Jesus Cristo

O crucificado VIVE!

JESUS está VIVO e caminha conosco!
A morte não o destruiu, não tem poder sobre ELE.

JESUS venceu as forças da morte e da destruição e está VIVO, caminhando com os pequenos e enfraquecidos que NELE acreditam e anunciam a sua Vitória!

Celebrar a Páscoa é exigente e maravilhoso, é percepção da vida para além do que se vê, é mais que uma reflexão ou experiência, mais que um fato histórico. É a vida que não se aprisiona, que supera a dor e se perpetua, além do espaço e do tempo.

JESUS ressuscitado não é um fantasma, um corpo morto reanimado, é força de vida, é mistério de Amor. JESUS GLORIFICADO é pessoa, é presença que se pode ver e tocar.

O encontro com JESUS ressuscitado é um presente. Os discípulos não fazem nada para provocá-lo.

É Ele que toma a iniciativa. É ELE que se apresenta cheio de VIDA, fazendo-os sair do desânimo e da incredulidade. JESUS os surprende!

Celebrar a Páscoa é crer e anunciar, viver e resistir, esperar e não desanimar!

A ressurreição é Esperança. É a mensagem e a promessa de esperança. Se a ressurreição não acontece dentro da história, mas além dela, é lógico dizer que a ressurreição se aceita, não por uma evidência que se impõe, senão pela FÉ que se aceita e se VIVE. Sabemos que a fé é um ato livre, que se baseia em uma decisão livre.

A liberdade se vive em meio a inseguranças e conflitos.

A Páscoa é fonte de ESPERANÇA!


Assista abaixo à homilia da Missa da Páscoa:

Assista abaixo à homilia da Missa da Vigília Pascal:

Veja também abaixo as fotos da missa do fogo novo:

Páscoa e crise

Dom Demétrio Valentini

À primeira vista, parece que páscoa não tem nada a ver com crise. Na verdade, a páscoa surgiu da mais antiga, e da mais natural das crises, a crise do ciclo anual da vida em nosso planeta.

Faz parte da dinâmica da vida a luta constante pela sobrevivência. O momento mais preocupante é quando a vida aparentemente perde sua força, no declínio do inverno, e ameaça se extinguir.

É então que surge o prodígio maior. De dentro da morte, as forças vitais se reaglutinam, e todo o universo parece conspirar em favor da vida, que retoma vigor e exuberância na manifestação da primavera.

Foi para celebrar este triunfo natural da vida sobre as forças da morte que surgiu a primitiva páscoa. Antes de ser apropriada pelo povo de Israel como festa histórica de sua libertação do Egito, a páscoa já era celebrada pelos povos que experimentavam com mais intensidade o contraste entre os rigores do inverno e os encantos da primavera.

A páscoa começou sendo a festa que cantava a vitória da vida sobre a morte em nosso planeta.

Neste contexto, o declínio da vida, por seu esgotamento natural e pelas condições adversas do inverno, era a oportunidade para o reencontro das energias que lhe davam novo impulso. A crise era oportunidade de renovação. Fazia parte do processo vital, e era integrada na sua dinâmica normal.

Os processos naturais servem de parábola e de inspiração para a história humana. Nesta, a realidade toma as variadas feições dos fatos concretos. Mas a sua trajetória traz também as marcas da luta pela sobrevivência.

Num primeiro estágio, a vitória de uns parece implicar necessariamente na derrota de outros. A própria narrativa da libertação de Israel implica a eufórica descrição da morte dos egípcios aos borbotões.

Foi preciso o testemunho de Cristo, constituído em nova e definitiva páscoa, para entendermos que o segredo da vida humana está em sua doação. Dando sua vida por amor, Cristo vence a morte, com a vitória de sua ressurreição.

Esta simbologia da fé não nos exime de enfrentar o desafio de perceber a gravidade da crise atual. Ela não se enquadra no ritmo normal dos ciclos da vida. É fora de série. Ela não se cura com uma páscoa. Ela aponta para desvios mais graves, cometidos pela civilização atual, que ameaçam a própria vida do planeta. A crise ecológica se constitui na advertência mais eloqüente, capaz ainda de sensibilizar as consciências.

Quando avisaram Jesus que seu amigo Lázaro estava enfermo, não foi logo visitá-lo. Esperou que morresse, para depois ressuscitá-lo. “Esta doença é para que se manifestem os desígnios de Deus”.

Agora também. Não adianta ter pressa diante desta crise, que pede muito mais do que mudanças superficiais. Primeiro é preciso deixar morrer muitas ilusões, produzidas por um modelo de civilização marcado pela depredação da natureza, pelo acúmulo e desperdício, e pela desigualdade produtora de miséria e de violência.

Esta crise precisa nos ensinar os caminhos do respeito pela natureza, da justiça na organização social, e da fraternidade nos relacionamentos humanos.

Desta vez, a páscoa nos remete à sexta-feira santa. Antes de terminar a crise, há muitos equívocos que ainda precisam ser exorcizados.

Hans Küng : O que significa e o que não significa “ressurreição”

Teólogo católico, Küng vive desde 1967 em Tübingen, onde leciona na Universidade. Por suas posições firmes diante de Roma, sofreu duras represálias, que em 1979 culminaram na cassação de sua autorização canônica para lecionar Teologia em instituição superior católica. A partir desse fato, criou o Instituto de Pesquisas Ecumênicas, como unidade autônoma em relação à Faculdade de Teologia Católica. Em 1990, ao encerrar sua carreira na Universidade, Hans Küng lançou o Projeto de Ética Mundial. Recentemente, em setembro de 2005, o papa Bento XVI surpreendeu a opinião pública mundial ao receber Küng para uma longa conversa amigável, na residência de Castel Gandolfo.

Também no Brasil, a obra de Küng Projeto de Ética Mundial. Uma moral ecumênica em vista da sobrevivência humana (São Paulo: Paulinas, 1992) foi marco fundador de uma discussão que, pela premência dos fatos, frutificou rapidamente e continua a angariar apoio. Seguiu-lhe a publicação de Uma ética global para a política e a economia mundiais (Petrópolis: Vozes, 1999). A obra mais recente de Hans Küng, traduzida para o português é O princípio de todas as coisas. Ciências Naturais e Religião (Petrópolis: Vozes, 2007). Sua última obra intitula-se Umstrittene Wahrheit. Erinnerungen (München-Zurich: Piper, 2007), traduzida em várias línguas. A tradução espanhola acaba de ser lançada.

Confira o artigo

É claro que os testemunhos mais antigos e mais curtos do Novo Testamento não apresentam a ressurreição de Jesus como uma devolução da vida mundana – portanto, não estabelecem uma analogia com a devolução da vida pela mão dos profetas no Antigo Testamento. Não, do ponto de vista do horizonte de esperança apocalíptico-judaico trata-se nitidamente do enaltecimento do Nazareno assassinado e sepultado por Deus e para junto de Deus, para junto de um Deus que ele próprio chama “Abba”, Pai.

Afinal, o que significa “Auferweckung”, uma palavra que transmite uma imagem, que significa literalmente despertar do sono? Agora posso responder resumidamente à pergunta:

– Ressurreição não significa o regresso a esta vida espaço-temporal. A morte não é anulada (não se trata da animação de um cadáver). Pelo contrário, a morte é definitivamente superada. Trata-se da entrada numa vida totalmente diferente, imperecível, eterna, “celestial”. A ressurreição não é um “fato público”.

– Ressurreição não significa uma continuação desta vida espaço-temporal. O fato de se falar em “depois” da morte é enganador; a eternidade não é determinada por um antes nem por um depois temporais. Pelo contrário, significa uma nova vida na esfera de Deus, invisível, incompreensível, que rompe com as dimensões de espaço e tempo, simbolicamente designado por “Céu”.

– Ressurreição significa positivamente o seguinte: Jesus não morreu para dentro do Nada. Pelo contrário, morreu para dentro de uma realidade última e primeira, inconcebível, englobante. Foi recebido por essa realidade verdadeira a que chamamos Deus. O que espera o Homem ao encontrar o seu Eshaton, o fim da sua vida? Não o Nada, mas sim Tudo, isto é, Deus. O crente sabe desde então que a morte é a passagem para Deus, é a retirada para junto de Deus, nesse domínio que supera todas as ideias, que nenhum Homem alguma vez viu, alheio ao nosso toque, entendimento, reflexão e fantasia! A palavra mistério é bem empregue para descrever a ressurreição para a vida nova, porquanto se trata do domínio primordial de Deus.

