cidade

Encontro debateu Nova Evangelização e a missão na cidade

A Comissão Episcopal para a Missão Continental realizou entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro o 4ª Encontro Nacional sobre a Missão Continental. O evento, realizado no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília (DF), tratou do tema “Nova Evangelização e a missão na cidade”, e refletiu sobre a proposta pastoral da Igreja para o mundo urbano.

Entre os 40 participantes do evento, estavam lideranças leigas, seminaristas, religiosas, presbíteros e bispos de diversas dioceses do Brasil. “Na realidade urbana precisamos encontrar meios concretos na dimensão missionária para sairmos dos nossos centros e irmos às periferias ou nós estaremos completamente deslocados. Este Encontro vai nos ajudar a encontrar novas pistas de ação e sobre tudo, reforçar o ânimo missionário para nos despojarmos de um bocado de coisas”, avalia dom Adriano Vasino Ciocca, bispo de São Félix do Araguaia (MT) e presidente da Comissão.

Na avaliação do assessor da Comissão, padre Sidnei Dornelas, a missão nas grandes cidades é um desafio. “A ideia é ver o que a Nova Evangelização tem a ver com a Missão Continental e a evangelização no contexto urbano. Isso, através da paróquia que é tema central hoje para toda a Igreja no Brasil conforme tratado na última Assembleia Geral da CNBB e que virou Documento de Estudo (n. 104)”. O curso trouxe também a apresentação de experiências de Missão intergentes e ad gentes no mundo urbano, na assessoria do arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha.

Fonte: CNBB

Dom Milton Kenan convoca leigos e leigas a participarem efetivamente do Conselho Participativo Municipal

Em carta enviada às Paróquias, Dom Milton Kenan Junior, bispo auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, responsável pela Região Episcopal Brasilândia, diz que “A presença dos fiéis, leigos e leigas, nos Conselhos Participativos representará o exercício do serviço solidário para a construção de uma cidade justa e digna, capaz de gerar bem estar e felicidade para todos e todas que nela habitam.”

Clique aqui para ler a carta de Dom Milton Kenan Junior

Conselho Participativo Municipal terá eleições diretas em todas as subprefeituras

Dia 01 de agosto, próximo passado, o prefeito Fernando Haddad assinou decreto regulamentando o funcionamento dos Conselhos Participativos.

Em cada uma das 32 subprefeituras da cidade, ao lado dos subprefeitos, estará um grupo de cidadãos e cidadãs, eleitos diretamente pelos munícipes, para tratar dos problemas e das ações a serem efetivadas no território da respectiva subprefeitura.

A presença de representantes eleitos pela população junto aos subprefeitos é resultado de uma longa luta de entidades que, desde o ano 2000, vem cobrando, dos sucessivos governos municipais e dos vereadores, a importância do controle exercido pela população sobre o trabalho que acontece nas subprefeituras.

Cada uma das subprefeituras da cidade de São Paulo é muitas vezes maior, em número de habitantes, do que muitos dos 644 municípios do Estado. As subprefeituras são territórios complexos, a maioria delas com graves problemas de moradia, segurança, transporte e emprego, que trazem imensos prejuízos para a qualidade de vida da população.

O governo dos territórios das subprefeituras não pode ficar, exclusivamente, nas mãos dos subprefeitos, muitas vezes sem conhecimento e vivência dos problemas dos distritos que formam a subprefeitura.

A população local e as entidades, igrejas, associações de moradores organizadas no território precisam dizer ao subprefeito quais as principais necessidades de cada distrito, precisam acompanhar as ações do subprefeito e fiscalizar sua atuação.

Com esse controle e apoio dos Conselhos Participativos e com um orçamento que permita atuação vigorosa, os subprefeitos estarão fortalecidos em sua administração e poderão responder aos munícipes com ações significativas de melhora na qualidade de vida local.

Junto com a população poderão exigir a urgente e necessária descentralização das instituições do governo municipal: é preciso que as secretarias municipais se organizem para que, em cada subprefeitura o munícipe encontre o atendimento de que necessita, sem se deslocar para outras regiões da cidade. O atendimento de saúde, educação , lazer, emprego, variada documentação, cultura devem ser realizados nas subprefeituras.

Nos sábados, 24 e 31 de agosto, cada uma das subprefeituras promoverá audiências públicas para a composição das comissões eleitorais, responsáveis por publicar o edital da eleição, receber a inscrição dos candidatos e organizar, as eleições para os Conselhos Participativos.

Durante o mês de setembro, nas subprefeituras, cada uma destas Comissões Eleitorais receberá as inscrições dos cidadãos e cidadãs interessados em se candidatar como conselheiro daquela subprefeitura.

Os candidatos se apresentarão pelo distrito onde moram e serão votados também pelos moradores daquele distrito, em eleições que acontecerão no domingo, dia 08 de dezembro, em todas as subprefeituras, sendo o número de conselheiros em cada um dos conselhos participativos proporcional ao número de habitantes da subprefeitura.

Como igreja, cada uma das comunidades e paróquias, pastorais e movimentos têm a sua frente, neste momento das eleições das Comissões Eleitorais e dos membros dos conselhos participativos, excelente oportunidade, e mesmo uma convocação, para se colocar a serviço da vida plena na cidade como candidatos às Comissões Eleitorais ou aos Conselhos Participativos.

Certamente, os Conselhos Participativos não são o remédio para a perversa exclusão que se estrutura na dinâmica de crescimento da cidade de São Paulo. Mas a presença dos cristãos nestes conselhos, certamente também, será o indicativo de que respostas solidárias, includentes, éticas, democráticas, construtoras de vida digna para todos e todas, estarão sendo buscadas e implementadas.

Os sábados 24 e 31 de agosto serão particularmente importantes para a presença cidadã nas subprefeituras, pois em cada uma delas, no dia 24 ou no dia 31, estarão acontecendo três eventos que vão interferir na futura qualidade de vida da cidade.

Primeiro evento: serão eleitos os 5 membros que comporão a Comissão Eleitoral responsável pelas eleições dos Conselhos Participativos.

Segundo evento: a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão apresentará à população as modificações que introduziu no Plano de Metas, depois das audiências com a sociedade.

Terceiro evento: as audiências marcarão o início de uma nova etapa do Ciclo Participativo de Planejamento e Orçamento, dando início às discussões em torno do Plano Plurianual 2014-2017 e da Lei Orçamentária Anual para 2014, momento importantíssimo, pois se fará a previsão de verbas do orçamento de que cada distrito deverá dispor para bem atender aos moradores locais.

Que cada um se disponha a mobilizar a comunidade, vizinhos, conhecidos e desconhecidos, para participar deste processo de construção de uma cidade justa: sábados, 24 ou 31 de agosto, vamos às subprefeituras. Assim, estaremos respondendo ao apelo que fez o Papa Francisco em sua visita à comunidade de Varginha, no Rio de janeiro, durante a JMJ:

“Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais!”

(Papa Francisco, na Comunidade de Varginha – 25/07/2013)

Consulte aqui mais informações e os endereços das subprefeituras.

Fonte: Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo

Rede Nossa São Paulo divulga quadro de desigualdade na cidade

A cidade de São Paulo é dividida em 96 distritos, alguns com população maior que muitos municípios brasileiros, e isso contribui para que haja má distribuição de renda e dos equipamentos e serviços públicos.

A Rede Nossa São Paulo, uma organização não governamental, divulgou na última sexta-feira, 7, o “Quadro da Desigualdade em São Paulo”, em evento realizado no Sesc Consolação, que contou com a participação de representantes do poder público, do secretário municipal de Governo, Antonio Donato, dos vereadores Nabil Bonduki, José Police Neto e Ricardo Young, representantes de entidades civis e o bispo referencial do Serviço da Caridade, Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, dom Milton Kenan Júnior. Este “mapeamento” traz dados e informações sobre as diferenças entre os distritos.

Foram avaliados 55 indicadores, entre eles cultura, educação, esporte, habitação e meio ambiente. Vinte e nove distritos tiveram as piores avaliações, e destes, três são do centro da cidade: Brás, Sé e Pari. Os demais são de regiões periféricas.

Alguns índices, como a área verde por habitante, revelam que na subprefeitura de Parelheiros, extremo da zona sul, há mais áreas verdes por habitantes do que na subprefeitura da Mooca.

Há dados que deixam transparecer as desigualdades da cidade de São Paulo. Quem tem acesso a convênio médico, por exemplo, pode ter uma consulta marcada e realizada em 16 dias, já quem depende do serviço público será atendido no prazo médio de 66 dias.
Conforme a Rede Nossa São Paulo, é preciso fazer da cidade um lugar mais igualitário para todos. Por isso, a entidade pede que na revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) sejam levados em consideração esses dados.

O PDE é um instrumento para o planejamento da cidade, criado em 2002, e que neste ano passa por um processo de revisão. Audiências públicas estão sendo convocadas, e a população chamada a dar sua contribuição. A Rede Nossa São Paulo divulgou, no evento, um manifesto no qual destaca: “neste momento crucial de discussão sobre as diretrizes da nova legislação, cabe a nós observar os vergonhosos dados sobre a desigualdade em São Paulo, a cidade mais rica do Brasil. Os números são claros e não resta dúvida de que combater as desigualdades deveria ser a grande prioridade do novo Plano Diretor”.

No manifesto, a entidade destacou quatro aspectos que devem ser observados e priorizados na elaboração do novo Plano Diretor: “eleger o melhor indicador que a cidade já atingiu como meta a ser perseguida para todos os distritos”; “dotar todos os distritos da cidade com um mínimo de equipamentos e serviços públicos”; “priorizar as ações nos itens em que há menor satisfação da população, conforme pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo sobre a qualidade de vida na cidade (Irbem – Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) – na edição mais recente da pesquisa, dos 169 itens avaliados, 139 receberam notas abaixo da média”; “priorizar investimentos e políticas públicas nos 30 distritos com os piores indicadores da cidade”.

Em entrevista ao O SÃO PAULO, dom Milton destacou que o tema da desigualdade toca a todos, pois “se queremos ser testemunhas de Jesus Cristo na cidade de São Paulo, não podemos ignorar essa realidade, esse desafio”.

Ainda nessa reflexão, o Bispo salientou a importância da presença da Igreja, “tendo em vista o Projeto Obras da Fé, vemos uma realidade daquilo que, enquanto Igreja, queremos assumir na cidade de São Paulo, o papel de sermos promotores de solidariedade, justiça e paz”.

Fonte: O São Paulo – Arquidiocese de São Paulo

 

Testemunha de Cristo na Cidade

Qual é o primeiro objetivo da presença da Igreja numa cidade como São Paulo? Tantas poderiam ser as respostas, mas uma delas é a principal: ser testemunha de Jesus Cristo e do Evangelho do Reino de Deus.

Foi bem isso que Jesus recomendou aos apóstolos, ao lhes prometer o Espírito Santo, antes de elevar-se ao céu: “vós sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra” (cf At 1,8). Jesus manda ser testemunhas dele, em primeiro lugar, na cidade de Jerusalém.

No dia 25, festa da Conversão de São Paulo, quando a Arquidiocese de São Paulo comemora o Apóstolo como seu Patrono e Intercessor, entra oficialmente em vigor o seu 11º Plano de Pastoral, que traz este propósito: “ser testemunha de Jesus Cristo na cidade de São Paulo”.

Essa meta dá sentido e orientação a tudo o que a Igreja é e faz: às suas organizações pastorais, instituições educativas, de caridade e solidariedade social; aos seus meios de comunicação, associações de fiéis leigos, à atuação dos bispos, padres e religiosos, para a existência e ação das paróquias, igrejas, santuários, conventos, mosteiros, pequenas e grandes comunidades; para as celebrações litúrgicas e manifestações religiosas, artísticas e culturais, e até para o badalar dos sinos nas torres das igrejas… Tudo isso existe em função da missão de testemunhar Jesus Cristo e seu Evangelho na cidade de São Paulo.

O 11º Plano de Pastoral começa com uma referência à história da presença e atuação da Igreja em São Paulo e ao seu caminho de fidelidade a Cristo. Essa Igreja vê-se hoje diante de situações novas, tanto do ponto de vista religioso e pastoral como do ponto de vista social, político e cultural; elas representam uma chance e um convite para atuar de forma nova e perseverante. Mas também há situações desafiadoras, em que a missão da Igreja precisa ser exercida com renovada atenção e empenho.

Em sintonia com as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, a Arquidiocese coloca-se diante das urgências, que requerem seu empenho especial: a) a necessidade de promover uma nova evangelização faz a Igreja em São Paulo colocar-se “em estado permanente de missão”; b) a urgência de oferecer melhor formação aos fiéis, leva a Igreja em São Paulo a ser “casa de iniciação à vida cristã”; c) a necessidade de verdadeiros discípulos missionários de Jesus Cristo requer que toda a vida ação da Igreja seja animada pela a Palavra de Deus”; d) o mandamento do amor fraterno e da comunhão entre todos batizados desafia a Igreja em São Paulo a ser uma rica e variada “Comunidade de comunidades” cristãs; e) “para que todos tenham vida”, a Igreja em São Paulo se coloca ao serviço da vida plena para todos; f) voltando-se para a juventude com amor e profundo interesse, esta Igreja une seus esforços para evangelizar os jovens.

Após indicar algumas situações que caracterizam cada uma dessas seis urgências, o 11º Plano oferece indicações pastorais, que deverão ser traduzidas em iniciativas e programas de ação pelas paróquias, comunidades e organizações eclesiais e pastorais. O Plano de Pastoral é norteador da ação evangelizadora e pastoral de toda a Arquidiocese para os próximos quatro anos e deverá favorecer a pastoral de conjunto. Nele, leva-se em conta o 50º aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano 2º, o Ano da Fé e o Catecismo da Igreja Católica, para ajudar a Arquidiocese a viver esses próximos anos em sintonia e em comunhão com a Igreja no Brasil e no mundo inteiro.

O primeiro ano de vigência do Plano de Pastoral coincide com a realização do Ano da Fé, que toda a Igreja celebra desde 11 de outubro de 2012 até 24 de novembro de 2013. Por isso, a Carta Pastoral – Senhor, aumentai nossa fé! – apresenta reflexões e uma série de indicações e sugestões para a vivência do Ano da Fé na Arquidiocese.

Faço votos que o 11º Plano de Pastoral proporcione um caminho frutífero de unidade pastoral, como resposta aos desafios, necessidades e urgências pastorais do nosso tempo. E que a Arquidiocese possa tornar-se, cada vez mais, uma testemunha corajosa, dinâmica e crível de Jesus Cristo e de seu Evangelho nesta cidade. Pela intercessão do Apóstolo São Paulo e com as bênçãos de Deus!

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 22/01/2013
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
@DomOdiloSchere

Oração pela Paz

Ó Deus, Pai de todos nós,
que enviastes ao mundo vosso Filho, o Príncipe da Paz,
para que tivéssemos vida e paz por meio dele,
nesta hora tão difícil para a cidade de São Paulo,
nós vos pedimos com fé e humilde confiança:
enviai sobre todos nós o Espírito Santo
e despertai nos corações sentimentos de respeito por todos.
Que todos os habitantes desta Cidade,
colocando de lado as diferenças,
procurem unânimes edificar o convívio fraterno
na justiça, no respeito e na solidariedade,
a fim de que a nossa Cidade supere a violência
e nela habite a Vossa paz. Amém!

Na festa de São Paulo, D. Odilo questiona: “Senhor, o que queres que façamos?”

A cidade de São Paulo comemora 458 anos no dia em que a Igreja celebra a conversão do Apóstolo Paulo, padroeiro da Arquidiocese. Na Catedral da Sé, o cardeal arcebispo Dom Odilo Scherer presidiu missa solene, celebrada com outros bispos, padres e diáconos. Milhares de pessoas participaram da cerimônia. Também estavam presentes diversas autoridades.

Na homilia, Dom Odilo lembrou a importância da conversão de Paulo, ex-perseguidor dos cristãos que se transformou em apóstolo:

De lado de fora da Catedral, centenas de pessoas protestavam contra o governo paulista e o prefeito Kassab pelas ações realizadas na chamada cracolândia e pela violência policial na desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos. Os manifestantes acusam os governantes de promover uma política “higienista”, que não resolve os problemas sociais.

A cidade sonhada por D. Helder

Pe Geovane Saraiva

A Carta aos Hebreus faz a seguinte afirmação: “Nós não temos aqui cidade permanente, estamos à procura da cidade que há de vir” (Hb 13,14). Hoje a grande maioria da humanidade mora em cidades. Daí o nosso olhar para a cidade, desejando tirar dela coisas belas, maravilhosas e positivas. O mundo é bom e as cidades são boas. Como seria bom se vivêssemos bem e em harmonia com este mundo, que Deus criou para nós, suas criaturas: “O que vos peço é que não tireis do mundo, mas livreis do mal” (Jo 17,15).

Dom Hélder Câmara leu, quando Arcebispo de Olinda e Recife, um conjunto de crônicas, no microfone da Rádio Olinda – PE, intituladas: “Um olhar sobre a cidade”. Trata-se de mensagens da melhor qualidade, mensagens ricas e profundas, como foi rica, profunda, intensa, preciosa e de ótima qualidade a vida desse homem de Deus, humano ao extremo, nascido na cidade de Fortaleza – Ceará.

Mensagens de amor e de esperança para o seu povo, sua gente muito querida, nas cidades de Olinda e Recife e também para todas as pessoas, porque ele era cidadão universal e sua palavra chegava ao mundo inteiro. Mensagens de um Pastor que soube amar a todos, mas, sobretudo, seu imenso amor à causa dos empobrecidos, os “sem voz e sem vez”.

Mensagens do Profeta que viveu bem nessa “cidade”, que não é permanente, mas com um grande desejo que todos compreendessem o sentido da vida neste mundo, voltando-se, é claro e evidente, para a outra vida, que a transcende, que vai muito além desta. Mensagens do “irmão dos pobres” que encarnou o Concílio Vaticano II, quando diz: “Não se encontra nada verdadeiramente humano que não lhes ressoe no coração” (cf. GS, 200).

Nós moramos numa cidade e por vontade do Criador e Pai, a exemplo do Apóstolo dos gentios, de Dom Hélder Câmara, de Charles de Foucauld, Francisco de Assis e de outros homens de Deus, sonhamos com a cidade do céu, a Jerusalém do Alto. Santo Agostinho, na sua obra, “A cidade de Deus”, nos afirma: “dois amores fundaram duas cidades, a saber: O amor próprio, levado ao desprezo a Deus, a terrena, o amor a Deus, levado ao desprezo de si próprio, a celestial”.

Ao encerrar o centenário do grande peregrino da paz, que procurou ser fiel a Jesus Cristo, unindo o céu a terra, com os olhos, a mente e coração voltado para a cidade lá do alto, que com muita alegria estamos comemorando, de 07 de fevereiro de 2009 a 07 de fevereiro de 2010, produza os melhores frutos, para a maior glória de Deus e a felicidade de todos aqueles que sonham com a paz: “Se queres cultivar a paz, preserve a criação” (Bento XVI).

Comunidade debate segurança com comandante da Polícia Militar

A comunidade São Miguel Arcanjo recebeu no sábado, 4 de abril, a capitão Tania Pinc, comandante da terceira companhia do 45º batalhão da Polícia Militar de São Paulo. O objetivo do encontro era debater a segurança, tema da Campanha da Fraternidade deste ano.

A policial disse que a parceria da comunidade é importante para conhecer melhor os problemas e desafios da região. Os participantes apresentaram questões que ameaçam a segurança dos moradores. Os principais assuntos debatidos foram:

* Tempo de semáforos que dificultam a travessia de pessoas idosas
* A ocupação das calçadas pelas mesas de bares e o barulho, o som alto dos frequentadores
* Os defeitos nas calçadas
* A venda de bebidas alcoolicas para menores
* A oferta e o consumo de drogas
* Conflitos entre vizinhos
* A mudança no perfil do bairro com a chegada de grandes condomínios de prédios

A capitão Tania explicou que nem todas as questões eram responsabilidade da polícia, mas se comprometeu a fazer contato com a CET para avaliar a questão dos faróis e orientar os PMs para notificar a subprefeitura quando encontrarem calçadas ocupadas irregularmente. Sobre a questão das drogas, ela reforçou a importância da população usar o telefone 181 para fazer denúncias anônimas.

Por fim, os participantes decidiram criar um grupo de trabalho com representantes da comunidade, da Polícia, da Universidade São Judas Tadeu e do Instituto Sou da Paz para encaminhar outras ações concretas.

Amanheceu 2009!

O novo ano amanheceu na cidade silenciosa e vazia. Depois de tanto barulho o silêncio faz bem aos ouvidos e à mente e nossa oração mais recolhida. A missa desta manhã na solenidade da Santa Mãe de Deus nos fez mais próximos do mistério do amor de Deus em nossas vidas!

A missa solene, os cantos, o incenso, as orações, parecíamos monges e monjas em um mosteiro. O novo ano revigore as nossas pastorais e nosso empenho em evangelizar a cidade e pricipalmente em sermos díscipulos de Jesus. A mensagem do Papa pelo Dia da Paz nos compromete a apoiarmos todas as iniciativas pela superação da miséria e pela humanização da VIDA.

O Papa nos convoca à luta contra a pobreza e solidariedade global, e lança um desafio para a Igreja e para toda a humanidade: COMBATER A POBREZA, CONSTRUIR A PAZ.

Este desafio em todos os níveis, no político e social, e a partir dele estaremos cobrando as politícas públicas da prefeitura de São Paulo, onde o prefeito assume com uma promessa para cada 36 h da segunda gestão. Que a cidade seja limpa e a consciência também! Que a população em situação de rua seja respeitada e possa sair da rua por políticas públicas e não por ações violentas e higienistas.