quatro anos, os presidentes das Comissões Episcopais Pastorais, que atualmente são dez. Estes presidentes de Comissões com os três membros da Presidência formam o Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep).

O texto das novas Diretrizes, que também têm duração de um quadriênio, foi elaborado por uma Comissão de bispos, presidida pelo arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário da Silva, e assessorada por peritos. A base do texto são as atuais Diretrizes, aprovadas em 2008 incorporando o conteúdo do documento final da V Conferência do Episcopado da América Latina e Caribe, realizada em 2007, em Aparecida (SP), e outros documentos da Igreja publicados desde então, como a recente Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Verbum Domini” do Papa Bento XVI.

Outros temas estarão na pauta dos bispos como as Diretrizes para o Diaconato Permanente, assuntos de liturgia, assuntos da Comissão Pastoral para a Doutrina da Fé, situação dos povos indígenas, análise da conjuntura eclesial e social, assuntos de Comunicação, Jornada Mundial da Juventude, 5ª Semana Social Brasileira.

A Igreja no Brasil tem 456 bispos, sendo 301 na ativa e 155 eméritos. Estão inscritos para a Assembleia 336 (296 da ativa e 40 eméritos). Outras 119 pessoas participam da Assembleia como assessores, peritos, convidados, colaboradores, prestadores de serviço, totalizando 455 pessoas.

Programação

Os trabalhos começarão todos os dias com a missa às 7h30, no Santuário Nacional de Aparecida, com transmissão pelas TVs e rádios de inspiração católica. No domingo, 8, a missa será ao meio dia. As demais atividades ocorrerão no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho, no pátio do Santuário. Serão duas sessões de trabalho pela manhã, começando às 9h15, e duas à tarde, começando com a oração às 15h30 e terminando às 19h30.

No sábado, 7, só há trabalho pela manhã porque à tarde tem início o retiro espiritual dos bispos, que será orientado pelo prefeito da Congregação para os Bispos, cardeal Marc Ouellet. O retiro termina no domingo com a missa ao meio dia no Santuário.

Todos os dias (exceto sábado e domingo), às 15h, haverá Coletiva de Imprensa, na Sala de Imprensa da Assembleia. Serão designados três bispos para atender à imprensa. A coletiva será coordenada pelo porta-voz da Assembleia, dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro e presidente da Comissão Episcopal para a Educação, Cultura e Comunicação da CNBB.