Dom Milton Kenan Júnior

Via Sacra da Criança e do Adolescente será na próxima sexta-feira

A Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo convida todos a participar da Via Sacra da Criança e do Adolescente, na próxima sexta-feira, 11 de abril, com concentração a partir das 8h, no Pátio do Colégio, local da Primeira Estação, e onde Dom Milton Kenan Junior, Bispo Auxiliar de São Paulo, dará a benção inicial.

O objetivo é envolver o maior número possível de crianças e adolescentes. Há mais de 22 anos a Via Sacra é realizada, e surgiu por iniciativa de Dom Luciano Mendes de Almeida.

Uma curiosidade neste ano, é que os personagens da Paixão de Cristo, que participam da Via Sacra, usarão o transporte público. Eles andarão de metrô, anunciando que Jesus Cristo está presente no trabalhador, na mulher, no jovem, em toda a sociedade, e sofre com eles.

A Via Sacra é um momento de oração, anúncio e denúncia que tem como objetivo meditar a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, tendo como pano de fundo a Campanha da Fraternidade, que em 2014 tem como “Fraternidade e Tráfico Humano”, e o lema “É para liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). Este ano, todos são desafiados a assumir o compromisso com a erradicação do tráfico humano. Crianças e adolescentes vão às ruas da cidade, de uma forma lúdica e envolvente, mostrar que são vítimas em potencial deste negócio. A Igreja, na sociedade é convocada a proteger, defender e promover a vida ameaçada.

Divulgue esta bela iniciativa, onde crianças e adolescentes denunciarão todos os tipos de tráfico humano.

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

Via Sacra da Criança e do Adolescente

Sugestões Pastorais para a implementação da Iniciação à Vida Cristã

Sugestões Pastorais para a implementação da Iniciação à Vida CristãO Setor de Animação Bíblico-Catequética da Arquidiocese de São Paulo elaborou e colocou nas mãos dos catequistas da nossa Arquidiocese as “Sugestões Pastorais para a implementação da Iniciação à Vida Cristã”, para ser utilizado como texto de aprofundamento para a Semana da Catequese, prevista para o mês de fevereiro em todas as comunidades da Arquidiocese.

A “Igreja – casa da iniciação à vida cristã” – é a segunda urgência do 11º Plano de Pastoral da nossa Arquidiocese, que queremos continuar a incrementar em 2014.

No 11º Plano de Pastoral encontramos, nos parágrafos 80-85, uma impostação rápida e consistente desta urgência bem como as suas indicações pastorais, que servem como referência para nossa reflexão e respectiva ação pastoral.

Na mensagem de apresentação do subsídio, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, pede que o conteúdo seja disseminado em toda Igreja de São Paulo. “Precisamos encontrar maneiras de ajudar nossos irmãos batizados a crescerem na fé, até à plena maturidade. Convido, por tanto, todos e todas as instâncias da Igreja em nossa Arquidiocese a se empenharem neste processo de renovação pastoral, para o qual o Espírito Santo nos lança e nos conduz”. Concluiu o cardeal.

Em carta, dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar de São Paulo e referencial para o Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, reforça que o texto “Sugestões Pastorais para a implementação da Iniciação à Vida Cristã”, deve ser objeto de estudo e reflexão nos grupos e organismos eclesiais ligados às paróquias. Também nas Congregações Religiosas masculinas e femininas, e a todos os grupos e Organismos da Arquidiocese com a mesma e urgente recomendação.

O Secretariado Arquidiocesano de Pastoral propõe que neste momento os grupos, tendo conhecimento do texto, indiquem as experiências já existentes, que possam servir de referência neste processo; e apresentem sugestões de acréscimos e ajustes ao texto que o tornem instrumento apto, de fato, a despertar em nossas comunidades o interesse pela iniciação à vida cristã e a sua concretização.

Até meados de junho as contribuições, fruto da reflexão e aprofundamento do tema nos referidos grupos, deverão ser encaminhadas ao Coordenador Regional de Pastoral da sua Região Episcopal, no caso das Paróquias; e, pelos demais grupos e Organismos, diretamente ao Secretariado Arquidiocesano de Pastoral.

Faça o download do subsídio.

Fonte: Arquidiocese de São Paulo

Dom Milton convida ao seminário ‘Justiça e Direito Igual para Todos’

A Coordenação Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo realiza no próximo sábado, 31 de agosto, o seminário “Justiça e Direito Igual para Todos”. Na carta-convite para o evento, dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese e referencial do Serviço da Caridade, Justiça e Paz, do qual faz parte a Pastoral Carcerária, destaca que a atividade terá como reflexão central o Sistema Judiciário brasileiro.

De acordo com o bispo, este será um momento de formação para os agentes de pastoral e parceiros na atuação social junto ao povo, uma vez que o seminário se insere nas reflexões da 5º Semana Social Brasileira. “Estruturas sociais, políticas e econômicas orientadas pela justiça e pela fraternidade são necessárias para a promoção da vida, da dignidade, das alegrias e das esperanças dos homens e das mulheres”.

Fonte: CNBB

Tortura não surpreende Pastoral do Menor

No domingo, 18, ao assistir ao programa “Fantástico”, da TV Globo, muitos brasileiros ficaram chocados diante das imagens exibidas em uma reportagem. A matéria relatava um espancamento sofrido por adolescentes infratores, internos na Fundação Casa, do Complexo da Vila Maria, unidade João do Pulo.

Para tratar desse assunto, a coordenadora da Pastoral do Menor, Sueli Camargo, se encontrou com o bispo auxiliar da Arquidiocese e responsável pela coordenação da Caridade Justiça e Paz, dom Milton Kenan Júnior, na segunda-feira, 19, em uma reunião na qual participou o bispo emérito da Diocese de Jacarezinho, dom Fernando José Penteado, representante do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDECA), e Ivan Bezerra dos Santos, da Pastoral do Menor.

Na ocasião, o bispo auxiliar da Arquidiocese escreveu uma nota – a íntegra pode ser lida no box a baixo – na qual destaca que, ao longo destes anos de existência, não são poucas as denúncias de maus-tratos contra a Fundação e seus agentes. Sueli Camargo apresentou para os bispos uma série de documentos que foram protocolados junto à Fundação Casa, com denúncias de violência contra os adolescentes.

Na nota, o Bispo escreve, ainda, que “num momento em que toda a Igreja volta sua atenção para a juventude, é lamentável que fatos como esses, que ocorreram nesta semana aconteçam”.

Durante a reunião, a coordenadora da Pastoral do Menor afirmou que “a Pastoral tem há muito tempo denunciado os maus-tratos” e que a diretora da Fundação Casa, Berenice Giannella tem conhecimento dos abusos e violações de direitos que acontecem na Fundação, diferentemente do que afirmou para a TV Globo.

“Não podemos nos calar”, afirmou Sueli, que dias atrás realizou uma visita ao Departamento de Execuções da Infância e Juventude (DEIJ), localizado no Brás, centro da capital. Para ela, ali já se dá início uma situação de descaso e humilhação na qual ficam expostos famílias e adolescentes, caracterizando total desrespeito a esta população.

O grupo levantou propostas para que o trabalho realizado na Fundação possa ser acompanhado e monitorado mais de perto, tanto pelo Ministério Público, quanto pela sociedade civil. E um dos acompanhamentos, de acordo com a equipe, foi a desvinculação da Ouvidoria da Fundação Casa da direção da entidade, gerando assim um grupo mais autônomo para realizar investigações diante das denúncias apresentadas.

As imagens, no entanto, apesar de cruéis, não são surpresa para a equipe da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, que há muito tempo tem denunciado as agressões gratuitas que muitos internos têm sofrido na Fundação Casa. As denúncias chegam de diversas fontes: anônimas; famílias de internos e até de funcionários da Fundação Casa.

O jornal O SÃO PAULO, trabalhando ao lado da Pastoral do Menor, apresentou diversas reportagens contendo denúncias de abusos e maus-tratos. Numa delas, “Pastoral defende reeducandos em SP” (edição 2891, de março de 2012), foram apresentados relatórios, com fotos de jovens agredidos, por um grupo de monitoramento que acompanha os trabalhos na Fundação.

Em matéria mais recente, julho deste ano (edição 2960), foram apresentadas denúncias feitas por duas mães de internos do Complexo Raposo Tavares, unidade Ypê. De acordo com as mães, os jovens foram agredidos e, diariamente, são ameaçados e provocados a “virar a casa” – termo usado para designar rebeliões –, pois, dessa forma, as agressões no momento de retomada da unidade, pela Tropa de Choque, se justificariam.

 

Leia a íntegra da nota de dom Milton Kenan Junior

São Paulo, 19 de agosto de 2013.

A todos os homens e mulheres de boa vontade da cidade de São Paulo

As imagens apresentadas, neste fim de semana, em nível nacional, pela Rede Globo, com cenas de espancamento de adolescentes na Unidade “João do Pulo”, do Complexo Vila Maria, da Fundação Casa, na cidade de São Paulo, causaram-
nos perplexidade.

Tais práticas fazem-nos relembrar os períodos sombrios da história da nossa Nação, quando a violação dos direitos humanos e o recurso à tortura foram utilizados como instrumento de punição e intimidação.

É importante ressaltar que, nestes últimos anos, não foram poucas as denúncias de maus-tratos, espancamento e ameaças aos adolescentes em algumas unidades da Fundação Casa, cujos protocolos na própria Fundação Casa, no Ministério Público, no DEIJ comprovam os fatos.

Não podemos negar que, após a publicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), houve considerável evolução no tratamento dispensado à criança e ao adolescente. Entretanto, no que diz respeito ao adolescente em conflito com a Lei, há ainda um longo caminho a ser percorrido.

Diante desses fatos, é nossa esperança de que aqueles que adotam tais práticas sejam punidos com o rigor da Lei.

Um fator que deve ser considerado com particular atenção é o da superlotação das unidades da Fundação Casa, que as torna inadequadas para acolher e atender todos os internados. Não seria oportuno propor a qualificação das medidas socioeducativas em meio aberto?

Além das medidas preventivas, sugerimos a implantação de monitoramento através de câmeras em todas as unidades, devendo ser supervisionadas pelo Ministério Público, objetivando a garantia dos direitos dos funcionários e adolescentes em conflito com a Lei.

Seria também oportuno desvincular a Ouvidoria da Fundação Casa, que já existe, da própria Instituição, permitindo o acompanhamento da sociedade civil e mais transparência dos atos ali investigados.

Num momento em que toda a Igreja volta sua atenção para a juventude, é lamentável que fatos como esses que ocorreram nesta semana aconteçam.

Prevenir, amparar, educar são atitudes que garantem aos adolescentes e aos jovens um futuro melhor! A esperança não nos permite desistir! Anunciamos Jesus Cristo e denunciamos a intolerância e as injustiças, porque acreditamos que somente n’Ele e a partir d’Ele (Cristo) é possível uma cultura de paz. Como São Francisco de Assis, rezamos: “Senhor, fazei-nos instrumentos de vossa paz! Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa que eu leve o perdão…”

Uma Nação que não cuida dos seus jovens está fadada a desaparecer.

Dom Milton Kenan Júnior
Bispo responsável pela Coordenação da Caridade,
Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo

Fonte: O São Paulo

Rede Nossa São Paulo divulga quadro de desigualdade na cidade

A cidade de São Paulo é dividida em 96 distritos, alguns com população maior que muitos municípios brasileiros, e isso contribui para que haja má distribuição de renda e dos equipamentos e serviços públicos.

A Rede Nossa São Paulo, uma organização não governamental, divulgou na última sexta-feira, 7, o “Quadro da Desigualdade em São Paulo”, em evento realizado no Sesc Consolação, que contou com a participação de representantes do poder público, do secretário municipal de Governo, Antonio Donato, dos vereadores Nabil Bonduki, José Police Neto e Ricardo Young, representantes de entidades civis e o bispo referencial do Serviço da Caridade, Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, dom Milton Kenan Júnior. Este “mapeamento” traz dados e informações sobre as diferenças entre os distritos.

Foram avaliados 55 indicadores, entre eles cultura, educação, esporte, habitação e meio ambiente. Vinte e nove distritos tiveram as piores avaliações, e destes, três são do centro da cidade: Brás, Sé e Pari. Os demais são de regiões periféricas.

Alguns índices, como a área verde por habitante, revelam que na subprefeitura de Parelheiros, extremo da zona sul, há mais áreas verdes por habitantes do que na subprefeitura da Mooca.

Há dados que deixam transparecer as desigualdades da cidade de São Paulo. Quem tem acesso a convênio médico, por exemplo, pode ter uma consulta marcada e realizada em 16 dias, já quem depende do serviço público será atendido no prazo médio de 66 dias.
Conforme a Rede Nossa São Paulo, é preciso fazer da cidade um lugar mais igualitário para todos. Por isso, a entidade pede que na revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) sejam levados em consideração esses dados.

O PDE é um instrumento para o planejamento da cidade, criado em 2002, e que neste ano passa por um processo de revisão. Audiências públicas estão sendo convocadas, e a população chamada a dar sua contribuição. A Rede Nossa São Paulo divulgou, no evento, um manifesto no qual destaca: “neste momento crucial de discussão sobre as diretrizes da nova legislação, cabe a nós observar os vergonhosos dados sobre a desigualdade em São Paulo, a cidade mais rica do Brasil. Os números são claros e não resta dúvida de que combater as desigualdades deveria ser a grande prioridade do novo Plano Diretor”.

No manifesto, a entidade destacou quatro aspectos que devem ser observados e priorizados na elaboração do novo Plano Diretor: “eleger o melhor indicador que a cidade já atingiu como meta a ser perseguida para todos os distritos”; “dotar todos os distritos da cidade com um mínimo de equipamentos e serviços públicos”; “priorizar as ações nos itens em que há menor satisfação da população, conforme pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo sobre a qualidade de vida na cidade (Irbem – Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) – na edição mais recente da pesquisa, dos 169 itens avaliados, 139 receberam notas abaixo da média”; “priorizar investimentos e políticas públicas nos 30 distritos com os piores indicadores da cidade”.

Em entrevista ao O SÃO PAULO, dom Milton destacou que o tema da desigualdade toca a todos, pois “se queremos ser testemunhas de Jesus Cristo na cidade de São Paulo, não podemos ignorar essa realidade, esse desafio”.

Ainda nessa reflexão, o Bispo salientou a importância da presença da Igreja, “tendo em vista o Projeto Obras da Fé, vemos uma realidade daquilo que, enquanto Igreja, queremos assumir na cidade de São Paulo, o papel de sermos promotores de solidariedade, justiça e paz”.

Fonte: O São Paulo – Arquidiocese de São Paulo