Comunidades Eclesiais de Base

Concílio e identidade latino-americana

Dom Demétrio Valentini

Nesta semana tive a oportunidade de participar da Assembleia da CLAR – Conferência Latino Americana dos Religiosos, em Quito, no Equador.

A entidade talvez não seja tanto conhecida. Mas ela é muito importante no contexto da Igreja da América Latina. Basta ter presente os milhares de Irmãs, Irmãos, Padres, das muitas Congregações que se fazem presentes, desde os primórdios da Igreja no continente americano, e que há 53 anos se articulam, através da CLAR.

Se olhamos as datas, percebemos a proximidade da trajetória da CLAR com a caminhada de renovação da Igreja, impulsionada em nossa época pelo Concílio Vaticano II.

Na sempre delicada tarefa de propor objetivos comuns, dentro da indispensável comunhão eclesial, se constitui num fator de segurança cultivar as grandes referências que balizam a missão da Igreja em nosso tempo. Entre as referências que continuam válidas, está, certamente, o Concílio. Daí o acerto da CLAR, de evocar o Concilio durante sua assembleia, ainda mais que neste ano é a Igreja toda que o recorda, no cinquentenário de sua abertura oficial.

Entre tantos aspectos, que a reflexão da CLAR só teve o tempo de acenar de leve, encontra-se uma coincidência que coloca desafios muito especiais para a Igreja da América Latina,

Acontece que o Vaticano II encontrou a Igreja da América Latina em pleno processo de afirmação de sua própria identidade eclesial. O continente latino americano, e a Igreja da América Latina, estavam despertando para assumirem sua própria identidade, libertando-se de dependências históricas, que de diversas maneiras tinham impedido a afirmação de sua autonomia.

Seria muito interessante conferir em que medida a recepção do Concílio estimulou e fortaleceu esta identificação, ou de que maneira esta identificação foi obstaculizada.

Em primeiro lugar é forçoso reconhecer que o Concílio se constituiu num fator de grande incentivo para o processo de descentralização eclesial. Pois o Concílio forneceu o suporte teológico, que possibilitava sonhar com a sadia diversidade de Igrejas Locais, que iriam enriquecendo a Igreja Universal, por suas fisionomias eclesiais próprias.

O continente latino americano estava sequioso de autonomia política e de afirmação de sua identidade. A Igreja estava disposta a abraçar as causas do povo, contribuindo com sua presença de serviço e oferecendo a riqueza de sua fé, que estimulava a integração de valores culturais e humanos em sua fisionomia eclesial.

O Concílio Vaticano II veio fecundar o processo libertário da América Latina, envolvendo a Igreja de maneira muito intensa.

Em primeiro lugar, portanto, o Concílio despertou a Igreja da América Latina, incentivando-a assumir sua própria identidade, de maneira autônoma e responsável.

Ao mesmo tempo, começaram cedo as resistências a este processo, sobretudo diante de algumas expressões eclesiais que se tornariam típicas da Igreja na América Latina, e que podem ser assim elencadas: as Comunidades Eclesiais de Base, a opção pelos pobres, a Teologia da Libertação e a leitura popular da Bíblia.

A mais contestada de todas, a Teologia da Libertação, é aquela que mais pode encontrar sua justificativa. O povo da América Latina, seus países, a própria Igreja, estava vivendo um processo libertário, que precisava com urgência ser sustentando em suas motivações. Necessitava de uma “teologia da libertação”, solicitada por um processo que o Concílio incentivava, de atenção para com os “sinais dos tempos”…

Basta este breve aceno ao contexto histórico, para dar-nos conta do tamanho das questões que uma avaliação do Concílio solicita. Ele foi um grande concílio, e só com espírito grande é possível aquilatar a consistência de suas propostas, que ainda aguardam uma aplicação condizente com a sua profundidade.

Carta aberta ao Pe. Ezequiel Ramin

Pe. Dário

Tinha apenas 33 anos, estava no Brasil há pouco mais de um ano… Sempre me pergunto quão forte devia ser a raiva dele, para assinar tão cedo uma condenação à morte.

Missionário Comboniano, Ezequiel Ramin foi morto em 1985, numa Rondônia em plena agitação pela febre colonizadora de fazendeiros e muitos pobres em busca de futuro.

Imensa fronteira em desenvolvimento, onde grupos poderosos disputavam cada palmo de chão. Fazendeiros contra posseiros, grileiros contra pequenos agricultores, fazendeiros e madeireiros contra índios. O missionário tomou o lado dos pobres e foi brutalmente executado. Hoje, a vinte cinco anos de seu martírio, seus companheiros combonianos escrevem uma carta aberta para ele.

Ezequiel, o que é ressurreição?

Diga-nos, mártir da luta: como acreditarmos na vida quando ainda continua tamanha violação dos direitos?

Lembramos de sua paixão pela causa dos povos indígenas. Pois é, ainda hoje mais de 50% das terras deles continuam sem identificação, demarcação ou homologação.

Você deu a vida pelo chão de seu povo, mas ainda hoje o Brasil é campeão mundial na concentração da terra. Imaginamos sua ansiedade a respeito do plebiscito de setembro 2010, para pôr um limite à propriedade, pois a terra é o bem mais essencial que temos.

Ainda ressoam suas palavras: “muitas vezes sinto uma grande vontade de chorar, ao ver os quilômetros de cerca…”.

Ezequiel: como não chorar, hoje, enquanto está sendo aprovada a reforma ao Código Florestal? Em vez de preservar a natureza fonte de vida, isso vai matar as florestas e reduzir as áreas de preservação permanente!

A vida é cada vez mais ameaçada pela ilusão do crescimento e do progresso! Mas que progresso é este que suga das veias abertas da America Latina a madeira do mato, o ferro da terra e a fertilidade do chão?

Na sua Rondônia, no ano passado, quatro mil pessoas durante o Intereclesial das CEBs ajoelharam-se, pedindo perdão frente às enormes barragens para usinas hidroelétricas no rio Madeira. Ainda dá, Ezequiel, para acreditar que Davi vencerá Golias?

Até sua irmã no sangue, Dorothy Stang , ainda não conheceu justiça e os assassinos dela estão impunes em liberdade… Cadê o estado, defensor de direitos?

Cadê a igreja da libertação pela qual você derramou seu sangue? Como e quando essa igreja reconhece e imita seus mártires?

Sumiram os mártires; hoje a medida da fé não parece mais ser a cruz da perseguição, mas o ibope de quem manipula os sentimentos do povo, oferecendo nas praças públicas a religião como um grande espetáculo…

Os próprios movimentos sociais, com que você tanto trabalhou, hoje em vários casos parecem presos a lógicas de controle e de repartição do poder.

No meio das contradições e falências, você costumava repetir que “trabalhar com os pobres é como criar primavera”. Acreditamos nessa primavera, padre!

Sentimos que a vida pulsa nas veias desse povo, apesar das ameaças que pairam em cima dele. Admiramos a cada dia a resistência e dedicação das mulheres líderes de comunidade: é delas que você deve ter aprendido!

Sua paixão não foi em vão: hoje os olhos do povo iluminam-se quando fazem memória de pe. Ezequiel e ir. Dorothy. Luzes distantes, mas permanentes, estrelas fixas no horizonte.

Sim, nossos povos ainda têm horizonte, apesar de tudo.

Alguns perderam o sonho, vêem-se obrigados a viver dia após dia. Mas outros, ao lado desses, ainda enxergam longe, lutam por mudança, acreditam na honestidade, doam-se até o fim. Você não imagina, Ezequiel, quanto é importante para eles seu exemplo e a vida de muitos outros batalhadores do dia de hoje!

Suas palavras fecundam a vida de muitos jovens: “Tenho a paixão de quem persegue um sonho. Essa palavra tem tamanha intensidade que, quando a acolho em meu ânimo, sinto que uma libertação sangra por dentro de mim”.

A igreja que você sonhava e pela qual trabalhou ainda está em construção: depende de nós dar-lhe um sabor de libertação.

Você comentava: “É um novo jeito de ser igreja. Avanço nessa lógica. As atividades são ligadas ao social, a uma transformação concreta. O papel principal é dos leigos. Eles são igreja. Interessam-se por tudo. O trabalho é de coesão: juntos buscamos saídas para os problemas interconectados da terra, dos índios, da saúde e do analfabetismo…”.

“Meus olhos buscam com dificuldade a história de Deus aqui. A cruz é a solidariedade de Deus para com a caminhada e a dor humanas. O amor de Deus é mais forte do que a morte. A vida é bela e estou feliz em doá-la!”.

Ressurreição é isso, Ezequiel: doar-se com alegria para que esse povo viva! Você ainda vive, mártir da terra e do sonho de Deus. Que essa vida se transmita, apaixonada, nas muitas e muitos seguidores de Cristo que ainda seguem criando primavera!

“Quero dizer só uma coisa,
uma coisa especial para aqueles que
têm sensibilidade para as coisas bonitas.
Tenham um sonho.
Tenham um sonho bonito.
Procurem somente um sonho.
Um sonho para a vida toda.
Uma vida que sonha é alegre.
Uma vida que procura seu sonho
renova-se dia após dia.
Seja um sonho que procure alegrar
Não somente todas as pessoas,
Mas, também, seus descendentes.
É bonito sonhar de tornar feliz
a humanidade toda.
Não é impossível…”.

Padre Ezequiel Ramin,
missionário comboniano
MÁRTIR no Brasil.

CNBB em Brasília

Dom Demétrio Valentini

Desta vez a assembleia anual da CNBB se realiza em Brasília. O costume era outro. Durante trinta anos, o mosteiro de Itaici acolheu as assembleias. A tal ponto que o bairro de Indaiatuba, que leva este nome, acabou ficando mais conhecido do que a própria cidade, cujo prefeito cada ano comparecia na abertura da assembleia, e pedia aos bispos que, por favor, se lembrassem que Itaici é um bairro de Indaiatuba, no Estado de S. Paulo.

Desta vez a realização da assembleia em Brasília é uma clara deferência da CNBB para honrar a capital do país, que acaba de completar 50 anos de sua inauguração. No mesmo sentido, o 16º Congresso Eucarístico Nacional, cuja data se emenda à da assembleia, reforça a homenagem que a Igreja quer prestar a Brasília.

Na verdade, a intenção é mais ampla. Realizando neste ano na capital do país sua assembleia, e aí celebrando o Congresso Eucarístico, a Igreja quer ressaltar os muitos motivos que ela tem para sentir-se vinculada à história do país, com o qual se identifica de tantas maneiras.

Como de costume, a pauta da assembleia é sempre muito carregada. Os assuntos vão sendo recolhidos ao longo do ano. E precisam receber o tratamento de acordo com sua importância. Por isto, engana-se quem pensa que a assembleia vai se limitar ao cardápio proporcionado pelos assuntos na ordem do dia da imprensa. Se necessário, estes também podem receber o tratamento adequado, sobretudo na análise de conjunta que a assembleia sempre faz. Mas não é a imprensa que pauta a assembleia. Ela não vai sacrificar suas prioridades para tratar, por exemplo, do assunto da pedofilia.

Basta conferir seu tema central, e os temas que a assembleia caracteriza como prioritários, para dar-nos conta da intensidade dos trabalhos.

O tema central tem uma formulação que talvez dificulte a percepção de sua abrangência por parte de quem não está acostumado aos últimos acontecimentos e às recentes orientações pastorais da Igreja: “Discípulos e servidores da Palavra de Deus e a Missão da Igreja no mundo”.

Acontece que recentemente a Igreja fez um sínodo sobre a Palavra de Deus. A CNBB se mostra pronta a inserir as reflexões do Sínodo no cotidiano de sua vida. A referência aos “discípulos” e à “missão” é para dizer que a CNBB continua mantendo as duas dimensões fundamentais que a Conferência de Aparecida expressou em forma de “discípulos e missionários de Jesus Cristo”. Esta a intenção do tema central.

Como temas “prioritários”: as Comunidades Eclesiais de Base, os cem anos do movimento ecumênico, a avaliação das Diretrizes Pastorais, a questão agrária neste início de século 21.

Não podem faltar os diversos temas “estatutários”, como o relatório da Presidência e das diversas Comissões Episcopais, através das quais se estrutura o trabalho da CNBB. Será proposta uma declaração sobre a situação política que o país vive neste ano.

Portanto, um punhado de assuntos que exigem trabalho, que é realizado com sessões pela manhã, pela tarde e sempre que necessário à noite também.

Com isto, a CNBB acaba fazendo, sem o dizer explicitamente, um sério questionamento à burocracia estatal, especialmente ao Congresso Nacional. A CNBB se reúne dez dias por ano, e trata de tomar as decisões que se fazem necessárias. Depois, cada bispo retorna para suas dioceses e leva adiante sua missão, afinado com as orientações da assembleia. Não estaria aí uma boa sugestão para o Congresso Nacional? Por que não faz como a CNBB? Bastariam alguns períodos intensos de trabalho por ano em Brasília, onde seriam tomadas as decisões já amadurecidas junto ao povo nas bases. A continuidade dos trabalhos poderia ser garantida, como na CNBB, por uma Comissão Central que mantém expediente contínuo em Brasília, e se reúne mensalmente para municiar a continuidade dos trabalhos nas bases. Ainda mais com os recursos que hoje a informática nos oferece, os deputados e senadores poderiam se manter cotidianamente informados, com a vantagem de continuarem próximos à realidade do povo, o que sempre é salutar para quem precisa lidar com as esferas da burocracia.

Mesmo que não o diga explicitamente, a CNBB reunida em Brasília está clamando por uma radical e profunda reforma nas estruturas políticas, a começar por mudanças substanciais na organização do Congresso Nacional. Para que ele deixe de desperdiçar tantos recursos a serviço de sua inoperância escandalosa.

Décimo Segundo Intereclesial

Roberto Malvezzi, Gogó *

As caravanas das Comunidades Eclesiais de Base já se preparam para ir até Porto Velho, Rondônia, para o XII Intereclesial de CEBs. Jornada longa. Os ônibus da Bahia devem levar quatro dias de ida, sete dias em Rondônia e mais quatro dias de retorno.

Nossas comunidades vão assumir definitivamente a dimensão ecológica da fé, num mundo em convulsão, de tragédias dantescas, globais, como as enchentes do Nordeste, como as cem mil mortes em um único dilúvio em Mianmar. Estamos diante de um desafio planetário que se faz um desafio de fé.

O local escolhido para assumir e aprofundar essa causa é a Amazônia, símbolo maior da devastação que o ser humano provoca na natureza. Nos crimes contra a natureza nada se cria, na se perde, tudo se vinga. James Lovelock costuma dizer que esse não será o fim da humanidade e nem o fim da vida no planeta, mas será um planeta pobre, tórrido, eliminando cerca de 70% da vida, inclusive das vidas humanas. Depois de se reajustar, o planeta se reorganiza de outra forma.

Na humanidade resta pouca sensibilidade real contra a fome, a sede e as injustiças. Existe muito daquela boa vontade da qual o inferno está forrado. Só o caos ecológico pode ascender alguma reação humana. A elite mundial chegou ao paraíso e não está disposta a ceder nenhuma unha de seu bem estar ao restante da humanidade.

Nossas pequenas comunidades também já não têm o “apelo” que tinham antes, quando a opção pelos pobres era moda. Hoje o modismo eclesial é a fama, o sucesso, a movimentação milionária de produtos religiosos que fazem a fortuna de pessoas e instituições. Enfim, a tal teologia da prosperidade, tão ao gosto de setores pentecostais, tanto evangélicos como católicos. Mas, o Evangelho não está sujeito a modismos. A fidelidade aos pobres, à justiça, à partilha, à solidariedade, à fraternidade, independe das circunstancias.

Há um novo ar, uma nova clorofila, sendo respirados pelas CEBs. Eles vêm da ecologia. Muitos pastores católicos já entenderam e apóiam.

A sede de justiça é uma bem-aventurança particular das CEBs. Sem elas essa prática quase que desaparece da Igreja Católica.

De coração, desejo e peço a Deus que nossas comunidades sejam revigoradas na fé, na oração, na luta, no compromisso com a justiça e a ecologia. Serão nossa contribuição de cristãos conscientes, cidadãos, inseridos, numa crise civilizacional que já se faz presente, se aprofunda e sugere cenários terríveis.

Que Deus esteja com nossas comunidades em Rondônia. E estará.

12° Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base divulga programação

A capital de Rondônia, Porto Velho, no norte do país, sedia o 12° Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) a partir do próximo dia 21. O encontro, que vai até 25 de julho, traz como tema principal “Ecologia e Missão”. O lema deste ano é “Do Ventre da Terra, o Grito que vem da Amazônia”.

Os organizadores do evento, que é considerado um dos maiores acontecimentos religiosos e sociais do país, confirmam presença de 3 mil pessoas.

A abertura, no dia 21, será na Praça Madeira Mamoré com uma celebração às 19h, após chegada das delegações. Segundo Irmã Osnilda Silva, Coordenadora de Comunicação do 12° Intereclesial, a Celebração de Abertura é um dos principais momentos do encontro das CEBs, já que na ocasião serão lembrados todos os Intereclesiais ocorridos até então.

O início dos trabalhos acontece na manhã da quarta-feira (22) com oração pelas populações indígenas. Às 9h haverá a primeira coletiva de imprensa do evento e, no período da tarde, um Ato Penitencial será celebrado em local próximo à construção da Usina Hidroelétrica Santo Antonio.

Irmã Osnilda destaca como importante as visitas que serão feitas às Comunidades, Populações Indígenas, Casa de detenção, Hospitais e Casa Família Rosetta, que cuida de pessoas com deficiência e dependência química, no dia 23. O objetivo das visitas não é apenas conhecer, mas também ouvir e criar um laço de amizade. O lema dessas visitas é “Quem conhece ama”.

Na sexta-feira (24) dois momentos trazem ‘trocas de experiências’. Primeiro durante manhã, as “Trocas de testemunhos da experiência na Missão” reúnem grupos das regionais das CEBs do Brasil inteiro para compartilhar experiências de suas regiões. Após almoço, um dos grandes destaques do encontro se dá com o “Testemunho de pessoas proféticas”.

Segundo Irmã Osnilda, esse momento traz pessoas escolhidas, “são pessoas de presença profética, que lutam por uma causa e questionam a realidade”. A senadora Marina Silva (PT-AC) participa falando sobre a defesa da Amazônia e a líder indígena guatemalteca Rigoberta Menchú traz seu conhecimento de militante em prol da mulher. Dom José Maria Pires, conhecido como “Dom Zumbi” – por sua luta em favor da comunidade afro – e Dom Pedro Casaldáliga, também participam do Testemunho.

No último dia do 12° Intereclesial das CEBs, sábado, será realizada uma celebração ecumênica no início da manhã e haverá também escolha do local para o 13° Intereclesial. Após caminhada das comunidades, haverá encerramento com Celebração Eucarística às 17h no Estádio Aluísio Ferreira, no bairro Arigolândia.

CEBs

As Comunidades Eclesiais de Base se tornaram parte integrante da Igreja Católica na década de 70 com o objetivo de ser um ponto de partida para discussões sobre vivenciar a fé em comunhão com os povos, sobretudo os mais necessitados e excluídos.