Dito de outro modo, a fé dos discípulos é – tal como a morte de Jesus – um acontecimento histórico (apreensível por meios históricos); por sua vez, a ressurreição através de Deus para a vida eterna não é um acontecimento histórico, visível e imaginável, nem biológico. Todavia, trata-se de um acontecimento real na esfera de Deus. O que significa isto? O que significa “viver”? Um olhar para o quadro da ressurreição de Grünewald adverte-nos para o fato de o ressuscitado não ser meramente um outro ser puramente celestial, continua possuindo o corpo e a alma do homem Jesus de Nazaré, o crucificado. E a ressurreição não transforma este homem num fluido indeterminado, fundido com Deus e com o universo. Este homem permanece também na vida de Deus, o homem determinado, inconfundível que foi, porém, sem as limitações espaço-temporais da sua figura mundana! Daí a transição do seu rosto para pura luz em Grünewald. Segundo os testemunhos das escrituras a morte e a ressurreição não anulam a identidade da pessoa, mas preservam-na numa forma inimaginável, transformada, numa dimensão completamente diferente.

A consequência? Atualmente para nós, com formação científica, tem que se falar claramente. Para que a identidade da pessoa seja preservada, Deus não necessita dos restos físicos da existência mundana de Jesus. Estamos perante a ressurreição para uma forma de existência totalmente diferente. Talvez a possamos comparar com a existência das borboletas, que saem do casulo da lagarta. Tal como esse ser vivo deixa a velha forma de existência (“lagarta”) e aceita uma nova forma de existência inimaginável, liberta e leve (“borboleta”), assim podemos imaginar o processo de transformação de nós mesmos através de Deus. Uma imagem. Não estamos obrigados a qualquer tipo de ideias fisiológicas de ressurreição.

Afinal a ressurreição está ligada a quê? Não ao substrato constantemente a mudar ou aos elementos deste corpo particular, mas sim à identidade dessa pessoa inconfundível. O caráter físico da ressurreição não exige – nem outrora nem hoje – que o corpo morto seja reanimado. Pois, Deus ressuscita o Homem numa nova forma, inimaginável, como consta do paradoxo de Paulo: como “soma pneumatikón”, de “caráter físico-espiritual”. Com estas palavras, de fato, paradoxais, Paulo pretendia transmitir-nos simultaneamente as seguintes duas mensagens: continuidade – porque o “caráter físico” representa a identidade da pessoa até ao momento, que se desfaz, como se a história vivida e sofrida até ao momento se tivesse tornado irrelevante – e, simultaneamente, descontinuidade – porque o “caráter espiritual” não representa simplesmente a continuação ou a reanimação do antigo corpo, mas sim a nova dimensão, a dimensão do infinito, que depois da morte de tudo o que é finito se transforma, tem seu efeito.

Com Ele ressuscitaremos

Dom Nelson Westrupp

Num mundo repleto de “ossos ressequidos” (cf. Ez 37, 1-14), infestado de corrupção, violência, ódio, morte e falta de segurança (cf Texto Base – CF-2009); num mundo refugiado no túmulo de seu egoísmo e individualismo; num mundo enterrado no túmulo de sua agressividade e intolerância, de sua indiferença social, moral e religiosa, de sua insensibilidade diante de crianças nascidas e não-nascidas, diante de menores e anciãos abandonados, diante dos doentes mal amparados, dos desempregados, dos que passam fome de pão e têm sede de justiça, dos encarcerados e massacrados nas prisões, diante dos mais desprotegidos, menosprezados e dos mais pequeninos…

A este mundo tão sombrio e desolador, em que vemos seres humanos sem alento de vida, de ideais, de esperança e de amor, prolongando seu passado sem perspectivas de futuro, a este mundo somos enviados a proclamar o Senhor da Vida e da Esperança. A este mundo em pânico e cheio de morte física e moral por todos os lados, somos convidados a anunciar apressadamente que o “túmulo está vazio” (cf. Jo 20, 18), que Cristo ressuscitado derrotou o pecado, a causa de todos esses males…

Cristo é a Porta da Vida e da Libertação de todos os pecados e de todas as drogas que anestesiam e matam o coração humano.

Páscoa é a vitória da Vida sobre a morte. “Sabemos que Cristo, ressuscitado dos mortos, não morre mais. A morte não tem mais poder sobre Ele” (Rm 6, 9). A vida e a morte enfrentaram-se, e a Vida triunfou para sempre.

A imagem do “homem novo” que resplandece sobre o rosto de Cristo glorioso leve a todos a reconhecer o valor intocável da vida humana. Assim, estaremos dando respostas concretas às exigências inadiáveis da justiça e da paz, onde o ser humano não é respeitado em seus direitos fundamentais…

Para nós, a Páscoa é o encontro feliz com o Ressuscitado, é a alegria de vê-Lo no meio dos discípulos repartindo o pão nosso de cada dia e o Pão da Vida. Nada e ninguém é capaz de causar maior alegria ao nosso coração do que a presença de Cristo ressuscitado. Ele continua vivo, Deus-conosco, acompanhando nosso peregrinar na fé, fazendo nosso coração arder de amor e de esperança.

Cabe a nós agora sermos mensageiros da Ressurreição do Senhor Jesus. Antes, porém, precisamos passar pela mesma experiência das testemunhas designadas de antemão por Deus (cf. At 10, 41). Precisamos percorrer o mesmo caminho percorrido por Maria Madalena e fazer a mesma corrida de Pedro e do discípulo amado (cf. Jo 20, 1-8). Só quem fizer a experiência de fé em Cristo vivo e ressuscitado terá olhos e ouvidos pascais para ver e ouvir o clamor dos que ainda são impedidos de ressurgir para uma Vida Nova. A Páscoa terá sabor de vida nova, se tivermos um coração para amar, para ser solidário e para repartir misericórdia com os últimos da sociedade.

O encontro pessoal com Jesus Cristo ressuscitado renove nossa missão de testemunhar que Ele está no meio de nós e que com Ele ressuscitaremos.

A todos/as os queridos/as leitores/as, votos de uma santa e feliz Páscoa.

Via Sacra e Segurança Pública

Carlos Alberto Beatriz

Na Via Sacra do dia 03/04/09, o propósito da Comunidade de percorrer, com Jesus, a lembrança do caminho do Calvário, à luz de velas. A pouca iluminação mostrou um paralelo com a fragilidade da segurança pública.

Foi bonito ver o Padre Júlio acendendo as velas em cada Estação, que por sua vez estavam delicadamente arranjadas pelas equipes da Universidade São Judas.

Apesar da tristeza de cada momento da Via Sacra, a Luz de Jesus ia iluminando a oração de todos que caminhavam em procissão dentro da Capela São Judas Tadeu. Essa oração nos leva para a Páscoa.

No final, os homens da Comunidade São Miguel Arcanjo se colocaram ao lado de Nossa Senhora das Dores e rezaram uma dezena do Terço, acompanhados pelas mulheres. Depois de termos feito a reflexão de todo o sofrimento de Jesus até o Calvário, a imagem de Nossa Senhora emocionou a todos.

As fotos mostram que mais pessoas vieram para essa Via Sacra e rezaram pela melhoria da Segurança Pública. Nesse sentido, ficou a expectativa para a visita na Igreja São Miguel do Capitão PM Tânia, neste sábado, antecedendo à Procissão de Ramos, exatamente para conversar sobre a Segurança, tema da Campanha da Fraternidade.

Veja abaixo as fotos da Via Sacra:

Fotos de Carlos Alberto Beatriz

Domingo de Ramos!

O Domingo de Ramos abre a Semana Santa, durante a qual celebraremos os mistérios mais profundos da nossa fé.

A celebração deste domingo nos prepara para seguirmos a JESUS, para estarmos disponíveis ao seu AMOR!

JESUS caminha para Jerusalém, caminho difícil e exigente de enfrentamento das forças do mal e do poder que não aceitam um DEUS que ama, que cura, salva, perdoa e sofre.

Hoje nos diz Paulo: Ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se igual aos homens (Fl.2, 7).

Paulo vai nos orientando e anunciando de maneira dramática: Encontrado com aspecto humano , humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte (Fl 2, 8).

A morte na cruz, executado, abandonado, aparentemente derrotado!

Os que o mataram diziam: A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! (Mc.15, 31)

Quem o reconheceu foi o oficial do exército que proclamou: Na verdade, este homem era FILHO DE DEUS! (Mc.15, 39)

Ler e meditar a paixão de JESUS é refletir e discernir a paixão do povo, a nossa própria paixão no seu seguimento e compromisso com uma pastoral libertadora.

Ouço: Trabalhou pelos direitos humanos e se deu mal!
Bem feito, defendeu bandidos e por eles foi destruído
e tantos outros impropérios que desdenham e destroem.

Celebrar a paixão do SENHOR é estar com ELE, pois Ele está sempre conosco.

O que ajuda a continuar caminhando mesmo quando estamos feridos é a fé no seu AMOR por nós.

Nesta Semana Santa sinto-me convidado a experimentar a Compaixão do DEUS que ama e liberta, e que em JESUS nos ensina a despir-se do poder e da força e a caminhar enfraquecido aos olhos do mundo e fortalecido aos olhos de DEUS.


Assista à homilia da missa do Domingo de Ramos: