inclusão

Acontece amanhã encontro da Pastoral das Pessoas com Deficiência

Amanhã, dia 23 de novembro, acontece o 7º EconFrater (Encontro Fraternidade e Pessoas com Deficiência). No evento será debatido o protagonismo das pessoas com deficiência na Igreja e na sociedade.

Data: 23 de novembro
Horário: das 8h às 17h
Local: Colégio Espírito Santo
Rua Tuiuti, 1.442 – Tatuapé
Próximo à Estação Tatuapé do metrô
(entrada pela rua martins Pena s/nº, portão 2)

A sua presença e participação são muito importantes!

Representante vaticano na ONU defende inclusão social para combater a fome no mundo

Debelar a fome no mundo superando as exclusões sociais, promovendo justiça e respeito por todo ser humano: foi a recomendação do observador permanente da Santa Sé na ONU, Dom Francis Chullikatt, expressa nesta terça-feira à segunda comissão da 68ª sessão da Assembleia Geral, em Nova York.

“A fome, como todas as formas de pobreza, é causada pela exclusão social”, explicou e denunciou o arcebispo: “Os atuais níveis de produção são suficientes para que todos possam se alimentar, mas milhões de pessoas ainda padecem a fome”.

“Isso é verdadeiramente vergonhoso”, comentou o representante do vaticano, acrescentando: “1,3 bilhão de tonelada de alimento é desperdiçado a cada ano e, citando palavras do Papa Francisco, ressaltou que “quando o alimento é desperdiçado, é roubado da mesa dos pobres”.

Citando ainda o Pontífice, Dom Chullikatt pediu que se “superem as tentações do poder, da riqueza e do interesse pessoal para servir à família humana”. Significa trabalhar para “promover uma vida digna para todos”. Significa “pensar nos que vivem à margem da sociedade – explicou – e no bem-estar das gerações presentes e futuras”.

O observador vaticano convidou a entrelaçar os temas da segurança alimentar com a não discriminação e acesso ao alimento para todos.

“Muitas vezes – denunciou – o acesso ao alimento se torna uma arma para controlar ou subjugar os povos, ao invés de ser um instrumento para construir comunidades pacíficas e prósperas.”

Daí, alguns princípios orientadores para uma efetiva distribuição do alimento: em primeiro lugar, o princípio da subsidiariedade, que significa conceber “as atividades humanas em nível mais local e direto possível a fim de assegurar o máximo da participação”, explicou.

Nisso, “as realidades maiores têm a responsabilidade de dar apoio às menores”, recomendou. Em seguida, evidenciou que subsidiariedade significa não somente dar alimento às pessoas, mas ajudá-las a ser autossuficientes. Por fim, Dom Chullikkatt ressaltou que “a fome é um problema humano que requer soluções baseadas na comum humanidade”.

Fonte: News.VA

Assembleia da 5ª SSB concluída com apresentação de carta compromisso

Após um processo iniciado em 2011, com a participação das diversas comunidades de norte a sul do país, foi concluída hoje, 5 de setembro, em Brasília (DF) a Assembleia da 5ª Semana Social Brasileira (SSB). O evento, iniciado na última segunda-feira, reuniu cerca de 250 pessoas, delegados dos Regionais da CNBB, das pastorais e movimentos sociais. Após o debate do tema “Estado para quê e para quem?”, os participantes reafirmaram, em carta compromisso, o desejo de refundação de um Estado, com as marcas da inclusão e da igualdade social.

“Este foi um processo que contribui muito com a construção do Estado que a nação brasileira espera. Nós entendemos a necessidade da existência do Estado, mas criticamos o que está aí. E entendemos que a participação popular é fundamental para a construção desse Estado do Bem Viver”, explica dom Guilherme Werlang, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB.

A Reforma Política foi vista pelos participantes da SSB como fundamental para reforçar a democracia direta, participativa e representativa. A carta compromisso, entretanto, não é dirigida aos agentes do Estado, como explica o padre Nelito Dornelas, coordenador da Semana Social. “Nós não estamos nos dirigindo nessa carta ao governo, mas a nós mesmos. São os movimentos sociais, as comunidades de base, tomando consciência de seu papel na construção de um novo Estado”.

Carta compromisso

O texto foi construído com as colaborações das oficinas realizadas durante a Assembleia, que partiu do resultado dos debates realizados nos seminários regionais. O consenso foi que o protagonismo dos movimentos sociais é fundamental no processo de Reforma Política. Os participantes também assumiram o apoio à Campanha de defesa dos Territórios Pesqueiros.

Para ler a íntegra da carta, clique aqui.

Fonte: CNBB

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Leonardo Boff

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais”, onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida me avaliza fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e para “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa se fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, enfim, a melhorar de vida.

Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituídas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

Conferência Nacional exibe exposição fotográfica de ex-menino de rua

Agência Adital

O Centro de Convenções Ulisses de Guimarães em Brasília (DF), recebe desde segunda-feira, 7, a exposição fotográfica “Os 10 anos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) sob o olhar de um ex-menino de rua”, de Leonardo Duarte, dando continuidade aos eventos da 8ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que segue até o dia 10 deste mês.

O fotógrafo é natural do município de Juazeiro do Norte, Ceará, e foi para São Bernardo do Campo com 12 anos, onde vendia balas em ônibus e nas portas de fábricas. O interesse pela fotografia surgiu quando ganhou do repórter Paulo Giandalia, da Folha de São Paulo, três rolos de filme.

Hoje Leonardo é fotógrafo e professor de fotografia da Fundação Criança de São Bernardo do Campo, que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Para conhecer o seu trabalho, acesse www.duarteleonardo96.blogspot.com.

MST recebe apoio de CNBB e ABI pela revisão dos índices

Diante da ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade, o MST recebeu apoio na luta pela revisão dos índices de produtividade do presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Pedro Luiz Stringhini, e do presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício de Lima Azêdo.

“Solidarizamo-nos com as centenas de famílias acampadas, algumas delas há muitos anos, às margens das estradas em todo o território brasileiro”, afirma Dom Pedro Luiz, em nota enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual defende a atualização dos índices de produtividade (leia abaixo versão integral). “As Pastorais Sociais compartilham a convicção de que a reforma agrária contribui para a superação da situação de miséria e abandono dos acampados, muitos deles crianças e idosos. Sobretudo, permite destinar as terras, prioritariamente, para a produção de alimentos e a preservação ambiental”.

O presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício de Lima Azêdo, assinou o Manifesto em Defesa da Democracia e do MST. Segundo o documento, “o compromisso do governo de rever os critérios de produtividade para a agricultura brasileira, responde a uma bandeira de quatro décadas de lutas dos movimentos dos trabalhadores do campo. Ao exigir a atualização desses índices, os trabalhadores do campo estão apenas exigindo o cumprimento da Constituição Federal, e que os avanços científicos e tecnológicos ocorridos nas últimas quatro décadas, sejam incorporados aos métodos de medir a produtividade agrícola do nosso País.

O manifesto, que recebeu mais de 3500 assinaturas, foi lançado por intelectuais, escritores, artistas, partidos, entidades nacionais e internacionais. O texto avalia que a ameaça de criação de uma CPI contra o MST é uma represália à bandeira da atualização dos índices de produtividade. “É por essa razão que se arma, hoje, uma nova ofensiva dos setores mais conservadores da sociedade contra o Movimento dos Sem Terra – seja no Congresso Nacional, seja nos monopólios de comunicação, seja nos lobbies de pressão em todas as esferas de Poder”, afirma o manifesto.


A seguir a íntegra da carta enviada por D. Pedro Luiz ao presidente Lula:

Excelentíssimo Senhor
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil

Nós, agentes de pastoral, coordenadores e coordenadoras nacionais e regionais, assessores e bispos referenciais das pastorais sociais, presentes no Encontro Nacional das Pastorais Sociais da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, através deste comunicado, solidarizamo-nos com as centenas de famílias acampadas, algumas delas há muitos anos, às margens das estradas em todo o território brasileiro.

A Constituição Brasileira determina que uma propriedade cumpra sua função social para que o seu proprietário continue tendo direito de posse sobre ela. Segundo a Constituição, os índices de produtividade determinam se uma propriedade é produtiva ou não. De acordo com a Lei, estes dados deveriam ser atualizados periodicamente, levando em conta os avanços tecnológicos e o emprego de novos conhecimentos na produção agrícola.

No início do mês de agosto, Vossa Excelência afirmou que, num prazo máximo de 15 dias, iria atualizar os índices de produtividade da terra, o que representaria avanço no processo de reforma agrária no Brasil. Com esta atualização, os órgãos responsáveis pela reforma agrária passam a ter mais agilidade e ferramentas para determinar que as propriedades cumpram sua função social ou venham a ser desapropriadas para fins de reforma agrária.

A sociedade tem assistido os ataques ao Governo por parte de latifundiários contrários à atualização desses índices. O próprio Ministério da Agricultura se recusou a assinar a portaria interministerial determinada pelo senhor Presidente da República.

Os índices de produtividade utilizados pelo INCRA a partir de dados do IBGE de 1975 estão defasados. Por isso, a atualização dos índices de produtividade é pauta de mobilização dos movimentos de luta pela terra, e do Fórum Nacional de Reforma Agrária.

As Pastorais Sociais compartilham a convicção de que a reforma agrária contribui para a superação da situação de miséria e abandono dos acampados, muitos deles crianças e idosos. Sobretudo, permite destinar as terras, prioritariamente, para a produção de alimentos e a preservação ambiental.

Reafirmando nosso compromisso com o povo do campo, os indígenas, as comunidades negras e quilombolas, que lutam cotidianamente pela democratização da terra, solicitamos a Vossa Excelência, em cumprimento do que estabelece a Constituição Federal, a assinatura do decreto que atualiza os índices de produtividade no campo.

Na oportunidade, expressamos a Vossa Excelência os sentimentos de grande respeito, apreço e confiança.

Fraternalmente,

Dom Pedro Luiz Stringhini
Presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz
CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Quem dizeis que EU SOU ?

A pergunta de JESUS é um tanto desconcertante! Alguém que te pergunta diretamente: Para você quem sou eu?

O que significo para você? Que importância tenho na sua vida?

O Evangelho de Marcos quer responder a pergunta: Quem é JESUS? e hoje traz, também, outra pergunta: Quem é o díscipulo de JESUS?

A resposta dos díscipulos mostra a dificuldade de entender a missão de JESUS e quem ELE é.

João Batista, Elias, algum dos profetas, que Messias esperavam?

Pedro declara: Tu és o Messias!

O Messias que segundo o discernimento de JESUS passará por terrivel sofrimento, rejeição e será executado.

O próprio Pedro não aceita um Messias assim, sofrido, rejeitado, condenado, executado. Assim não dá!!

JESUS explica com toda claridade, não engana, não promete poder e sucesso.

A CRUZ é sinal de vida e liberdade, é consequência da fidelidade ao PAI, não é castigo ou vontade de DEUS, é castigo e vontade dos homens que não querem mudar o sistema que domina e oprime os indefesos e fracos da história.

DEUS não quer o sofrimento, não aceita a não ser o sofrimento que surge de toda resistência contra o sofrimento.

Por isso JESUS sofreu. Porque se posicionou firmemente ao lado de todas as vítimas do sofrimento  humano, seja qual for a causa desse sofrimento. Esta é a reflexão do Pe. Castilho em seu livro sobre espiritualidade.

Ser díscipulo de JESUS é com ELE carregar a CRUZ, sem  levar em conta a sua vida, para ganhá-la e não perdê-la.

Quem em qualquer tempo posicionar-se a favor dos que sofrem em consequência das injustiças e da maldade sofrerá, será rejeitado.

A CRUZ é sinal dos que resistem em nome da vida, da vida dos fracos, indefesos e esquecidos, a CRUZ não é vontade de DEUS mas resultado para quem se compromete com sua vontade de vida para todos, de partilha e solidariedade.

O executado na CRUZ, o CRUCIFICADO é o DEUS solidário que se faz pequeno e fraco e com sua morte e ressurreição denuncia e anuncia.

Denuncia a ganância , o poder exercido com crueldade, a acumulação, o desprezo pelos fracos e pequenos.

Anuncia  o REINO de DEUS onde todos como irmãos viveremos livres de toda exclusão!!

Sempre tenho presente um pensamento de Santa Edith Stein: Só conhece a cruz quem passa por ela. Amém!!


Assista à homilia da Missa de 13/09/2009:

JESUS nos faz ouvir, falar e agir !

O texto de Marcos que neste domingo é proclamado pode estar querendo nos dizer:

JESUS está querendo fazer com você o mesmo que fez com aquele surdo do Evangelho!

Se vivemos surdos a mensagem de JESUS, se não entendemos seu projeto, nem captamos seu amor aos que sofrem, nos fecharemos em nossos problemas e não escutaremos os do povo. E não saberemos anunciar nenhuma boa notícia. Deformaremos a mensagem de JESUS.

Para muitos será difícil entender o nosso EVANGELHO, como nos ensina José Antonio Pagola.

JESUS tira a exclusão, o que aliena, o que impede a comunicação e a comunhão.

JESUS diz ABRA-TE, abrindo o ouvido a pessoa não está mais à margem, pode falar e ouvir, comunicar-se e comunicar as maravilhas de DEUS!

Jesus tocando o surdo mudo, é o próprio DEUS que se ocupa de quem não podia ouvir nem falar, ou seja, ele está reintegrando em sua dignidade e identidade alguém que fora privado da vida.

O curado passa a anunciar a evangelizar.

SENHOR, abre os meus ouvidos para TE ouvir para que possa anunciar a TUA presença e o TEU Amor!


Assista à homilia da missa de 06/09/2009: