Dom Luciano Mendes de Almeida

Gratos a Deus por Dom Pedro existir!

Dom Pedro Luiz Stringhini termina uma grande e bela jornada pastoral aqui conosco. Nestes anos, esteve incansavelmente ao alcance de todos de uma extremidade a outra de nossa Região Episcopal Belém. Trabalhador, generoso e acessível: são essas suas características de pastor que demonstram o quanto marcou e dinamizou esta porção apaixonante da Igreja em São Paulo.

Sua partida em breve já nos deixa cheios de saudades; saudades de quem ainda não se foi, mas que permanece presente nos planos de nossos corações e agendas do ano que começa. Das agendas de papel ou digitais, podemos, com certo pesar, apagar vários dos compromissos que teríamos especificamente com ele. Dos nossos corações, ele não será jamais apagado, pois fará sempre parte da agenda de nossos sentimentos e afetos.

Indubitavelmente, Dom Pedro deixa para nós um legado exigente de empenho pastoral. Nossas 64 paróquias e mais de 150 comunidades tiveram-no vigilante, ouviram sua voz, acompanharam suas idéias, pensamentos e ações. Percebem-se no seu jeito, os modos e modelos de vida de dois pastores que marcaram seus esforços desde padre jovem assim como toda a cidade de São Paulo: Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, de inesquecível memória, e Dom Paulo Evaristo Arns, bispos de inegável amor pela cidade, especialmente suas periferias, cortiços e seus moradores de rua.

Dom Pedro tem um lado humano exigente e detalhista, personalidade firme herdada do “sangue” de imigrantes italianos do Interior de São Paulo. No entanto, demovido de orgulhos e arrogâncias, sabia pedir e dar o seu perdão. Por ser firme em determinadas posturas e opiniões, vamos acabar tendo certas saudades de seu jeito teimoso de sempre mudar algo de lugar em nossas comunidades ou no estilo de nossas celebrações; mas fazia isso se sentindo em casa em qualquer lugar de nossa amada Arquidiocese de São Paulo. E tem razões mais que suficientes para continuar se sentindo assim, porque continuará sendo sempre nosso amigo e, de certo modo, nosso pastor.

Podemos imaginar o quanto tenha sido exigente a Dom Pedro ser bispo no mesmo lugar onde foi ordenado para o serviço presbiteral. Ele viveu aqui conosco desde jovem leigo, prosseguindo como seminarista até chegar a ser padre e agora bispo de nossa Santa Igreja. Não podemos nos esquecer que, quando um novo bispo chega de outros lugares, fica simples chamá-lo pelos seus títulos: Senhor Bispo, Dom Fulano, Excelência… De longe, quando se chega, o desafio é tornar-se íntimo. Para muitos de nós, contudo, Dom Pedro Luiz é sempre simples e prazerosamente Pedro, sem títulos, apenas e suficientemente um amigo conhecido desde a juventude, com seus olhos vivazes e sorriso cativante.

Agora, saudosa porque partirá daqui, nossa Arquidiocese o entrega à Diocese de Franca para que lá, também, ele seja um bom pastor.

Embora saibamos que assim será, pedimos encarecidamente que a Igreja Particular de Franca receba Dom Pedro Luiz com grande afeto. Pedimos que todos cuidem bem dele, que não o deixem só e o abracem muito; saibam que lhe apraz uma boa e restauradora comidinha caseira e que não é exagerado em nada que lhe diga respeito a comer e beber (mas ele gosta de um vinhozinho bem ajeitado!). Saibam que ele não é luxento, nem prepotente e muito menos se preocupa demasiadamente com seus bens particulares; ele tem é prazer pela simplicidade da vida cotidiana. Temos certeza que a Diocese de Franca vai se afeiçoar rapidamente a ele.

A Dom Pedro, enviamos um abraço aqui descrito em palavras, mas que lhe daremos pessoalmente, bem apertado e aos milhares, antes que parta para seu novo pastoreio. Desejamos que Deus lhe multiplique todo o bem que ele nos fez.

Comissão Regional de Presbíteros e Coordenadores de Setor
Arquidiocese de São Paulo
Região Episcopal Belém

03 de novembro, São Martinho de Lima!

São Martinho de Lima sempre marcou a minha vida, quem primeiro me falou dele foi D. Luciano Mendes de Almeida que em Brasilia tinha a sua imagem em sua sala na CNBB.

São Martinho de Lima é o Patrono da Justiça  Social, titulo dado pela Papa João XIII que o canonizou, logo tinha tudo em comum com um homem tão incomum como D. Luciano.

São Martinho dos pobres, das crianças de rua, irmão e protetor do povo da rua,  dos discriminados e excluídos, pois ele mesmo viveu a rejeição, a discriminação e só foi aceito como irmão ablato no convento dominicano de Lima para cuidar dos animais, ser porteiro, barbeiro e fazer remédios de ervas.

O primeiro Santo Negro da América Latina carregou em sua vida os sofrimentos e alegrias dos pobres e dos escravos! Foi dotado de dons especiais que confundiam os letrados e doutores e fazia luzir a sabedoria dos pequenos e fracos. A sua sabedoria nascida do Amor a DEUS chamava  muitos para ouvir seus conselhos.

A comunidade do Povo da rua que surgiu pobre, simples, sem sofisticação, debaixo do viaduto Guadalajara, abençoada por D.Luciano, construída em mutirão é dedicada a sua memória: Comunidade do Povo da Rua São Martinho de Lima.

Celebremos sua memória, sejamos comprometidos com a Justiça Social!

São Martinho de Lima, rogai por nós!

Saiba mais sobre São Martinho no Portal Paulinas

Teologia da GRATUIDADE!!!!

A Mensagem de JESUS parece ser de difícil entendimento, mais uma vez os seus discípulos reagem de maneira contrária aos seus ensinamentos.

A cada anúncio da Paixão uma reação contrária!

Os irmãos Tiago e João pedem o privilégio, um lugar de importância, pois esperam um golpe,  um novo Rei, pensam na estrutura de poder que conhecem e reproduzem. Não sabem o que estão pedindo, mas sabem de que forma a classe dirigente age.

Beber o cálice e viver o Batismo de CRISTO é aceitar o martírio e a aniquilação!

Quem quer seguir a JESUS, seguir os seus passos, passará pela CRUZ e por ela chegará à ressurreição!

A glória de JESUS não é a força do poder mas a beleza de servir.

O exercício do poder é  perigoso quando assumido como dominação sobre os irmãos,  JESUS deixa claro: nem dominação, nem tirania, como os chefes das nações e os que governam. JESUS conhecia bem as artimanhas dos que governavam a sua terra e os dominadores de plantão!

Herodes mandou matar João Batista, os romanos  dominavam com crueldade e violência, as autoridades religiosas exploravam e excluíam os pobres e fracos.

ENTRE VÓS NÃO SEJA ASSIM! Este é o ensinamento de JESUS!!

Quem quiser ser grande, seja vosso servo; quem quiser ser o primeiro, seja escravo de todos.

A dimensão do REINO é o serviço, a gratuidade, é dar a VIDA.

Sempre recordo o que me disse D.Luciano Mendes de Almeida, antes de me ordenar padre, sobre o sentido da estola que os padres usam, como sinal de seu ministério:

A estola não é sinal de poder, é a toalha que JESUS usa para enxugar os pés, as lágrimas e o suor dos que sofrem e a quem devemos estar a serviço.

O Amor não se impõe se propõe, não domina, serve.

O amor é gratuidade, é DEUS que se doa, que liberta, redime e salva.

JESUS, és salvador porque é servidor!

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5 de outubro, dois santos!!!!!!!!!!

No dia 5 de outubro a Igreja celebra a memória facultativa de São Benedito, o santo negro e muito querido do povo, franciscano, santo humilde, protetor da cozinha e dos cozinheiros, de vida simples e austera, identificava-se com os pobres e abandonados, alguns dizem que não sabia ler, não foi ordenado padre mas chegou a ser superior de um convento franciscano no sul da Itália, mas gostava mesmo de trabalhar na cozinha.

Morreu em 1589, sua devoção espalhou-se rapidamente, e no Brasil é muito popular, é um santo querido e amigo de todos!

Hoje, também é o aniversário de nascimento de D. Luciano Mendes de Almeida, nosso santo Bispo, falecido há três longos anos, mais longos pela saudades e pela falta que nos faz.

A presença de D. Luciano é viva em nossa memória afetiva, pela grandeza e simplicidade de suas palavras de seu sorriso cativante e olhar que penetrava na alma.

D. Luciano é luz que não se apaga,
memória que não se esquece
presença que não desaparece, todos dizem que é um Santo!
Mas não basta dizer, é preciso como ele VIVER!!

Dom Luciano no céu

Pe Geovane Saraiva

Dom Luciano Mendes de Almeida, grande homem de Deus, por muitos anos bispo auxiliar de São Paulo, Secretário Geral e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por dois mandatos consecutivos, Arcebispo de Mariana – MG., deixou este mundo no dia 27 de agosto de 2006, coincidentemente, na festa de Santa Mônica, a mãe forte, por sua resistência, lágrimas e orações, conseguindo a conversão do filho Agostinho, um dos maiores Santos da Igreja e da própria humanidade, e no sétimo aniversário de morte de Dom Helder Pessoa Câmara, o homem dos grandes sonhos e nascido para as coisas mais elevadas, homem das viagens e cidadão do Mundo…

Dom Luciano soube viver e amar em profundidade o dom precioso da vida,  acolhendo o Filho de Deus como aquele que revelou o rosto amoroso e o enviado do Pai e como aquele que veio do alto. “Em Cristo Deus quis habitar com toda sua plenitude” (Col 1, 19). Esforçou-se para que esse mistério chegasse a todos, especialmente aos empobrecidos e rejeitados da sociedade, em nossos tempos…

Ele foi ao encontro da proposta do Filho de Deus, espalhando bondade, por onde passou, com o seu jeito simples de viver, acreditando na força transformadora da Palavra de Deus e da Eucaristia – acolhendo Jesus: “Pão da vida, pão descido do céu” (Jo 6, 34). “A Eucaristia é mensagem de comunhão fraterna, não só enquanto nos ajuda a vencer o egoísmo e partilhar o pão e também quando elimina o rancor e o dinamismo de vingança, mas enquanto consegue superar mágoas e ressentimentos e aproximar os distantes…” (Conferência de Dom Luciano, 15º Congresso Eucarístico Nacional – Florianópolis – SC).

Ele, uma preciosidade, com o seu modo santo de viver, tinha o céu ao seu redor. Mas mesmo assim ele queria ver o céu. Um dia ele decidiu: “Há um tempo queria muito ver o céu, saber como é lá. Um dia subi no céu. Não pensei que fosse tão bonito assim, fiquei contente com tanta música, pessoas dançando na presença de Deus. Mas, de repente, percebi que eu estava escondido atrás de uma árvore. Descobri que o céu é ver os outros felizes”.

Dom Moacyr Grechi, ao iniciar o retiro do clero de Fortaleza, disse: “Queria também invocar Dom Luciano Mendes, que tenho com “santo”. Eu fiz esta experiência: Iniciando a Conferência de Aparecida eu rezei a Dom Luciano dizendo: em Puebla o senhor muito ajudou a dar aquele tom evangelizador, que marcou a nossa pastoral; em santo Domingo, se não fosse a sua presença, com sua doçura e inteligência, talvez tivéssemos voltado para casa, sem nenhum Documento Pastoral. Eu quero a sua ajuda também nesta Conferência de Aparecida. Depois que eu rezei, mudei completamente por dentro: de desanimado que estava, resolvi enfrentar a Conferência com empenho, marcando presença em todas as reuniões, compreendendo que era a hora de Deus e que não deveria deixar passar em vão. Quero que Dom Luciano interceda por nós nestes dias do retiro do clero de Fortaleza”.

Dom Luciano, subindo ao céu, optou em primeiro lugar pela vida, em especial a vida dos empobrecidos, comprometida e indefesa. Que seu testemunho nos encoraje e nos estimule na nossa escolha e seguimento de Jesus de Nazaré, acolhendo-o com generosidade.

Deus seja louvado, amado e glorificado por esse homem que só soube fazer o bem. O amor nele cresceu e se fez dom, vivendo não para si, mas para Deus e para os irmãos e irmãs.

Profecia na Igreja

Profecia na Igreja é o último livro do Pe. José Comblin que será lançado pela Paulus no dia 23 de março na Casa de Oração do Povo da Rua, às 19 horas.

O livro do Pe. Comblin é alimento que precisamos neste momento de raquitismo profético, o autor resgata a profecia desde o antigo testamento até a atuação de JESUS.

Passa historicamente pelos padres da Igreja até a América Latina nos dias de hoje. Nos faz considerar a ação profética de Bartolomeu De Las Casas até D. Helder Camara e D. Luciano Mendes de Almeida.

É um livro inquietante e questionador, é um profeta falando da Profecia! É espiritualidade , teologia, história e sobretudo compromisso no seguimento de JESUS.

No centenário de D. Helder, vépera da memória do martírio de D. Oscar Romero, na Casa de Oração do Povo da Rua, equação perfeita da Profecia que se faz AMOR que questiona e renova a vida!

No dia 24 , no mesmo local e horário, estaremos celebrando o Centenário de D. Helder Camara, no dia do martíro de D.Romero, mais uma equação insistente e coincidente de um AMOR que resiste e liberta.

Veja fotos do lançamento: